Descida da Euribor..Bom para Emprestimo..Má para Depósitos a Prazo???Uma análise à Banca Nacional…

Junho 30, 2009

poupança

Hoje deixo-vos com uma notícia onde são analisados alguns pacotes de poupanças da nossa Banca, e de seguida, faço uma breve análise a taxa que indexa os empréstimos a as poupanças, passo a transcrever a notícia:

« Retorno absoluto. Rendimentos acima de 3% só no longo prazo

Depois da crise no BPP, os bancos nacionais só garantem retorno nos depósitos a prazo, contas poupança e seguros de capitalização muito conservadores

O caso dos produtos de retorno absoluto do Banco Privado Português (BPP) abriu os olhos aos investidores portugueses, que perceberam que, afinal, é possível perder dinheiro em aplicações garantidas. “Este crédito estruturado [que representa um terço dos produtos de retorno absoluto] encontra-se actualmente avaliado em cerca de 10% do seu valor nominal”, indicou a actual administração do BPP, liderada por Adão da Fonseca. O pânico provocado pela crise no BPP impede agora os restantes bancos de emitirem instrumentos de aforro mais complexo, mesmo que ofereçam garantia de capital e rendimento. Há poucas novas emissões de produtos estruturados – mercado que chegou a valer 2500 milhões por ano antes de 2008.

Hoje, os maiores bancos apenas garantem rendimentos nos depósitos a prazo, nas contas de poupança e em alguns seguros de capitalização mais conservadores. Porém, como as taxas de juro estão em mínimos históricos, as promessas de ganhos são escassas. Para poder ganhar mais de 3% por ano tem de fazer uma aplicação de, pelo menos, oito anos. O i foi aos principais bancos à procura das melhores soluções garantidas.

Além dos certificados de aforro Até ao final do mês, pode subscrever junto da Caixa Geral de Depósitos os produtos Caixa Aforro Mais e Caixa Woman Mais. São exactamente iguais e copiam os certificados de aforro: estes depósitos pagam semestralmente juros indexados à Euribor a seis meses com prémios de permanência que aumentam até chegar ao vencimento – no final de cinco anos. Porém, são melhores do que os certificados de aforro, porque a Euribor a seis meses tende a ser superior à taxa dos títulos de dívida pública e porque há prémios de permanência logo desde o início. Além disso, no último ano, a taxa de referência do Caixa Aforro Mais e do Caixa Woman Mais não pode ser inferior a 4,75%. Para incentivar os aforradores, a CGD sorteará uma casa no valor de 250.000 euros entre os clientes que aplicarem, pelo menos, 5.000 euros.

Grão a grão no Millennium bcp É um grande incentivo que o Millennium bcp dá aos seus clientes: se poupar todos os meses pelo menos 25 euros na Poupança Amanhã, consegue uma taxa anual bruta de 3%. Porém, se, em algum mês, falhar a poupança, não ganha qualquer juro durante esse período. Por isso, se alinhar no Poupança Amanhã, opte por fazer entregas automáticas. Se nunca falhar, no final do ano – o prazo máximo da aplicação – tem um ganho líquido de 2,4%. Há um limite de 12.000 euros para a aplicação.

Se quiser investir durante mais tempo ou mais dinheiro, escolha o produto Poupança 115-2009: trata-se de um seguro de capitalização da Ocidental Vida, a seguradora parceira do Millennium bcp, que garante uma valorização mínima de 15% no final dos cinco anos – o que, depois de retirar o IRS, resulta numa rendibilidade anual de 2,4%. Embora possa fazê-lo, é importante que não mexa no dinheiro durante os cinco anos, porque só assim tem garantia de rendimento e beneficia da taxa reduzida de IRS. Além disso, existe uma comissão de resgate antecipado de 2% sobre o capital se o retirar nos dois primeiros anos.

Garantia de rendibilidade nula O Capital Garantido BES é um seguro de capitalização a oito anos que além de garantir o montante aplicado no produto dá uma taxa mínima garantida, anunciada no início de cada ano para ser vigente durante esse período. Em 2008, por exemplo, o Capital Garantido BES ofereceu uma taxa garantida de 3%. Porém, quando chegou 2009, a taxa garantida definida pela seguradora BES Vida foi zero. Em alternativa ao Capital Garantido, os clientes do BES têm o Top, poupança a quatro anos com garantia de capital e rendimentos. As taxas semestrais crescentes são fixas, logo o aforrador sabe à partida que tem ganhos equivalentes a uma taxa anual líquida de cerca de 1,4%.

Seja premiado pelo Santander Totta O Santander Totta tem vários produtos com capital e rendimento garantido, mas as taxas anuais líquidas não ultrapassam 1,5% para a maioria das pessoas. Sendo assim, fica melhor servido com o Poupança Mais Prémio. Aplicando o seu dinheiro nesta conta de poupança, ganha mensalmente um juro à taxa anual bruta de 1,75%. A surpresa vem se aguentar o dinheiro no Poupança Mais Prémio durante cinco anos: na maturidade, o Santander Totta dá-lhe um prémio equivalente a 5% do saldo médio que teve no produto. Por exemplo, se aplicar 8.500 euros, irá receber todos os meses cerca de dez euros e, no final dos cinco anos, o banco devolve-lhe o capital “premiado” de cerca de 8.850 euros – o que é equivalente a ganhar 2,2% por ano.

Boa taxa de longo prazo É uma das regras mais elementares no negócio bancário: se quer ganhar mais tem de ficar no banco mais tempo. É por isso que o Banco BPI lhe dá uma taxa anual bruta de 3,5% se aplicar o seu dinheiro durante oito anos e um dia. Graças a esse prazo mais longo, a tributação é à taxa reduzida de 8%, o que quer dizer que consegue ganhar, no Depósito Especial BPI 8 Anos, cerca de 3,25% por ano líquidos de impostos. Porém, se tiver de mobilizar o capital antes da maturidade do produto, a rendibilidade desce substancialmente – e pode mesmo desaparecer. Se resgatar nos dois primeiros anos, fica sem juros, nos dois anos seguintes ganha cerca de 0,7% por ano, entre o quinto e o sexto anos fica com uma taxa anual de cerca de 1,5% e no sétimo e oitavo anos o rendimento anual é de cerca de 2,2%. Conclusão: escolha o Depósito Especial BPI 8 Anos apenas se tiver a certeza de não precisar do dinheiro antes do vencimento.

Baixa taxa de juro Tal como o Banco BPI, também o Montepio tem uma aplicação a oito anos e um dia: o Montepio Rendimento Anual. Contudo, as taxas de juro são mais baixa e não são capitalizadas até à maturidade do produto, uma vez que há distribuições anuais. Do primeiro ao quinto ano, a taxa anual bruta é de 3,05% e, do sexto ao oitavo ano, é de 3,10% (se o cliente for também associado do Montepio, estas taxas aumentam 0,10%). A rendibilidade anual líquida de impostos do Montepio Rendimento anual não é superior a 2,6% para uma aplicação de oito anos e um dia. Há uma penalização para quem resgatar o dinheiro até ao final do terceiro ano (excepto no primeiro mês).

Se quiser uma aplicação de prazo inferior, escolha o Montepio Poupança Crescente: no primeiro semestre paga uma taxa anual bruta de 1,25%, no segundo 1,375%, no terceiro 1,5% e no quarto 1,625%. Se o subscritor for associado e tiver um cartão de crédito ou se for aderente do serviço Montepio24, as taxas sobem 0,25%, o que resulta numa taxa anual líquida média de 1,35%.

