Dicas para Poupar em Seguros em Portugal…

Seguros

Continuando na onda dos serviços de baixo custo, hoje a notícia que transcrevo é sobre seguros, passo a transcrever, e depois passo a tecer um comentário:

« Reduza a factura dos seguros

É nos seguros que as famílias cortam primeiro quando o orçamento encolhe. Não tem de ser assim: algumas estratégias ajudam-no a baixar os prémios

O cancelamento das apólices de seguros é uma das estratégias que as famílias estão a seguir para desafogar o aperto económico. O resultado são agregados familiares apenas segurados quando a lei os obriga, como é o caso do seguro de responsabilidade civil do carro e o seguro da casa. Porém, essa não é a melhor estratégia: em vez de cortarem em muitos, faz mais sentido procurar reduzir os prémios (isto é, os preços dos seguros) em todos eles. Um dos maiores erros das famílias portuguesas é “não fazerem uma análise concreta das suas necessidades familiares ou pessoais, procurando ampará-las não só mediante o recurso à compra dos seguros que são obrigatórios, mas também através de seguros que lhes permitam ter uma maior tranquilidade quanto ao futuro da família”, diz José António de Sousa, administrador-delegado da Liberty Seguros.

Antes de avançar para o equilíbrio do orçamento, é preciso perceber que adquirir um seguro não é a mesma coisa que ir ao supermercado. “Para reduzir o custo com a compra de um relógio compra–se um Tissot em vez de um Rolex. Com os seguros não se pode agir da mesma maneira”, avisa José António de Sousa. Para poder comparar duas propostas de seguros é preciso garantir que as condições são iguais ou muito próximas. “Diríamos que o maior erro [na contratação] reside precisamente no facto de o preço constituir, na esmagadora maioria das situações, o critério exclusivo utilizado na contratação de seguros, com abstracção total pelas condições contratuais, designadamente as coberturas, exclusões e serviço de assistência ao tomador”, alerta Corvaceira Gomes, director executivo da Associação Portuguesa dos Produtores Profissionais de Seguros.

Mesmo tendo em conta todas as particularidades dos seguros, é possível poupar dinheiro e manter um bom grau de cobertura. “A redução dos prémios passa pela intervenção aconselhável de um mediador profissional nos vários contratos de seguro de que uma pessoa singular ou colectiva seja titular, uma vez que, para além da personalização à medida das várias soluções e produtos possíveis, acautelando sempre e adequadamente os riscos a cobrir em cada caso, conseguem-se obter reduções de prémios nos contratos global e individualmente considerados”, conta Corvaceira Gomes, da associação que representa agentes e corretores multi-seguradora. A associação para a defesa dos consumidores Deco confirma: “Já constatámos que pode obter descontos de 20 a 25% face à contratação ao balcão da companhia” se visitar um mediador, lê-se num estudo recente sobre seguros automóveis.

Aproveite enquanto está barato

A concorrência está a apertar no sector segurador, o que pode ser positivo para quem quer reduzir os seus prémios. “Há hoje grandes diferenças de prémios entre as seguradoras, mas isso deve-se ao facto de levarmos três anos a baixar tarifas, algumas a níveis tecnicamente insustentáveis e actuarialmente ruinosas”, revela José António de Sousa, da Liberty Seguros. “Há já companhias a perder dinheiro com o seguro automóvel, por exemplo, pelo que o que se espera é aumentos necessários de prémios, não reduções adicionais.” Nos últimos quatro anos, os custos brutos com sinistros das seguradoras a actuar em Portugal duplicaram, mas os prémios cobrados só avançaram 14%, segundo o Instituto de Seguros de Portugal, o que está a estrangular as contas do sector segurador.

Como há uma grande disparidade de preços entre seguradoras, os segurados só ganham se fizerem uma investigação exaustiva do mercado. O seguro do carro é o primeiro.

Poupe mais de 70% no seguro automóvel

O ramo dos seguros automóveis é um dos mais competitivos, por isso é também um dos que oferecem mais poupanças potenciais. As estatísticas mostram que, em média, cada veículo automóvel paga um seguro anual de 263 euros, um valor que tem vindo a descer rapidamente, mas que ainda pode reduzir-se. Se um condutor de 32 anos que adquiriu recentemente um Ford Fiesta, o automóvel mais vendido em Março, procurar o seguro mais barato em todas as seguradoras portuguesas descobrirá que pode poupar mais de 320 euros por ano entre a proposta mais barata e a mais cara.

