O Declínio De Uma Estação de Televisão…11 Anos Depois…

TVI

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Hoje trago mais desenvolvimentos sobre o caso da TVI, passo a transcrever a notícia e de seguida faço o meu comentário:

« Júlio Magalhães: “Se este clima continuar, pode ser a morte de uma estação líder”

Júlio Magalhães apela à administração para que “tome uma decisão rápida” sobre a direcção de informação da TVI. Está em risco um trabalho de 11 anos.

Uma redacção em estado de sítio. O fim do “Jornal Nacional” apresentado por Manuela Moura Guedes e a subsequente demissão da direcção de informação da TVI abriram uma guerra sem quartel: as trocas de acusações entre jornalistas sucedem-se na imprensa e na blogosfera, gerando um clima de grande mal-estar nas instalações do canal. “A administração tem de encontrar uma solução rápida. As pessoas estão de cabeça perdida e isto está a tomar proporções inimagináveis. Por este caminho, corremos o risco de pôr em causa um trabalho de 11 anos”, admitiu ao i o jornalista Júlio Magalhães.

Segundo as informações recolhidas pelo i, o administrador-delegado da Media Capital, Bernardo Bairrão, tem hoje um conjunto de reuniões para apresentar as primeiras soluções para o futuro da estação. A escolha da próxima direcção de informação da TVI será o primeiro dossiê em análise. E várias fontes contactadas pelo i garantem que “a solução só pode ser externa”. “Se alguém for promovido internamente durante esta guerra, será imediatamente queimado”, dizem.

Um cenário que as mesmas fontes associam à continuidade de Manuela Moura Guedes nos quadros da estação. “Essa situação tem de ser resolvida. A administração sabe disso: se ela continuar, será difícil harmonizar a equipa”, diz outra fonte. Até ao fecho desta edição, Bernardo Bairrão, Moura Guedes e a administração da Prisa não estiveram disponíveis para comentar o assunto.

Júlio Magalhães, apontado como possível sucessor de João Maia Abreu na direcção de informação da TVI, nega que lhe tenha sido feita qualquer proposta nesse sentido. E recusa alimentar cenários. “Há muita gente válida na redacção da TVI para assumir essas funções. E até pode vir alguém de fora, desde que seja competente. Mas o importante é que temos de estar todos disponíveis para resolver este problema internamente”, aponta o jornalista.

Sem comentar os motivos invocados pela administração da Media Capital para suspender o programa, Magalhães admite apenas que “a decisão foi extemporânea”. “Não tenho todos os dados para fazer uma análise, mas o timing não tem lógica. A saída de Moniz deixou perceber que as posições podiam extremar-se e talvez tenha faltado algum bom senso na gestão deste assunto”, aponta.

Sobretudo porque, diz, a suspensão do noticiário “não foi uma decisão surpreendente”. “O que não era previsível era que fosse feito em cima das eleições. Devíamos ter antecipado esta situação, em vez de esperar para ver o que aconteceria. Havia desconforto público em relação ao programa, portanto devíamos ter pensado melhor: ou se suspendia antes de Agosto, ou após as eleições”.

Agora, Magalhães espera “que esta semana seja clarificadora”. “As administrações da Prisa e da Media Capital têm de ponderar o futuro da empresa e apresentar soluções urgentes. Se continuar o clima que agora se vive, pode ser a morte de uma estação líder”, alerta.»

In: http://www.ionline.pt/conteudo/21644-julio-magalhaes-se-este-clima-continuar-pode-ser-morte-uma-estacao-lider, a 07 de Setembro de 2009, No Jornal I

O meu comentário:

Pois bem, após a tomada de decisão inapropriada no tempo, e ainda por cima mal justificada por parte da direcção da estação, agora tem o que pode ser o fim da estação, e a destruição de uma marca, denominada de TVI.

Quem tomou a decisão, e tal como refere Júlio Magalhães, deveria ou ter, antecipado, na altura da saída do Director da Estação, deveria também ter destituído o Programa, como não foi realizado, agora e para não levantar suspeitas, de favorecimentos, ou mesmo de estar em causa a constituição da república portuguesa, e a liberdade de expressão a ela associada, deveria ser destituído somente após as eleições.

Certo que, o programa não poderia continuar, toda a gente o sabia, pelo desconforto, e mesmo por uma má postura que não dignifica qualquer uma das classes do jornalismo, deveria-se ter escolhido a melhor maneira de terminar com o programa, causando o menos impacto negativo possível, já que ia sempre causar algum.

Penso que, quem deve vir para liderar a estação, deve ser uma pessoa de fora, não que dentro nem existam soluções, e até boas soluções, mas de fora é mais fácil para colocar regras, e para poder riscar, sem ter que sofrer represálias, e para as condições sejam mais acessíveis, e acima de tudo, traga novas ideias para a estação, que bem precisa.

O país dia 27 do corrente mês, vai decidir o que acha sobre esta mudança, penso que, caso não seja bem fundamentada, vai mesmo afectar directamente o resultados das eleições legislativas de 2009, o que na minha óptica é pena, pois até prova em contrário as pessoas são inocentes, apesar de ter sido criado grande ambiente de suspeição à volta do mesmo.

Vamos aguardar, para ver os desenvolvimentos do caso, e ver que impacto vai ter o caso nas eleições, e como vai terminar o caso, e acima de tudo, ver o que acontece a uma estação que está sem rei nem roque, está sem objectivos e sem destinos traçados, anda à deriva e isso vai custar muito caro, quando forem analisadas as audiências e que posteriormente vai ser traduzido em menor rendimento, oriundo da publicidade.

Deixo a Questão: Qual será o futuro da estação de televisão TVI?

Tenho Dito

RT

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