Guerras entre Grupos de Virgens…Nem a Simbologia Imaculada Associada à Pureza Os Demove…

O Anel da Virgindade

O Anel da Virgindade

Hoje trago, algo que achei interessante, antes de mais, considero-me uma pessoa liberal, e aberta a quase tipo de discussões, sendo que tenho com bandeira principal coisas como a liberdade de expressão, e todas as boas coisas que o 25 de Abril de 1974 trouxe, e sou assíduo defensor da nossa Constituição, e todas os direitos e liberdades por ela consagrados, passo a transcrever a entrevista sobre clube de virgens, pena é que a mesma só tenha sido realizada ao grupo feminino, ficamos a aguardar o ponto de vista oficial do grupo masculino, seguindo-se a minha tradicional dissertação sobre o assunto:

« Guerras de virgens. As mulheres criaram um clube. Os homens também

Há 40 mulheres em Portugal que são virgens e se uniram num clube exclusivo. Os homens responderam e criaram um grupo de imaculados

Está na moda ser virgem. Ou, pelo menos, fazer publicidade à coisa. A guerra dos sexos transferiu-se agora para o campo da pureza do corpo. Tudo começou em 2008, quando Margarida Menezes decidiu criar o Clube das Virgens. Um grupo exclusivo para mulheres. Durante um ano, Margarida foi uma virgem solitária. Agora, há 40 mulheres portuguesas no seu imaculado clube.

Sucede que os homens, também eles virgens e ciosos da igualdade de oportunidades, decidiriam responder com o seu próprio clube masculino. Os rapazes tentaram entrar no clube de Margarida Menezes, mas foram excluídos. Em resposta, criaram o clubedosvirgens.blogspot.com, há apenas quatro dias. Os propósitos são diferentes dos das mulheres: “O objectivo principal do clube é todos os membros perderem a virgindade o mais rapidamente possível, passando ao estatuto de sócio reformado”.

As virgens não desarmam. Acham que “é mais uma estratégia de engate”. Nestas coisas, as virgens femininas são sérias. “Não pretendemos defender a virgindade, mas sim mostrar que ser virgem é tão natural como não ser”, lê-se no blogue das virgens.

Margarida Menezes apareceu no programa de TV “5 para a meia noite” na sexta-feira e, logo depois, ganhou cinco novas sócias no seu clube. O mediatismo parece ser o melhor marketing. A fundadora vai agora lançar um livro sobre a experiência e acha que cumpriu o objectivo: 40 mulheres – dos 16 aos 32 anos – assumem não ter vergonha de ainda serem virgens. Mas só Margarida continua a dar a cara.

A I. pede para ser tratada por Anónima. “Ser virgem aos 27 hoje em dia não é propriamente um orgulho e são poucas as pessoas que sabem que sou.” Aderiu ao Clube das Virgens em Maio, depois de escrever no seu blogue – naflorestasecreta.blogspot.com – “o diário real e íntimo de uma rapariga de 27 anos”. Coisas íntimas que ela assume: “Não teria coragem para escrever com o meu nome.”

“Começo pela masturbação e quando já me sinto mais à vontade introduzo o dildo. Aiii, hoje mesmo masturbei-me com o meu brinquedo e molhei o chão”, postava a 26 de Julho. “No fundo sou uma romântica. Ando cheia de vontade de experimentar algo que é bom. Não quero que seja só por fazer, mas com a pessoa certa. O que tive foram só amassos e beijos. Parece que ando a ficar para trás”, postava a 8 de Agosto.

– Porque é que é virgem aos 27 anos?

– Porque ainda não tive oportunidade. Quer dizer, este ano já tive, mas como não era nada sério não fui capaz.

– E já teve namorados?

– Nunca tive. Sou virgem mais por desígnio da natureza do que por vontade.

– E beijos?

– O primeiro aconteceu há uns meses. Tinha 26 anos. É uma história triste. Para ser sincera, até sinto vergonha. Foi um linguado. Que não deve ter sido nada de jeito. Estava embriagada. Lembro-me vagamente da cara dele, não sei é o nome.

– Porque se juntou ao Clube?

– Vi que a Margarida era sonhadora e romântica como eu. Queria conhecer outras virgens. Ouves falar de coisas que não vives e sentes-te desenquadrada. A minha melhor amiga era, mas arranjou namorado e já não é.

Virgens a prazo No clube, as razões da virgindade variam. Só uma quer ser virgem até ao casamento. Todas as outras são virgens a prazo. Prazo de validade: data em que chegar a “pessoa especial”.

Margarida Menezes é mais pudica do que a Anónima. “Somos todas muito diferentes. Mas podemos falar de tudo que ninguém goza com ninguém.” A sua história não é muito diferente. Aos 26 anos nunca teve namorado, só “duas amostras de relacionamento”. Deu o primeiro beijo aos 22, entre medo, nojo e risinhos. “Estava nervosa, não estava habituada à língua, e só me ria. Pensar no beijo fazia-me impressão. A boca era para comer, estar ali a dar beijos parecia uma coisa peganhenta.” É uma mulher magra, morena, bonita e sensual, mas não gosta de se ver ao espelho nua. Nunca tocou no seu corpo. É virgem e diz que assim será até aparecer “o príncipe encantado. Quando deixar de ser virgem, o clube prepara-lhe a festa de despedida.

