Conflitos de Gerações ao Rubro…Que Soluções Tem Esta Juventude???

Geração Erasmus

Geração Erasmus

Trago uma notícia, que vai de encontro ao que já tenho aqui chamado à atenção, questões sócio económicas que estão este mês muito discutíveis, por força das eleições do fim do Mês, passo a transcrever a notícia e faço de seguida o meu comentário:

« Geração do Erasmus não consegue sair de casa dos pais

Geração pós-86 esbarra nos “direitos adquiridos”, mas não culpa mais velhos

“O desemprego tornou-se um dos principais problemas do país, e sem dúvida o principal da minha geração.” A frase é de Henrique Oliveira, 26 anos, estudante de doutoramento de Engenharia, mas foi repetida por duas dezenas de jovens de todo o país, entre os 18 e os 28 anos, contactados pelo i. A insegurança no mercado laboral, onde é muitas vezes difícil conseguir um contrato, o preço das rendas e a qualidade da educação estão entre as principais preocupações dos mais novos. Muitos não culpam as gerações mais velhas, mas sim os partidos políticos, que acusam de distância ou de falta de soluções.

“Perdeu-se a estabilidade que os nossos pais tinham, de ter o mesmo trabalho uma vida inteira. Isso não é necessariamente mau, obriga-nos a estar mais preparados, mas há instabilidade pelas piores razões, começando pelos recibos verdes, que substituem contratos, pela difícil integração no mercado de trabalho na maior parte das áreas”, afirma Pedro Pina, 22 anos, editor de um site de cultura. “No final, voltamos sempre à economia: a independência económica é uma miragem para muitas pessoas, e muitos dos que a conseguem continuam a depender dos pais para manter a qualidade de vida. Nesse aspecto creio que vivemos um retrocesso”, acrescenta. Segundo a Ferve – Fartos Destes Recibos Verdes – o retrocesso dos recibos verdes afecta 900 mil pessoas em Portugal, cerca de um quinto dos trabalhadores.

Esta é a geração (pós-adesão à UE) não submetida à violência da Guerra Colonial – ou mesmo às condições difíceis do Portugal pós-25 de Abril – a geração da mobilidade do Erasmus, com uma identidade mais europeia. Contudo, é também o grupo de pessoas que enfrenta a pressão social do sucesso e, ao mesmo tempo, o bloqueio das gerações mais velhas (um fenómeno transversal a muitos países) e a dificuldade de conquistar a independência. “Nós fomos uma geração ganhadora em termos de mudança política”, diz Anália Torres, 55 anos, presidente da Associação Europeia de Sociologia. “Hoje é muito diferente, mais individualizado: os jovens acham-se menos dependentes do colectivo.”

Da adaptação a esta realidade resulta um Portugal a duas velocidades – os jovens de áreas ligadas à gestão, engenharias e medicina, por exemplo, em regra navegam melhor no mercado de trabalho. Muitos outros – de cursos novos ou clássicos como Arquitectura ou Letras, por exemplo – têm mais dificuldades.

A par do emprego e da educação há o problema clássico: sair de casa dos pais sem ter de comprar casa, algo difícil mesmo após a revisão da lei das rendas. “Há uns anos um amigo meu que viveu na Alemanha dizia que com 18 anos o Estado oferecia habitação durante os primeiros anos para assegurar a tua independencia”, afirma Vasco Cartó, 25 anos, arqueólogo. “Não sei se ainda é assim, mas de facto pôr os jovens fora de casa dos pais é um grande incentivo à independência pessoal”, afirma.»

In: http://www.ionline.pt/conteudo/22740-geracao-do-erasmus-nao-consegue-sair-casa-dos-pais, a 12 de Setembro de 2009, no Jornal I

O meu comentário:

Pois bem, das duas uma, ou alguém anda a ler o que escrevo por aqui (o que não é mau), ou então, os problemas por mim levantados aqui, são sentidos por mais pessoas, que realmente se ouve falar.

