Os Donos de Portugal….

No seguimento do meu post de ontem, e apesar de correr o risco de tornar o assunto muito repetitivo, não resisto a comentar a notícia de hoje, mais uma vez do periódico Agência Financeira, que passo a transcrever:

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Preço do barril caiu abaixo dos 90 dólaresA BP subiu o preço da gasolina em um cêntimo, mas baixou o litro do gasóleo em cêntimo e meio.O apelo do ministro da Economia, Manuel Pinho, que na terça-feira fez um apelo para que os combustíveis baixassem foi desta forma ignorado pela gasolineira, diz a «TSF».

A verdade é que também a Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis (Anarec) esperava pela redução de preços dos combustíveis. O presidente do organismo revelou à Agência Financeira que coloca a hipótese de avançar com uma queixa junto da Autoridade da Concorrência.

Além disso, o Comissário europeu da energia alertou ontem para o facto de ser essencial haver uma nova actuação a este nível. Bruxelas quer a Concorrência mais atenta aos preços dos combustíveis, de forma a que garanta que não há abusos de mercados.

Na quarta-feira no mercado de Londres o preço do Barril caiu abaixo dos 90 dólares, o valor mais baixo desde Fevereiro. »

in: http://www.agenciafinanceira.iol.pt/noticia.php?div_id=1730&id=991771&main_id=

Relativamente a esta situação podemos concluir que as empresas petrolíferas são quem governa Portugal, pelo menos o continental, pois o insular está protegido, pelo menos no que concerne ao arquipélago da Madeira.

O Sr Ministro no decorrer do dia de ontem, disse que seria aconselhável a descida dos combustíveis, no entanto, como mostra a notícia a BPx aumentou a gasolina, e baixou o gasóleo, uma miséria mediante o que deveria ter descido. Não satisfeita, a GOLP fez o mesmo, o que demonstra o cartel montado, e amanhã veremos as restantes a fazer o acerto.

A minha grande pergunta é, será que a Golden Share que o Estado possuí na GOLP, não poderia ter algum control em prol da estgnação da crise em Portugal, pois a oscilação dos produtos petroliferos mexe com tudo, com todos os preços de produtos e serviços, levando ao incremento da taxa de inflacção, e como não temos ordenados adequados e actualizados, como seria desejável, tem como resultado, que nada vai ter um rumo acetável, mas sim um rumo ao buraco e ao fosso.

Espero que o Governo, perceba que governa todos os portugueses, e não só os que lhe vão dar o tacho quando saírem. Governar todos, é algo que pouca gente sabe fazer, só os natos e os com espírito honesto.

Ser presidente, é também ser presidente de todos os portugueses, e não deixar andar a caravana, não abrir a boca e andar a passear, tenha coragem e fale, e actue, se for caso disso lembre-se que fez o anterior presidente, apesar de não ser sempre assim.

Que acordem as pessoas, e se actue honestamente e sem jogos por trás.

Tenho Dito

RT

(os nomes de algumas empresas, locais e pessoais, são totalmente aleatórios, qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência)

Por favor….Por favor…Baixem a gasolinaa…..

O comentário de hoje deve-se a uma notícia sobre um assunto que tem feito em Portugal, correr muita tinta, e que pelos vistos não se chega a nenhuma conclusão, porque alguém ou mente, ou anda a ter sobre lucros.

A notícia foi publicada no jornal Agência Financeira no dia 16 de Setembro de 2006. Passo a transcrever essa mesma notícia:

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Ferreira de Oliveira diz que descida depende de mais factores. O ministro da Economia, Manuel Pinho, apelou esta terça-feira às petrolíferas para que baixem os preços dos combustíveis. A exigência do ministro surge num momento em que o preço do petróleo está a baixar nos mercados internacionais e em que a economia mundial está em crise profunda.«É desejável que o preço dos combustíveis baixe o mais rapidamente possível», disse Manuel Pinho em declarações à «SIC».