Benefícios pela internet O Banif é um dos bancos que oferece as melhores taxas de juro, quer sejam aplicações de curto prazo quer sejam de longo prazo. O Super Depósito B@nifast paga uma taxa anual bruta até 2,55% (2,04% líquidos) nas maturidades entre sete e 365 dias. Se procura uma aplicação a dois anos, opte pelo Depósito Crescente, cujas taxas em escada resultam numa rendibilidade anual líquida ligeiramente superior a 2,5%. Se quer uma aplicação segura de longo prazo, pode escolher o Açoreana Maxi Performance Investimento 2009: o produto da responsabilidade da seguradora do grupo Banif garante uma rendibilidade mínima líquida de impostos de 3,19% ao longo de oito anos e um dia.»

In: http://www.ionline.pt/conteudo/10702-retorno-absoluto-rendimentos-acima-3-so-no-longo-prazo, em 30 de Junho de 2009, no Jornal I

O meu comentário:

Em tempos, de crise, em que a taxa referência do dinheiro, a denominada Euribor, está em valores historicamente baixos. São boas notícias para quem tem empréstimos habitação, onde as prestações estão a baixar, por na sua generalidade estão indexadas aos 3 prazos da Euribor, os 3M, 6M e os 12M, no entanto, o problema é que por um lado baixa a taxa, mas sobre o spread, fazendo com que o decréscimo das referidas prestações não sejam tão acentuado como os clientes pretenderiam.

Se por um lado, a taxa ao descer tem um ponto de vista benéfico, por o lado do aforrador, ou mais concretamente a pessoa que pretende fazer uma poupança, e ser gratificada pela mesma, vê o valor dessa gratificação a descer, pois também esta indexada à Euribor, o que faz com que, os juros decresçam.

Depende essencialmente do ponto de vista, esta descida da Euribor, depende da perspectiva se usamos a taxa para pagar empréstimos, ou se usamos a taxa para ser remunerado por depósitos num determinado banco, que seja, em produtos mais tradicionais, como são por exemplo, os depósitos a prazo, anteriormente, mais conhecidos como promissórias.

Os bancos têm tentado mudar o portfolio dos produtos que apresentam, desde que aconteceram coisas como o BPN e o BPP, as pessoas têm mais cuidado, na altura de subscrever um produto de poupança num banco, pois pretendem ter a certeza que o seu dinheiro está em boas mãos e está a ser usado em produtos correctos, e sem risco.

As pessoas, preferem escolher produtos mais tradicionais, onde a rendibilidade é baixa, mas o dinheiro não corre nenhum risco, e prova disso é a notícia acima transcrita, onde tem produtos na sua generalidade tradicionais, e onde, se confirma as rendibilidades médias baixas muitas delas abaixo dos 2%.

Na generalidade, e como forma de se obter melhor rendibilidade e está o segredo na subscrição pela internet, onde talvez pelos reduzidos custos de manutenção deste canal, faz com que a margem de poupança, seja canalizada para a rendibilidade do produto.

Na altura de subscrição de produtos bancários, deve-se ter em conta alguns factores como a taxa, (que geralmente é bruta), os prazos e o tipo de produto.

Na minha opinião, esta crise pode originar outra, que é com o baixar da taxa, leva a que os pequenos aforradores, percam a vontade de aforrar, por os valores de retribuição serem baixos, o que é uma perda para a banca de retalho, pois é mais barato usar o dinheiro que os clientes confiam, que ter que o ir comprar a outras entidades. Vamos a ver o que se irá seguir e que soluções nos darão a banca de retalho para as nossas pequenas e míseras poupanças.

Tenho Dito

RT


Análise às comunicações móveis nacionais e em roaming…

Junho 29, 2009

Comunicações Móveis

A notícia alvo de comentário de hoje, é referente às comunicações Móveis, seguida de um breve comentário da minha parte:

« SMS e Internet no telemóvel baixam de preço

Regulamento europeu entra em vigor a partir de quarta-feira
As despesas com o telemóvel vão descer. O novo regulamento, aprovado pela Europa a 27, aponta para uma descida nos preços nas mensagens escritas (SMS) e no uso da Internet no estrangeiro a partir do telemóvel.

O objectivo da proposta, que entra em vigor na quarta-feira, é «proteger os consumidores e evitar facturas exorbitantes» e prorroga na prática a aplicação do regulamento de 2007 relativo ao roaming no que se refere às chamadas de voz e alarga o seu âmbito de aplicação de modo SMS e os serviços de dados em roaming.
Deste modo, o valor retalhista (excluindo IVA) da «eurotarifa SMS» que um prestador doméstico pode cobrar aos clientes por uma mensagem em roaming não poderá exceder 11 cêntimos, quando, até agora, as tarifas eram, em média, de 28 cêntimos, chegando aos 80 cêntimos nalguns países.

Quanto aos serviços de dados, e de acordo com a agência Lusa, o preço-limite grossista será, a partir de 1 de Julho, de 1 euro por megabyte, descendo para 0,80 euros por megabyte a partir de Julho de 2010 e para 0,50 euros por megabyte a partir de Julho de 2011.

Mais descidas em 2010

A nova legislação já contempla também mudanças para o próximo ano, destacando-se a novidade de, a partir de 1 de Julho de 2010, os viajantes não terem que pagar qualquer montante pelas mensagens de voz recebidas em roaming.

A partir de 1 de Março de 2010, os operadores móveis serão obrigados a oferecer aos seus clientes de roaming, a título gratuito, a possibilidade de especificarem antecipadamente um limite máximo para as despesas a efectuar com os serviços de dados, devendo informá-los quando for atingido 80 por cento do respectivo limite.»

In: http://www.agenciafinanceira.iol.pt/noticia.php?id=1072482&div_id=1730, a 29 de Junho de 2009, em Agência Financeira

O Meu comentário:

O meu comentário de hoje, e respeitante a que as operadoras móveis cobram muito acima do preço de custo do serviço, repare-se que há tarifários praticados pelas operadoras, em que as SMS são a 14 cêntimos, e em outro tem oferta das mesmas, e têm um pacote de 1500 SMS para a própria rede, isto no território nacional, e com mensalidades que rodam os 10€ mensais, sendo que ainda dão chamadas e outros serviços; o que me leva a concluir que em regra os tarifários sem carregamentos, são mesmo, para quem tem essencialmente o telefone para receber chamadas, e faz esporadicamente, comunicações de cariz bastante curto, e para a própria rede. Até aqui penso que a a conclusão é simples, se optamos por um tarifário com carregamentos obrigatórios, ou como agora mais recentemente existe, com «mensalidades», somos favorecidos no preços das comunicações, se por outro lado, optamos por um tarifário sem carregamentos obrigatórios, temos que arcar com custos maiores nas comunicações.

O mesmo se passava com o roaming, em que no inicio do serviço, os preços eram bastante proibitivos, e não se podia usar o serviço, e esta situação, manteve até a União Europeia colocar travão nos preços, pois caso não tivesse interferido, ainda hoje, tínhamos preços proibitivos de serviço de roaming, o que era bastante mau para a economia europeia.

Penso que até com o proliferar de aquisições de redes, em diferentes países, como por exemplo, a Vodafone, o mais certo é quando usamos uma rede irmã, da nossa,  as chamadas tem tendência a descer.

Penso que a unicidade de preços deve existir quando nos deslocamos pela união europeia, no entanto, penso que uma concorrência mais atroz no nosso ser mercado, deveria ser mais favorável ao consumidor final, nem as redes low cost, vieram retirar valor ao preço, mas têm um serviço péssimo de assistência ao cliente, nem os denominados serviços mínimos são assegurados.

