Juventude à Rasca…Tal Como Acontece em Portugal, no Reino Unido a Regra é a Mesma…Desprezo aos Jovens…

Reino Unido

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A notícia que trago hoje, é a repetição de um problema que já referenciei aqui, mas este pelos vistos também acontece em outros países desenvolvidos, passo a transcrever a notícia seguida da minha análise:

« Desemprego juvenil pode originar «geração perdida»

Número de jovens sem trabalho atinge valor mais elevado em 15 anos

O aumento do desemprego entre os jovens britânicos para níveis nunca registados nos últimos catorze anos ameaça deixar o Reino Unido com uma nova «geração perdida», escreve o «El País».

Segundo os últimos números divulgados, esta quarta-feira, classificados pelos analistas como «horríveis», a crise de emprego no país fez disparar o número de jovens com menos de 24 anos sem trabalho, alcançando um valor superior a um milhão: no total, no fim do segundo trimestre, o número chega aos 2,4 milhões e faz subir a taxa de desemprego para 7,8 por cento, um valor não registado desde 1995.

Com um em cada seis jovens no desemprego, os analistas e os sindicatos manifestaram a sua preocupação quanto ao desânimo sentido por milhares de estudantes que acabam os cursos e não conseguem encontrar trabalho. Um factor, advertem, que poderá minar ainda mais o escasso entusiasmo que os estudos superiores despertam entre a juventude britânica, que regista uma das mais elevadas taxas de abandono escolar na Europa.

De acordo com secretário-geral do Congresso de Sindicatos, Brendan Barber, «o Governo deveria fazer muito mais para recuperar o emprego, porque, de outra maneira, corre-se o risco de perder outra geração de jovens com o desemprego». »

In: http://www.agenciafinanceira.iol.pt/noticia.php?id=1081719&div_id=1730, a 12 de Agosto de 2009, em Agência Financeira

A minha análise:

Relativamente a esta notícia, tenho a mencionar que é triste que as pessoas estejam a menosprezar as novas gerações a nível de emprego, mesmo lá fora em que teoricamente estariam mais abertos a colocarem menos entraves à juventude no acesso à empregabilidade.

Penso que é geral demonstrar uma antipatia pelos jovens, especialmente no que concerne a emprego, pelos vistos a coisa é geral dos países desenvolvidos, ou seja, não vale a pena se qualificar pessoas, ou mesmo gastar recursos em tal, pois não há possibilidade de estes terem um emprego, ou mesmo fazerem carreira, pois as empresas não apostam, ou não podem apostar, por não conseguirem ampliar os seus negócios, de modo, a colocarem mais pessoas a trabalhar.

Outro problema, para não se empregar jovens é a da progressão, de pessoas internamente, e de não abrir mais vagas para colocar pessoas nos locais iniciais. Ainda há pouco tempo, registei um caso, em que não queriam colocar pessoas nos lugares de onde saíram outras, no regime de progressão, este exemplo, é real, e é do sector público português.

A noticia menciona, que se está em risco de se perder mais uma geração, é pena que não aprendam com os erros, e repitam, no caso aplicado a Portugal, a geração de 80, está perdida, e pelos vistos a de 90 vai caminhar no mesmo sentido, pois temos, como moral repetir tudo o que vemos a ser aplicado lá fora, os bons e os maus procedimentos.

Como tal, é com muita pena minha que vejo que se despreza a juventude em todos os níveis, as pessoas não conseguem ter a percepção que as gerações só terão continuidade se investir nas pessoas, a segurança social não terá consistência se não entrarem jovens para os empregos e não conseguirem fazer carreira, pois a consistência da carreira faz despoletar coisas como investimento privado, consumo privado, etc.

Volto a relembrar, que o investimento em jovens, é o melhor investimento que se pode fazer, pelo menos no que concerne a longo prazo, pois desta forma a cultura organizacional não passa e tem tendência para se perder, semelhante é a rotatividade das pessoas.

Vão se perder jovens, vão se perder oportunidades de poder ter estas pessoas como proactivas, investidoras, pessoas normais, pena é que se muitas não tiverem a sua chance na vida, podem seguir por caminhos alternativos, e mesmo à margem da lei, e que não são benéficos para uma sociedade, que tendencialmente deve ter valores.

A minha opinião, é que situações como as apresentadas nas notícias, apresentem problemas nefastos às sociedades dos países mais desenvolvidos, fazendo com que as pessoas não invistam em educação, por não ser benéfico, pois é perder recursos, essencialmente tempo e dinheiro, que pode ser usado, em outros projectos.

Penso que os governos devem, estar bem atentos a este flagelo, e que tenham a noção que se investirem nestas pessoas, as mesmas não vão caminhar em marginalidades e irão, desta forma, fazer com que se poupe recursos, e que se tenha uma nação mais estável e culta, e com altos padrões educacionais e de responsabilidade.

Volto a frisar, e para terminar, a aposta na juventude, é algo que se tem muito a ganhar no médio-longo prazo, e que beneficia todos os níveis da sociedade.

Deixo a questão: Que pensa desta não aposta na Juventude?

Tenho Dito

RT

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