Quanto Valem os Votos Dos Jovens Nestas Eleições Legislativas 2009…

Jovens...Terão Peso Político??

Jovens...Terão Peso Político??

Hoje trago mais uma notícia, que despertou o interesse e por ideologias que tenho vindo a chamar à atenção aqui no meu blog, passo a transcrever a mesma e de seguida faço o tradicional comentário:

« 700 mil eleitores. Partidos falham na conquista do voto dos jovens

Nestas legislativas o peso da geração mais nova será inédito. Abstenção vai subir

Na corrida eleitoral mais tensa e apertada das últimas duas décadas há um dado novo e significativo, até agora relativamente ignorado pela maioria dos partidos políticos: a entrada de 700 mil novos eleitores nos cadernos, 98% dos quais abaixo dos 24 anos. Em teoria é um enorme mercado eleitoral, que tradicionalmente beneficia mais o Bloco de Esquerda e o PS, prejudica o PSD e a CDU e deixa o CDS na mesma. No entanto, na prática, o alheamento dos jovens face à política e a falta de empenho dos partidos deverão combinar-se para levar ao pior resultado para todos: o aumento significativo da abstenção.

“Não vejo um esforço específico de nenhuma força política para atrair este grupo eleitoral”, afirma o politólogo Carlos Jalali, que espera uma subida da abstenção. “Mesmo o BE, que tem essa estratégia, está a matizá-la com outra, de conquista de votos do lado do PS”, acrescenta. Rui Oliveira e Costa, que lidera a empresa Eurosondagem, dá outra razão. “A abstenção vai subir porque foram introduzidas nos cadernos eleitorais pessoas que não mostraram vontade de lá estar.” Os 700 mil novos eleitores face às legislativas de 2005 correspondem a 400 mil que entram por terem entretanto alcançado a idade mínima para votar (18 anos) e mais 300 mil que foram recenseados automaticamente (um mecanismo associado ao novo cartão do cidadão), de acordo com a lei aprovada em Outubro do ano passado – destes, 288 mil têm menos de 24 anos. “O eleitorado mais jovem é mais propenso à abstenção e com o recenseamento automático muitos nem sequer sabem que podem votar”, acrescenta Oliveira e Costa.

Os especialistas ouvidos pelo i concordam que as próximas legislativas – as primeiras desde a revolução do 25 de Abril em que estão recenseados todos os portugueses – serão o derradeiro teste para perceber o divórcio cada vez maior entre as gerações mais jovens e a política. Os números mais recentes em Portugal – apurados em 2008 para o estudo “Os jovens e a política”, encomendado pela Presidência da República e já actualizado – ilustram bem que as gerações mais novas lideram a insatisfação geral da sociedade com a política. Mais de 23% das pessoas abaixo dos 24 anos não se interessam “nada” pela política (e nunca votam) e 49, 2% respondem que o entusiasmo é “pouco” (ver infografia).

Longe da vida real Este fosso é cavado pelos dois lados, jovens e políticos, explicam os sociólogos. “A disponibilidade para se ouvirem mutuamente é muito escassa”, diz Pedro Adão e Silva, do Instituto de Ciências Sociais. “É uma questão de incomunicabilidade.”

Antes de chegar à responsabilidade dos políticos há um ponto prévio que explica por que razão os jovens são uma audiência difícil: estão menos inseridos na vida real, fora do mercado de trabalho e do pagamento de impostos, cada vez com menos filhos. “Para mim não foi, durante anos, minimamente relevante o aumento ou o decréscimo dos impostos, porque a mesada era a mesma ao fim do mês – preocupava-me muito mais se a cerveja na associação académica subia de 70 para 80 cêntimos”, diz Filipe Oliveira, 25 anos, advogado estagiário. “Votei, mas alguns anos depois de ter direito a isso.” Os partidos sabem da dificuldade de mobilização destas pessoas e concentram esforços naqueles que já votam.

Depois há a percepção de que não há diferenças no discurso político – as gerações mais novas não passaram por um período polarizador como o 25 de Abril -, uma queixa comum a toda a sociedade. “Penso que a minha geração se tem vindo a distanciar da política pela sua crescente falta de credibilidade – problemas reais exigem soluções claras e frontais, e o que vemos são discursos ambíguos e soluções ineficientes”, diz Henrique Oliveira, 26 anos, estudante de doutoramento de Engenharia, que nunca votou em legislativas.

