Manuais Escolares..Quanto Vai Gastar em 2009 Para os Adquirir….

Livros Escolares

Livros Escolares

Na ressaca de ontem e para não se perder o encadeamento, trago uma noticia, onde fala do valor necessário para estudar em Portugal este ano, passo a transcrever a noticia e de seguida faço uma análise:

«Saiba quanto custa o regresso às aulas

Cabaz escolar para um aluno do secundário pode ultrapassar os 200 euros

Cabaz escolar para um aluno do secundário pode ultrapassar os 200 eurosMuitas crianças aguardam ansiosamente o período de regresso às aulas, principalmente pelo momento em que de dedicam a experimentar o novo material escolar. Já para os pais, o momento não é de alegrias mas de grandes encargos.

De acordo com a Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL), o cabaz de manuais escolares para um jovem, por exemplo, no 7º ou no 9º ano (3º ciclo), situa-se nos 141, 40 euros, ou seja, está 6,20 euros mais caro do que o ano passado.

Já para um estudante no 2º ciclo (5º e 6º ano), os pais terão de desembolsar 84,93 euros, mais 3,90 euros do que em 2008. Se o seu filho frequentar o 1º ciclo (1º ao 4º ano), o valor do cabaz diminui substancialmente: 25,54 euros, ou seja, 1,36 euros mais caro do que no ano anterior.

Livros do secundário são os mais caros

No entanto, quando somamos a estes números o preço do material escolar, os preços voltam a disparar. Por exemplo, para um filho no 3º ciclo os pais terão de gastar mais de 150 euros, tendo em conta que o valor de um «kit» de material escolar ronda os 12 euros.

Esta quantia ascenderá a 300 euros se, por exemplo, tiver dois filhos no 3º ciclo.

No que diz respeito ao ensino secundário, a Agência Financeira pesquisou os preços: o conjunto dos manuais para um aluno do 10º ano no Agrupamento de Ciências ascende aos 250 euros.

Livros sobem 4,5%

O preço dos manuais escolares sofreu um aumento de 4,5 por cento, valor avançado, esta quinta-feira, pelo Jornal de Notícias e confirmado pelo Ministério da Educação.

Um aumento justificado à Agência Financeira por Albino Almeida, presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais, que refere que «desde o ano passado, o aumento dos preços é calculado por indexação ao valor da inflação, deixando de estar congelado».

Já a Porto Editora defende que «os livros escolares têm um preço justo», pois corresponde a um trabalho que «demora 18 meses a ser desenvolvida».

Hipers em campanha

Para chamar os clientes, os hipermercados já têm campanhas para o regresso às aulas. É o caso do Jumbo que oferece um «kit» económico de material escolar que engloba 1 mochila, 1 caderno, alguns marcadores, canetas e afins. Também o Pingo Doce e Feira Nova têm a «habitual campanha de regresso às aulas», disse a fonte oficial da Jerónimo Martins. A Agência Financeira tentou contactar o Continente mas até ao momento não foi possível obter uma resposta. »

In: http://www.agenciafinanceira.iol.pt/noticia.php?id=1083578&div_id=1728, em Agência Financeira, a 20 de Agosto de 2009

O meu comentário:

Hoje é Segunda Feira, e trago ainda na ressaca ao dia de ontem, o preço de um cabaz escolar, para a reentre da época escolar.

Da analise, realizada pela Agência Financeira, podemos verificar que, o custo dos livros e do restante material escolar, sobe na mesma escala, que sobre o grau de ensino dos alunos, ou seja, no 1º ciclo, e usando a base da notícia, o cabaz fica por cerca de 150€, no entanto, se formos para o agrupamento de ciências, os livros podem ascender a cerca de 250€.

Outro dado, a retirar da notícia, é o incremento de 4,5% do preço dos livros, ou seja, acima do valor da actualização salarial do ano, mas mesmo, acima do valor da inflação, o que penso que será um contra-senso.

Vejamos uma coisa, a Constituição da Republica Portuguesa, defende que, tendencialmente o ensino, seria gratuito para todos, pois bem, é verdade que as escolas públicas são praticamente gratuitas, mas as despesas para se estudar neste país, principalmente no 3º ciclo são, muito altas, quase o valor de um ordenado mínimo. Não acham um exagero? O valor de um ordenado mínimo ir para a despesa escolar de um adolescente? E se forem 2 adolescentes no 3º ciclo, é necessário quase 2 ordenados mínimos..Um exagero.

Em alguns países da União Europeia, penso que um deles é mesmo a Alemanha, onde os livros são dados aos estudantes, para esse ano lectivo, sendo que estes devolvem os mesmos no final do ano, para assim poder passar para os colegas que estão abaixo; com este sistema, além de ser gratuito, pois é apoiado pelo Estado, os país não gasta dinheiro com os livros, os estudantes usam o livro, mediante um aluguer gratuito, e passam de uns estudantes para outros, além de ser ecologicamente muito bom, pois não são necessárias abater mais árvores para se produzir mais livros.

Além disso, penso que os pais, recebem um complemento, para a compra de material escolar para os filhos, senão vejamos, o interesse de estudar, em primeira estancia é dos filhos, mas em segunda estancia, o interesse é do Estado, que desta forma tem pessoas com qualificações, com recurso a custos reduzidos, pois fica bem mais barato, se a pessoa estudar na idade correcta, ou levar o estudo de uma forma seguida e organizada, do que posteriormente, o Estado, ou mesmo as empresas, gastarem recursos em formação, que é mais caro, e pode-se usar esses mesmos recursos para outros investimentos que sejam mais necessários às organizações.

Penso quer, em Portugal estudar sai caro, e depois temos das questões, hoje em dia os jovens vão prosseguindo mais os estudos, e os país, por quererem estudar no passado e não lhes terem deixado, vão deixando os adolescentes estudar, e vão fazendo pequenos esforços para tal, no entanto, se um filho de uma pessoa com baixas qualificações, chegar a casa e quiser ficar pelo 9º ano, e ir trabalhar, tem o apoio da família de forma imediata, pois estudar, tem custos altos, que uma família de baixas qualificações e só trabalhe o pai, não tem muitos recursos para o filho continuar a estudar, e não se importa que este trabalhe. Resultado, mantemos um nível muito próximo da iliteracia, ou seja, níveis muito baixos de qualificação, o que não beneficia o país.

Por outro lado, o Estado Portugueses, não ajuda na compra dos livros, nem do material escolar, mas financia, os e- escolas e os Portáteis Magalhães, não digo que não sejam necessários, mas penso que passa mais de um negocio com as operadoras moveis, que uma utilidade, pelo menos no imediato, senão vejamos, numa primeira estancia o jovem precisa para as aulas como Português, Matemática, ect, de um bom manual e posteriormente um computador, portanto, não ficava nada mal apoiar os jovens na aquisição de manuais escolares, ou então, os ceder como os Alemães, e então continuar posteriormente com os e- escolas.

Penso que o âmbito escolar, não passa de um jogo de interesses, entre Estado, Livreiros e Fornecedores de Material Escolar.

Deixo a questão: Qual a sua opinião sobre as despesas inerentes ao regresso á escola?

Tenho Dito

RT

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