Regra geral, são as seguradoras que funcionam praticamente em exclusivo pelo telefone e pela internet – como a N Seguros, a Ok! Teleseguros, a Logo e a Seguro Directo – que são mais económicas. Comparando apenas os seguros de responsabilidade civil com o capital mínimo obrigatório (1,8 milhões de euros) associados aos pacotes de assistência em viagem e protecção jurídica mais baratos de cada seguradora, o condutor pode evitar pagar mais de 460 euros optando pela N Seguros, que cobra 132,41 euros por ano. Procurando uma solução para um carro de gama superior, como um Volkswagem Golf 2.0 TDI, a N Seguros, que pertence ao grupo BPN, continua a ser mais barata, permitindo uma poupança que ultrapassa 70% face à opção mais cara.

O último trabalho da Deco sobre seguros automóveis concluiu que a Ok! Teleseguros, com quem a associação tem um protocolo, é a escolha acertada para muitos condutores. Segundos as contas da associação de defesa dos consumidores, as poupanças face ao prémio médio chegam aos 370 euros por ano. Para os condutores de mota, as escolhas acertadas são a Allianz, a Fidelidade Mundial e a Império Bonança.

Se o carro é novo ou se tem um valor elevado, convém também ter um seguro de danos próprios, o que encarece o prémio a pagar. Contudo, “negociando com a seguradora uma franquia mais elevada pode conseguir-se uma diminuição do valor do prémio a pagar”, avança Rita Sambado, directora de marketing de produtos e clientes da Fidelidade Mundial e Império Bonança. A franquia é o valor que ficará a cargo do segurado em caso de sinistro: “No entanto, é fundamental que o segurado se certifique que a franquia tem um valor comportável na eventualidade de ocorrer um sinistro”, conclui Rita Sambado.

Exigência do banco

O seguro multirrisco da casa não é obrigatório por lei, mas quase todos os proprietários têm um porque os bancos o exigem quando atribuem financiamento para a aquisição. Aliás, o risco de incêndio é o único que tem de estar coberto, segundo a legislação em vigor, e apenas para os imóveis em propriedade horizontal (moradias estão excluídas).

Mesmo que esteja preso a uma seguradora, porque a mudança representaria uma penalização no spread do crédito, é provável que tenha muitas opções. A maioria das companhias de seguros comercializa mais do que um tipo de apólice, que pode incluir a protecção contra danos por água, inundações, tempestades, incêndios, raios, explosões, furtos ou roubos, sismos e aluimento de terras. Investigue se o seguro que tem não é excessivo, porque, ao retirar algumas coberturas, o prémio desce. Rita Sambado, da Fidelidade Mundial e Império Bonança, sugere ainda que adicione meios de protecção adicional à sua habitação, como alarmes, extintores e grades de protecção, o que “pode fazer diminuir o preço do seguro multirrisco-habitação”.

Reduza o seguro de vida se for solteiro

Além do seguro multirrisco, os bancos também exigem um seguro de vida aos credores que contratam um crédito à habitação. Como o prémio destes seguros tende a aumentar com o passar do tempo, uma estratégia seguida por muitos portugueses é reduzir o capital seguro todos os anos. Os bancos apenas obrigam a fazer o seguro pelo montante do capital não amortizado, que se reduz progressivamente ao longo do prazo do empréstimo até deixar de ter dívida. A estratégia resulta em reduzir o capital seguro à medida que a dívida também se reduz.

É verdade que consegue poupar alguns euros se reduzir o capital seguro todos os anos, mas essa pode não ser uma boa estratégia, especialmente se tiver uma família à sua guarda. Caso morra, embora a habitação fique paga, a família pode ficar desamparada. Pondere bem esta decisão. Obviamente, se for solteiro e se não tiver alguém a seu sustento, baixar o custo do seguro é uma estratégia atraente.

A família também é a razão principal para ter um seguro de saúde. Neste segmento também pode poupar algum dinheiro, se estiver disposto a ser responsável por uma parte do risco. Em vez de adquirir um seguro de saúde completo, porque não opta por um que só cobre grandes gastos médicos? Há duas razões para preferir este modelo: confia no Sistema Nacional de Saúde para as necessidades mais básicas ou confia que o seu orçamento é suficiente para pagar todos os pequenos custos médicos. Nesta área, a Allianz recomenda o seguro HospitAll: “Destina-se aos que se preocupam essencialmente com o grande risco”, em contraponto com o MedicAll, “para os clientes que pretendam uma cobertura mais alargada”.

