A retracção do consumo causa crise nos centros comerciais…

Centro Comercial

Hoje merece o meu comentário esta notícia que parece evidente aos olhos de todos, menos a quem de direito, passo a transcrever a mesma:

«A maior descida em relação a outros países europeus

Portugueses estão a virar costas aos centros comerciais

Queda nas visitas foi de 8,4% em Maio.Com tradição nas visitas regulares a centros comerciais, até os portugueses começaram a cortar no hábito, nestes tempos de crise financeira.

Apesar do número de espaços estar a aumentar, o índice Experian Footfall, empresa de estudos de mercado a nível europeu, refere que Portugal sofreu uma queda de 8,4 por cento em Maio deste ano, quando comparando com o período homólogo, diz o «Diário de Notícias».

O recuo é o maior entre os países em análise, dado que em Espanha as visitas cederam 5,2%, em Itália 2,5% e no Reino Unido 2,4%.

«A actual situação económica trouxe consigo uma mudança no comportamento de compra dos consumidores e pôs à prova a sua lealdade para com as marcas», justifica o mesmo estudo.»

In: http://www.agenciafinanceira.iol.pt/noticia.php?id=1071051&div_id=1730, em 22 de Junho de 2009, no site de agência Financeira

O meu comentário:

A queda deve-se essencialmente a não ter orçamento para se poder gastar, pois todos sabemos que os centros comerciais, são sempre uma tentação, por exemplo, entrar num cento comercial sem gastar 1 cêntimo, é praticamente impossível, senão vejamos, quem é que vai a um centro comercial e não toma um café, se não é café, consome outra coisa qualquer, já para não falar de compras realizadas, muitas delas com crédito, ou com recurso a um cartão de crédito?

Um dos motivos de baixa de pessoas também se deve, em muito, aos plafonds do cartão crédito e a gestão dos mesmos, as pessoas vão essencialmente aos centros comerciais para compras em hipermercados, e por vezes cinemas, coisas como roupas, tem que se comprar, mas só se for estritamente necessário, caso contrário, aguarda-se por épocas de saldo, ou compra-se bens sucedâneos em feiras por exemplo.

Os centros comerciais pelos portugueses, são áreas de passeio, onde essencialmente pares de namorados que estão em inicio de relação, ou os que não conseguem dar o passo seguinte e que namoram há muitos anos, vão para lá passear, ver lojas, sonhar em pequenos sonhos irrealizáveis no curto e quiçá longo prazo devido às «boas» políticas governamentais. Está claro que não são estes que tem poder económico de consumo, não são estes que irão fazer a economia disparar, pois não têm para eles, quanto mais têm para bens de consumo duradouro…

Agora imaginem, um casal de namorados que passa ali os fins semana, farta-se de ver as mesmas lojas, com as mesmas promoções, de ver pessoas a comprar com recurso a crédito, é obvio que com o disparar do bom tempo não vão para lá.

Outra situação, são os desempregados, um casal que esteja desempregado, e por exemplo, tenha 1 criança, certo e sabido, que as crianças na sua generalidade são vulneráveis a campanhas de marketing, e num centro comercial, existe muito marketing apelativo ao consumo, agora imagine-se, o casal a passear e a criança a pedir isto, mais aquilo, o casal não vai repetir a proeza de lá ir, pois não pode dar pelo menos uma coisa, pois passa dificuldades, e por vezes neste país pode até passar fome, sim fome (incrível num pais civilizado, no SEC. XXI, fome involuntária) quanto mais gastar em bens supérfluos. O mesmo se aplica a um casal com os ordenados nacionais e que tem uma habitação às costas…

Basicamente, a falta de pessoas no centro comercial, é mais um espelho da crise que se abateu ao comércio tradicional, agora nos grandes centros, é a retracção ao consumo, pois as famílias não têm orçamentos para tudo, e tem que fazer aquilo, a que em economia de denomina de custos de oportunidade, e fazer as «melhores/possíveis» escolhas para gerir o seu orçamento familiar.

Trata-se também de um reflexo, embora este de menor escala do que chamo de falta de liquidez da sociedade, trata-se de as gerações nascidas dos anos 78 a 88, licenciadas, e que pretendem se juntar, casar, etc, e despoletar as necessidades, desejos e motivações a que legitimamente têm direito, mas não o fazem, pois os governos não permitem acesso a empregos, carreiras e um dia vão ser questionados? Que fizeram para o crescimento da sociedade? Onde estão os vossos filhos? A resposta vai ser, e já lá diz o ditado: «Quem bem a cama fizer, bem nela se deitará…»

Aprendem, governar, é saber dar em tempos de crise, para se poder recolher nos tempos de abundância, aprende-se isto em aulas de economia, coisa que os governantes parece nunca terem tido.

Será que alguém concorda comigo??

Tenho Dito

RT

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