No geral, as companhias têm bastante margem de lucro, caso assim não fosse ,as companhias de low cost não existiam, pois reparasse, eles basicamente compram minutos de conversação em grosso às companhias principais e vendem ao retalho e mesmo assim sobrevivem, e tendo em conta, que o preços são dos mais baixos dentro do segmento de tarifários mais tradicionais. O que nos leva a concluir que os 14 cêntimos que falei ao inicio, são extremamente exagerado, quando uma low cost, com a mesma rede, leva a 6 e 8 cêntimos, o que leva a crer, têm alem da margem um lucro exagerado.

Já para não enumerar que a autoridade da concorrência nada faz, pois é como no caso dos combustíveis, quanto mais alto for o preço maior é o IVA que é entregue ao estado.

Mas pelo menos, podemos respirar de alívio, que pelo menos já começou a descer, e a haver um pouco mais de justiça, nos serviços de telefonia móvel, mas pelo menos, podemos dizer que existe qualidade na rede em geral, pena é que os serviços de apoio a clientes de algumas redes deixem  muito a desejar.

Resta agradecer à União Europeia, pelo menos o que temos agora, deve-se em muito a não se calar e interferir com legislações, e mesmo já a partir do dia 1 de Julho vai existir uma redução e em 2010 já estão algumas marcadas..Estamos no bom caminho…

Tenho Dito

RT


O manifesto dos 28 reputados economistas, continua a dar que falar…

Junho 28, 2009

economia

Hoje trago uma noticia, onde o Sr. Economia José Reis, docente da Universidade de Coimbra da cadeira de Economia, analisa o manifesto apresentado pelos 28 economistas, no passado dia 20 de Junho de 2009, passo a transcrever a mesma, seguida do típico comentário da minha parte:

« 52 CONTRA 28: Combate entre economistas pelas grandes obras

O economista José Reis divulga hoje o seu manifesto a favor do investimento

A favor do investimento público e contra as verdades absolutas dos economistas. José Reis, professor de Economia na Universidade de Coimbra e ex-secretário de Estado de Guterres na pasta do Ensino Superior, divulga hoje o seu manifesto a favor do investimento público como instrumento de política social de criação de emprego. Tal como i noticiou esta semana, esta é a primeira resposta ao manifesto avançado no passado sábado por 28 economistas e gestores (ver texto à direita), que pediram ao governo socialista que pare e repense os grandes projectos de obras públicas.
O documento proposto por este economista de Coimbra – “O debate deve ser centrado em prioridades: só com emprego se pode reconstruir a economia” – reúne 52 assinaturas de pessoas maioritariamente ligadas à economia, mas onde também aparecem sociólogos, psicólogos e engenheiros agrónomos. “Afastamos completamente a ideia de que os economistas são agora os juízes da pátria, que há um saber económico que se sobrepõe às decisões colectivas”, explica ao i José Reis, em resposta ao manifesto dos 28, onde entram nomes como Eduardo Catroga, Miguel Cadilhe ou Silva Lopes.
André Freire, politólogo, professor do ISCTE e um dos subscritores do documento, acrescenta que “a economia não pode ser uma matéria reservada aos economistas”. “Sou um defensor da chamada economia social, que é muito, muito importante neste cenário de crise que o país está a viver”, afirma.
A irritação que o manifesto dos 28 causou em muitos economistas portugueses deve-se ao tom de certeza absoluta com que os seus princípios contra os investimentos públicos foram enunciados, explica José Reis. Ao i, os promotores de um segundo contramanifesto que está a ser preparado a favor das obras públicas – Luís Nazaré, António Mendonça e Brandão de Brito, todos do ISEG, em Lisboa – já tinham exposto a mesma linha de raciocínio: a economia não se derrama para calar políticas públicas, não há conhecimento económico imperativo.
À parte o estilo, a divergência de fundo deste manifesto de José Reis (ver texto à esquerda) face ao dos 28 é clara: em fase de recessão, o problema central da economia portuguesa é o desemprego e não o endividamento externo e público. Reis calcula que a taxa de desemprego em dois dígitos (12% em 2010, prevê a OCDE) custa 21 mil milhões de euros por ano ao país, em capacidade de produção desperdiçada, mais despesa em protecção social. Perante isto – e com a queda livre das exportações e do consumo e investimento privados -, a saída é clara, argumenta este manifesto.
“Julgamos que não é possível neste momento enfrentar os problemas da economia portuguesa sem dar prioridade à resposta às dinâmicas recessivas de destruição de emprego. Esta intervenção, que passa pelo investimento público económica e socialmente útil, tem de se inscrever num movimento mais vasto de mudança das estruturas económicas que geraram a actual crise”, aponta o documento.
O debate sobre as grandes obras públicas na área dos transportes – TGV, aeroporto e auto-estradas – tem dominado o debate político entre o governo de José Sócrates e o PSD de Manuela Ferreira Leite, com o manifesto dos 28 a dar força à posição laranja, falando da rentabilidade e “timing” duvidosos destes projectos. Este novo manifesto não se pronuncia directamente sobre obras específicas – para José Reis, um dos seus objectivos do manifesto que promove é repor na agenda política e pública a importância do investimento público, “que tem sido retratado como sendo nocivo e comportando um fardo para a sociedade”. A maioria dos subscritores é a favor dos projectos em si, embora discorde de aspectos como o traçado do TGV ou a localização do aeroporto em Alcochete. Já o documento de Luís Nazaré – que surgirá na próxima semana – deverá incidir mais sobre os projectos e menos sobre a questão social, apurou o i.
Contra a necessidade de fazer mais estudos sobre a rentabilidade dos grandos grandes projectos, José Reis discorda – os estudos existem, há é que manter a decisão política. “Por outro lado não quero que um governo decida com base exclusiva em estudos de custo benefício, mas também em nome de outros valores, incomensuráveis [como o bem-estar social]”, defende.
A escalada na guerra de argumentos entre economistas e académicos – uns mais liberais (os 28, embora a homogeneidade não impere), outros mais keynesianos – à volta das grandes obras públicas surge depois do governo ter recuado na primeira decisão que seria vinculativa para a construção da rede de alta velocidade. A primeira ordem, após a derrota nas eleições Europeias, era para manter as políticas e os processos de adjudicação em curso, apesar da exigência do PSD. Dias depois, o governo moderou o discurso e acabou por anunciar o adiamento da decisão no concurso que ia adjudicar em Julho o primeiro troço da rede de alta velocidade (TGV), entre Caia e Poceirão, da linha Lisboa/Madrid.»

In: http://www.ionline.pt/conteudo/10595-52-contra-28-combate-economistas-pelas-grandes-obras, a 27 de Junho de 2009, no Jornal I

O meu comentário:

Face a esta notícia, só tenho que apoiar a mesma, na parte social da mesma, ou seja, quando o Sr Economista José Reis, indica que Portugal para dar a volta a situação, tem que começar por resolver os problemas sociais.

Como por mim foi postado no dia 21 de Junho do corrente ano, em que indicava que o que deveria estar em questão, eram as questões sociais, nomeadamente o desemprego, segurança, saúde, etc. Pois é isto, que o governo (em principio, o que irá governar a partir do próximo mês de Setembro) tem que resolver, e estar preparado para taxas no próximo, não próximas, mas sim a 2 dígitos..

O Sr. Economista falou muito bem, no flagelo social, e na forma de tentar combater o mesmo, impedindo que se alastre, como tem acontecido nos últimos tempos em Portugal, pois bem, deixa no ar, algumas medidas que devem ser tomadas, não enumera que desemprego seria preferível colmatar em primeira instancia, e que tipo medidas (economicamente é obvio) se deveriam tomar, para tentar pelo menos estancar o problema, já não digo resolver.

