Desemprego quase a 2 dígitos….

Desemprego

Comentário da noticia que passo a transcrever:

«Taxa de desemprego sobe para os 7,8 por cento nos países da OCDE

09.06.2009 – 15h51
Por Lusa

A taxa de desemprego subiu para 7,8 por cento na zona da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económicos (OCDE)em Abril, contra 7,7 por cento no mês anterior, segundo os dados hoje divulgados pela organização.

Face a Abril de 2008, a taxa de desemprego no conjunto dos 29 membros da OCDE aumentou em 2,2 pontos percentuais.

Portugal apresenta a quinta maior taxa de desemprego dos países da OCDE, com 9,3 por cento da população activa desempregada, após Espanha (18,1 por cento), a Eslováquia e a Irlanda (ambas com 11,1 por cento) e a Hungria (9,6 por cento).

Na zona euro, a taxa de desemprego era de 9,2 por cento em Abril e de 8,6 por cento na União Europeia, de 8,9 por cento nos Estados Unidos e de cinco por cento no Japão.»

In:http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1385919, a 9 de Junho de 2009

A minha análise é:

Perante esta notícia, o que posso comentar é que Portugal, segue sempre atrás dos outros e comete os mesmos erros que os outros países.

Que Portugal tenha taxa de desemprego, é normal, que esteja quase a chegar aos 2 dígitos isso é que não deveria acontecer.

Penso que Portugal, pode responsabilizar a crise por incremento da taxa de desemprego, mas em primeira instância, deve se assumir a sua responsabilidade, senão vejamos:

  • Os péssimos contractos que foram feitos com as multinacionais, como por exemplo, a Qimonda, onde as contratações e os projectos foram bons no curto prazo, mas a longo prazo péssimos, e que permitem a deslocalização das mesmas sem penalização, a não ser para os trabalhadores e para a economia nacional;
  • Os governos andam atrás de medidas para resolver o desemprego, criam fundos e mais não sei quê, mas agem sempre na óptica da reacção e não da proactividade, têm que evitar a todo custo, é neste tempo que se devem desenhar planos que visem no futuro, e em tempos especiais como este de retracção, que o desemprego seja baixo;
  • Evitar-se a todo custo, que existem empregos precários, pois se o precário se torna o único emprego que existe, o que virá a seguir?  Com a precariedade as pessoas não inventem nas suas vidas, e como tal, o não consumo, vai originar uma crise, ou recessão, que pode originar desemprego;
  • A aposta na mão de obra pouco qualificada, e apoios para a mesma poder progredir, mas não os incentivando nas idades certas a se valorizarem e a adquirirem competências para uma polivalência maior, ou seja, hoje estão numa linha de uma fábrica, e amanha podem estar num outro sector qualquer;
  • A não sensibilização dos empresários para apostas em formação constante e que as empresas tem que estar em constante mutação, a nível de produção, os métodos de produção estão sempre a mudar e como tal, a formação é m bem necessário;
  • As empresas têm que apostar nos jovens licenciados, estes são a chave da fuga, pois tem ideias novas, métodos novos e são ambiciosos, vem uma empresa não como, a possibilidade de retirar o máximo lucro no curto espaço de tempo, mas como conseguir maximizar os mais diversos itens num espaço temporal de médio e longo prazo. Repare-se, as empresas não devem ter espaço temporal definido, mas sim devem prevalecer durante anos e anos, de modo, a poderem fazer parte da história, como grandes colossos e que graças à sua massa humana (gestores, administradores, colaboradores), poderem vingar e ser orgulho destes;
  • Não se deve procurar um negócio que se goste, ou se queira ter, já não são os patrões a ditar, são os clientes, são estes os verdadeiros patrões, estes com a conjectura de mercado é que ditam o que querem e em que condições querem, repare-se, os clientes ao não comprarem a uma determinada empresa, podem a colocar em cheque, causando uma crise dentro da mesma, e que em crise, vai originar desemprego.

Estas são algumas medidas que penso que, sejam de responsabilidade dos Portugueses, muitas mais haveria a dizer ou a comentar.

Pessoalmente, espero que o desemprego não atinja os 2 dígitos, e que a crise passe, no entanto, apesar dos sinais poderem ser positivos, eu penso que não se deve ver por ai, pois se meia dúzia de pessoas disserem que estamos em crescimento não chega, pois isso só será notório quando a grande maioria da população o sentir e despoletar o seu papel de cliente, ou seja, consumir.

O desemprego, tem que ser visto de forma proactiva, e como consequência de problema económico, e político, e como tal, devemos precaver-nos sendo sérios e justos para com o mercado (clientes), de modo, a que estes pelo menos continuem a consumir o nosso produto, mesmo que não sejam 5 unidades, se comprar 2, é melhor que nada vender, assim sendo, atenuasse a taxa de desemprego.

Os trabalhadores, tem que se qualificar mais, tem que ser aproveitados os que mais se valorizaram, como são o caso, dos licenciados, pois nestes, o esforço de querer saber mais, de serem mais competentes, vai espelhar numa organização que em si aposte.

Tenho dito

RT

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