Só que a descida da cotação da matéria-prima não se reflecte de imediato no preço dos combustíveis.É o caso do brent e do crude, cujas cotações continuam a descer: ao início da tarde, o brent , que serve de referência às importações portuguesas, estava a ser negociado a 91,11 dólares o barril. Em Nova Iorque, o crude transaccionava-se a 89,70 dólares.

«Preços devem descer, mas pode não ser para já»

O presidente da Galp, Ferreira de Oliveira, explica que descer os preços depende de outros factores.

Ferreira de Oliveira acredita que, a manter-se a tendência de descida do petróleo, os preços nas bombas também devem descer, mas pode não ser para já.

A evolução dos mercados vai continuar a condicionar o preço dos combustíveis, é certo, mas, segundo os analistas, dificilmente os preços voltarão aos valores de 2006.»

in: http://www.agenciafinanceira.iol.pt/noticia.php?id=991525&div_id=1730

O meu comentário sobre este assunto é que o senhor presidente da Golp está a fazer passar uma ideia de que é o coitadinho, acredito que para o comum trabalhador deste país o mesmo encaixe, mas para quem percebe um pouco de economia e de como se alteram os mercados, sabe bem que, não interessa à Golp baixar os combustíveis, pois, é muito bom ter lucros maiores, mas não se deve ser a todo custo.

A Golp só existe actualmente em Portugal, devido a ter algo que não é possível em Portugal, mas existe, é o MONOPOLIO da refinação, que eu saiba monopólio não é permitido em Portugal. Podemos dizer que, a Galp não tem culpa de não ter concorrentes, pois ela não tem concorrentes na refinação, porque há alguns anos um senhor queria investir numa refinaria em Portugal e o governo e a Golp na altura não o permitiram.

A Golp até pode alegar que, tem concorrentes no retalho, é verdade, mas só os tem porque quer, e ainda bem, mas obriga os seus playeres de retalho a comprar a ela, o que não é justo, senao vejamos.

A gasolineira espanhola podia trazer gasolina e gasóleo já refinado de Espanha para Portugal, e o vender mais barato, mas a Golp e a legislação nacional não o permitem, no entento o Golp leva combustiveis de Portugal que a mesma refina e os vende em Espanha, mas a preços para Espanhois…

Daqui podemos concluir que a Golp está a ganhar mais que o que devia, que tem margem para baixar os preços. Temos também que ter em conta que cada um vende ao preço que quer, se quer vender o litro da gasolina a 1,50€ pode o fazer, é livre de o fazer, agora o que não acho correcto é ser monopolista na refinação e obrigar os restantes a comprar a ela ao preço que define, ou seja, os outros não podem descer o preço abaixo de um patamar, pois compram ao preço definido a montante pela GolP.

O governo, também nada faz, pois quando os que lá estão terminarem a sua prestação ao serviço de Portugal, têm que ter o seu tacho assegurado, ou seja, empresas como a GOLP, PT, e entre outras, estão nesse caminho.

É caso para dizer, é um caso pontual.

Tenho dito

RT

(os nomes de algumas empresas, locais e pessoais, são totalmente aleatórios, qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência)

Politica de (DE)semprego…..

Passo a transcrever uma nóticia mais uma vez do jornal Agência Financeira de 12 de Setembro de 2008:

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Meta anunciada está mais longe do que defende o primeiro-ministroUm total de 27% dos 130 mil novos postos de trabalho que José Sócrates diz terem sido criados desde que chegou ao poder foram, na realidade, empregos arranjados no estrangeiro por residentes em território nacional, escreve o «Jornal de Negócios».Quer isto dizer que a meta de criação de 150 mil novos empregos em Portugal está, não a 20 mil empregos de distância como o primeiro-ministro reclamou em meados de Agosto, mas sim a mais de 50 mil.

Entre o primeiro trimestre de 2005 e o segundo trimestre deste ano, o número de residentes com emprego aumentou, de facto, segundo os números do INE, em 133,7 mil. Só que as estatísticas oficiais incluem também os empregos encontrados por residentes no estrangeiro que, neste período, aumentaram em 36 mil, adianta o «JdN».»

