Doces que se foram nos últimos 25 anos…

Chocolate Galak

Uma boa maneira de se começar a semana, sendo que estas segundas feiras têm um peso maior, pois está calor…o que convida a praia..deixo com algo que encontrei na edição on line do Jornal I e vou transcrever, sendo que desta vez não vou comentar, para manter o ar nostálgico, mas podem comentar à vontade se assim o entenderem:

« 11 guloseimas que nos deixam nostálgicos

Escolhemos doces emblemáticos que desapareceram durante os anos 80 e 90. Uma compilação subjectiva do que era doce e se acabou, guloseimas do tempo em que ainda se utilizava a palavra guloseima.

Lembra-se do tempo em que o chocolate Twix se chamava Raider? E recorda com saudade o senhor da mercearia que ainda ficava confuso com essa troca de nome, o equivalente doceiro à entrada em vigor do euro? Então este texto é para si. Escolhemos 11 doces emblemáticos que desapareceram durante os anos 80 e 90. Uma compilação subjectiva do que era doce e se acabou, guloseimas do tempo em que ainda se utilizava a palavra guloseima. Conclusões prévias: a nostalgia – ainda que gastronómica – não tem idade; a Olá e a Nestlé estão na nossa lista negra; os gelados antropomórficos foram todos descontinuados.

Sundy, Nestlé (n. 1987)
Parecia demasiado simples para ser bom. Era demasiado bom para ser verdade. Uma dose equilibrada de corn-flakes coberta de chocolate de leite fazia as delícias dos gulosos mais delicados, ou seja, aqueles que não apreciavam a agressividade de um Mars, mas torciam o nariz a uma taça desenxabida de cereais. Desapareceu nos anos 90. Os nostálgicos inconsoláveis arriscam versões caseiras. Pode tentar mandar vir de França. Só em portes de correio são quase €20, mas o prazer compensa.

Calipo de Coca-Cola, Olá (n. 1990)
Pode não acreditar, mas o Calipo já tem um quarto de século. O primeiro foi o de limão, custava 50 escudos e estreou-se em Portugal em 1985 – o ano em que apareceram outras delícias já extintas como o Split (morango vezes dois: de gelo por fora, de leite por dentro) e o Trichoc (tipo Feast). Era o chamado “gelado de água em grande forma”: o sonho de qualquer criança, o terror de todas as mães. Pior para a saúde, pensariam, só se fosse de Coca-Cola. E não é que em 1990 foi isso mesmo que aconteceu?

Pé, Olá (n. 1987)
Nem cinco anos durou, mas deixou saudades. E não apenas entre os fetichistas. Talvez causasse confusão às almas mais literais, mas arrebatou todas as outras com uma dose saciante de morango e leite. Renasceu por instantes em 2004 com um nome mais composto (Olá Pé) e os mesmos cinco dedinhos apetitosos. Já em 1982, a Olá tinha apostado na anatomia humana com o Dedo.

Milo, Nestlé (n. 1934)
Era uma espécie de poção mágica do Astérix acessível a qualquer miúdo. O chocolate para o leite Milo dava força e energia. Criado em 1934, na Austrália, chegou a Portugal em 1979. Sucumbiu no início dos anos 90 face aos preços mais competitivos de produtos como o Cola Cao e o Nesquik. Ainda se encontra nalgumas lojas indianas do Martim Moniz, Lisboa, importado do Reino Unido.

Corneto Whisky, Olá (n. 1984)
Pouca gente terá boas recordações do Verão de 1984 que envolvam praia, um dia de sol e um Corneto Whisky – isso mesmo: nata, bolacha e um digestivo de 45 escudos. Mas esta não foi a única excentricidade em forma de cone da Olá. O Corneto teve ainda edições de Tangerina (esta sim, deixou saudades) e Moca – que é como quem diz café. Sugestão: Corneto Tabaco, para depois da bica e do whisky. O Corneto é um dos gelados mais vendidos da Olá, sobretudo nas versões de morango e de chocolate.

Tigre, gelado da Olá (n. 1983)
Duas cores, dois sabores, um pau. O gelado Tigre imitava as listras do famoso felino num binómio chocolate–laranja nem sempre bem sucedido. Extinguiu-se passados uns anos, mas houve poucos gelados tão cool como ele. Dentro da categoria gelado de gelo desaparecido há ainda a destacar o Fizz, que dominou o preçário da Olá durante anos, o Popsi (banana e chocolate, porque não?) e o discreto Laranja. Para a história não ficaram experiências como o Dancing Days, o Kilimanjaro ou o Diabrete.

Coma Com Pão, Regina (n. 1957)
Vinha embrulhado em papel. Era uma barra de chocolate espessa e comprida com um nome auto-explicativo: o Coma Com Pão era para isso mesmo, comer no pão. Deixou de ter lugar num mundo dominado por Tulicremes e Nutelas. Hoje seria impossível promover um alimento tão calórico como um lanche – e não uma sobremesa. Ou talvez não. Em 2005 a Imperial voltou a registar a marca. Quem sabe não se prefigura um combate feroz: fiambre e queijo de um lado, Coma Com Pão do outro.

Taxi, McVities
A embalagem era linda: o logótipo amarelo sobre um fundo azul-petróleo. O chocolate que estava lá dentro era, contudo, mais fácil de esquecer. Uma bolacha tipo wafer com camadas de chocolate e caramelo. Leve e estaladiço, mais barato e pequeno que os chocolates normais, era o snack perfeito para quem só recebia algumas moedas de semanada. Deixou de se vender em Portugal no início dos anos 90. Os mais saudosos podem sempre tentar comprá-lo em Inglaterra, onde mantém forma, sabor e popularidade.

Marujinho, Imperial (n. 1985)
A felicidade tinha um preço: 20 escudos. O Marujinho era um chocolate pequeno, recheado de mentol – tipo After Eight – numa embalagem branca com marujos desenhados. A grande vantagem,  além do preço, era a facilidade com que se convencia os pais a comer mais do que um: “Isto tem mentol e faz bem, é como a pasta de dentes.” Esta lógica retorcida resultava, pelo menos nas primeiras vezes. A Imperial ainda detém a marca, mas estes marinheiros deixaram mesmo de navegar.

Galak, Nestlé
(n. 1990, em Portugal)
Mais um caso de injustiça: resiste no resto do mundo, mas desapareceu do mapa nacional. Os golfinhos chegaram a esta ponta da Europa em 1990 e destacaram-se pela novidade: o chocolate era branco e vinha em moedinhas. O melhor era pô-las na boca uma a uma e esperar que se derretessem bem devagar. No ano seguinte veio a a versão em barra, mas não tinha a mesma magia.

Ratinhos de chocolate
Embrulhados em prata, com uma cauda de cartolina, quase fazia pena comê-los. Quase, frise-se. Eram personagens de contos de fadas transpostas para outro mundo considerado fantástico pelas crianças, o das guloseimas. Não faltava quem coleccionasse as pratas ou brincasse com os animais antes de os sentenciar à pena capital. Da mesma família, faziam sucesso os carrinhos e as joaninhas. Desapareceram sem deixar rasto. Se souber onde ainda se encontram, pedimos-lhe, comunique.»

In: http://www.ionline.pt/conteudo/13884-11-guloseimas-que-nos-deixam-nostalgicos, no Jornal I, a 19 de Julho de 2009

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