Festival da Ilha do Ermal 2009…Festival do Metal…

Festival da Ilha do Ermal

Festival da Ilha do Ermal

Apesar de Já ter começado sábado, por diversos motivos não consegui postar algo, dedicado ao festival da Ilha do Ermal, deixo aqui transcrita uma notícia e deixo aqui o meu comentário:

« Botas da tropa e calças justas: a irmandade do metal no Ermal

Quem disse que já não havia metaleiros? O i descobriu-os no Festival do Ermal, que arranca hoje

Há quem não os compreenda, outros dizem que apenas ouvem barulho. Os metaleiros – ou metálicos, como também os chamam – são das tribos urbanas mais dedicadas à causa. Para eles, muito mais do que a partilha de um interesse comum, o metal é quase é uma militância. “Ou irmandade”, atalha Miguel, 31 anos, e mais de metade passados a ouvir os sons guturais de bandas como Cannibal Corpse ou Orbituary. Em Portugal, a reunião dá-se a norte, no Festival da Ilha do Ermal, que regressa este ano para se afirmar como o encontro de culto dos amantes do metal.

Donas de Casa São seis da tarde, e o sol vai pousando lentamente na barragem do Ermal. No parque de campismo improvisado do recinto montam-se as primeiras tendas, embora haja festivaleiros estacionados ali desde o início da semana. Aproveitam as férias para alguns dias de descanso, numa zona que enche as medidas ao turista mais exigente. Por agora ainda não há bandas a fazer check-sound, e o único som – metal, claro – é debitado das colunas dos carros estacionados mesmo ali ao lado, que dão o apoio logístico. Sim, é verdade, os metaleiros não trazem apenas cerveja: vêm com panelas, pratos e fogão portátil. Cozinham, lavam loiça e estendem roupa.

Miguel acabou de chegar. Veio com mais dez amigos, rapazes e raparigas, directamente de Vila Nova de Gaia. Para eles, o festival começou pelas nove da manhã, quando sairam de casa em direcção ao Alto Minho. “Estamos a beber e a fumar desde cedo, já rebentámos dois packs de cerveja.”

Hoje é apenas o dia de boas-vindas aos festivaleiros, mas a maior parte dos que cá estão não querem perder a banda de abertura, os RCA (Real Companhia dos Animais), projecto de versões composto por alguns dos membros de outro grupo bem conhecido dos metaleiros portugueses, os Ramp. Os eventos dedicados ao metal não abundam, e quase se pode sentir a ânsia crescente em soltar o cabelo, fazer uns moshes (Não sabe o que é? Leia “Saiba como se divertir num concerto”). No fundo, celebrar o metal. Nem que seja a ouvir uma banda de versões (poderosa, por sinal).

Soco e biqueirada “Acima de tudo, gosto de boa música”, diz Miguel, enquanto tenta explicar “a magia” que está por trás do seu estilo de música favorito. Foi em casa, a ouvir os discos de Elvis Presley dos pais, que despertou para a música. Divagou pelo rock psicadélico dos Pink Floyd, pelas guitarras desconcertantes de Jimi Hendrix, e encontrou o metal. Mais tarde, quando os RCA soltavam os primeiros acordes, lá estava ele. Seria uma noite calma, com pouca gente, mas uma bela oportunidade para ensaiar um dos passos favoritos da tribo metálica: o mosh.

Miguel fala sobre mosh com o mesmo entusiasmo com que discorre sobre a paixão pela sua licenciatura em História. “Podemos resumi-lo em duas palavras: soco e biqueirada. Não é jump ou cuzadas, pode até parecer demasiado elementar, mas não é.” Do mosh podem retirar-se algumas das lições de vida que o metal ensina: “Por exemplo, se uma pessoa cair vem logo alguém ajudar, esse é o espírito do metal.”

Encostado ao rei das bifanas, enquanto mastiga um hambúrger, António Silva, 23 anos, concorda no essencial: os metaleiros são irmãos. “Aqui e em qualquer parte do mundo. Se eu for à Alemanha e vir um metaleiro, falo com ele como se o conhecesse”, conta este operador de telmarketing, vindo das Caldas da Rainha, e que este ano já teve oportunidade de ver a sua banda referência: os Metallica no Optimus Alive, em Lisboa.

O facto de trabalhar num call centre permite-lhe manter o estilo, e gastar os 45 euros previstos nas tendas de merchandising. “T-shirts, sweats, bandeiras, etc, colecciono um pouco de tudo…” João Ribeiro, outro metaleiro dos pés à cabeça, também gosta de comprar t-shirts alusivas às suas bandas de referência. É nos armazéns de roupa antiga que descobre verdadeira preciosidades. “Estas calças são dos anos 70. Descobri-as no Porto.”

Miss Ermal em palco Já passa da meia noite e, no palco, os RCA levam o seu reportório pelos caminhos mais agressivos do metal. Da mancha humana – não mais de mil pessoas – sobressai o negro das t-shirts e os cabelos agitados ao som do tema que a banda dedica “a todos os que não vieram ao festival”: We Will Rock You, dos Queen, numa versão bem acelerada.

Não muito longe dali, há quem sinta os nervos a aflorar: as candidatas a miss Ermal estão no camarim, à espera de desfilar. “Não posso fazer certas poses mais provocantes”, lamenta uma delas, depois de muito ensaiar. Não? Claro que não: tem 17 anos e, embora os metaleiros tenham gritado o clássico “tira! tira!” das concentrações de motos, nada feito. É que, entre o público, estavam também os pais da rapariga, natural de Vieira do Minho. A vitória sorriu à concorrente que arrancou mais aplausos, graças à indumentária escolhida: cabelo vermelho, biquini fio dental e um cinto de balas. Qual é o metaleiro que não gosta? »

In: http://www.ionline.pt/conteudo/20456-botas-da-tropa-e-calcas-justas-irmandade-do-metal-no-ermal, a 29 de Agosto de 2009, no Jornal I

O meu comentário:

Penso que o festival da Ilha do Ermal, tem um publica alvo bem definido, devido ao seu cariz de metaleiro. Pena é que o mesmo não seja tão divulgado como os outros festivais de Verão, talvez, por as bandas que lá tocam serem mais dispendiosas, e então o orçamento para divulgação ser mais reduzido.

No entanto, penso que todas pessoas têm direito a possuírem os gostos musicas que pretendem e a poderem ter vivencias e a assistir a concertos desse mesmo tipo de musica, penso que muitas pessoas olham um pouco de lado, para pessoas que de musica hard, como é o caso do metal.

Como devem saber, na constituição estão reservados direitos de liberdades, direitos e garantias, e como, tal não podemos descriminar as pessoas pela sua etnia, cor pele, sexo, orientações religiosas, e gostos musicais etc.

Deixo desde já os Votos de Bom Festival para os festivaleiros da Ilha do Ermal.

Deixo a Questão: Que opinião tem do Festival da Ilha do Ermal?

Tenho Dito

RT

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s