Emprego para Altos Quadros e Chefias em Franco Crescimento…Em Plena Crise…

emprego

Hoje trago uma notícia sobre emprego, mais concretamente emprego de chefias que parece que está em alta, passo a transcrever a notícia e de seguida faço a minha análise:

« Número de chefes e altos quadros aumenta 15% em Portugal apesar da crise…

Há 345 mil chefes a trabalhar no sector privado. Não faltam cargos no sector das energias renováveis ou das tecnologias da informação

Isto está mau, mas não para todos. A recessão económica levou à destruição de 152 mil postos de trabalho em Portugal entre o segundo trimestre de 2008 e o mesmo período deste ano. Mas a crise está, claramente, a passar ao lado dos directores e de outros tipos de chefias do sector privado, sobretudo nas empresas maiores (a operar em sectores mais sofisticados), mostram dados do Instituto Nacional de Estatística (INE). No segundo trimestre de 2009, o INE contou cerca de 345 mil pessoas em cargos de direcção e chefia em empresas privadas, mais 15% que um ano atrás.

Segundo os especialistas ouvidos, trata-se de uma situação que encerra várias nuances. Primeiro, o lado bom: há sectores, mais desenvolvidos, onde a empregabilidade dos quadros superiores está a aumentar de forma considerável e sustentada. Nas empresas com dez ou mais pessoas ao serviço, a tendência de expansão no número de chefes dura há quatro trimestres, o que faz com que devam existir mais 27 mil empregos deste tipo no segundo trimestre do que há um ano.

A subida foi de 40% para um total superior a 90 mil chefes, aquele que será o valor mais elevado desde meados de 2004. Empregos que estão a resistir melhor à crise e à recessão. Mas que tipo de empregos? Alguns exemplos surgem na Classificação Nacional de Profissões do INE: podem ser directores-gerais, mas também financeiros, administrativos, de relações públicas, informáticos, de vendas, administradores de hospitais, produtores de cinema, televisão ou teatro.

São dezenas as profissões que dão direito ao título de chefe em sentido lato ou, como lhes chama o INE, “directores de empresa”.

Joaquim Cunha, presidente da Associação de Pequenas e Médias Empresas de Portugal (PME Portugal), recorda que “com a quantidade de dinheiro que está a entrar em Portugal e que o governo destina a áreas como as energias renováveis, informática, investigação científica, biotecnologias, é mais que natural que haja mais pessoas com cargos de alta responsabilidade e de chefia”.

CEO EM STAND-BY E nos gestores de topo, nos administradores, a coisa corre melhor? Fernando Neves de Almeida, sócio da Boyden, uma consultora especializada em recrutamento de executivos de topo, garante que ainda não, mas espera que no segundo semestre o cenário desanuvie. “Pela experiência que temos, essa recuperação não se reflecte ainda na nossa actividade. A contratação de quadros de topo caiu internacionalmente 50% no primeiro semestre, mas já há sinais de que no resto do ano as coisas vão melhorar.”

GESTÃO EM ALTA Talvez ainda não nos administradores, mas noutro tipo de liderança, em áreas científicas ou muito especializadas da gestão, existe a noção clara de que a empregabilidade é grande. Ou superior à média. “As áreas ligadas ao turismo sustentável estão a correr bem hoje e vão ser muito fortes nos próximos anos”, explicou recentemente ao i, Carlos Zorrinho, coordenador do Plano Tecnológico. Duarte Ramos, director regional da Hays, lembrou outras: engenharias sobretudo – informática, civil, química, de processos, ambiental, de telecomunicações – áreas “tendencialmente mais bem pagas, mesmo para as pessoas acabadas de sair da universidade”.

O MENOS BOM Mas há um lado menos bom nos dados do INE. A crise está a bater forte nas empresas mais pequenas, com menos músculo financeiro, e ligadas a negócios tradicionais, pouco competitivos, dependentes do crédito. É o caso do enxame de microempresas que trabalham na e para a construção, mas também em outras áreas que há anos se arrastam em crise, como o têxtil ou o calçado tradicional.

Aqui, no universo das pequenas empresas (menos de dez trabalhadores), o número de chefes e dirigentes rondará hoje os 252 mil indivíduos. Dá uma subida homóloga de 8%, mas não esconde o esvaziamento destes empregos, que dura desde o início de 2005 – nessa altura havia quase 400 mil chefes em pequenas firmas.

“Fora do universo dos negócios que estão na moda, temos o país real das pequenas e médias empresas que fecharam ou estão para fechar. Isso acontece de forma notória na construção. Centenas de firmas subcontratadas pelos grandes grupos de construção caíram no vazio. Não há trabalho”, constata. “No têxtil e no calçado, a mesma coisa. Veiculou-se a ideia errada de que estes sectores já acabaram a sua reestruturação. Não acabaram. Continuam em crise”, lamenta.»

In: http://www.ionline.pt/conteudo/19139-numero-chefes-e-altos-quadros-aumenta-15-em-portugal-apesar-da-crise, em Jornal I, a 20 de Agosto de 2009

A minha análise:

Fico contente, que as chefias estejam a crescer, no entanto, tenho sérias dúvidas de alguns chefes que surgiram nos últimos tempos, pois, convenhamos que muitos deles são promoções internas, e geralmente são pessoas, que não têm formação, ou perfil para exercer a categoria de chefia. Muitos deles se calhar provêem das novas oportunidades, onde apresentam qualificações duvidosas, mas isso, depende mais do perfil e inteligência do indivíduo (tenho muito apreço, por um grande amigo meu, que tirou as novas oportunidades, mas tem perfil de bom profissional, infelizmente não é chefia).

Penso que apesar de se ter perdido muitos lugares nos últimos anos, os mesmos estão a ser recuperados, e como em tudo, geralmente as retomas começam da cima parta baixo (embora eu, por vezes pense o contrário, seria mais benéfico), ou seja, as empresas estão a qualificar os quadros médios, criando chefias, e vão começar gradualmente a contratar os de baixo da pirâmide.

No entanto, penso que não devemos bater palmas, pois ainda tem que se andar bastante para se retomar a economia, e claro, esperemos que não tenha nenhuma quebra.

Eu pessoalmente, tenho convicções que estamos mais numa situação de economia estancada, do que, passagem da crise. Para se afirmar, que saídos da crise, temos que verificar que várias conjecturas estão a ser cumpridas, como incremento do consumo privado, emprego a subir, e origem de emprego não precário, aposta nas pessoas mais qualificadas, etc.

Por estas condicionantes e mais outras, é que podemos influir no fim da crise, mas devemos ter em conta que, o importante mesmo, é a liquidez das famílias e das empresa e acima de tudo a confiança das mesmas, pois se houver confiança e liquidez, a economia despoleta os factores por mim acima mencionados.

Mas prontos, vamos a ver se os cargos de chefias levam a algum lado, temos que aguardar, para ver o que dá, pode ser que com a espera a nossa confiança seja incrementada, e se houver incremento na mesma proporção da taxa de emprego, com certeza que a liquidez vai aparecer.

Deixo a Questão: Que pensa do aumento dos cargos de chefias?

Tenho Dito

RT

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s