Como Evitar o Desemprego Que Surgirá em 2010…

Mais uma vez a notícia que trago hoje, tem como lema o desemprego, nunca é demais relembrar que este é um flagelo que deve ser evitado, e que a resolução está na juventude nacional, passo a transcrever a notícia, seguida do meu comentário:

« Mais 120 mil vão perder o emprego até 2010

Previsões são da OCDE: Portugal integra o grupo de países em que o pior impacto social da crise ainda está para vir

A economia portuguesa parece ter batido no fundo, os políticos ensaiam mensagens de optimismo, mas a maior parte do impacto social da crise em Portugal está ainda para vir, avisou ontem a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE). No relatório anual sobre emprego nos 30 países membros, ontem publicado, a OCDE apresenta uma estimativa da factura da crise no trabalho em Portugal: 210 mil novos desempregados entre o final de 2007 e de 2010. Até Junho deste ano, a sangria ia em 87 mil empregos. A verificar-se a previsão, ainda 123 mil pessoas deverão perder o emprego até ao final de 2010.

“O pior em termos de desemprego está ainda por acontecer em Portugal”, confirma ao i Paul Swain, economista sénior da OCDE. As previsões ontem divulgadas baseiam-se em dados de Junho, sendo por isso anteriores à revisão em alta do crescimento em 2010 entretanto feita pela OCDE – contudo, pouco se altera em termos de impacto no emprego. “O cenário pode ser ligeiramente menos mau que o descrito no relatório – no entanto, indica correctamente que os governos da OCDE estão perante uma enorme crise no emprego que irá persistir durante um período de tempo considerável”, sublinha Paul Swain.

Já o governo mantém a esperança de que as previsões não se concretizem. “Os valores referidos no relatório da OCDE são projecções baseadas em dados económicos históricos (…). Espero que não se concretizem tendo em conta as medidas tomadas para promover o emprego e a evolução da situação económica”, afirmou ontem o secretário de Estado Fernando Medina à agência Lusa.

Em termos globais, o drama social assume uma proporção nunca antes vista. Até Junho deste ano, 15 milhões de pessoas nos 30 países da OCDE já tinham perdido o emprego, um número que deverá subir para 25 milhões até ao final de 2010. O ritmo de subida é desigual. Nos países com grandes bolhas no imobiliário, como Espanha, Irlanda e Estados Unidos, o pior aconteceu mais depressa; noutros, como Portugal, França, Itália e Alemanha, a maior parte do aumento do desemprego está por acontecer, indica a OCDE.

E o efeito dos estímulos? Esta subida recorde de desempregados acontece apesar dos pacotes de estímulo postos em prática por todos os governos. No caso de Portugal, o plano anticrise foi dos mais reduzidos em percentagem do PIB “devido ao contexto da dívida portuguesa”, aponta Paul Swain. Mas o efeito no mercado de trabalho está próximo da média da OCDE, ou seja, é de curto alcance. Por cada 1% da riqueza nacional gasta com o plano há um aumento de 0,2 pontos na criação de emprego (0,23 na OCDE). Porém, na realidade, nem governos nem economistas sabem como medir o impacto dos milhões gastos pelos cofres públicos. “Apesar da aparente sofisticação dos indicadores, há uma grande dificuldade em perceber o impacto real destes pacotes de estímulo – em saber como seria a taxa de desemprego se estes não tivessem sido criados”, admite Swain.

Portugal é dos países com o sistema mais generoso de subsídio de desemprego e dos que mais gasta em termos relativos na OCDE em políticas activas, como a formação. Mais do que as políticas de emprego, o maior factor de redução do desemprego será a retoma do crescimento económico. E, aqui, as notícias não são animadoras para Portugal: a recuperação será mais lenta do que a dos seus parceiros europeus devido a problemas estruturais internos e ao prolongado afundamento de Espanha, que compra 27% das exportações nacionais.

No mercado de trabalho, as consequências são óbvias: as empresas continuam a contratar, mas a menor ritmo e a competição é muito maior, nota a OCDE. O risco maior é mesmo a passagem dos novos desempregados – as pessoas mais vulneráveis, como jovens, imigrantes e temporários – à condição de desemprego de longo prazo.»