In: http://www.agenciafinanceira.iol.pt/noticia.php?id=990187&div_id=1730

Pois bem, apesar de estar desempregado, o que por se calhar motivou a escolha desta notícia que veio hoje na imprensa nacional, e que por formação académica estou mais atento a este tipo de informações.

Fora a questão política, que essa já não se aplica pelo menos a jovens nascidos após o 25 de Abril de 74, pois não acreditam na seriedade dos políticos, nem muito menos para que serve a assembleia, se vira o disco e toca o mesmo, o que muda é o formato, uns são mais vinil e outros mais mp3 (entenda-se, conservadores e liberais).

O Sr Engenheiro que está lá como PM, prometeu criar um número de empregos, mas esqueceu-se que criou, mas foi empregos precários a níveis salariais e contractuais, no entanto, perderam-se unidades de emprego importantes, aos mais diversos níveis, mas o mais grave, foi que as unidades que se perderam, foram superiores às que foram ganhas, ou seja, ele para combater o défice economico, destruí o défice do emprego.

Uma boa política de emprego, sustentada em apostas nos mais diversos escalões e bem sustentada, é uma mais valia para uma competitividade sustentada, quer a nível nacional, quer a nível global.

O que se assiste em Portugal, a nível de emprego, é que existem empregos precários mas existem sempre para quadros com baixas qualificações, e que estes encontram emprego facilmente, muitos até estão alocados às denominadas empresas de Trabalho Temporário, e saem de um lado e vão para outro facilmente, e muitos exigem altas remunerações, pois não se encontra ninguém tão especialializado para determinado emprego.

Moral da História

Portugal ainda está a tempo de poder efectuar correcções na política de emprego, penso que nesta legislatura não será possível mas ao pensar no médio-longo prazo, uma boa política vai sempre fazer a diferença no mercado global que é onde estamos inseridos.

Tenho Dito

RT

Formação qualificada???Que é isso???Onde está a wikipédia????

Comentário a esta notícia publicada a 9 de Setembro de 2008, na agência Financeira:

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Cerca de 40% dos empregados em Espanha têm qualificações.Cerca de 60 por cento da mão-de-obra em Portugal não tem qualquer formação específica, sendo apenas ultrapassada, entre 27 países ocidentais, pela Turquia, onde aquele indicador se situa nos 64%, revela um relatório internacional.Os indicadores da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), referentes a este ano mas elaborados com base em dados de 2006, colocam ainda Portugal nos últimos lugares quanto à percentagem de trabalhadores com formação superior (cerca de 13%), a par da Itália e só à frente da Turquia (pouco mais de 10%), avança a «Lusa».

No topo desta tabela surge o Canadá, onde sensivelmente metade dos empregados formou-se em universidades, seguido de Israel (46 por cento) e os Estados Unidos (39).

Quanto à mão-de-obra especializada, Portugal é também o penúltimo, com 28 por cento, de novo apenas à frente da Turquia (cerca de 25 por cento), e no lado oposto da Holanda, com um pouco mais de 50 por cento, da Austrália (à volta de metade) e da Suíça (48 por cento).

Ainda de acordo com a OCDE, em 2006 países como o Canadá e Israel tinham apenas sete por cento da sua força laboral sem formação universitária nem qualquer especialização.

Holanda, Suíça, Finlândia, Noruega e Islândia surgem logo a seguir nos lugares cimeiros, enquanto no fundo da tabela, mas à frente de Portugal, aparecem a Polónia, Itália, República Checa, Hungria e Eslováquia. Espanha surge à frente deste grupo, com cerca de 40% dos empregados sem qualquer qualificação específica. »

in http://www.agenciafinanceira.iol.pt/noticia.php?id=989090&div_id=1730

Sobre esta notícia penso que em Portugal, ainda se pensa mais nos números que na fidelização e satisfação, de tal forma que, não se contactam trabalhadores qualificados pois são mais dispendiosos, mas mais uma vez não se pensa na versão Custo VS Benefício, ter o quadro empresarial com alguns trabalhadores qualificados  é sempre salutar, senão veja-se, no contexto nacional pode-se pensar que é caro e que ter trabalhadores com formação superior é inútil, mas não se esqueçam que as fronteiras físicas dos países da UE já não existem desde os anos 90, e com o novo século apareceu a denominada Globalização, logo o nosso mercado não é o mercado nacional, mas deve-mos ter em conta que é um mercado mundial, pelo menos enquanto estivermos confinados ao nosso planeta azul.