Aceite o desconto de pacote

Embora a aquisição de seguros não seja a mesma coisa que ir ao supermercado, há uma característica em comum: quanto mais encher o cesto, mas barato fica por produto. “Uma boa maneira de poupar nos seguros é contratar pacotes que amparem várias necessidades familiares. Por exemplo, quem for a um agente da Liberty Seguros com a finalidade de comprar, além do seguro automóvel, o seguro Lar e, por exemplo, um seguro de Vida Risco pode poupar uma boa maquia”, revela José António de Sousa. “O facto de se concentrarem os seguros numa única seguradora, pela diluição de risco que a mesma comporta, é fundamental para que os clientes beneficiem de condições mais vantajosas por parte da seguradora”, explica Rita Sambado, da Fidelidade Mundial e Império Bonança.

Os descontos de quantidade são uma realidade em quase todas as seguradoras, embora a maioria não o promova. Uma das excepções no ramo automóvel é a Ok! Teleseguro: pode juntar todas as apólices do agregado familiar no Ok! Família beneficiando de uma poupança que pode chegar aos 20%, consoante o número de veículos na apólice.

Há um grupo de seguros que são pacotes por defeito: os de responsabilidade civil familiar. A cobertura é muito variável de seguradora para seguradora, mas, generalizando, protege os riscos de danos provocados pelo segurado, pela sua família (ideal para quem tem filhos irrequietos) e pelos seus animais, de acidentes gerados na prática de desporto e de acidentes por condução de bicicleta. Antes de subscrever um seguro de responsabilidade civil familiar deve confirmar que já não tem um seguro que cubra alguns dos riscos, como o seguro associado ao cartão de crédito ou o multirriscos da casa.»

In: http://www.ionline.pt/conteudo/15150-reduza-factura-dos-seguros, a 28 de Julho de 2009, no Jornal I

O meu comentário:

Hoje vou fazer um breve comentário, pois penso que a própria notícia já é bastante extensa, como tal, está bastante complete, dispensando o comentário para limar esta ou aquela aresta, ou poder elucidar sobre este, ou aquele ponto.

Pois bem, pela análise do artigo publicado, podemos verificar que, geralmente as soluções pela internet, tendem a ser as mais vantajosas em termos de preço, em serviço podem compensar ou não, mas isso, já entra noutro campo, que como é o da qualidade.

As seguradoras online, são económicas, porque não têm às suas costas a estrutura pesada de uma rede de agências, de mediadores, e por tal modo, oferecem bons preços, são as denominadas seguradores low cost, ainda ontem falei da vantagem dos baixos custos, os das companhias aérias, aplicam-se da mesma forma aqui ao mercado das seguradoras.

Outro factor, que pode ajudar a reduzir os custos com seguros dos agregados familiares, e como, o próprio artigo enumera, é a consolidação dos seguros num único pacote, segue no mesma linha que a consolidação de créditos num só único, de tal forma que, um pacote de seguros, é mais barato que se os subscrever de forma isolada, é um truque de muitas seguradoras, de dar um desconto, a quem tiver os seguros do carro, de vida, da casa, do barco…ect, todos na mesma seguradora, sendo que escondem esta opção como forma de poder ter vantagem negocial se for necessário, no entanto, se solicitar, eles disponibilizam esta opção, e na maior parte dos casos beneficia e bastante o cliente.

Na minha opinião, a escolha do seguro ou mesmo a transferência de um seguro de uma companhia para outra, tem que ser analisado as condições oferecidas por uma e por outra companhia, e os preços, as cuberturas podem até ser contempladdas em ambos os produtos, mas cuidado com os pencentuais que alguns produtos têm, por exemplo, um seguro automóvel tem cobertura de vidros na companhia X, na companhia Y, existe um seguro idêntico, e com essa cobertura, mas nas letras pequeninas, pode-se que verificar que a mesma só abrange 50% do preço do vidro. Este exemplo, é meramente elucidativo, podendo não corresponder a nenhum caso na realidade, mas clausulas como estas, aparecem naquelas letras geralmente pequenas e que ninguém lê, e que, em caso de conflito iliba a seguradora.

O meu conselho, na subscrição de um seguro, devemos ler o contrato todo, esclarecer todas as duvidas e verificar nas outras seguradoras de modo a verificar o melhor preço, para as coberturas que pretendemos.

Deixo a questão: Está satisfeito com a(s) sua(s) companhia(s) Seguros?

Tenho dito

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