Bem, temos aqui problemas que são gravíssimos e que vão causar cada vez mais mutações na nossa sociedade, pois os jovens vêm-se colocados em problemas, aos quais não foram educados, nem preparados sob alguma circunstância.

Problemas com o emprego, sentidos de uma forma atroz, como tem sido sentido, vai fazer com o que o individualismo e egoísmo dos nossos jovens, seja cada vez, mais agudo, ou seja, as pessoas vão pensar somente nelas e nos seus desejos e motivações, desprezando a convivência com o outro, e muito certamente o desejo dos nossos pais, netos…isso não está contemplado nas vidas cada vez mais incertas dos jovens.

Penso que o governo, que tomar passo no final deste mês, tem de ter em conta que, é preciso dar um rumo, a esta geração que anda perdida, e que qualquer dia perde a cabeça, como os jovens bem à poucos anos fizeram nas ruas de Paris, uma autentica revolução, é necessária, pois caso contrário, pode ser causa de caos social, e daqui a uns anos, estaremos sem regras, pois se os jovens são desprezados nos dias de hoje, amanha, quando a população ficar mais idosa e, necessitar de cuidados, e repare-se que a população sénior é um fenómeno, cada vez mais em crescimento, a mesma vai ser desprezada pelos jovens, e não existirem regras, nem princípios, o que aí vai ser tarde, mas muitos dos que hoje estão no activo, nessa altura serão seniores e não vão gostar de ser desprezados, mas se nada fizerem agora, é o que vai acontecer, lamentavelmente, assinale-se.

O afastamento do colectivo, por parte da juventude, e que acima é mencionado no artigo, deve-se simplesmente, a não terem apoio de nada na sociedade, tudo que precisam tem que ser pago, são sujeitos, após anos de formação, e de terem alta formação, são obrigados a trabalhar a preços dignos de escravatura, e a ganhar o mesmo que jovens que, quase não tem cursos superior, mas o pior é a falta de apoios sociais, de ao terem que trabalhar segundo recibos verdes, que toda a gente sabe que são falos, excepto as entidades competentes, e ficam desprovidos de apoios sociais, tais como subsidio de desemprego, ou mesmo, o serviço nacional de saúde.

O problema desta juventude, não é falta de empenho, ou mesmo, qualificações, trata-se simplesmente de uma questão de cariz social, que vem no decorrer da ganância de pessoas, que não se lembram que amanha também é dia, e que se hoje não precisam de auxílio, amanha vão precisar dele, e podem não o ter.

Em todas as sociedades modernas, os governos têm soluções e apoios para a juventude, essencialmente a que tem formação superior, pois vêm que se nãoi derem condições aos mais novos, especialmente os que têm mais formação, os mesmos, ou são desprezados, ou serão perdidos, o que no futuro causará grandes problemas sociais, demográficos, etc.

É no seguimento da juventude licenciada, que advém a denominada classe média, e a classe média alta, onde vêm investimentos mais avultados, e são a população mais bem preparada para poder trabalhar a natalidade de um país, e formar tendencialmente pessoas mais capazes e com níveis de educação superior, eu disse e vou repetir, tendencialmente. O que está a acontecer agora, é que é exactamente o contrário, esta franja da população está cada vez pior, não tem qualquer esperança de viver, e a tendência é que não sobreviva e seja englobada em classes que não está preparada, podendo levar a casos muito graves de depressão e mesmo suicídio. Estas classes têm que ser valorizadas, para poderem dar seguimento mais correcto ao país, e de poderem ser integradas socialmente, pois o que se está a causar, é de fazer grandes prejuízos a todos os níveis, pois as pessoas não são máquinas.

Deixo aqui um apelo, especialmente para o próximo governo, que tentem colocar a sociedade no seu devido lugar, que queiram fomentar a natalidade, e para isso, é necessário estabilizar a sociedade e deixar de ter entraves que não são explicáveis, e somente são justificados por ganância de pessoas, que muitas delas nem são portuguesas.

Acordem!!!  Ainda vão a tempo…

Deixo a Questão: Que pensa da geração após 86, não conseguir singrar e ter a sua independência?

Tenho Dito

RT

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