Análise ao Ranking das Escolas em Portugal…

Hoje trago uma notícia que pode ser um pouco polémica, a notícia refere-se ao ranking das escolas nacionais que foi publicado no decorrer do dia de ontem, passo a transcrever a notícia e de seguida faço o meu comentário.

« Saiba qual é a escola ideal para o seu filho

Sector privado domina. Melhores escolas estão nos centros urbanos. Pode consultar e guardar os documentos em anexo: a tabela tal como foi publicada no jornal (PDF) ou os ficheiros segmentados por categorias.

As médias, já se sabe, enganam – e por isso todas as leituras dos rankings devem ser cautelosas. Lisboa, Coimbra, Aveiro e Porto são os distritos com as melhores médias globais, o que não impede que tenham algumas das escolas com piores resultados do país, em bairros problemáticos como o Cerco, no Porto. Igualmente sinuosa é a leitura da eterna dicotomia público/privado. O ensino privado continua a ter um peso esmagador e ocupa 22 dos primeiros 25 lugares da tabela geral. Mas esse número baixa quando se consideram só as escolas com pelo menos 100 provas realizadas. Grande parte dos estabelecimentos privados têm um número reduzido de alunos.

As listas das escolas com os melhores resultados nos exames nacionais apenas são indicadores válidos se não extrapolarem para outras conclusões, advertem os especialistas na área da educação. E, mesmo assim, podem ser falíveis. Desde logo, os rankings não avaliam o grau de exigência de cada estabelecimento de ensino, avisa o sociólogo Santana Castilho: “A média mais baixa de uma escola pode ter mais valor do que a média mais alta de uma outra escola.” E a nota mais alta de um aluno não significa um maior aproveitamento escolar: “Há, por exemplo, professores mais preocupados em treinar os alunos para os exames nacionais e professores que se preocupam em que a aprendizagem seja mais integral e não apenas focalizada num só aspecto da avaliação.”

Há, por outro lado, escolas privadas que seleccionam as crianças mais bem preparadas, critério que não existe no ensino público: “O que aconteceria se um aluno do Colégio Alemão, em Lisboa, passasse a estudar numa escola de um bairro como o da Bela Vista, em Setúbal? E o que aconteceria se uma criança de um bairro considerado problemático fosse para um estabelecimento de ensino privado?” A experiência nunca foi feita, mas Santana Castilho está convencido de que os resultados dos rankings seriam diferentes.

Por isso, avisa Álvaro Santos, presidente do Conselho das Escolas, as listas são indicadores mínimos que estão longe de reflectir a realidade: “Não existe contexto sociocultural dos alunos, nem se tem em conta o trabalho pedagógico que cada estabelecimento de ensino desenvolve durante o ano lectivo.” É um trabalho complexo, defende o responsável, mas que alguns países anglo-saxónicos já começaram a fazer.

De que servem então as listas que o Ministério da Educação divulga todos os anos ? Os rankings são um “bom instrumento” para avaliar resultados específicos, relacionados com o desempenho nos exames”, defende Diogo Feio, deputado do CDS-PP, que foi secretário de Estado da Educação durante o governo de Santana Lopes: “A informação deve ser divulgada, sobretudo para que as escolas sintam um estímulo e para que haja um princípio de concorrência que é importante. O resultado é obviamente importante, mas a percepção da evolução é muito mais.”

Mais do que importante, é uma obrigação do Estado divulgar as listas, defende o presidente da Sociedade Portuguesa de Matemática, Nuno Crato: “Todos nós temos o direito de saber como funcionam as escolas. Os dados, apesar de serem parcelares, dão a possibilidade de os pais conjugarem com outras informações que já têm na sua posse e escolher qual o estabelecimento de ensino que querem para os seus filhos.”

Mas a liberdade de escolher a escola pública é por enquanto um privilégio circunscrito ao ensino secundário. Do primeiro ao terceiro ciclo, os critérios estão ainda limitados à área de residência do aluno ou local de trabalho dos encarregados de educação. Albino Almeida, presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais, defende que as autarquias deveriam criar anuários com os projectos educativos de todos os estabelecimento de ensino para os pais conhecerem o que cada agrupamento escolar desenvolve sem criar distinções entre escolas “boas e más”: “Seria uma forma de educar e informar os encarregados de educação, mesmo que actualmente seja impossível escolher a escola do seu filho”, conclui o dirigente da Confap. »

In: http://www.ionline.pt/conteudo/27601-saiba-qual-e-escola-ideal-o-seu-filho, a 13 de Outubro de 2009, no Jornal I

O meu comentário:

Da análise do artigo, podemos concluir que as melhores escolas são teoricamente as privadas, no entanto, penso que as publicas podem trabalhar para tentarem destronar esta hegemonia.

