As Consequências da Crise…Por Quanto Tempo???

Consequências da Crise Mundial

Consequências da Crise Mundial

Hoje trago uma notícia onde é analisado o tempo que a crise vai deixar de se sentir na economia, passo a transcrever a notícia e de seguida deixo o meu comentário:

« Efeitos da crise vão demorar 2 anos a desaparecer totalmente

Gestores consideram acção do Governo «pouco adequada»
A esmagadora maioria dos gestores portugueses (98%) classificam a actual crise de grave ou muito grave e 94% prevêem um período de 2 ou mais anos até que os efeitos da crise desapareçam por completo.

Estas são algumas das conclusões de um estudo da Boyden, segundo o qual os impactos mais relevantes da crise são a redução dos investimentos (33%), a limitação no acesso ao crédito (26%) e o aumento dos despedimentos (23%).

A maioria dos gestores inquiridos neste estudo (51%) considera adequadas as respostas dadas à crise pelos vários Governos e agentes económicos. Mas quando se fala especificamente da actuação do Governo português, 45% afirmam ser «pouco adequada».

Maioria já esperava uma crise, mas não tão grave

A crise parece não ter apanhado os gestores portugueses de surpresa, já que 81% já antevia um cenário de recessão, pelos sinais que a economia apresentava. Sinais como o aumento do endividamento das famílias, o aumento excessivo do crédito, a especulação financeira e a recessão da maior economia mundial (EUA). Ficaram surpreendidos apenas com a dimensão da catástrofe, já que esperavam consequências «menores» do que as que vieram a verificar-se.

92% defendem que a falência das empresas será o principal efeito da crise, enquanto que 66% prevêem o reforço da regulamentação e supervisão.

Quanto a soluções para o futuro, 66% preferem o reforço do investimento público, 60% sugerem a aposta em empresas de produtos de bens transaccionais, e 58% pede maior protecção social às classes mais vulneráveis.

47% dos inquiridos revelam-se optimistas para 2010, ano em que prevêem que o seu negócio esteja melhor.»

In: http://www.agenciafinanceira.iol.pt/noticia.php?id=1079284&div_id=1730, em Agência Financeira, em 03 de Agosto de 2009

O meu comentário:

Concordo em parte com a notícia, nomeadamente, que se sabia que viria uma crise e uma recessão, isso todos, sabíamos, pelo menos quem sabe ler a economia, poderia prever isso com grande exactidão, eu pessoalmente, também notei que iria ser uma crise catastrófica, isto devido a vários factores, como desemprego que aumentou de forma exponencial, especialmente de à 3 anos para cá; poderíamos ver que o nível de esforço das famílias estava a aumentar, à medida que os seus rendimentos diminuíam; desinvestimento em dar oportunidade a jovens licenciados, e destruição de carreiras de muitos, através de criação de emprego encapotado, como é o caso de falsos estágios, que não levam a lado nenhum, entre outras coisas.

Agora no tempo que penso que deveremos demorar a sair da crise, muitos apontam os 2 anos, até pode ser suficiente 2 a 3 anos, mas não para todas as classes, ou mesmo, para todos os níveis etários, obviamente classificados por níveis de literacia, senão vejamos:

  • Com o sair da crise, não vão ser criados empregos logo do dia para a noite, a crise vai dar origem a pessoas com recursos possam gradualmente com o ganhar de confiança, começar a investir, e então, criar emprego de forma muito reduzida, nomeando pessoas da sua confiança, familiares e amigos, ou seja, vai combater o desemprego de pessoas de classes mais abastadas, e que podem, não ter nível de literacia suficiente para os cargos que ocupam (isso, pode e vai ser mau para o investidor, mas ele lá sabe).
  • De seguida, com o abrir de novos negócios, ou mesmo, com o aproveitamento dos que ficaram, os empresários, com o ganhar de confiança, vão começar a empregar pessoas, para a parte mais baixa da pirâmide da sua empresa, pessoas sem qualificação, mas que podem ser especializadas, até ai, nada a invocar, penso que a especialização em certos casos, é melhor que a qualificação, no entanto, estes empresários vão criar emprego, mas precários, com contractos mensais possivelmente, ou então, com os recibos verdes, incorrendo nos falsos recibos verdes.
  • Após 5 ou 6 anos, quando a confiança dos empresários estiver já em solidificação, ai sim vão pegar nos licenciados de áreas como economias, gestão, marketing, recursos humanos, etc, para marcarem a diferença entre a sua organização e a organização do lado; pois em tempos de crise, importa sobreviver, em tempos de abundância, importa concorrer.

Mediante esta análise, podemos verificar que em primeiro lugar vão ser favorecidos os denominados os vulgarmente tachos, sempre os mesmos, e que podem comprometer o futuro dos negócios, essencialmente no médio e longo prazo. Numa segunda parte, serão os mais abaixo da sociedade, penso que deveriam ser os primeiros, mas enfim, penso que merecem e devem ser ajudados, pois é onde a taxa de pobreza tem maior expressão. Finalmente são os que mais sofreram pelo menos psicologicamente com a crise, os recém licenciados que saíram das universidades, nos anos de 2004 a 2010, os que são maltratados e usados como se lixo fossem, e que quando começar a crescer a economia, já serão considerados velhos.

O problema da crise, e acima de tudo as suas consequências vão ser tão nefastas e vão prevalecer por muitos anos, se nada for de forma imediata realizado, digo isto, mesmo para quem encabeçar governo já no próximo mês. Se nada for feito, por estes jovens licenciados, estará comprometida a sustentabilidade deste país dentro de 40 anos, ou seja, estes jovens, teoricamente deveriam trabalhar 40 anos e reformar-se, o que acontece, é que nunca terão empregos com estabilidade e que possibilitem descontos assegurar reforma, serão sempre precários, como tal, não vão consumir agora, nem amanha, nem nunca da mesma forma, que os licenciados passados, ou seja, comprometem o consumo privado (tão importante, para uma economia como a nossa), comprometem as suas reformas; mas o pior mesmo, é que vão comprometer as reformas dos seus país, as suas reformas e um país, porque não podem ter filhos, o mercado empresarial, a crise, e o permitem, pois os que conseguirem aceder ao emprego apesar de muitos velhos, serão poucos. Os pais destes licenciados, podem ver a sua reforma comprometida, e perdem a alegria de um dia vir a ter netos.

Conclusões a crise vai ser nefasta, essencialmente para os pouco que nascem, oriundos essencialmente de classes baixas que têm, originado alguns nados; para os avós que devido ao incremento da esperança de vida, morrem mais tarde, e podem ver o rendimento dos seus descontos, dividido por mais anos, ou desaparecer por não haver segurança social que sustente as reformas, terão como tristeza, ver a sua família não continuar, não terem netos, por opção dos filhos e suas orientações, ou principalmente por políticas erradas e a esta crise; e os maiores prejudicados desta era são quem investiu em educação, foi quem se formou, mas que sentirá que se nada for feito, nasceu para ser um derrotado, e ter empregos precários a vida toda, e sentir que se não tivesse tirado um curso superior, seria em 95% dos casos mais feliz e seria bem melhor para Portugal.

Penso que a forma de dar a volta, e de empregar jovens, quer licenciados, quer não licenciados, mandar as pessoas com pelo menos 40 anos de descontos para a reforma, e investir o know How destas novas gerações a favor de Portugal.

Mais uma vez digo: Acordem!!! Enquanto é tempo!!! Ainda vão a tempo de mudar o rumo incerto deste país…

Deixo a questão: Que consequências terá esta crise nas gerações actuais e futuras?

Tenho Dito

RT

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