Para podermos concorrer com players mundiais, temos que ter argumentos que façam a diferença, que causem desequilíbrio para podermos vingar numa concorrência bastante atroz, ter quadros qualificados na nossa organização, motivados e satisfeitos, é meio caminho andado para se poder concorrer taco a taco com os concorrentes.

Lembrem-se hoje qualquer empresa pode concorrer a nível mundial, nem que seja a do vão da escada lá do prédio, se tiver bons tecnologias e recursos humanos capazes, motivados e com visão, tem o céu como limite.

Em Portugal, vive-se de aparências e fachadas, não se esqueçam que frutos com aparências bonitas por fora podem estar podres por dentro. Em Portugal, temos empresas podres por dentro, sem clientes internos motivados, e que contagia o mercado e os clientes externos, logo rentabildiade baixa, ou a curto prazo.

Portanto, sei que o meu comentário nada vai mudar, e vamos continuar a viver na mediocridade da mentalidade do empresário mais comum, que pretende tirar a máxima rentabilidade do negócio ao mínimo custo, sem pensar na fidelização do cliente, na compra repetida, e na qualidade, na alta formação dos clientes internos de modo a poder saltar para o mercado global.

Tenho dito

RT

50% a 600€, e como se manter na pobreza neste país…

Passo a transcrever a notícia publicada na Agência Financeira no dia 7 de Setembro de 2008:

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Trabalhar por conta de outrem não é solução para sair da pobrezaCerca de 151 mil pessoas não ganhavam mais do que 310 euros líquidos por mês, em 2007, de acordo com o Instituto Nacional de Estatística. Em Portugal, metade dos trabalhadores ganha menos de 600 euros por mês, diz o «Jornal de Notícias».Em Portugal, para se ser oficialmente pobre, não se pode ganhar mais do que 370 euros, mas quem gere a vida com o salário mínimo (426 euros), ou pouco mais, não se considera propriamente de classe média. E, o salário líquido de quase metade dos trabalhadores por conta de outrem não passa dos 600 euros,

É certo que, nos últimos anos, a quantidade de pessoas a viver com ordenados pouco acima do mínimo oficial tem vindo a diminuir. Em 2004, mais de metade (52%) dos trabalhadores por conta de outrem tinha um ordenado líquido até 600 euros; no final do ano passado, eram 46%.

Contudo, as subidas recentes de preços (da alimentação e dos combustíveis, em particular) «está a afectar toda a gente, mas sobretudo os mais pobres», lembrou Agostinho Jardim Moreira, presidente em Portugal da Rede Europeia Anti-Pobreza, que encontra os casos mais graves na região Norte, mas sente que Setúbal e o Algarve começam a ver a pobreza crescer.

Tanto no Norte como nos Açores, quase seis em cada dez trabalhadores empregados ganha até 600 euros. Em Lisboa, não chega a três em cada dez. »

in : http://www.agenciafinanceira.iol.pt/noticia.php?id=988525&div_id=1730

Perante esta notícia temos a situação real do país, onde podemos concluir que nos afastamos da convergência europeia, onde a estabilidade, o poder de compra a subir paulatinamente, e as condições da qualidade de vida a serem incrementadas.

Se em media as pessoas ganham 800€, se 50% ganham 600€, podemos concluir que muita gente anda a ganhar mais que o que deve, autênticas fortunas, sendo que neste país ainda hoje ouvimos falar de médicos que cobram em ordenados mais de 100€.

Perante esta situação, o único comentário que tenho a fazer é: Continuem a afundar, afundem cada vez mais o país, mas não se esqueçam que haverá um ponto onde não haverá retorno.

RT