O manifesto dos 28 reputados economistas, continua a dar que falar…

economia

Hoje trago uma noticia, onde o Sr. Economia José Reis, docente da Universidade de Coimbra da cadeira de Economia, analisa o manifesto apresentado pelos 28 economistas, no passado dia 20 de Junho de 2009, passo a transcrever a mesma, seguida do típico comentário da minha parte:

« 52 CONTRA 28: Combate entre economistas pelas grandes obras

O economista José Reis divulga hoje o seu manifesto a favor do investimento

A favor do investimento público e contra as verdades absolutas dos economistas. José Reis, professor de Economia na Universidade de Coimbra e ex-secretário de Estado de Guterres na pasta do Ensino Superior, divulga hoje o seu manifesto a favor do investimento público como instrumento de política social de criação de emprego. Tal como i noticiou esta semana, esta é a primeira resposta ao manifesto avançado no passado sábado por 28 economistas e gestores (ver texto à direita), que pediram ao governo socialista que pare e repense os grandes projectos de obras públicas.
O documento proposto por este economista de Coimbra – “O debate deve ser centrado em prioridades: só com emprego se pode reconstruir a economia” – reúne 52 assinaturas de pessoas maioritariamente ligadas à economia, mas onde também aparecem sociólogos, psicólogos e engenheiros agrónomos. “Afastamos completamente a ideia de que os economistas são agora os juízes da pátria, que há um saber económico que se sobrepõe às decisões colectivas”, explica ao i José Reis, em resposta ao manifesto dos 28, onde entram nomes como Eduardo Catroga, Miguel Cadilhe ou Silva Lopes.
André Freire, politólogo, professor do ISCTE e um dos subscritores do documento, acrescenta que “a economia não pode ser uma matéria reservada aos economistas”. “Sou um defensor da chamada economia social, que é muito, muito importante neste cenário de crise que o país está a viver”, afirma.
A irritação que o manifesto dos 28 causou em muitos economistas portugueses deve-se ao tom de certeza absoluta com que os seus princípios contra os investimentos públicos foram enunciados, explica José Reis. Ao i, os promotores de um segundo contramanifesto que está a ser preparado a favor das obras públicas – Luís Nazaré, António Mendonça e Brandão de Brito, todos do ISEG, em Lisboa – já tinham exposto a mesma linha de raciocínio: a economia não se derrama para calar políticas públicas, não há conhecimento económico imperativo.
À parte o estilo, a divergência de fundo deste manifesto de José Reis (ver texto à esquerda) face ao dos 28 é clara: em fase de recessão, o problema central da economia portuguesa é o desemprego e não o endividamento externo e público. Reis calcula que a taxa de desemprego em dois dígitos (12% em 2010, prevê a OCDE) custa 21 mil milhões de euros por ano ao país, em capacidade de produção desperdiçada, mais despesa em protecção social. Perante isto – e com a queda livre das exportações e do consumo e investimento privados -, a saída é clara, argumenta este manifesto.
“Julgamos que não é possível neste momento enfrentar os problemas da economia portuguesa sem dar prioridade à resposta às dinâmicas recessivas de destruição de emprego. Esta intervenção, que passa pelo investimento público económica e socialmente útil, tem de se inscrever num movimento mais vasto de mudança das estruturas económicas que geraram a actual crise”, aponta o documento.
O debate sobre as grandes obras públicas na área dos transportes – TGV, aeroporto e auto-estradas – tem dominado o debate político entre o governo de José Sócrates e o PSD de Manuela Ferreira Leite, com o manifesto dos 28 a dar força à posição laranja, falando da rentabilidade e “timing” duvidosos destes projectos. Este novo manifesto não se pronuncia directamente sobre obras específicas – para José Reis, um dos seus objectivos do manifesto que promove é repor na agenda política e pública a importância do investimento público, “que tem sido retratado como sendo nocivo e comportando um fardo para a sociedade”. A maioria dos subscritores é a favor dos projectos em si, embora discorde de aspectos como o traçado do TGV ou a localização do aeroporto em Alcochete. Já o documento de Luís Nazaré – que surgirá na próxima semana – deverá incidir mais sobre os projectos e menos sobre a questão social, apurou o i.
Contra a necessidade de fazer mais estudos sobre a rentabilidade dos grandos grandes projectos, José Reis discorda – os estudos existem, há é que manter a decisão política. “Por outro lado não quero que um governo decida com base exclusiva em estudos de custo benefício, mas também em nome de outros valores, incomensuráveis [como o bem-estar social]”, defende.
A escalada na guerra de argumentos entre economistas e académicos – uns mais liberais (os 28, embora a homogeneidade não impere), outros mais keynesianos – à volta das grandes obras públicas surge depois do governo ter recuado na primeira decisão que seria vinculativa para a construção da rede de alta velocidade. A primeira ordem, após a derrota nas eleições Europeias, era para manter as políticas e os processos de adjudicação em curso, apesar da exigência do PSD. Dias depois, o governo moderou o discurso e acabou por anunciar o adiamento da decisão no concurso que ia adjudicar em Julho o primeiro troço da rede de alta velocidade (TGV), entre Caia e Poceirão, da linha Lisboa/Madrid.»

