Desemprego a Aumentar, e um Governo sem soluções…a ver…

Desemprego

A notícia que vai ser hoje alvo de comentário da minha parte, é sobre o aumento do desemprego, passo a transcrever a mesma, seguindo-se o meu já tradicional comentário à mesma:

« Teixeira dos Santos: medidas contra o desemprego “são as adequadas”

O ministro das Finanças rejeitou a tomada de novas medidas para combater o desemprego, considerando que as acções actualmente no terreno “são as adequadas”, apesar da subida de 28,1 por cento no número de inscritos nos centros de emprego, em Junho.

Em declarações à agência Lusa, Teixeira dos Santos afirmou que “as medidas no terreno são as adequadas”, e vincou que isso “já foi reconhecido pela própria Comissão Europeia”. O governante considera que os números hoje divulgados pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), que dão conta de uma subida de 28,1 por cento no número de inscritos nos centros de emprego em Junho, face ao mês homólogo, são uma consequência normal da crise.

“Os números mostram a preocupação central que devemos ter no combate ao desemprego”, disse o ministro das Finanças, acrescentando que os efeitos das medidas tomadas pelo Executivo sentem-se mais rapidamente nas empresas do que na evolução do mercado de trabalho.

No entender de Teixeira dos Santos, o que é importante é “começar a pensar em fortalecer as empresas, criando instrumentos para que possam aproveitar o início do crescimento da economia”.

O ministro, apesar de excluir a aprovação de novas medidas de combate ao desemprego, lembra que “o Governo actuou de forma preventiva” e salientou que, através dos “apoios às Pequenas e Médias Empresas e das bonificações nos juros, já foram disponibilizados 3,2 mil milhões de euros, que beneficiaram mais de 33 mil empresas e 500 mil trabalhadores”.

Entre as medidas elencadas pelo ministro das Finanças e da Economia, contam-se também “a descida da Taxa Social Única em três pontos percentuais para trabalhadores com mais de 45 anos, que beneficiou 168 mil habitantes, os estágios profissionais para mais de 10 mil jovens e a formação dada a mais de 20 mil desempregados”.

O governante reconheceu “o impacto dos números, apesar destas medidas”, mas considerou que o aumento do desemprego é uma consequência natural da crise, “a mais grave dos últimos 80 ou 90 anos, que afecta muitas pessoas e põe em risco muitos trabalhadores”.»

In: http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1393025&idCanal=57, a 23 de Julho de 2009, no Jornal Público

O meu comentário:

No seguimento de outras notícias que hoje vieram a público neste periódico e outros nacionais, podemos verificar que o desemprego aumentou, não seria algo de estranhar, caso estivéssemos em uma época diferente da actual, sou seja, o verão, onde a sazonalidade da época, leva felizmente muitos desempregados a passarem ao estatuto de empregados.

Soubesse que aumentou apesar da época, e para ainda contrariar mais, a faixa etária que mais aumentou foi a dos jovens, mais uma vez e no decurso do que tenho vindo a chamar à atenção, os mais jovens têm sido os mais prejudicados, a nível da empregabilidade e da manutenção do emprego.

Face a principalmente esta situação, mas também tendo como ressalva outras situações relativas ao desemprego, temos a notícia transcrita acima, onde o Sr Ministro das Finanças não tem feito nada de especial até ao momento para impedir esta escalada, que aliada ao aumento do défice, pode não ser muito benéfica para a nossa economia, ele não fez nada até aqui, e pelos vistos nada vai fazer, o que revela uma falta de competência para com os portugueses, já para não falar que o desemprego e défice devem estar sempre controlados.

Uma das medidas que poderia fazer, era de aplicar uma ideia do Bloco de Esquerda, que era empresas que apresentem lucros não podem despedir, ou se despediram ser muito bem justificado, o mesmo será dizer, com justa causa.

Outra medida, era de verificar grandes grupos económicos que dão emprego e mandam depois embora, indicando extinção do posto de trabalho, sendo que de seguida, vão contratar novas pessoas para esses mesmos lugares, pois a necessidade é persistente e não intermitente como fazem crer, encapotando mesmo as coisas, usando para isso empresas de trabalho temporário para as contratações ou subcontratações.

Os grandes grupos económicos e que apresentassem valores de lucro muito grandes em períodos em que a economia desça, ou em períodos pequenos, deviam ver se existem pessoas a contracto e verificar, como funciona o regime de contratações e de efectividade, de modo, a verificar se não está a usar o sistema de «usar e deitar fora».

Verificar a questões dos falsos recibos verdes, é uma medida à muito aclamada por todos, mas parece que não é do interesse dos governantes indagar a veracidade de muitos recibos verdes que andam por ai, deve ser pelos impostos que originam e de não estarem afectos a regimes sociais como os demais trabalhadores.

Apoiar as empresas que criem postos de trabalho, essencialmente para os mais jovens e os jovens licenciados, de forma a enriquecer o país e a própria organização, se a organização for de cariz global, uma coisa que se pode dar incentivo à contratação de jovens licenciados, apoiar a internacionalização da mesma, criando desta forma um pilar muito importante onde leve o nome de Portugal.

Estas são algumas das ideias que se podem fazer, é obvio que existem muitas mais, no entanto, penso que existem pessoas muito bem pagas para pensar e para estudar as melhores e as que têm mais credibilidade de terem mais sucesso.

Do que vejo, vejo que os grandes grupos económicos, continuam preocupados com o seu umbigo, não apoiando os jovens, e criando desemprego ao mandar pessoas que tinham nos seus quadros, não criando a substituição natural.

Os pequenos e médios empresários, muitos deles têm receio de investir, outros não conseguem verbas para investir, não colocam pessoas pois não têm certeza do passo que vão dar, como tal, muitas vezes cometem erros de contratar pessoas em regimes de recibos verdes, originando a partir daqui os denominados recibos verdes falsos.

O Estado, e mais concretamente o governo é a quem cabe legislar, e controlar, verificar se as coisas estão a ser compridas e estão a ser bem feitas, nada tem feito, e pelos vistos nada quer fazer, penso que algumas das medidas por mim acima mencionadas, são fáceis de implementar, e de verificar, no entanto, convém ao governo não levantar muita poeira, para não se aleijar, e caso, não seja governo na próxima legislatura, é preciso arranjar um tacho, e existem muitos grandes grupos económicos (bancas, industria, serviços, etc) onde se podem agarrar.

Deixo uma dupla questão: Qual a opinião sobre o aumento do Desemprego e que tem sido feito para estancar o mesmo?

Tenho Dito

RT

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