Pois bem, já aqui disse anteriormente, penso que se deve, colmatar o desemprego dos jovens, aqueles que no futuro, serão responsáveis por manter o Estado e as suas responsabilidades, pois se a juventude não tiver emprego, mais breve que se imagina, vão ser velhos, ou passaram a fasquia dos 35 anos e já não servem para o mercado do trabalho, como tal, serão ai um peso mais pesado para as nossas ultra débeis contas públicas, não esquecer que hoje em dia vive-se cada vez mais anos…

Por falar com contas públicas, o Estado deve ser o primeiro, e conter as despesas, e tentar manter as suas responsabilidades em dia, deve ser poupadinho e no caso dos grandes investimentos públicos, conter esses gastos, pelo menos numa próxima legislatura, até ter consolidado as coisas e poder depois sim investir…(Normalmente, antes de se consumir, deve-se investir, ou seja, se não há credibilidade nas contas, não se pode investir, para não hipotecar as gerações futuras, digo eu…)Repare-se o flagelo desemprego, veio aumentar a despesa, e obviamente diminuir a receita…

Obviamente, que devemos qualificar as pessoas, no entanto, não devemos dar aptidões a quem não as merece, hoje incentiva-se o não estudo, onde dentro das organizações progride, e efectiva quem menos estudos tem, podendo mais tarde completar com formação, que até pode ser superior, vejamos pessoas com sextos anos, e sétimos anos a entrar, para universidades, através dos maiores de 23, alguns são remunerados (incrível…), e posteriormente muitas destas pessoas tiram lugares a pessoas que se licenciaram de raiz, e que não têm emprego, pois não servem por serem muito jovens e auferirem altos salários. Não estou, em total desacordo com os maiores de 23, penso que é uma mais-valia as pessoas estudarem, conheço até um caso de meu relacionamento pessoal, que tirou o 9º ano, e fiquei muito feliz com isso, pois é uma pessoa humilde, trabalhadora, competente, e não foi estudar para se exibir, mas por gosto, e se progredir na vida, só lhe digo, o céu é o limite; o que me refiro, é aos patrões, que avessos há mudança, avessos a avanços e progressão, não dão oportunidades aos jovens, mas mais gritante, são grandes organizações nacionais, muitas de renome, que usam os jovens e depois os jogam ao lixo, e mantêm os velhos..disto há um sem fim de casos.

Basicamente, penso que o desemprego, deve ser ultrapassado como em tudo, com concordância de ambas as partes (patrões e empregados), de se apostar essencialmente na juventude para mais tarde ser retribuído, deve-se semear para depois colher… Neste caso, não se semeia, logo nada mais tarde se vai colher.

O Estado tem que ser o primeiro a semear, a canalizar o valor dos investimentos para áreas cruciais, de cariz social, deve investir no que melhor tem, as pessoas, estas pessoas, no longo prazo irão retribuir com investimento, e como consequência subida das exportações, mais importante, e já por mim falado aqui, o consumo privado.

A salientar concordo parcialmente com o Sr Economista, essencialmente que é preciso uma revolução social, um acordar do melhor que temos e que podemos fazer, e defendo, uma leitura a longo prazo, pois penso que nenhum governo deve governar em curto prazo, como se tem feito de Abril de 1974 para cá.

Tenho Dito

RT


Grandes Marcas de Roupa, a Preços Baixos no Porto

Junho 27, 2009

Loja na Foz

Hoje deixo com um registo de uma boa ideia que existe na Foz no Porto, passo a transcrever:

« Vestir Prada sem se vender ao diabo

Vestir bem e gastar muito pouco é possível. Na Foz há um segredo bem guardado: uma loja de roupa de autor para bolsas em crise

Gucci, Prada, Louis Vuitton, Valentino, YSL e outras marcas de prestígio ao preço da chuva. Onde? Temos de ir pela morada, porque a loja não tem nome. É na Esplanada do Castelo, Foz do Douro, Porto. Procure o número 115 e verá artigos expostos numa montra com um letreiro a dizer “Aluga-se”.

A história é muito engraçada. Cristina Ferreira, proprietária do estabelecimento, que já antes funcionara, alugado, como loja de roupa, achou piada a fazer lá uma espécie de venda de garagem enquanto um novo arrendatário não aparecia. Com duas sócias, muniu-se de roupas em segunda mão, fornecidas à consignação por amigos e conhecidos. A procura foi de tal ordem que não só os artigos começaram a voar como, ao mesmo ritmo, o stock entrou em renovação. Até hoje. E a dita “venda de garagem” já leva mais de dois meses. A crise, por um lado, e o consumismo, por outro, justificam o fenómeno. E se, como refere Cristina Ferreira, para muitos dos fornecedores “os armários já não chegam”, para os clientes “é uma felicidade comprar um vestido de 300 ou 400 euros a 30 ou 40”. Quem diz um vestido diz sapatos, carteiras, bijuteria, biquínis e outros artigos de senhora. Sim, a loja visa apenas o público feminino, embora haja também mobiliário (cadeiras, mesas, sofás), “não com a mesma adesão”. Mas nem por isso os homens devem deixar de aqui passar – afinal, é uma oportunidade fantástica de fazerem um brilharete em casa.

A amplitude da oferta é considerável em matéria de idades, como o comprova o facto de a loja atrair “tanto miúdas como senhoras mais velhas”. Umas para ver se gostam de alguma coisa, outras com objectivo previamente definido. Entre estas, abundam as que procuram vestidos de cerimónia, e não é difícil perceber porquê.
“Há quem tenha vestidos de casamento, por exemplo, que comprou apenas para uma ocasião. Assim, em vez de os ter em casa a ocupar espaço, vende-os a quem lhes dê novo uso e valor”, explica Cristina Ferreira.
No fundo, é de reciclagem que se trata. O conceito, no que toca ao vestuário, vem sendo aplicado com êxito em vários pontos do mundo. Cristina dá o exemplo de “uma loja gira em Nova Iorque chamada What Comes Around Goes Around” para definir o espírito do seu negócio circunstancial. “O que chega vai. É essa circulação que se pretende”, diz, vincando que a condição-base para os artigos entrarem na loja é o estado de conservação ser “impecável” e a origem “conhecida”.
A partir de agora, a questão é até quando este estabelecimento sem nome vai ficar aberto. “Não sei. Enquanto o negócio durar?”, deixa em suspenso. O propósito inicial de alugar o espaço mantém-se. A pressa é que já não será tanta.»

In: http://www.ionline.pt/conteudo/10389-vestir-prada-sem-se-vender-ao-diabo a 26 de Junho de 2009, no Jornal I

O meu comentário:

Um bom conceito, uma boa ideia, algo muito útil, como a possibilidade de se poder reutilizar as roupas, ainda por cima, roupas de autor.

Tal como tudo que é caro, trata-se de um bem apetecível, no entanto, nem sempre ao alcance de alguns, as possibilidades de baixas dos preços, leilões ou mesmo a venda de artigos que não se usa, é bastante boa ideia, economicamente é excelente ideia, pois mesmo que o bem tenha sofrido uma desvalorização, sempre é melhor poder receber algum pela peça que não se usa mais, que não receber nada ao simplesmente deitar fora.

Estas ideias de venda de artigos usados, tem vindo a proliferar, não só no nosso país, mas também lá fora, mas ainda são muito assimétricos, pois na sua generalidade centram-se em grandes centros. A ideia surge de usualmente se vender coisas que se compram a clientes que já não as pretendem mais.

Existem algumas lojas, mas são muito genéricas, vendem um pouco de tudo, no entanto, têm uma clientela fiel, e que em determinados produtos, essencialmente bens raros ou mesmo arcaicos são os motivos de visita a este tipo de lojas.

