50% a 600€, e como se manter na pobreza neste país…

Passo a transcrever a notícia publicada na Agência Financeira no dia 7 de Setembro de 2008:

«

Trabalhar por conta de outrem não é solução para sair da pobrezaCerca de 151 mil pessoas não ganhavam mais do que 310 euros líquidos por mês, em 2007, de acordo com o Instituto Nacional de Estatística. Em Portugal, metade dos trabalhadores ganha menos de 600 euros por mês, diz o «Jornal de Notícias».Em Portugal, para se ser oficialmente pobre, não se pode ganhar mais do que 370 euros, mas quem gere a vida com o salário mínimo (426 euros), ou pouco mais, não se considera propriamente de classe média. E, o salário líquido de quase metade dos trabalhadores por conta de outrem não passa dos 600 euros,

É certo que, nos últimos anos, a quantidade de pessoas a viver com ordenados pouco acima do mínimo oficial tem vindo a diminuir. Em 2004, mais de metade (52%) dos trabalhadores por conta de outrem tinha um ordenado líquido até 600 euros; no final do ano passado, eram 46%.

Contudo, as subidas recentes de preços (da alimentação e dos combustíveis, em particular) «está a afectar toda a gente, mas sobretudo os mais pobres», lembrou Agostinho Jardim Moreira, presidente em Portugal da Rede Europeia Anti-Pobreza, que encontra os casos mais graves na região Norte, mas sente que Setúbal e o Algarve começam a ver a pobreza crescer.

Tanto no Norte como nos Açores, quase seis em cada dez trabalhadores empregados ganha até 600 euros. Em Lisboa, não chega a três em cada dez. »

in : http://www.agenciafinanceira.iol.pt/noticia.php?id=988525&div_id=1730

Perante esta notícia temos a situação real do país, onde podemos concluir que nos afastamos da convergência europeia, onde a estabilidade, o poder de compra a subir paulatinamente, e as condições da qualidade de vida a serem incrementadas.

Se em media as pessoas ganham 800€, se 50% ganham 600€, podemos concluir que muita gente anda a ganhar mais que o que deve, autênticas fortunas, sendo que neste país ainda hoje ouvimos falar de médicos que cobram em ordenados mais de 100€.

Perante esta situação, o único comentário que tenho a fazer é: Continuem a afundar, afundem cada vez mais o país, mas não se esqueçam que haverá um ponto onde não haverá retorno.

RT

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