Bébes, precisam-se…

Este tema já foi por mim postado no post anterior, mas ao ler uma reportagem de uma revista de um semanário que saiu esta semana, onde tinha no assunto da capa, « Bebes precisam-se…».

Após a leitura do artigo da referida revista, onde dizia que as coisas todas que já sabemos, tais como as mulheres têm filhos cada vez mais tardiamente devido a compromissos de ordem académico em primeira estância e mais tarde devido a questão de carreira. Pois bem, eu não condeno e apoio esta aposta por parte das mulheres, e da igualdade de direitos das mesmas perante os homens. Acho sim que devem o fazer, e ser facilitado nas empresas o natalidade, e não fazer coisas como desregular horários, não fazer cedências nos períodos de amamentação, despedir especialmente as que estão a contractos verem o seu contracto renovado.

Outra questão, é a da precariedade do país, eu já num post anterior disse, a questão de um emprego estável, com ordenados não rídiculos, deve ser equacionada, os jovens com formação superior e mesmo a maior parte com ensino secundário, já estão habituados a serem usados e mastigados pelas empresas e no fim…pontapé no traseiro. Assim não se chega a lado nenhum.

Em resposta ao artigo, e para conhecimento geral sugiro:

–   o incentivo aos jovens, deve forçosamente passar não só por material, mas por fazer acreditar, ou seja, criar postos de trabalho reais, para necessidades reais, com objectivos reais, e não andarmos num regime de contrata, gasta e deita fora, o que está em causa não é de dar azo a preguiça, mas de as pessoas assegurarem as gerações vindouras; nas décadas de 60, 70, 80, os postos de trabalho que existiam eram reais, poderia haver os de contractos, mas tinham mais a finalidade de testar as pessoas, do que propriamente as usar.

– Outra medida, é denominada de cada macaco no seu ganho, ou seja, é de estabelecer limites nas contratações, ou seja, por as pessoas com formação superior em cargos de responsabilidade para as quais os seus cursos deram origem, e não de andar a «adaptar» pessoas com formação ao nível do secundário para cargos que se destinam aos de formação superior, com isto, ganha-se em menos desperdício de recursos a todos os níveis, essencialmente, financeiros que parece que é o que faz mover as empresas em Portugal, é de obter o máximo lucro com o mínimo de trabalho, logo usa bem o contrata-despede.

– Facilitar  e incentivar as mulheres a terem filhos, quer trabalham a 1 , 2 , 3 ou mais anos nas organizações, ter a consciência que estão a contribuir para o futuro do país, ao nas empresas darem a facilidade de fecundação das suas funcionárias.

Perante estas medidas, que são algumas, muito mais tinha a colocar aqui, só tenho a salientar, Portugal ao continuar nesta situação, não vai motivar a juventude a ter crianças, a formar família,

A nossa sociedade além de ter muitas ideologias de cariz fascista, está a tornar-se egocêntrica, e esquece-se que um País não é uma só pessoa, mas são um conjunto de habitantes, que no caso de Portugal, são cada vez menos, devido a um capitalismo exacerbado que visa reinar em vez de se pensar mais na vida, e nas pessoas.

Um aviso, e para terminar, senhores capitalistas, se querem ter pão, comida, gasolina, carros entre outros bens, quando se reformarem, lembrem-se que devem investir nas pessoas hoje, porque na idade da vossa reforma, em que precisem de cuidados mesmo ao nível mais primário, podem não o ter, porque se vamos ser egocêntricos, cada um que se arranje, portanto nessa altura comerão tago, podem nem ter saúde, e tem que fazer gasolina, carros, tudo sozinhos, mas coisas que ai o dinheiro pode já não pagar,pois o custo de vida será cada vez maior, Um aparte, levem tudo para a cova, pode fazer jeito…

Tenho dito

RT

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Um pensamento sobre “Bébes, precisam-se…

  1. Concordo 100% contigo, e sugiro ainda mais uma: existem tantas facilidades em abortar hoje em dia, é só chegar ao hospital e pedir uma IVG (porque terá que ser até às 10 semanas, muito embora muitas vezes passe bem mais das ditas 10), que todos os contribuintes acabam por pagar, e no entanto, os tratamentos de fertilidade não são comparticipados. Aliás, são comparticipados em parte, se formos à maternidade alfredo da costa, ou a santa maria, de outro modo existe uma lista de espera superior a 3 anos. E digamos que cada ano que passa, a taxa de sucesso numa mulher de 30 e poucos que nunca conseguiu engravidar, diminui drasticamente. Cada tratamento leva muito tempo, e se formos ao privado, pode-se contar com pelo menos 5000 euros (uma tentativa).

    Este é o país que temos…
    beijos

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