Fim do Jornal Nacional… Demissões em Bloco na TVI…Em Que Era Portugal Está???

Jornal Nacional de 6ª Feira Suspenso...

Jornal Nacional de 6ª Feira Suspenso...

Hoje trago uma notícia bombástica para a sociedade portuguesa em geral, pois parece que estamos a viver um clima de suspeição, passo a transcrever a dita notícia e de seguida faço uma exposição dos factos, deixando ao leitor a livre opinião de que estamos antes ou após 25 de Abril de 1974:

« Jornal de Sexta suspenso: Direcção de Informação da TVI demite-se

A Administração da TVI deu ordens para cancelar o Jornal Nacional de Sexta, que marcava amanhã o regresso de Manuela Moura Guedes aos écrans da televisão da Mediacapital. A notícia levou à demissão em bloco da Direcção de informação e das chefias na redacção da TVI. De acordo com o comunicado da Mediacapital enviado para a CMVM, João Maia Abreu, Director de informação, mantém-se interinamente em funções até à nomeação de nova direcção. Mário Moura, Manuela Moura Guedes, director-adjunto e sub-directora, e Maria João Figueiredo e António Prata, chefes de redacção, cessam funções de imediato.
A edição de amanhã do Jornal Nacional de Sexta seria a primeira da era pós-Moniz. O i apurou que o Jornal de Sexta de amanhã iria contar com cinco peças sobre o caso Freeport, no qual José Sócrates foi envolvido. Esta manhã, o Correio da Manhã dava conta dos primeiros sinais de desconforto na TVI, pelo cancelamento da promoção do programa.
Manuela Moura Guedes, estava de qualquer forma convicta de que amanhã iria apresentar o jornal, tanto que disse, ainda hoje ao DN que “só se fossem muito estúpidos é que me tiravam do ar”. A data do reinício do programa foi anunciada ao i a 7 de Agosto, quando disse que tinha recebido “indicações de que o jornal regressaria a 4 de Setembro e seria muito estranho se isso não acontecesse”.
No dia em que José Eduardo Moniz anunciou sair da TVI, mostrou-se também convencido que a decisão não iria ter consequências para a mulher. Em directo no Jornal Nacional defendeu que “seria um escândalo que assim não fosse” porque “não faz sentido que se considere eliminar um bloco de informação [o Jornal de Sexta] que é uma referência para o jornalismo”, justificou.
A 20 de Junho, antes de partir para férias, Manuela Moura Guedes dizia ao i: “Seria muito estranho, e um erro de gestão, tirar do ar um programa líder de audiências, numa televisão cujo negócio são as audiências”. “Fala-se em questões políticas ou em questões editoriais, mas isso nem nos passa pela cabeça” adiantou na altura. Porém, dizia que não está “agarrada ao ar”.
A jornalista foi referenciada por José Sócrates como o aríete do “jornalismo transvestido” e da perseguição política de que o primeiro-ministro se diz vítima.»

In: http://www.ionline.pt/conteudo/21214-jornal-sexta-suspenso-direccao-informacao-da-tvi-demite-se-, em Jornal I a 03 de Setembro de 2009

O meu comentário:

Penso que é um caso que, mesmo que não seja, feito por influências políticas, tudo aparentemente parece ser.

Ou seja, tudo e muito estranho, primeiro o afastamento compulsivo do director geral, sem grandes argumentos, e com o seu serviço ao serviço da estação de televisão a ser cumprido e com bons retornos a nível de audiências e de lucro. Depois o afastamento (já esperado), da sua esposa através do jornal nacional de sexta-feira, eu digo que já era esperado, pelo motivo que, ela abusava um pouco da posição dominante que ocupava, e cometia algumas gafes jornalísticas, pois enquanto pivot, não lhe é permitido tomar partido, ou mesmo, fazer comentários sobre as notícias, isso só acontece no Brasil, mas são outras andanças. Goste-se ou não, era o estilo dela, e só via quem queria, nisso penso que têm total razão, existem mais canais, se não gostar vejo outro, e não é por ai que vejo um precoce afastamento da mesma do jornal em causa.

O problema aqui, e do afastamento e segundo me parecem é algo, que vem aparentemente colocar a constituição da república portuguesa em causa, e demonstrar que possivelmente o nosso sistema político, não é tão liberal e democrata, como aparenta ser.

Por ela demonstrar coisas, de quem tinha telhados de vidro não queria, essa mesma pessoa, conseguiu arrumar para o lado, quem colocou um processo (José Eduardo Moniz) e ditou o afastamento d a voz inconveniente, e das peças sobre os telhados de vidro ( freeport’s, projectos na Guarda, etc), que neste caso era a directora de informação (Manuela Moura Guedes).

Pessoalmente isto acima mencionado, deve ser tomado como uma simples elação, ou cenário do sucedido, eu não sou a falar da dita senhora, nem penso que praticasse um jornalismo exemplar, penso que ao emitir opiniões quando não o podia, entre outras coisas, fazia um péssimo serviço, mas em Portugal, as pessoas viam o jornal, não pelo conteúdo, mas mais pela encenação teatral que existia. A salientar, foi o bastonário da ordem dos advogados, que a encostou ao seu sitio, de uma forma muito inteligente, e a qual, não teve a mínima hipótese, mas não tenho nada contra a dita senhora, e lembro e volto a lembra é livre de poder fazer o seu trabalho da maneira que quiser e entender, bem como, a estação é livre de poder mostrar o que quiser, e entender, e deve sempre respeitar a liberdade de expressão e o respectivo direito à liberdade jornalística, coisa que devo indicar, a dita estação sempre respeitou, o que me faz ficar bastante contente, pois sou defensor da liberdade a todos os níveis.

A menos de um mês de eleições legislativas, penso que é grave o sucedido, e para evitar, confusões, penso que, o director que solicitou a suspensão do referido jornal, viesse a publico, indicar os motivos, e desta forma limpar a desconfiança que está instalada de se pensar que foi o nosso primeiro-ministro que ordenou a suspensão do mesmo. Mesmo para o primeiro-ministro ficava bem, ilibar-se desta situação e poder, tranquilamente e sem incidentes realizar a sua campanha eleitoral, de forma transparente, honesta e sem criar mais um telhado de vidro.

Não tomando posição, nem indiciando nenhum dos intervenientes como culpados, deixo ao livre arbítrio do leitor, para tomar a sua opinião, o que fiz foi somente dissecar os factos, mas não quis demonstrar aqui publicamente a minha opinião, pois penso a ideia é que o blog entre em discussão e não seja defender um só ponto de vista.

Deixo a questão: Que pensa do termino abrupto do Jorna Nacional de 6ª Feira à noite?

Tenho Dito

RT

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