Crise ….leva a Low Cost Software

Software Livre

Passo a transcrever a notícia que vou comentar:

Crise põe empresas à procura de software de baixo custo

A utilização de software de código aberto e distribuição gratuita está a crescer, sobretudo no Estado

Força Aérea Portuguesa, Ministério das Finanças e Logica (ex-Edinfor) são as mais recentes conquistas do software open-source em Portugal. Isto é, de software informático de código livre, que pode ser alterado por qualquer pessoa e cuja distribuição é gratuita. Basicamente, é a versão low-cost da informática, que em ano de crise está mais na moda do que nunca.

“A crise está a ter um impacto significativo na adopção de open-source”, garante o director de pesquisa da consultora IDC Portugal, Gabriel Coimbra. A empresa acaba de concluir um relatório europeu no qual revela que 33% das empresas vão aumentar o investimento em open source este ano. E o motivo é comum em toda a Europa: o preço.

Embora livre não seja sinónimo directo de gratuito, a verdade é que este tipo de software não tem licenças associadas. Ou seja, não há um investimento à cabeça, ao contrário do que acontece quando uma empresa compra licenças de Windows ou Mac para os seus computadores. Aqui, o custo associado é o do suporte e manutenção dos programas. Motivo pelo qual em 2008 as firmas portuguesas acordaram para o open source e começaram à procura de alternativas, com a administração pública a liderar o movimento.

“O Estado é o sector com maior utilização de open source”, confirma Gabriel Coimbra, depois de já no ano passado a IDC ter revelado que metade da administração local usa alguma forma de software livre.

Além da Força Aérea e do Instituto de Informática do Ministério das Finanças, que se tornaram clientes da especialista em open source Novell, também a Fnac, a Efacec, a Cimpor e o BBVA, entre outros, são casos recentes de implementação deste tipo de tecnologia.

A tendência é tão forte que só em 2008 a Novell disparou 40% em relação ao ano anterior, confirmando que as empresas portuguesas “estão muito mais atentas e solícitas à utilização de ferramentas baseadas em open-source”. Segundo o director-geral João Batista, no caso do sistema operativo Suse Linux a facturação aumentou cinco vezes. E justifica com três razões: a contenção orçamental das empresas, a liberdade garantida pelo open source e a existência de suporte certificado, algo que não acontecia há alguns anos.

Também a Sybase Portugal e a Sun Microsystems reconhecem o aumento da procura, sobretudo nas médias e grandes empresas, devido aos custos do licenciamento de software – mais empregados, mais licenças… Paulo Vilela, da Sun, lembra que tanto a declaração electrónica de impostos como o cartão do cidadão se baseiam em Java, que é open source.

A procura acontece em todas as áreas: software para servidor, programas de gestão de clientes, bases de dados e navegadores de internet. Está a ver o sistema de telemóveis do Google, chamado Android? Sim, é open-source.

In: http://www.ionline.pt/conteudo/9077-crise-poe-empresas–procura-software-baixo-custo, de 17 de Junho de 2009

O meu comentário:

Muito se tem falado ultimamente de software livre, e das liberdades de não existirem licenças associadas ao mesmo, penso que é benéfico, pois apesar de ser uma solução para reduzir custos, pode também ser tomada como, poder aproveitar verbas poupadas para ser aplicadas em outras coisas.

Para tecer uma comparação, e para que toda a gente tenha uma ideia do que se está aqui a falar, podemos comparar as coisas assim:

– Entenda-se que o software pago (Windows, Mac, Office, etc), é como a gasolina de marca (as marcas, que se conhecem, e que estão há muitos anos no mercado), e o software livre (Linux, OpenOffice, Firefox, etc), é como as gasolinas de marca branca (as mais recentes, como as dos hipermercados).

Agora que penso, que todas as pessoas sabem do que estou a falar, podemos verificar que, tal como as gasolinas, ambos servem para um computador e se poder produzir, e trabalhar com o mesmo, no entanto os pagos, tem taxas de licenciamento geralmente altas, e as licenças, têm que ser por utilizador, e não por máquina, logo as empresas ao terem um novo empregado, têm que pagar uma licença para ele; por outro lado, o software livre, na maior parte dos casos, não carece de licenciamento, mesmo para fins comerciais, e como tal pode ser usado em qualquer máquina e por qualquer utilizador.

Para se ter uma licença de Windows, a mesma é barata, se o mesmo vem com uma máquina nova, mas se por acaso, precisamos de o actualizar para uma versão acima, temos que adquirir, outro pacote Windows, e como tal, vamos desembolsar mais de 800€, no mercado nacional, e a sermos poupadinhos (só um aparte, Qual é o valor do nosso ordenado mínimo??); no caso do software livre, o custo é zero, e muitos sistemas operativos de Linux, saem novas versões de 6  em 6 meses, e são na sua maioria grátis, podem ser descarregadas livremente, e muitas delas podemos, pedir que mandem o CD da versão, eles mandam de forma grátis, mas melhor, podemos pedir 50 Cd’s ou mais para dar pelos amigos, que eles dão.

Fantástico não? Mas podem dizer, há mas a maior parte dos computadores que uso tem Windows e não o posso remover…a resposta é, existem versões, com arranque pelo CD, e que os sistema, corre pelo CD, e ao desligar o computador, é como se ninguém tivesse mexido nele, não deixa rasto…

Entre outras, mais valias..Sugiro que experimentem o navegador Firefox, muito melhor, que qualquer Internet Explorer, mas gostos não se discutem.

A vantagem da adopção deste tipo de software (livre), e épocas de crise, é de salutar, o que significa que, está a existir um corte nas despesas, e que se poupa já em coisas, que não são perceptíveis no nosso dia a dia.

Penso que seja benéfico para as empresas começarem a ter hábitos de poupança, são nas pequenas coisas que se começa a poupar, para que um dia sem competitivas, e possam preparar-se para momentos difíceis como a crise que passamos, e não tenham que fazer coisas como despedir pessoas, deslocalizar-se no caso das Multinacionais, como em ultimo recurso fecharem.

E devo, desta vez dar os meus sinceros parabéns ao estado português, pois é nos seus serviços, que está a utilizar esta opção, desta vez, tenho a dizer que estão a agir bem; o mesmo falo de empresas conhecidíssimas de nós como a FNAC, a EFACEC e CIMPOR, muitos parabéns e obrigado por pouparem recursos que podem ser importantes no futuro, nem que seja, em lucro para os accionistas, mas é de louvar

Não pensem que sou um fanático por software livre, no meu computador uso Windows, que era o que trazia de origem, no entanto, por vezes uso um sistema livre por CD, além disso uso o navegador Firefox, há muito tempo, por várias razões, uma delas é que filtra mais as páginas, não aparecendo pop’s indesejados, e outras coisa, tem um aspecto de organização que só agora o IE8, está a chegar perto, e tem uma aparência mais limpa, deixo aqui o link para download do mesmo, se quiserem experimentar:

Link Firefox: http://www.mozilla-europe.org/pt/firefox/

Experimentem também e para quem usa o Ofice 2003, o openoffice, é um Office que tem tudo do 2003, mas grátis e sem licença, deixo também o link.

Link Openoffice: http://pt.openoffice.org/

Tudo isto é grátis e são pequenas coisas que fui e vou usando, que me ajudam a poupar uns tostões, como colocar gasolina num hipermercado, como comprar produtos de marca branca, entre outros, pois sou um cidadão nacional e ganho pouco, para o que o mundo queria que ganha-se.

Tenho Dito

RT

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