A Ideia da venda de roupa, não é isolada, isolada é a ideia de compra a preços bastante mais baixos roupas de autor, desta forma, e se só se quer por exemplo um fato para ir a uma cerimonia, e queremos impressionar, podemos comprar o mesmo, usar e depois o ir la vender de novo, certo que, no meio deste caminho, existe alguma perca monetária, mas a mesma. É diferente de se comprar novo e armazenar o fato no guarda roupa e nunca mais o usar, e entretanto, o mesmo pode mesmo ficar fora de moda, e aí o fato perdeu mesmo todas as oportunidades de ser de novo usado, e as nossas esperanças de ganhar algo tangível com ele reduzem-se drasticamente.

Concordo com a loja e o negócio em si, penso que nem os autores podem interferir no mesmo, pois já receberam o valor do seu trabalho, aquando da primeira compra da roupa, portanto esta «revenda» é legal, é benéfica para todos, para quem vende e para quem compra, em primeira instância economicamente, quem vende não perde tudo, e quem compra, tem acesso a um bem que embora seja em 2ª mão, dificilmente conseguiria adquirir o mesmo em 1ª mão.

Outra vantagem, e mesmo para os autores das roupas, é  o incremento da notoriedade do seu trabalho e marca, podendo muitos destes clientes de 2ª mão, um dia fazer um esforço, para conseguir adquirir algo em 1ª mão dessa marca ou autor.

Desde já deixo os parabéns à dona da loja, e a sua feliz ideia, penso que pode ser uma ideia a ser alargada a outras áreas da cidade, como a baixa, vamos a ver o que dita o futuro.

É de ideias destas que p o país precisa, no entanto, é pena que ainda para muitos a 2ª mão não seja mesmo assim acessível, pois o nível salarial é muito baixo em Portugal para a maioria das suas populações, e como consequência um poder de compra bastante deficitário, mas fica o registo de uma óptima ideia.

Deixo a questão: Qual a sua opinião sobre este negócio?

Tenho Dito

RT


Jel conta situações impensáveis em Portugal no Séc. XXI

Junho 26, 2009

Jel

Hoje em vez de uma notícia, trago-vos uma entrevista que achei engraçada, apesar de já ter 2 dias, passo a transcrever a mesma, e de seguida, teço um comentário:

«Jel, o humorista que mete medo a Sócrates

Seja o Jel, o Neto dos Homens da Luta, ou Nuno Duarte, é o enfant terrible da televisão e dos políticos. Agora vai candidatar-se à Câmara de Lisboa.

“Aqui é que se trabalha bem para a luta.” Jel, o enfant terrible da televisão portuguesa, recebeu o i em tronco nu, deitado numa esperguiçadeira, sob o sol implacável de um dia de semana na Costa da Caparica. Mordaz e corrosivo como já nos habituou, o ex-humorista da SIC Radical falou da sua candidatura à Câmara de Lisboa, dos novos projectos de Neto e Falâncio e das polémicas com os políticos.

Essa candidatura à Câmara de Lisboa é para levar a sério?

Claro. Já estamos a recolher assinaturas.

Quantas faltam?

Temos mil e precisamos de 4500. Acho que vai ser fácil. Se conseguir estar no boletim, posso muito bem vir a ser vereador.

Mesmo sem um programa eleitoral?

Não tenho nem vou ter. Só levo uma proposta: transformar os jardins de Lisboa em hortas para o povo.

Mas as pessoas vão levar a candidatura a sério?

Não, mas é esse o objectivo. É nestas alturas de abstenção, quando o povo está descrente, que surgem os malucos a gritar. E o povo adora isso

Porque se candidata? Para se promover ou faz parte do acordo com a marca que o patrocina?

A Nestea só apoia o espectáculo dos Homens da Luta, não tem nada a ver com a candidatura. Este tipo de candidaturas – a minha, a do Mário Viegas e do Manuel João Vieira no passado – é que demonstra a vitalidade da democracia.

Porquê?

Vou-te dar um exemplo: convidaram-nos, há um mês, como Homens da Luta, para fazer um espectáculo na inauguração do Hotel Vila Galé, em Lagos. Estava lá o Sócrates e o Manuel Pinho. A meio do espectáculo, o primeiro-ministro fugiu e disse aos seguranças que não voltava a entrar enquanto nós não saíssemos. Isso dá-me gozo. A política dá-me gozo. E se eu sou popular porque não posso ir a votos?

Já não é a primeira vez que tem problemas com Sócrates…

É verdade. Numa manifestação da CGTP, estávamos a passar na Rua Bramcamp, onde mora o primeiro-ministro, e eu disse uns impropérios ao megafone. Um dia depois do programa, o gabinete do Sócrates ligou à SIC Radical para impedir a transmissão das repetições. Foi um incidente e o episódio acabou por ser retirado do ar.

Sente-se que tem um certo orgulho a falar disso, como se intimidar um político fosse uma espécie de vitória….

Completamente. É sinal que o meu trabalho de provocação está a surtir efeito.

Não acha que exagera?

Sim, reconheço que sim. E esse caso do Sócrates foi um deles.

É filiado nalgum partido?

Não. Já andei próximo do “berloque” de esquerda, em 1999. Cheguei a ir a algumas reuniões, ajudei a colar cartazes, organizei umas festas. Mas depois desiludi-me, por causa da ideologia. Para mim, tudo o que é ideologia, faz-me retrair.

E o seu partido, não tem ideologia?

O meu não. Vai chamar-se Todo Partido e o objectivo é, depois das eleições, ser um aglutinador de candidaturas semelhantes, ser a base para alguém se candidatar a um junta de freguesia, por exemplo.

Votou nas últimas eleições?

Não, agora só voto em mim. Por isso é que me vou candidatar.

Tem cartão de eleitor?

O primeiro já o fumei. Depois não voltei a tirar, era mesmo bom para fazer filtros…

Falando do percurso de humorista, o que anda a fazer?

Há um mês que estamos com o espectáculo Homens da Luta. É o Neto e o Falâncio, com uma banda de dez elementos e instrumentos tradicionais. Vamos correr os cine-teatros das capitais de distrito.

E o programa da SIC Radical?

Depois do “Vai tudo abaixo na América” apresentámos uma proposta para outros programas, mas não têm o dinheiro que nós precisamos. Temos um acordo com um operador de internet para fazer sketches e colocar online.

Um “Vai Tudo Abaixo” na internet?

Não. É um conceito diferente. Um sketch por dia, de um ou três minutos. Mas tenho pena de não fazer televisão.

Nenhum canal generalista vai apostar no Jel. Têm os Contemporâneos, os Gato Fedorento..

Não sei porque têm medo, já provamos que somos produtivos. Gosto do Nuno Lopes e acho os Gato previsíveis. Já disse que eles são betinhos e é verdade: é pessoal do Colégio São João de Brito.

E o Jel onde estudou?

Na Secundária de Odivelas, hard-core motherfucker [risos]. Até facadas havia. Eu era da tribo dos punks, tinha crista e tudo. Daí a alcunha Jel.

Quanto custava o “Vai Tudo Abaixo”?

A SIC Radical deu-me 20 mil euros por vinte episódios na América. Estive lá uns três meses e perdi dinheiro. Sou mau a negociar porque apresento as ideias cheio de pica e as pessoas percebem isso.

Onde esteve nos Estados Unidos?

Nova Iorque, Filadélfia, Washington, Las Vegas. Foi um grande programa. O meu irmão apertou a mão ao Obama. Se fosse outro gajo qualquer abria os telefornais.

Porque acha que o ignoram?

Não sei, mas os artistas como eu, em Portugal, sempre viveram mal.

Quem?