As privadas, têm melhor ranking, supostamente, porque estão mais focalizadas no cliente, ou seja, mais concretamente nos alunos, e que estes assimilem a matéria dada, e consequentemente estejam, mais aptos a fazerem as avaliações.

Penso que, das duas estratégias em análise, uma delas é a de preparar para as avaliações somente, e a outra, a de fazer com que os alunos assimilem a matéria dada, não podemos nos centrar numa só, devemos ter em conta que, nem tanto ao mar, nem tanto à terra, penso que mais uma vez, o senso comum nos indica que devemos, ter o médio termo, e fazer com que os alunos assimilem a matéria, mas que tenham a consciência das avaliações.

Os privados, possuem a facilidade de terem menos alunos por turma, e podem incrementar maiores índices de qualidade, e conseguem ter bons profissionais que estão focalizados em fazer com que os alunos assimilem a matéria, e consigam atingir os objectivos de ter bons resultados nas avaliações, penso que, também o conseguem porque possuem uma «equipa» que tem só um objectivo na vida, de o aluno ter sucesso, e que o sucesso do aluno, é o sucesso da escola onde está inserido, no entanto, os privados tem gestores, directores, pessoal auxiliar, para tarefas mais escondidas da prestação do serviço, e o professor, é somente professor, e está mais exposto, não podendo largar o aluno, enquanto o mesmo não assimilar os conteúdos programáticos.

No ensino publico, existem nas escolas essencialmente professores, que passam a vida a ser desviados do importante, das aulas e dos alunos, são funcionários que servem para tudo um pouco, são directores, directores pedagógicos, etc; outra situação, é que existem mais alunos por turma, e não existe dedicação tão próxima dos alunos, sendo que os alunos não são vistos como clientes, nem que fazem parte da «marca» da escola.

Penso que a discrepância dos resultados, deve-se essencialmente, a filosofia da escola publica, ser arcaica para os tempos de hoje em dia, que são cada vez, mais competitivos, e que olham para o aluno, como um empecilho, e não como um cliente, e como uma pessoa que têm que servir bem, para incrementaram o nome da escola.

Os privados, tendencialmente e por vários motivos, são mais fortes nisto, olham para o aluno como um cliente, e que quanto mais seja o seu sucesso, maior é o sucesso e o nome da escola, e que ambos saem e lucrar com a vitória do aluno, e o seu sucesso profissional.

Penso que, as pessoas ao escolherem uma escola devem ponderar muito bem os prós e contras, no entanto, se possível penso que as privadas, nos dias de hoje, ainda são boas e melhores opções, face às publicas, apesar do custo, é preferível ficar a saber bem as matérias, e poder enfrentar as avaliações com maior segurança.

As publicas têm que mudar a sua filosofia, e trabalhar para o aluno, e tentar fazer com que tenham sucesso, e em muitos casos, não tenham a recorrer aos serviços de explicações para preparação para as avaliações, o que se for somado, por vezes, fica a compensar a escolha de uma escola privada em detrimento de uma escola pública.

Deixo aqui o documento de análise retirado do site do Jornal I

Ranking das Escolas Nacionais

Deixo a Questão: Preferes Escolas Privadas ou Públicas?

Tenho Dito

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Uma resposta a Análise ao Ranking das Escolas em Portugal…

  1. cristina diz:

    Sou professora no privado e há coisas q gostava de esclarecer em relação ao comentário anterior.
    O meu Colégio está entre os primeiros 5 do ranking, tem uma lista de espera para todos os anos de escolaridade apesar da mensalidade ser considerável.
    Ao contrário do que pode parecer, as turmas n são pequenas pois temos 30 alunos por turma o q cria dificuldades para qualquer professor.Penso q a grande diferença está na ocupação do tempo dos alunos.Aqui eles entram às 8.30 e saem às 16h sem tardes ou manhãs livres como acontece no público.
    Já dei aulas no público e sei q os alunos têm tb uma visão diferente do ensino. Aqui respeitam de certa forma o dinheiro pago pelos pais ou saem enquanto q no público, como é gratuito é-lhes indiferente.
    Em relação aos profs vi muitos no público a terminarem a sua aula e irem para casa descansados, mas nós não. Temos múltiplas reuniões de estratégias para os alunos mais fracos, já para n falar das muitas aulas gratuitas q temos q dar a esses alunos, realmente é verdade o q acima menciona: não largamos o aluno até ele superar a dificuldade. Isto no meu Colégio, Claro!

    Cristina

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