
Hoje deixo com um registo de uma boa ideia que existe na Foz no Porto, passo a transcrever:
« Vestir Prada sem se vender ao diabo
Vestir bem e gastar muito pouco é possível. Na Foz há um segredo bem guardado: uma loja de roupa de autor para bolsas em crise
Gucci, Prada, Louis Vuitton, Valentino, YSL e outras marcas de prestígio ao preço da chuva. Onde? Temos de ir pela morada, porque a loja não tem nome. É na Esplanada do Castelo, Foz do Douro, Porto. Procure o número 115 e verá artigos expostos numa montra com um letreiro a dizer “Aluga-se”.
A história é muito engraçada. Cristina Ferreira, proprietária do estabelecimento, que já antes funcionara, alugado, como loja de roupa, achou piada a fazer lá uma espécie de venda de garagem enquanto um novo arrendatário não aparecia. Com duas sócias, muniu-se de roupas em segunda mão, fornecidas à consignação por amigos e conhecidos. A procura foi de tal ordem que não só os artigos começaram a voar como, ao mesmo ritmo, o stock entrou em renovação. Até hoje. E a dita “venda de garagem” já leva mais de dois meses. A crise, por um lado, e o consumismo, por outro, justificam o fenómeno. E se, como refere Cristina Ferreira, para muitos dos fornecedores “os armários já não chegam”, para os clientes “é uma felicidade comprar um vestido de 300 ou 400 euros a 30 ou 40″. Quem diz um vestido diz sapatos, carteiras, bijuteria, biquínis e outros artigos de senhora. Sim, a loja visa apenas o público feminino, embora haja também mobiliário (cadeiras, mesas, sofás), “não com a mesma adesão”. Mas nem por isso os homens devem deixar de aqui passar – afinal, é uma oportunidade fantástica de fazerem um brilharete em casa.
A amplitude da oferta é considerável em matéria de idades, como o comprova o facto de a loja atrair “tanto miúdas como senhoras mais velhas”. Umas para ver se gostam de alguma coisa, outras com objectivo previamente definido. Entre estas, abundam as que procuram vestidos de cerimónia, e não é difícil perceber porquê.
“Há quem tenha vestidos de casamento, por exemplo, que comprou apenas para uma ocasião. Assim, em vez de os ter em casa a ocupar espaço, vende-os a quem lhes dê novo uso e valor”, explica Cristina Ferreira.
No fundo, é de reciclagem que se trata. O conceito, no que toca ao vestuário, vem sendo aplicado com êxito em vários pontos do mundo. Cristina dá o exemplo de “uma loja gira em Nova Iorque chamada What Comes Around Goes Around” para definir o espírito do seu negócio circunstancial. “O que chega vai. É essa circulação que se pretende”, diz, vincando que a condição-base para os artigos entrarem na loja é o estado de conservação ser “impecável” e a origem “conhecida”.
A partir de agora, a questão é até quando este estabelecimento sem nome vai ficar aberto. “Não sei. Enquanto o negócio durar?”, deixa em suspenso. O propósito inicial de alugar o espaço mantém-se. A pressa é que já não será tanta.»
In: http://www.ionline.pt/conteudo/10389-vestir-prada-sem-se-vender-ao-diabo a 26 de Junho de 2009, no Jornal I
O meu comentário:
Um bom conceito, uma boa ideia, algo muito útil, como a possibilidade de se poder reutilizar as roupas, ainda por cima, roupas de autor.
Tal como tudo que é caro, trata-se de um bem apetecível, no entanto, nem sempre ao alcance de alguns, as possibilidades de baixas dos preços, leilões ou mesmo a venda de artigos que não se usa, é bastante boa ideia, economicamente é excelente ideia, pois mesmo que o bem tenha sofrido uma desvalorização, sempre é melhor poder receber algum pela peça que não se usa mais, que não receber nada ao simplesmente deitar fora.
Estas ideias de venda de artigos usados, tem vindo a proliferar, não só no nosso país, mas também lá fora, mas ainda são muito assimétricos, pois na sua generalidade centram-se em grandes centros. A ideia surge de usualmente se vender coisas que se compram a clientes que já não as pretendem mais.
Existem algumas lojas, mas são muito genéricas, vendem um pouco de tudo, no entanto, têm uma clientela fiel, e que em determinados produtos, essencialmente bens raros ou mesmo arcaicos são os motivos de visita a este tipo de lojas.
A Ideia da venda de roupa, não é isolada, isolada é a ideia de compra a preços bastante mais baixos roupas de autor, desta forma, e se só se quer por exemplo um fato para ir a uma cerimonia, e queremos impressionar, podemos comprar o mesmo, usar e depois o ir la vender de novo, certo que, no meio deste caminho, existe alguma perca monetária, mas a mesma. É diferente de se comprar novo e armazenar o fato no guarda roupa e nunca mais o usar, e entretanto, o mesmo pode mesmo ficar fora de moda, e aí o fato perdeu mesmo todas as oportunidades de ser de novo usado, e as nossas esperanças de ganhar algo tangível com ele reduzem-se drasticamente.
Concordo com a loja e o negócio em si, penso que nem os autores podem interferir no mesmo, pois já receberam o valor do seu trabalho, aquando da primeira compra da roupa, portanto esta «revenda» é legal, é benéfica para todos, para quem vende e para quem compra, em primeira instância economicamente, quem vende não perde tudo, e quem compra, tem acesso a um bem que embora seja em 2ª mão, dificilmente conseguiria adquirir o mesmo em 1ª mão.
