Apanhada 37 vezes a conduzir sem carta…e Nada Ser Feito!!! É possível num País Chamado Portugal….

Carta Condução

Carta Condução

Hoje trago uma notícia que achei hilariante, deveria fazer parte dos inéditos em Portugal, só pode, passo a transcrever a referida notícia e de seguida faço o meu comentário:

« Detida 37 vezes a guiar sem carta

Já cumpriu pena de prisão por guiar automóvel sem estar habilitada para o fazer. Chegou ir a tribunal ao sábado e à segunda pela mesma infracção. Segunda-feira passada, foi detida pela 37.ª vez…

Cristina Araújo tem 48 anos e anda ao volante, há mais de 20, sem carta de condução. A antiga vendedora ambulante, residente no Bairro da Rosa, em Coimbra, bem tenta tirá-la, mas já reprovou nove vezes no exame de código e o dinheiro escasseia. Na última segunda-feira, foi detida, pela GNR de Cantanhede, por conduzir sem habilitação legal para o efeito… pela 37ª vez. “Sabia que estava errado, mas roubar eu não ia!”, conta, ao JN, Cristina Araújo, que esteve presa, entre 2005 e 2008, pela insistência em fazer-se à estrada. Mesmo assim, não perde o sentido de humor: “Cheguei a ser julgada duas vezes por semana: ao sábado e à segunda-feira. Os juízes já estavam fartos de ver a minha cara! O advogado dizia que eu nem ao sábado o deixava dormir”. Até 2005, Cristina, divorciada e mãe de três filhos, não desistiu de tirar a carta de condução e canalizou todas as economias para esse fim. Mas, um dia antes de ir novamente a exame – logo quando ela “tinha a certeza” de que ia passar -, voltou a ser detida e o juiz não perdoou. Ordenou pena de prisão.

As abordagens das autoridades deram-se, quase sempre, em trabalho. Inicialmente, Cristina vendia fruta de terra em terra. Depois, improvisou um café numa caravana, que estacionou em frente ao prédio onde mora, para evitar a estrada. Mas até quando ia abastecer-se era apanhada. Se pegava no carro “era pelos filhos”. “Não tinha ninguém que me levasse”, justifica.

Este ano, a Câmara Municipal pôs fim ao negócio. Segundo o vereador da Habitação, Gouveia Monteiro, a caravana estava estacionada num sítio onde tal não é permitido. “[Cristina Araújo] pode praticar a venda ambulante, mas tem de cumprir regras: não pode vender em qualquer sítio da cidade, nem conduzir sem ter carta”, observa.

Cristina conduz desde os 25 anos. Aprendeu, sozinha, “no mato”, e gaba-se de nunca ter tido um acidente de viação. “Conduzo melhor do que muita gente que anda para aí!”, diz, sorridente. Não que esteja numa fase boa da vida. Sem sustento e a aguardar o desenrolar de mais dois processos por condução ilegal, lamenta que as aparições na comunicação social ainda não lhe tenham rendido ajudas concretas.

Ironicamente, nesta segunda-feira, quando foi apanhada outra vez ao volante, “ia para a escola de condução pedir novo exame de código”. »

In: http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Policia/Interior.aspx?content_id=1336830 , em 17 de Agosto de 2009, em Jornal Noticias

O meu comentário:

Penso que o caso é insólito, senão repara-se, antigamente se as pessoas andavam a conduzir sem carta, iam detidas, depois eram presentes a um Juiz, e ficavam algum tempo depois privadas de poder tirar a carta, durante uns anos, não sei precisar quantos, actualmente.

Pelo enumerado na história a senhora, já foi 37 vezes apanhada a prevaricar, e mesmo assim, não acontece nada de mais, senão repare-se, ela é apanhada, paga a multa e já está? Fica impune, não há ninguém que a repreenda de forma a não poder andar a colocar a vida dos outros utentes das vias públicas em perigo?

Penso que a culpada não é a senhora, mas sim a justiça, pois não tem igualdade de critérios, e não tem uma uniformidade de procedimentos, a senhora ao ser apanhada à segunda vez, deve-se ser julgada como reincidente, ou seja, teoricamente já não se aplica a pena convencional para quem não tem cadastro, mas sim uma pena de ser reincidente, neste caso, a pena deveria ser agravada.

No entanto, penso que é engraçado, como é possível andar-se sem carta condução nas nossas estradas, serem apanhados e caso sejam apanhados de novo no mesmo crime, deveriam ter uma medida repressiva exemplar, não me refiro a ficarem presos, mas sim algo social, como ter que tirar a carta num determinado tempo, ou algo assim do género.

Enfim, o peso das penas na nossa Justiça não é proporcional ao crime, aliás em certos casos, penso que a pena de prisão não ajuda muito, penso que um programa de responsabilidade social para que as pessoas ganhem consciência só efeito nefasto que tiveram com a sua acção, este tipo de programas é mais enriquecedor, e bem mais eficaz que uma pena de prisão, pelo menos na minha óptica.

Penso que não se deve seguir este caso como exemplo, pois o mesmo é uma grande vergonha, penso que esta senhora até foi a uma televisão, contar a sua façanha, ou seja, ainda lhe dão publicidade de borla, e ela orgulha-se sucedido, como se fosse uma façanha, e os portugueses pelos vistos aplaudem com altas audiências.

Enfim, com estes casos, depois admiramo-nos que se diga que a justiça em Portugal está podre!

Deixo a questão: Qual a opinião sobre este caso?

Tenho Dito

RT

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