O próximo encontro das virgens vai ser numa sex shop. Porque “nenhuma conhece”. Margarida acha que não vai comprar nada. “Há alguma coisa engraçada? Vibradores? Não imagino uma mulher virgem a usar um!” »

In: http://www.ionline.pt/conteudo/18288-guerras-virgens-as-mulheres-criaram-um-clube-os-homens-tambem, em Jornal I, a 14 de Agosto de 2009

A minha análise:

Hoje por ser domingo, trago algo que achei bastante interessante, pois nos dias de hoje, pelo menos temos abertura para poder falar de uma coisa, que há cerca de 2 décadas, seria impossível ter esta entrevista, tantos são os tabus na sociedade portuguesa entranhados.

Deixo aqui os parabéns pela ideia de criação dos grupos, sendo que sob meu ponto de vista, alguns ideais do grupo feminino, estão turvos de objectividade, e necessitam de maior abertura, para se contextualizarem com o século em que estamos.

A minha visão sobre clubes de virgens de ambos os sexos é que são bastante interessantes pelos ideais que defendem, penso que até serão úteis para se assistir a uma integração na sociedade, penso que mais nas mulheres e mesmo, no exemplo, da Margarida Menezes, que penso tem uma imagem do relacionamento entre sexos, do tempo de D Afonso Henriques, a ponto de achar sujo um beijo, convenhamos que antes do 25 de Abril havia quem assim pensasse, talvez por ter pouca cultura, e que o contacto com culturas de outros países vieram dissipar a ideia, nomeadamente, os grupos de rock dos anos 60 e 70, não estou a dizer que este caso é o da Margarida Menezes, mas acho estranho, por estarmos no século XXI, mas penso que vai rapidamente conseguir ultrapassar o assunto.

O clube dos virgens masculino, é bem pensado, pois trata-se de integrar os membros a passaram a reformados, é tentar ajudar, em problemas, ou mesmo traumas que possam ter, e com ajuda de terapias de grupo, como por exemplo, se sucede nos alcoólicos anónimos, penso não se tratar de uma forma de engate, como enumera a notícia, mas sendo algo mais útil, por se entre ajudarem a atingir o seu objectivo, da forma mais correcta a cada caso.

O Clube das virgens do lado feminino, têm somente a partilha de conhecimentos, e de experiência, não parece admitir reformadas, nem tem como objectivo ajudar a deixar de ser virgem, ou pelo, menos facilitar a interacção com o sexo opositor, ou mesmo, tratar traumas, como por exemplo, o beijo, o amor, o afecto, e o sexo, não são porcos, como foi pensado e educado até ao 25 de Abril de 1974, são simplesmente, coisas normais, que pessoas normais falam de forma aberta, e partilham experiências e praticam, porque existe algo, tão simples como estarmos num regime de Democracia, e onde existe, teoricamente liberdade de expressão, consagrado na Constituição da Republica Portuguesa.

Penso que não devem entrar ambos em colisão, pois tem algo em comum que são a virgindade, e como tal, partilhar o que há em comum é sempre benéfico, deve-se perceber que ser virgem pode ser uma opção, que deve ser respeitada como qualquer outra, entrar em guerra com o outro grupo, baseado em argumentos de horizonte pequeno, e mesmo mesquinhos, não vai beneficiar a notoriedade e respeito pelo clube, pois neste século, os sexos tendem a unir-se, e ter igualdades (como, igualdades das mulheres e homens no mercado de trabalho), e será punido, quem tentar destruir a liberdade, e a união de troca de experiências, vivencias entre os sexos.

No enquadramento da liberdade de expressão, eu mesmo há algum tempo, em conversa com algumas pessoas, baptizei este século como sendo o século do sexo, não por se ver o sexo como algo fútil, mas pelo comportamento das novas gerações, que iniciam namoros, e em uma semana, já tiveram Sexo, nada contra isso, até porque penso que a sexualidade de cada um só a cada um diz respeito; no entanto, é curioso o assinalar que as novas gerações têm cada vez mais abertura para falar disto, o que é de saudar, pois é ter liberdade, é poder partilhar sensações, é poder trocar experiências, é trocar prazer…

O meu conselho, é falem abertamente de sexo, existe a liberdade para isso mesmo, troquem experiências e vivências, tenham uma abertura maior a nível de objectivos e pensem, nada é de mais se for usada a regra do bom senso, mas lembrem-se que graças à liberdade, nos oferecida a 25 de Abril de 1974, escusamos de esconder coisas bonitas como amor, sexo, paixão.., mas acima de tudo não devemos as rotular como coisas sujas, pois a sujidade é um preconceito pré histórico que algumas correntes criaram de forma errada, senão vejamos, se é tão mau, se é tão sujo, como alguns dos nossos pais nos educaram, quer dizer que por conclusão, nós nascemos de algo sujo que alguém fez? Acham Justo? Acordem, estamos no século do Sexo.

Deixo a questão: Sente que é difícil falar de sexo em público? Se sim, Porquê?

Tenho Dito

RT

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