In: http://www.ionline.pt/conteudo/10595-52-contra-28-combate-economistas-pelas-grandes-obras, a 27 de Junho de 2009, no Jornal I

O meu comentário:

Face a esta notícia, só tenho que apoiar a mesma, na parte social da mesma, ou seja, quando o Sr Economista José Reis, indica que Portugal para dar a volta a situação, tem que começar por resolver os problemas sociais.

Como por mim foi postado no dia 21 de Junho do corrente ano, em que indicava que o que deveria estar em questão, eram as questões sociais, nomeadamente o desemprego, segurança, saúde, etc. Pois é isto, que o governo (em principio, o que irá governar a partir do próximo mês de Setembro) tem que resolver, e estar preparado para taxas no próximo, não próximas, mas sim a 2 dígitos..

O Sr. Economista falou muito bem, no flagelo social, e na forma de tentar combater o mesmo, impedindo que se alastre, como tem acontecido nos últimos tempos em Portugal, pois bem, deixa no ar, algumas medidas que devem ser tomadas, não enumera que desemprego seria preferível colmatar em primeira instancia, e que tipo medidas (economicamente é obvio) se deveriam tomar, para tentar pelo menos estancar o problema, já não digo resolver.

Pois bem, já aqui disse anteriormente, penso que se deve, colmatar o desemprego dos jovens, aqueles que no futuro, serão responsáveis por manter o Estado e as suas responsabilidades, pois se a juventude não tiver emprego, mais breve que se imagina, vão ser velhos, ou passaram a fasquia dos 35 anos e já não servem para o mercado do trabalho, como tal, serão ai um peso mais pesado para as nossas ultra débeis contas públicas, não esquecer que hoje em dia vive-se cada vez mais anos…

Por falar com contas públicas, o Estado deve ser o primeiro, e conter as despesas, e tentar manter as suas responsabilidades em dia, deve ser poupadinho e no caso dos grandes investimentos públicos, conter esses gastos, pelo menos numa próxima legislatura, até ter consolidado as coisas e poder depois sim investir…(Normalmente, antes de se consumir, deve-se investir, ou seja, se não há credibilidade nas contas, não se pode investir, para não hipotecar as gerações futuras, digo eu…)Repare-se o flagelo desemprego, veio aumentar a despesa, e obviamente diminuir a receita…

Obviamente, que devemos qualificar as pessoas, no entanto, não devemos dar aptidões a quem não as merece, hoje incentiva-se o não estudo, onde dentro das organizações progride, e efectiva quem menos estudos tem, podendo mais tarde completar com formação, que até pode ser superior, vejamos pessoas com sextos anos, e sétimos anos a entrar, para universidades, através dos maiores de 23, alguns são remunerados (incrível…), e posteriormente muitas destas pessoas tiram lugares a pessoas que se licenciaram de raiz, e que não têm emprego, pois não servem por serem muito jovens e auferirem altos salários. Não estou, em total desacordo com os maiores de 23, penso que é uma mais-valia as pessoas estudarem, conheço até um caso de meu relacionamento pessoal, que tirou o 9º ano, e fiquei muito feliz com isso, pois é uma pessoa humilde, trabalhadora, competente, e não foi estudar para se exibir, mas por gosto, e se progredir na vida, só lhe digo, o céu é o limite; o que me refiro, é aos patrões, que avessos há mudança, avessos a avanços e progressão, não dão oportunidades aos jovens, mas mais gritante, são grandes organizações nacionais, muitas de renome, que usam os jovens e depois os jogam ao lixo, e mantêm os velhos..disto há um sem fim de casos.

Basicamente, penso que o desemprego, deve ser ultrapassado como em tudo, com concordância de ambas as partes (patrões e empregados), de se apostar essencialmente na juventude para mais tarde ser retribuído, deve-se semear para depois colher… Neste caso, não se semeia, logo nada mais tarde se vai colher.

O Estado tem que ser o primeiro a semear, a canalizar o valor dos investimentos para áreas cruciais, de cariz social, deve investir no que melhor tem, as pessoas, estas pessoas, no longo prazo irão retribuir com investimento, e como consequência subida das exportações, mais importante, e já por mim falado aqui, o consumo privado.

A salientar concordo parcialmente com o Sr Economista, essencialmente que é preciso uma revolução social, um acordar do melhor que temos e que podemos fazer, e defendo, uma leitura a longo prazo, pois penso que nenhum governo deve governar em curto prazo, como se tem feito de Abril de 1974 para cá.

Tenho Dito

RT

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