Generation gap Credibilidade à parte, o problema também é de fosso entre gerações. O “generation gap” não se traduz na diferença de idades (no Estado Novo, pais e filhos podiam ser da mesma geração), mas sim em condições sociais diferentes – e a transição de regime trouxe uma velocidade de mudança rápida, com duas novas gerações em 30 anos (pós-25 de Abril, em 74, e pós-adesão à União Europeia, em 86). “Parece claro que os partidos não estão a mudar tão rapidamente como o repertório de acção política dos cidadãos”, afirma Jesus Sanz Moral, investigador do ICS.

Os políticos envelhecidos – a idade média dos 230 deputados atinge 50 anos; entre ministros e secretários de Estado a média é de 53 anos – têm dificuldade em entender os problemas de uma plateia com referências muito diferentes. “É muito raro que os políticos se preocupem com os mais novos – por exemplo, fala-se do desemprego, mas não se tomam medidas para que quem está em início de carreira possa ter um emprego estável”, queixa-se Raquel Amaral, 23 anos, jornalista. “Os políticos não se aproximam como deviam – basta ver que na política há poucos jovens”, remata.»

In: http://www.ionline.pt/conteudo/22725-700-mil-eleitores-partidos-falham-na-conquista-do-voto-dos-jovens, em 12 de Setembro de 2009, no Jornal I

O meu comentário:

Na minha opinião, penso que o artigo, aqui transcrito, está coerente e bem fundamentado.

O afastamento da juventude da política á notório, e muito deve-se à falta de espelho de políticos jovens na assembleia, de ideias novas e com amplitudes de abertura muito acima das actuais, senão vejamos, os jovens vivem tudo no imediato, tem cada vez mais experiência mais radicais e cada vez mais cedo. O que faz com que o seu ciclo de juventude, apresente um crescimento exponencial, face aos jovens de há 30 anos. Os seus problemas, mais imediatos são a educação, que os acompanha até terem 20 e tal anos, pois as crises, os impostos, politicas fiscais, nada lhes diz, eles querem é saber no imediato, se a taxa de inflação, lhes aumentou a cerveja, a gasolina, roupas, musica, cinema, etc..

O primeiro entrave, que se deparam com as politicas as políticas deficitárias, e ineficazes de Portugal, é no que concerne, à procura de emprego, ou inserção na vida activa, e não entendem, como há lugar para velhos, e desprezam-se os novos.

Pois bem, problemas como este, tenho vindo a enumerar nos meus comentários, e que a juventude precisa ser incentivada, auxiliada para que seja, incentivada a poder despoletar a economia, ter filhos, etc, ou seja, tem que criar condições para que os políticos consigam governar, e tenham os seus ordenados. À, aqui está o cerne da questão, e que preocupa os políticos, pode estar em causa os seus «empregos», pois, se não há desenvolvimento da economia, se não há população a nascer, quer dizer, que deixa de existir liquidez, liquidez essa, que é fundamental para sustentar a democracia e um país, então…os políticos necessitam de população, e a democracia para ter continuidade, precisa de todos, inclusive dos jovens..

O que se tem feito à classe mais jovem? É constantemente ignorada pelos principais partidos políticos; nos empregos é constantemente colocada de parte, é preferível empregar um velho incompetente, que se dar hipótese a um jovem recém licenciado, tudo, por se basear a vida profissional, em coisas, como a experiência; incentivo a natalidade, é ridículo, pois sem emprego, as pessoas não têm condições, para se juntar, ter habitação, ter estabilidade, para depois procriar, etc.

A juventude desde os anos 80 para cá, tem sido, constantemente colocada de parte, a geração de 80, e que investiu em estudos superiores, está completamente arrasada, sempre foi o alvo preferido, das reformas educacionais, pelos menos as de 80 a 84, e sem resultados, de nada serviram essas reformas, pois estão a viver dias de pesadelo, e ainda querem votos??? Quem??? os PSD’s, os PS’s?? Será que merecem?

Não sei, mas acho que esta juventude cai mais para um Bloco de Esquerda, do que os tradicionais partidos, por várias razões: O Bloco tem a massa mais jovem nas suas fileiras, aias ele mesmo, é um partido jovem, com ideias vanguardistas, por vezes um pouco vanguardistas para a sociedade retrogada e mesquinha em que estamos inseridos, mas penso que, terá um crescimento muito acentuado, nestas próximas eleições.

Meus senhores, eu não defendo nenhum partido, nem a classe política no seu geral, não vou enumerar aqui a minha preferência, ou mesmo, o meu voto, no entanto, deixo aqui, a maneira de voto da juventude, é antagónica da classe mais velha, pois os primeiros votam por ideias e projectos, qualquer que seja a cor ao contrário dos segundos, que votam mais por tradição, que por ideias ou projectos.

Deixo a Questão: Que pensa desta juventude cada vez mais distante da política?

Tenho Dito

RT

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