O Bocage, por exemplo…

Achas que é o Bocage do século XXI?

Não sou poeta, mas sim, identifico-me. Era um gajo à margem, como eu. Portugal é foo. Até acho que em relação a outros artistas sou um priveligiado – graças a Deus existem marcas para nos patrocinar.

Apesar de estar a representar, há uma certa genuidade nas suas personagens. Não acha que ao ser patrocinado por uma marca vai desvirtuar essa imagem?

O público percebe.

Voltando aos Estados Unidos, o que fazia lá, além dos sketches?

Filmámos quase todos os dias. Estivemos com os Moonspell, José Luís Peixoto, Lobo Antunes. E em Las Vegas divertimo-nos…

Divertiram-se…?

Sim, jogámos e fomos a umas casas de strip.

Perdeu dinheiro?

Claro, umas centenas de dólares – 200 ou 300. E fui dos que perdi menos. Os gajos lá são muita manhosos: enquantos estás a jogar estão sempre a oferecer-te bebidas.

Já lá tinha ido com a sua banda pró-guerra, os Kalashnikov…?

Demos dois concertos, no Texas e Nova Iorque.

Como? Aquilo não é uma banda para levar a sério, era tudo a abandalhar…

Era o ca?!&=o. Fo#!-se, desculpa lá, os Kalashnikov é ganda rock! Gravámos um CD.

Sim, é bem tocado, mas é para o número…
Todo o rock é a avacalhar, essa é a essência do rock, o avacalho. Desde os Rolling Stones, aos Ramones, Clash… Há é uma mensagem satírica e negra de pró-guerra.

Por falar em música. Começou num registo quase romântico, a cantar o “Viola-me Eléctrica”….
Era uma coisa lírica….

A puxar para o introspectivo e lamechas.
Era. Não tenho jeito especial para coisa nenhuma, mas sou muito teimoso. Nesse disco era eu e as minhas dúvidas existenciais. Mas não tenho jeito para chorão…

Ainda assim foi para o Brasil à custa das vendas….
Sim, vendi quase dois mil discos. Agarrei nos 10 ou 12 mil euros e fui passear para o Brasil.

E já tinha estado em Paris.
Sim, tinha uns 19 anos. O meu ganha-pão foi vender caldos knorr como se fosse ganza junto à campa do Jim Morrison. Era a zona mais freak do cemitério Pére Lachaise, fumávamos umas das nossas – que eram boas – partilhávamos com os turistas, e depois vendíamos caldos knorr.

Nunca teve problemas com a polícia?
Em França passei uma noite na esquadra, mas foi por pegar fogo a uns caixotes.

E em Portugal?
Fui detido várias vezes, preso não. Uma vez, ainda no tempo da Revolta dos Pasteis de Nata, foi por estar vestido de bófia, num sketch de um polícia racista. Era tudo malta minha conhecida, mas filmado como um apanhado, para captar a reacção das pessoas._O problema foi que alguém chamou a bófia, e fomos todos de cana.

Qual foi a situação de maior stress?
Uma vez que fomos para o circo Chen reclamar por causa dos animais. Levámos porrada, e quase fui parar à jaula dos leões.

Como não temos os “piiis” da televisão, se quiser ler a entrevista de Jel sem censura, eis a chave: # corresponde ao d; % ao i; ? ao r; ! ao a; & ao l; = ao h»

In: http://www.ionline.pt/conteudo/9896-jel-o-humorista-que-mete-medo-socrates, a 23 de Junho de 2009, no Jornal I

O meu comentário:

Pois bem, eu não quero por aqui que fiquem com a ideia de que sou contra o nosso Primeiro Ministro, José Socrates.

Simplesmente, gosto de ver os programas deste humorista, e tive o prazer de o ver, no S. João na cidade do Porto, a trabalhar para o seu patrocínio.

A verdade de tanto sucesso, é que ninguém consegue ficar indiferente a uma pessoa, que crítica os governantes como todas as pessoas pretendiam o fazer, e usando a liberdade dada pela democracia.

Se o primeiro ministro, tem medo do Jel, é porque ou faz muitas asneiras, ou então, tem telhados de vidro, pois a democracia é mesmo assim, é ter a liberdade de se dizer, e acima de tudo poder opinar, sem medos de repressões, ou processos. Bem, há coisas que é muito feio fazer, como é o caso, de por exemplo, difamar.

Penso que tem ideias fora do comum, mas muito perto do que transpira a juventude e os mais vanguardistas deste país.

Tenho pena, que tenha sido detido algumas vezes, pois demonstra que não sabem compreender os ideais que nasceram com o 25 de Abril de 1974, em que as pessoas, tem liberdade de se exprimir livremente, sem medo da repressão ou mesmo fascismo. A Constituição Portuguesa defende, igualdade entre todos os cidadãos, independentemente das suas origens, raças, idades, sexos..etc, onde não podemos só porque não gostarmos de ouvir certas coisas, usar todos os meios para tentar calar a todo custo.

É certo que a nossa liberdade começa onde, termina onde começa a do outro, no entanto, neste caso em concreto, penso que por vezes há alguns exageros por parte do Jel, no entanto, penso que se os mesmos não existissem, o humorista não seria humorista, mas sim um revolucionário, ou mesmo, reaccionário; no entanto, o humor parte de pressuposto de engraçado, imprevisto, algo cómico, se por exemplo, andasse a falar na rua ao berros não tinha tanta piada, como andarem duas pessoas com uma viola e um megafone, o problema aqui em causa para alguns, nem é a viola, mas e mais o megafone, pois amplia por vezes coisas que, pode revelar coisas que em telhados de vidro…

Este tipo tem uma vida, que se assemelha aos boémios da nossa história, e como reza a história, os boémios sempre foram excelente profetas, ou então, eram pessoas que a todo custo as pessoas queriam calar.

Jel, compara-se a um Bocage, ou mesmo a Jim Morrisson, ele mesmo o afirma, e sem problema algum revela uma vida de boémio, uma vida onde, segue os prazeres da vida, como se defendendo que a mesma é bastante curta, e deve ser bem vivida.

Muitos do que os criticam, gostavam de viver as vivencias que Jel já viveu, onde poder curtir a vida sem  ninguém lhe apontar o dedo, por o comportamento que à luz da sociedade, é reprovador, pois geralmente, quem muito acusa, ou reprova, por vezes, a verdadeira razão é um pouco de inveja.

Eu pessoalmente, reprovo a vida que levou, a ser verdade, com drogas e algumas maluqueiras, duvido um pouco que ele seja assim, mas no que concerne a falar, a dizer as verdades, e a incomodar os políticos com palavras que mostram a realidade em que está inserido o país.

Condeno também a perseguição a eles, pois penso que não seja , e tenho a certeza que nada na lei nacional impede as pessoas de andar com um megafone e uma guitarra durante o dia na rua, só pelo teor das palavras que podem incomodar um ou outro, não existe possibilidade de mandar calar, é vergonhoso que se manipule a comunicação social, para não passar um ou noutro programa, só porque o mesmo dizia mal de uma pessoa do governo…

Penso que o país está a caminhar em certas situações para situações que nos fazem revelar que estamos a regredir, em vez de progredir, situações onde a direcção central, tende a controlar os meios de comunicação, são situações bastante desagradáveis e só servem para degradar a democracia.

Apoio pessoas com a coragem do Jel, condeno pessoas com ideais anteriores ao 25 de Abril de 1974, esperemos que a democracia não se degrade, e que se comece a ter um pouco mais de estofo para «aguentar», estas piadas, lembrem-se que elas só aparecem, porque é uma causa da subida de qualificações de um país, na sua generalidade, dá lugar a um humor inteligente.