In: http://www.ionline.pt/conteudo/23457-mais-120-mil-vao-perder-o-emprego-ate-2010 , a 17 de Setembro de 2009, no Jornal I

O meu comentário:

É caso, para se afirmar, que estamos perante um aviso, mas nada se fez para o mudar. Sabe-se que vamos atingir um valor mais alto de desemprego, e ainda por cima, que estão envolvidos grupos mais frágeis como os temporários, os contratados, os jovens e nenhuma foi tomada, pois desde que o governo foi de férias, o pais esta em auto gestão, até ao próximo dia 27 de Setembro.

Sabe-se que muitos dos temporários, contratados a prazo, são jovens, e muitas vezes são jovens com nível de estudos acima da média, ou seja, são licenciados.

Este grupo populacional, que tenho vindo a chamar à atenção , os jovens com nível de estudos superiores são frágeis, e mesmo que consigam um emprego a curto prazo, como no passado, já foram bastante massacrados por contractos a prazo, desemprego, e não vão acreditar quando tiverem um emprego em que confiar, e não vão deste modo, despoletar o consumo e a natalidade como o governo actual anseia e possivelmente o que for eleito a 27 de Setembro, anseie.

Já aqui deixei, algumas recomendações para a resolução deste problema, é obvio que tenho mais recomendações e tácticas tendo em vista o atingir desse fim, no entanto, não é  mim que cabe a tarefa de fazer o consumo e a natalidade dos jovens subir.

Penso que deveriam pensar ao ajudar este nicho de pessoas, é que são elas que na sua generalidade orientam as tendências do mercado, e é obvio que se o mercado está parado, e não existe consumo aos níveis necessários, e o mercado da construção está estagnado, a alguma coisa se deve, pois fica aqui o ditado «Quem casa, quer casa…», agora pergunto? Porque será que os jovens licenciados não se juntam, nem casam? Nem participam no incremento da natalidade?

Se repararem a natalidade e o consumo que temos, esta a uma taxa, bastante residual, ou seja, segura-se nos bens essenciais, e os jovens que despoletam o consumo nos dias de hoje, são jovens que tem profissões de cariz básico, tem escolaridade que ronda a maior parte, entre o 9º ano e o 12º ano, não almejam continuar a estudar, e conseguiram no período antes da crise, ou adquirir uma habitação, ou arranjar um emprego, que por vezes é em part-time, mas ao qual já se encontram vinculados, o que levou a conseguirem se juntar ou mesmo casar, e desta forma e muito residualmente vão contribuído para a natalidade, ou seja, vão contribuindo para que a mesma não desça de forma tão acentuada, pois não têm nem de perto, nem de longe a possibilidade de a fazer inverter em crescimento. O seu consumo no mercado habitacional, é muito baixo ou inexistente, pois se têm empregos de cariz efectivo, ainda conseguem, se estão a temporários ou a contracto, não vão a lado nenhum.

Basicamente, e como ainda esta semana aqui enumerei, os jovens tanto os com estudos acima da média, bem como os abaixo, são a chave da resolução dos problemas, e não é com políticas de estudo para os mais velhos e a reconversão dos mesmos que se vai a algum lado.

Penso que, se deve apoiar a juventude e perante notícias como a acima transcritas, devemos ter o cuidado de ouvir os mais jovens e tentar a todo custo que as mesmas não se concretizem, pois penso, que já é tempo de levantar e andar.

O meu conselho de ontem, volto a repetir, as pessoas pensem bem antes de votar no próximo dia 27 de Setembro, votem pelas ideias e ideologias, e não por outros motivos, não que considere que o PS não fez um bom trabalho, penso que fez coisas boas e más e no dia 27 de Setembro, vai saber se as boas foram melhores que as más, ou vice-versa.

Deixo a questão: Que Pensa de se Apoiar os Jovens de Forma a Acabar com a Crise de Vez?

Tenho Dito

RT

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