Outra vantagem, e mesmo para os autores das roupas, é o incremento da notoriedade do seu trabalho e marca, podendo muitos destes clientes de 2ª mão, um dia fazer um esforço, para conseguir adquirir algo em 1ª mão dessa marca ou autor.
Desde já deixo os parabéns à dona da loja, e a sua feliz ideia, penso que pode ser uma ideia a ser alargada a outras áreas da cidade, como a baixa, vamos a ver o que dita o futuro.
É de ideias destas que p o país precisa, no entanto, é pena que ainda para muitos a 2ª mão não seja mesmo assim acessível, pois o nível salarial é muito baixo em Portugal para a maioria das suas populações, e como consequência um poder de compra bastante deficitário, mas fica o registo de uma óptima ideia.
Deixo a questão: Qual a sua opinião sobre este negócio?
Tenho Dito
RT

Para além dos aspectos que referiu no seu comentário, e com os quais concordo, existe um outro, muito importante, que é o da sustentabilidade.
Se o conceito de adquirir coisas em segunda mão, nomeadamente vestuário e afins se enraizar na nossa sociedade, estaremos a contribuir para a sustentabilidade do planeta, pois o consumo desenfreado e o desperdício não são bons para o ambiente.
Dê uma olhada no meu blog (uma loja com um conceito semelhante em Leiria…)http://paradoxoleiria.blogspot.com
Tem razão concordo inteiramente com este aspecto da sustentabilidade, desta forma a poupança de recursos seria bem mais alta, e como tal em primeira fase o ambiente e o planeta ficariam a ganhar.
RT
Que lindas ideias!São óptimas para todos…principalmente porque fazem concorrência desleal…O truque é o seguinte: Tem-se uma boutique põem-se aluga-se,mas por um preço que sabemos que ninguem a vai querer alugar,colocamos lá toda o nosso guarda-roupa antigo á venda,não há facturas do artigo,não se paga IVA,não se faz contabilidade organizada porque dizemos a todos que é uma situação temporária(…por uns dias até a loja ser alugada claro!),os meses e anos vão passando e vai-se vendendo todos os monos que se puder,ou seja,tudo aquilo que sabemos que já não presta,que sabemos que tem um corte que já não se usa,cores que estão fora de moda,e que nos põe com um look em que parecemos uma fotografia de há 5 ou 10 anos atrás,mas é claro dizemos aos clientes que é da PRADA(como se a Prada não tivesse tambem peças feias!Resumindo…Foge-se assim aos impostos,ajudamos os outros a ficar com um look ultrapassado e fazemos concorrência desleal aos nossos vizinhos comerciantes que como não são temporários,têm que estar sempre actualizados em moda e com as suas contribuições sempre em dia para que o estado receba e o país avance!
É um ponto de vista que respeito.
Quanto aos impostos da loja, isso concordo consigo, ao IVA, o mesmo já foi liquidado na compra quando o artigo era novo, logo, esta venda é considerada 2ª mão, e não se pode tributar duplamente o IVA.
De resto, agradeço o seu comentário
Tirando a parte da (suposta) precariedade do negócio,que desconheço, será que este senhor pensa o mesmo em relação aos stands de automóveis usados? e em relação aos móveis em segunda mão? e em relação às lojas tipo Cash Converters? Para ele segunda mão é material que “já não presta” e que são “monos fora de moda”.
Nunca entrou certamente numa loja de roupa em segunda mão, como por exemplo o Baú em Lisboa ou a Paradoxo em Leiria.
Por fim, afirmar que estes negócios fazem concorrência desleal aos comerciantes tradicionais é que é desleal, tratam-se, isso sim, de negócios alternativos onde se podem fazer compras inteligentes.
Olá Joana
Desde já agradeço a sua participação no blog, e fico contente que tenha uma participação tão positiva sobre o referido assunto.
Convide desde já a cara leitora a participar sempre que achar pertinente.
Sem mais
RT
Olá o meu nome é Andreia e gostaria apenas de fazer uma pergunta? Compram roupa? Ou só vendem? É que eu tenho uma menina com 9 meses e um menino de 5 anos e tenho muita roupa deles nova da menina principalmente e ostaria de saber se tao interessados….fiquem com o e-mail obrigado
Olá Andreia Soares,
Desde já agradeço a sua participação no xavena de palavras.
No caso, em concreto, não tenho a certeza que comprem, mas é uma questão de entrar e contacto, no entanto, penso mesmo que comprem, senão onde iriam angariar o que vendem..
No entanto, como moderador e autor do Post e do Blogue, caso eu seja contactado por parte da empresa, tenho muito gosto em ajudar e indicar o seu e-mail, para poderem negociar, caso seja interesse de ambas as partes, como é óbvio.
Sem mais Agradeço
Rt
Olá, achei muito boa a idéia, pricipalmente nos tempos em que vivemos…
Gostava de saber se há alguma liga em Lisboa, e se a resposta for sim, qual a morada?
Obrigada.
Beijinhos
Olá Jussara Garcia
Desde já agradeço a sua participação no Blog
No que concerne à questão, não tenho conhecimento dessa mesma situação, no entanto, deixo a questão em aberto, para que se alguém saiba a resposta, a deixe aqui.
Sem mais Agradeço
RT
Olá,
Aproveito para actualizar sobre a abertura de outra loja com o mesmo conceito também na Foz.
http://quartierlatin-online.blogspot.com/
Olá Andre
Desde já agradeço a sua participação no Blog.
Fica aqui anotada essa mesma alternativa, na zona da Foz na cidade do Porto
Sem mais agradeço
RT
Olá,
Esta loja ainda continua aberta?
Obrigada
GOSTARIA DE SABER SE A LOJA ESTA ABERTA AINDA.
OBGDA