Deixo as seguintes questões: Qual é a sua opinião sobre o Jel e o seu trabalho? Que pensa do controlo dos média por pessoas do poder?

Tenho Dito

RT


País em mau estado conservação…brevemente em saldo…

Junho 25, 2009

Bandeira Portugal

A notícia que vos trago hoje, é a que passo a transcrever:

«Portugal é o país da OCDE em que as pensões serão mais penalizadas OCDE sugere e especialistas concordam: a crise deve levar o governo a suspender a ligação das reformas à esperança média de vida

A reforma do sistema de pensões da Segurança Social feita em Portugal é a que, no conjunto dos países da OCDE, terá o maior impacto negativo nas reformas dos futuros pensionistas, indicou ontem a instituição sedeada em Paris. No relatório anual “Pensions at a Glance – 2009”, a OCDE pede aos governos que, no actual cenário de crise, tenham cuidado na aplicação de novas regras mais penalizadoras das pensões, como a indexação à esperança média de vida, uma das medidas previstas em Portugal. A OCDE nota que Portugal é um dos oito países membros da organização em que a reforma da Segurança Social – uma das principais bandeiras da maioria socialista – teve como principal objectivo garantir a sustentabilidade do sistema. De uma forma geral, estes países introduziram medidas que resultaram em penalizações de amplitude semelhante em todas as categorias de rendimentos. “Os cortes maiores [em termos brutos], de cerca de 40%, serão na Coreia e em Portugal, com mudanças mais modestas de 10% a 15% no resto do grupo [Áustria, Finlândia, Alemanha, Itália, Japão e Turquia]”, aponta o relatório da OCDE. Tendo em consideração a taxa de substituição líquida – a proporção do último salário líquido de impostos coberta pela pensão de reforma -, as diferenças calculadas pela OCDE continuam a ser grandes. Segundo a organização, para três escalões de rendimento (50%, 100% e 150% do rendimento médio nacional) esta taxa era superior a 100% antes das mudanças no sistema – ou seja, a pensão de reforma era superior ao salário ganho com o trabalho. Esta situação foi corrigida e as taxas de substituição líquidas oscilam agora entre 63,7% e 72%. Este corte na generosidade do sistema – que era excessiva e insustentável à luz da evolução demográfica e da estagnação da economia portuguesa – será conseguido em Portugal através da combinação de duas medidas: por um lado, a contabilização de toda a carreira contributiva (e não os melhores dez dos últimos 15 anos), e sobretudo a introdução do chamado factor de sustentabilidade, que penaliza o valor da pensão caso a esperança de vida aumente. Crise impõe suspensão No relatório, a OCDE sugere ainda cautela aos governos ao aplicar as novas regras mais restritivas, como é o caso do factor de sustentabilidade. “Estes mecanismos foram concebidos em tempos de crescimento económico sustentado. Em alguns países, aplicar as regras durante uma recessão poderá significar o corte de benefícios, até em termos nominais”, indica o relatório da OCDE. “Os governos devem considerar cuidadosamente se estas regras devem ser aplicadas agora, suspensas temporariamente até ao início da recuperação da economia, ou aplicadas selectivamente isentando os grupos de pensionistas mais vulneráveis”, acrescenta o documento. A OCDE não aponta directamente Portugal – a recomendação é para outros dois países, apurou o i -, mas para os especialistas a suspensão total ou parcial das novas medidas impostas pela reforma da Segurança Social faria sentido. “Em circunstâncias extraordinárias, o governo deve ponderar se as medidas concebidas num cenário mais favorável não devem ser suspensas”, comenta o economista Carlos Pereira da Silva, professor no ISEG, em Lisboa. Para Fernando Ribeiro Mendes, ex-secretário de Estado da Segurança Social, a penalização causada pela subida da esperança média de vida – 1,32% para quem se reformar este ano – “poderia ser suspensa, mas apenas para as pensões abaixo da média, uma vez que a introdução do factor de sustentabilidade, embora positiva, é cega socialmente”. Contactado pelo i, o Ministério do Trabalho e da Segurança Social, liderado por Vieira da Silva, sublinhou que o governo já referiu “a necessidade de ajustar temporariamente o mecanismo de actualização das pensões [ligado ao PIB] para que não se verifique uma redução nominal caso a inflação venha a ser negativa”. No entanto, os especialistas pedem que se vá mais longe. “Nesta fase de crise não deve haver, em qualquer circunstância, uma queda nominal das pensões”, diz Bagão Félix, ex-ministro da tutela.»

In: http://www.ionline.pt/conteudo/10083-portugal-e-o-pais-da-ocde-em-que-as-pensoes-serao-mais-penalizadas  a 24 de Junho de 2009, no Jornal I

O meu Comentário:

Esta projecção, demonstração caos onde está entrar o país, onde é demonstrado que a crise ainda esta a vingar e ainda não se bateu no fundo. Continuamos a ver empresas por todo o país a fechar, as multinacionais a fecharem ou mesmo a entrar em «Law Off». Pior vai acontecer, depois do próximo Mês de Agosto, onde muitas empresas já não vão abrir, depois das férias. Ainda hoje li, uma notícia onde o crédito mal parado subiu, pois com situações em que as empresas, estão a fechar, faz com que as famílias fiquem falidas, e caso, não seja falidos, pelo menos ficam bastante desconfiados com esta crise. Uma das maneiras para fazer ultrapassar esta crise, era de haver um incremento no consumo privado, não de forma esporádica, como acontece em períodos sanzonais, mas de forma contínua, no entanto, este tem vindo a decrescer, ou está , estagnado em alguns sectores económico. Enquanto a legislação, não andar severamente em cima das empresas, em função de regime laboral, e onde, não se aceite que empresas com lucros, ou mesmo lucros exagerados, possam despedir pessoas, ou então não renovar contractos, para depois contactar novos funcionários para os lugares dos que despede, ou mesmo, dispensa. O Povo Nacional anda bastante desconfiado com esta crise, pois é a mais marcante em termos de tempo e do que é exigido aos contribuintes, e o comboio do fim da mesma, nem sequer se ouve, quanto mais se ver… Caso que demonstra, esta mesma desconfiança, foi o nível de Abstenção que houve nas passadas Eleições Europeias. Caso, fosse governante, estaria bastante preocupado com este relatório da OCDE, e apesar de o Banco de Portugal, ter em ideia emitir um já no próximo mês, e onde, segundo o governador, não será tão rígido, estaria preocupado, pois a sociedade se não estiver satisfeita, demonstrará já nas próximas eleições, mas mais preocupante que as eleições, é a queda de consumo, a falta de apoios à juventude para inicio da vida, falta de visão para a segurança social no médio longo prazo. Senhores governantes, o problema do País é económico, mas que tem causas socais que irão prevalecer por muitos anos se nada for alterado. Será que ainda vamos a tempo de mudar isto? Será que terá salvação este País? Ou qualquer dia temos que o vender em Saldo??

Tenho Dito

RT


O Elixir da Felicidade e Dinheiro….

Junho 24, 2009

10-mandamentos

A notícia que trago neste dia  de S. João, é uma noticia onde fala de como podemos melhorar a qualidade da nossa vida, passo a transcrever a mesma e irei fazer hoje um pequeno comentário.

«Dez mandamentos para poupar e ser mais feliz

01 Trabalhe menos

A palavra-chave é produtividade. “A optimização do tempo de trabalho e o aumento da produtividade deveriam ser os principais focos dos portugueses. Se estivermos focados na inovação e na melhoria dos métodos de trabalho, poderemos trabalhar um tempo pré-definido, ao mesmo tempo que aumentamos o valor do que produzimos”, explica Pedro Queiroga Carrilho, autor do primeiro guia de finanças pessoais português. Se conseguir ser mais produtivo no trabalho, não necessita de fazer horas extraordinárias.

