Abstenção e Juventude grandes aliados…

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Passo a transcrever a notícia que me chamou à atenção para o comentário de hoje:

«Abstenção

«É estúpido deixar que os outros decidam por nós»

O presidente do Partido Socialista dos Açores, Carlos César, considerou «estúpido» o que se passou com o índice de abstenção nas eleições europeias do passado domingo, e apelou à participação dos jovens na política

«É estúpido deixar que os outros decidam sobre todas as questões que nos dizem respeito», frisou Carlos César, no encerramento do IX Congresso Regional da Juventude Socialista dos Açores.

Por isso, apelou aos jovens açorianos para «se envolverem na política» e darem o exemplo desde já, «integrando-se nas listas para as próximas eleições autárquicas [em Outubro]», alegando que «os jovens são necessários para dinamizar o desenvolvimento».

Carlos César aconselhou os jovens a «usarem os valores da humildade e da modernidade» sem terem de abdicar da «liderança» contra «os poderes instalados e protegendo os mais desfavorecidos».

Para César, «é preciso trazer os jovens para a liderança política», em particular para «as políticas que lhes digam respeito, como as do emprego, habitação, formação e inovação».

O líder do PS/Açores quer «rigor e sensibilidade na governação» para protecção do bem comum, para que «exista eficácia, modernidade e permitir que os Açores continuem a crescer mais que a média nacional e europeia».

O congresso reelegeu, por unanimidade dos 126 delegados com direito a voto, Berto Messias para mais um mandato à frente da presidência da juventude socialista açoriana.

O líder reeleito disse que as bases programáticas da moção vencedora assentam na emancipação dos jovens, na igualdade, na sustentabilidade, nos novos paradigmas da política e na proximidade.

Para que estas bases tenham sucesso é fundamental lutar por novas políticas para «o emprego e a habitação», o combate à desigualdade do «género, territorial e das liberdades», bem como uma atenção aos «desequilíbrios ambientais que deverão estar no cimo da agenda política».

Defendeu ainda novos paradigmas para a política como «o voto aos 16 anos e o voto electrónico», enquanto na proximidade a JS vai realizar encontros em todas as freguesias da região e promover ciclos de fóruns temáticos.

Berto Messias alertou para o facto de, no seu entender, «a juventude não ser apenas um tempo de transição, mas um conceito de afirmação social que deve ver reforçado o seu papel na sociedade».

O IX Congresso, que decorreu durante dois dias em Angra do Heroísmo, elegeu Ivo Teles como presidente da Comissão Regional, o principal órgão partidário entre congressos.

Na reunião dos jovens socialistas açorianos participaram o secretário-geral da JS nacional, Duarte Cordeiro, e a secretária-geral da juventude socialista das Canárias, Estefânia Castro Chavez.»

In: http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Politica/Interior.aspx?content_id=138328, de 14 de Junho de 2009

O meu comentário:

A propósito de abstenção…penso que é uma forma como qualquer outra de se ter uma opinião, a diferença é que a mesma não é conhecida, ou seja, em vez de ir votar e dar a conhecer o voto da sua preferência, mesmo que anónimo, não o faz, e pelos mais diversos motivos.

Um dos grandes motivos para haver abstenção alta, é a falta de confiança na actividade exercida pelos políticos, e pela transparência dos mesmos, isto na maior parte dos casos, no caso dos jovens, temos também que contar que o arcaísmo do voto na urna, não convence muitos jovens a o fazer, para eles, o votar é mesmo por internet, ou seja, o denominado voto electrónico.

Mas voltando, à questão dos jovens, os mesmos não se reconhecem na democracia, a maior parte deles os de forte componente  académica, pois são os que têm canudos, mas que devido políticas absurdas continuam sem poder dar o seu contributo no mundo do trabalho.

Um jovem que tenha um canudo, mas que vá arranjando trabalhos, muitos deles fora do seu âmbito académico, temporários, e sem futuro nenhum, não vai acreditar em políticos que dizem que vamos crescer, vamos se grandes…ele já nem os ouve, pois repara que todos apelam à mesma coisa, sendo que o certo, é que ele não consegue sair do lugar, só porque se esforçou, só porque foi ambicioso e estudou para ter uma licenciatura..; é tão real que, neste país existem pessoas sem escolaridade que têm empregos, e bons empregos, que chegam a auferir um salário maior que os próprios superiores.

A juventude chegou à feliz conclusão, neste país premeia-se o não estudo, a fraca qualificação, e aprimora-se o abando escolar, para exercer profissões desde cedo, de modo assim tomar o lugar de outros que, por querem seguir as directivas dos governos transactos, e de se formarem, ficam pelo caminho, pior são abandonados, neste país que luta para que a população tenha grandes qualificações…

Outro absurdo, é a dos maiores de 23 anos, especialmente no que concerne ao ensino superior, onde uma pessoa, numa empresa X, faltando poucos anos para a reforma, vai tirar um curso superior, e tira mais tarde o lugar a uma pessoa nova, recém licenciada, só porque fica bem à organização reconhecer as capacidades da pessoa mais velha?? Resultado…o jovem além de ver o premio no não estudo, não entende conceitos como reforma, como novo sangue, investimento, vanguardismo, modernidade, entre outros…

O jovem entende que a democracia deve dar oportunidade de forma equivalente a todos, e o que assistimos são essencialmente, desigualdades, assimetrias e disparidades económico sociais, e onde, prevalece o factor cunha para se ter um emprego.

Perante isto, estamos num país sem soluções, onde a estratégia está incorrecta, não se pode pedir a uma pessoa acima dos 50 que tenha filhos, que compre casas, que seja, consumista, que faça, basicamente a economia fluir, pois estes valores  devem-se pedir a uma geração mais nova, mas a mesma não tem instrumentos que os nossos país tiveram, para o fazer.

Por estas razões, a juventude está descredibilizada da política, e responde com abstenção, pois não percebe para que se vota, e qual a solução de ganhar o partido, X, Y ou mesmo Z, para eles, é tudo igual, pois ninguém lhe trás soluções tangíveis, só palavras que posteriormente não passam a realidade.

Para se combater, a abstenção, e apelar a participação da juventude, deve-se ter soluções com essência e tangibilidade, e serem mesmo realizadas, pois a juventude já nem ouve os políticos…

Tenho Dito

RT

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