Economia e Engenharias estão em saldo..

ensino1

Passo a transcrever a nóticia que venho hoje comentar:

«Alunos admitem trabalhar mais por menos dinheiro

Aumenta número dos finalistas dispostos a ir viver noutra cidade ou, até, a emigrar

ALEXANDRA FIGUEIRA

Os finalistas portugueses dos cursos ligados às engenharias ou de economia mostram-se dispostos a trabalhar mais horas por menos dinheiro. E admitem mesmo sair do país para poder encontrar o primeiro emprego.

Os dados constam do inquérito Trendence, que decorreu no primeiro trimestre deste ano lectivo e envolveu 196 mil alunos de 22 países europeus. Comparado com o realizado no final do ano lectivo anterior, o estudo mostra as expectativas mais baixas dos estudantes finalistas de cursos na área da economia e da engenharia. Nas duas áreas de conhecimento, os alunos estão dispostos a trabalhar mais horas do que estavam os seus colegas finalistas do ano passado. Se, antes, era reportada a intenção de trabalhar 43 horas por semana, agora os jovens admitem passar mais tempo no trabalho (44,6 horas no caso da engenharia e 45,3 horas na economia). Já os espanhóis e os holandeses são dois exemplos dos alunos que menos horas admitem trabalhar; do outro lado estão os suíços, que antecipam semanas com quase 50 horas de trabalho.

Estando preparados para trabalhar mais horas, admitem também ganhar menos dinheiro no primeiro emprego. A última “fornada” de licenciados estava na disposição de trabalhar por um salário bruto anual de 20 mil euros (engenharia) ou 18 mil euros (economia). Agora, as expectativas são muito menores: nos dois casos, a expectativa de primeiro salário não chega aos 15 mil euros brutos, ou seja, pouco mais de mil euros por mês (contando com subsídio de Natal e de férias). Sobre esse valor, ainda têm que fazer os descontos para o IRS e a Segurança Social.

Sem surpresa, são os países do Leste, que aderiram mais recentemente à União Europeia, os que admitem ganhar menos dinheiro no seu primeiro emprego (perto de dez mil euros por ano). Noruega, Suíça e Dinamarca estão no outro extremo: as expectativas de salário estão muito próximas dos 50 mil euros.

“Se recebessem uma boa oferta, admitiam deixar a cidade onde vivem?”. A esta pergunta, mais de seis em cada dez alunos portugueses respondeu com a disponibilidade para ir viver em qualquer parte do mundo; dois em cada dez só se deslocaria dentro da Europa e um em cada dez mudaria de cidade, mas não de país. Só 2% disseram que recusariam a oferta. Comparando com as respostas do último inquérito, vê-se que aumentou o número de pessoas dispostas a sair da cidade ou até do país, a troco de uma boa proposta de trabalho.

Já a preocupação quanto à carreira futura mantém-se, para a esmagadora maioria. Em cinco alunos, quatro disseram estarem preocupados com a segurança do emprego, o salário e benefícios dados pela empresa, possibilidade de promoções ou de evoluir profissionalmente.

Isso não significa que as pessoas não estejam preocupadas com o facto de conseguirem arranjar emprego: admitem que, em média, terão que mandar cerca de 20 cartas de apresentação e esperar uns quatro meses antes de encontrar uma posição.

Os polacos acham que só com 33 cartas encontrarão trabalho, contra as 10 missivas e três meses da Holanda. Na Grécia, os jovens preparam-se para ficar quase nove meses sem trabalho. »

In: http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1262445 de 15 de Junho de 2009

O meu comentário:

Mais uma vez, podemos verificar que, a par de países de Leste (os mais atrasados, por serem recentes aquisições), estamos na cauda, a questão de termos que trabalhar mais para ganhar menos, sabe a indícios de exploração. Ainda há poucos dias, comentava aqui mesmo que, um jogador de futebol, não tinha que investir em formação académica, nem se esforçar, para ganhar mais que qualquer dirigente deste país, e agora estamos a ver profissões que exigem qualificações, como é o caso, das economias e as engenharias a seguirem no caminho da exploração.

Outro factor, relevante na notícia é de, caso tivessem uma oferta, para fora da cidade onde vivem, se os estudantes sairiam, a resposta é que 60%, afirmaram que sim, ou seja, a maioria sairia, e ponderava mesmo sair do país mas neste caso, uma percentagem menor. Na minha opinião, muitos sairiam, e iriam em busca de carreiras ambiciosas, projectos aliciantes, e de ver reconhecido o seu valor, o seu esforço. A transcrita notícia, afirma que estão preocupados com o futuro, a carreira e a evolução da sua vida, ou seja, estão reticentes e cépticos quanto ao futuro, pior só mesmo os Gregos.

No caso Português, penso que estão a deixar sair muita gente, estão a deixar escapar cérebros, pessoas com ambição e empenho, não tanto pelo valor auferido em salário, não pelas horas de trabalho, mas sim por falta de oportunidades, por empresas com empresários do tempo da outra senhora, que têm como visão empresarial o lucro a todo o custo, caindo valores, de que uma organização deve cultivar, como a satisfação dos clientes internos, mas acima de tudo, os externos, a boa harmonia com os parceiros e a justiça competitiva, sendo estes, factores devem levar a boa organização a um espaço temporal de durabilidade acima do médio-longo prazo, incrementando os lucros acima dos de curto prazo.

O governos, como ainda ontem referi, prefere medidas de popularidade que lhe vão trazer os votos no curto prazo, hipotecando a cada passo, o futuro deste país, fomentando em todas as suas políticas a compensação do não estudo.

O esforço feito, por um licenciado para a procura de emprego, em Portugal, é dos mais altos da União Europeia, embora afirmem que um licenciado arranja emprego, mais rapidamente que uma pessoa que tenha somente o secundário; devemos ter em conta, que mais importante que encontrar, será manter um emprego, ter a possibilidade de poder fazer carreira e desta forma poder incrementar em primeira instância valor à organização e posteriormente o nome do país, para que o mesmo não seja somente conhecido como o país do melhor jogador do mundo, e actualmente também o mais caro, devemos lembrar, que os grandes feitos são normalmente realizados por pessoas com alta formação académica, embora todos sejam importantes e ajudem o país a ser conhecido.

Deixo a questão? Para quando investimento no emprego, e nos cérebros nacionais?

Tenho dito

RT

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