02 Mude a rotina

Ao fim de algumas semanas a trabalhar no mesmo sítio é normal entrar numa rotina difícil de abandonar. Se desenhar num papel o seu dia, desde que acorda até se deitar, é provável que haja muita coisa a mudar. Por que não evita a hora de ponta? Ir para o trabalho e para casa juntamente com a maioria dos trabalhadores da sua região é penalizador. Combine com o seu chefe ir uma hora mais cedo ou uma hora mais tarde, compensando na saída. Verá que consegue cortar o tempo perdido em transporte para metade. O teletrabalho corta o tempo perdido em transporte. Numa sondagem europeia da Avaya, empresa americana de sistemas de telecomunicações, 67% dos entrevistados afirmou que os trabalhadores em teletrabalho são mais felizes. Será que não pode propor isso no seu emprego?

03 Consolide o trabalho

Acontece a toda a gente: começa de manhã uma tarefa; é interrompido por colegas que precisam de ajuda; quando volta à tarefa, já não sabe onde ia; quando apanha o fio à meada já é hora de almoço; de tarde tem reuniões, delegam-lhe mais tarefas; no final do dia o trabalho, está na fase matinal. “Vale mais beber menos cafés ou fumar menos, ter menos discussões em grupo sobre os erros da arbitragem do fim–de-semana anterior e no fim do dia sair dentro dos horários normais para conciliar verdadeiramente a vida pessoal, família e amigos”, alerta Pedro Oliveira, director da Albenture, que ajuda as empresas a aumentar a produtividade e a reduzir o absentismo e o stress dos funcionários.

04 Corte nas comunicações

Por muito que seja produtivo, se for sempre interrompido não consegue fazer nada. Desligue o correio electrónico: os especialistas dizem que o ideal é consultá-lo três ou quatro vezes por dia. Junte essas consultas no início ou no final de períodos de trabalho, como logo de manhã, antes e depois do almoço e no fim do dia. O correio electrónico não é o único a interrompê-lo: telefone, telemóvel, twitter, mensageiros instantâneos e, até, os post-its colados ao monitor são fontes de quebra de produtividade.

05 Reduza as reuniões

Um estudo realizado na Austrália concluiu que metade do tempo de trabalho é gasto em reuniões. Embora nem todos possam seguir esta recomendação, deve procurar- -se reduzir nas reuniões. Regra geral, quanto mais reuniões tiver ao longo do dia, menos produtivas elas são. Se for chefe, minimize e concentre as reuniões. Pode, por exemplo, guardar um dia da semana só para elas. Se não é chefe, da próxima vez que lhe marcarem uma reunião, explique que tem outras prioridades e peça dispensa.

06 Pense positivo

O optimismo ajuda-o no dia-a-dia. “Num estudo (…) foi demonstrado que cultivar emoções positivas (como a alegria, o contentamento, a serenidade, o entusiasmo, o prazer) alarga a capacidade de resolver problemas. Nesse sentido, há efectivamente um contributo para o bem-estar no trabalho, já que consegue ter uma percepção mais positiva do seu desempenho e da sua eficácia, com um impacto muito positivo na redução de stress e ansiedade”, conta a psicóloga Catarina Rivero. Se for trabalhar a pensar que o dia nunca mais acaba, é natural que o tempo demore mais a passar.

07 Delegue

Delegue no trabalho. Se tem trabalhadores às suas ordens ou colegas que participam no mesmo projecto, divida o trabalho. Não pense que tem de fazer tudo. Se for preciso, dê formação antes de distribuir tarefas. Delegue em casa. É o que se chama “comprar tempo”: pague para ter tempo livre. Contrate alguém que lhe faça as grandes limpezas em casa. Contrate um contabilista que lhe trate dos impostos. Faça as compras online com a entrega em casa.

08 Aproveite as manhãs

Dizem os especialistas que a manhã é o melhor período para trabalhar, porque a cabeça está fresca e porque ainda não se acumulou tarefas (a não ser que deixe do dia anterior). É por isso que deve agendar para a manhã os trabalhos mais intensivos em recursos cerebrais e deixar para a tarde as reuniões e os trabalhos de repetição.

09 Poupe e elimine a dívida

“Deixo um apelo ao desenvolvimento de métodos de poupança para cortar com o endividamento e como forma de promoção do investimento. A poupança é o motor do investimento e se não mudarmos alguns dos nossos hábitos excessivamente consumistas, não poderemos canalizar os nossos esforços para a geração de mais valor e riqueza”, alerta Pedro Queiroga Carrilho, que, além de autor do primeiro livro português de finanças pessoais, fundou a Kash, uma empresa de formação na área das finanças pessoais. O problema do endividamento é simples: quanto mais pedir e quanto mais durar a dívida, mais longe fica a independência financeira e, logo, a independência do trabalho. Um casal de jovens que peça um crédito à habitação de 200.000 euros durante 40 anos facilmente paga o dobro ao banco devido aos juros (basta que a taxa média seja superior a 4%). Se pagarem a dívida mais depressa, ficam livres do encargo financeiro e podem ganhar tempo, aligeirando ou abandonando o trabalho mais cedo nas suas vidas.

10 Quebre rotinas e goze a vida

Está provado que a quebra de rotina consegue aumentar o bem-estar das famílias. “Sabemos ainda que não basta desenvolver várias actividades aleatoriamente ou por recomendação, mas actividades que tenham significado para cada pessoa: ler, ir ao cinema, correr, escrever, jogar futebol, jantar com os amigos, fazer caminhadas, ir rezar no seu local de culto, etc.”, lembra Catarina Rivero, especialista em terapia familiar. Se procurar gozar a vida, verá que mesmo os pequenos momentos compensam o tempo que gasta a trabalhar. “As pessoas mais felizes são aquelas que têm uma vida social rica e preenchida”, avisa Gabriela de Abreu, da Associação Portuguesa de Estudos e Intervenção em Psicologia Positiva. Aprecie cada almoço, aproveite as noites para namorar e divirta-se com a família ao fim-de-semana. Tempo é dinheiro, mas este não tem preço.

In: http://www.ionline.pt/conteudo/9872-dez-mandamentos-poupar-e-ser-mais-feliz a 22 de Junho de 2009, em Jornal I

O meu comentário:

Estes são os «10 Mandamentos », para se ter uma vida menos carregada de stress, uma vida organizada, será sinónimo de menos percalços e de menores oscilações.

Penso que uma vida onde a componente social seja forte, no entanto, esta componente tem os seus timings próprios, ou seja, exige-se concentração máxima durante o período laboral, e como recompensa desta mesma situação, a vida social sai favorecida, e pode-se aproveitar melhor os momentos mais sociais, ou a dois…

Fugir às rotinas, é também uma situação que deve ser realizada e com mais frequência que se imagina, pois a fuga a hábitos, favorece o aparecimento de novos temas, novas técnicas, etc.

A organização do tempo, leva a que as pessoas tenham maior possibilidade de poder ou fazer o que mais gostam, ou então poder aplicar o tempo para fazer actividades de cariz profissional, mas que anteriormente não tinham tanto tempo para as realizar, ou seja, basicamente estamos a falar do custo de oportunidade, neste caso, não somente em economia, mas em tempo. Sempre se disse, como faz menção o ditado popular: «Tempo é dinheiro…»

Concordo plenamente com os 10 mandamentos e recomendo aos leitores que os sigam, para que tenham uma vida profissional sem sobressaltos e uma vida pessoal fantástica.

Tenho Dito.

RT