Geração de 80 Está à Rasca…Por Quanto Mais Tempo???

Geração de 80 está à deriva, por quanto mais tempo....      Fonte: baixenet2.blogspot.com

Geração de 80 está à deriva, por quanto mais tempo.... Fonte: baixenet2.blogspot.com

Hoje em vez da habitual notícia, vou ser eu unicamente a atirar o tema e a comentar ao mesmo tempo.

Vou lançar o tema e dar o meu comentário, sobre um assunto, que sempre que é abordado, nunca é dissertado, até ao fim, e não são apontadas soluções para o mesmo, o assunto é a geração nascida nos anos 80, e que não tem soluções, pois decidiu investir em estudos, e hoje está sem soluções, e encontra-se asfixiada, numa falta de liberdade e de poder progredir a sua vida.

Segundo a constituição da República Portuguesa, a tendência é para que existem igualdade de oportunidades para todos, e que todas as pessoas têm os mesmos direitos e deveres, independentemente do sexo, da raça, etnia, etc.

Pois bem, o que se sente nos dias de hoje, é que as pessoas que investiram em estudos superiores, e são nascidas na década de 80, para conseguirem um emprego, na maior parte dos casos, contam com uma medida anti-constitucional, mas socialmente aceito, e muito vulgarmente denominada de cunha, ou seja, pessoas com melhores currículos, ficam de fora, pois existe a cunha, ou seja, não existe transparência em concursos e acesso aos empregos, podem mesmo alguns só ser abertos, ou os anúncios saíram em jornais, pois trata-se de uma medida de cariz obrigatório e como tal, tem que ser feito tudo correctamente, simplesmente falha a parte mais importante, que é usarem para acesso, a cunha.

Se repararem, quem se encontra no desemprego, são alguns cursos públicos, como professores, enfermeiros, entre outros, por estarem lutadas as vagas, ou porque simplesmente não se investe em coisas necessárias, refiro-me às lacunas existentes na saúde, na área dos privados, as universidades com menos nome, ou menos sorte no mercado, tem alguns problemas em as pessoas que lá cursaram poderem ter um emprego condigno, não está aqui em jogo a reputação das mesmas, mas muitas pessoas acedem a estas universidades, pois mais uma vez o estado, despe o tendencialmente gratuito no que concerne ao ensino, e obriga as pessoas a irem para estes estabelecimentos de ensino, que são tão dignos na minha opinião como qualquer publico.

O problema é nas universidades dos meninos do papá, ou seja, as universidades, onde andam os filhos dos meninos ricos, onde as mensalidades são absurdas, mas onde os meninos tiram o curso e têm logo emprego, pois claro, existem até casos que os mesmos, ainda não terminaram o curso e já sabem que vão para a empresa X, para o cargo direcção Y, ou para o Banco Z, só porque existe, o factor cunha, podem até mesmo abrir vagas, nessas organizações, mas infelizmente é para inglês ver…

O que condeno, é não existir nenhuma autoridade, ou mesmo organismo que ajudasse os jovens na procura de emprego, e verificassem as regras de acesso aos empregos, ou mesmo a concursos, digamos que deveria ser uma autoridade, equiparada à que existe, para o trabalho, denominada de autoridade para as condições do trabalho, no entanto, mais activa que esta, e mais eficaz, onde qualquer pessoa, que se sentisse lesada no acesso a determinado cargo, ou emprego, pudesse recorrer, a ideia não era obrigar a organização que lesa a ficar com o lesado, pois isso, originaria problemas de outra índole, mas sim de multar, e prevenir que em futuras situações as coisas tinham que ser honestas e transparentes.

Mesmo com os partidos em plena campanha eleitoral, e que andam por ai, alguns deles prometem criar empregos, e estágios para este nicho populacional, mas esquecem-se que os estágios, não são contínuos e os empregos, podem também e que normalmente apresentam fraca continuidade, apesar do enumerado pelo nosso primeiro-ministro, mas é a realidade, estamos numa sociedade, onde tudo tem um prazo, e onde, as pessoas são usadas como pastilha elástica, e ninguém tem a coragem de por regras, eu entendo que as empresas, vivem com picos e vales de produção e de trabalho, e que por vezes possam ter que recorrer a trabalho, denominado de temporário, no entanto, o problema e que têm apenas algumas delas 5% a 10%, do seu pessoal efectivo, pois querem sempre que possível descartar pessoas ao menor custo, isto deveria ser precavido, mas para todos os colaboradores das organizações, pois é algo, que tem grandes repercussões na sociedade dos dias de hoje.

Se repararmos, esta geração, geração à Rasca, que é essencialmente a geração dos Erasmus, que já à uns dias referi, é a geração com as melhores qualificações, com mais garra, que quer vencer, senão, teríamos já tido uma revolução, esta geração está a tentar infiltrar-se em tudo, em empregos menos qualificados, outros estão a fugir de áreas onde se formaram, outros a abandonar o país, etc. Não existem soluções para eles, mas foi lhes exigido no passado, que fossem cobaias dos sistemas de ensino colocados no então governo do actual presidente da Republica, sendo a ministra da educação de então a Dra. Manuela Ferreira Leite, que colocou umas provas globais, que não existiam anteriormente, e que mesmo actualmente não existem. Foi a geração que quando começaram a poder arranjar um trabalho, nem que fosse para conciliar com os estudos, apanharam o inicio da crise, causada coincidência ou não, por a mesma ministra Dra. Manuela Ferreira Leite, eu não estou aqui a querer denegrir a imagem de ninguém, estou só a constatar factos, o leitor é que deve retirar as conclusões que pretender dos factos.

É triste que muitos país desta geração, estejam à espera que venham os primeiros netos, mas vêem os filhos a não poderem progredir, não poderem sair de casa dos país, a namoraram anos a fio, e não conseguirem ter sequer uma estabilidade mínima para poder não comprar (pois é um sonho), mas alugar uma casa, poderem ser senhores de assumirem as suas responsabilidade, de poderem gerir orçamentos, sem medo e a instabilidade de serem despedidos dos empregos, onde foram bons, mas não pode ser, pois é tudo a prazo.

O nosso ainda actual primeiro-ministro, Sr. Eng. José Sócrates, ainda colocou uma lei para incentivar a natalidade, esperava ele que esta geração, cada vez mais crescente, pois hoje estudasse até mais tarde, viesse a dar os meninos que eles precisa para assegurar a sustentabilidade da segurança social daqui a uns anos, no entanto disseram e muito bem, que não chega para as fraldas, eu concordo e ainda digo, o problema está mais abaixo da pirâmide de Maslow, precisam de medidas muito abaixo, necessidades básicas como emprego, habitação e estabilidade, não estão satisfeitas, como é obvio, não estando este nível da pirâmide preenchido, a geração não passa para o nível seguinte, mas é claro, se calhar os engenheiros não sabem o que é a pirâmide de Maslow…

Falo em nome de uma geração, que está revoltada com a sociedade e com os políticos, e que como consequência, vamos notar no próximo Domingo, dia 27 de Setembro de 2009, uma abstenção alta, pois juntamente com a normal, temos a destes jovens, que são pessoas a quem os políticos nada dizem, e nada de novo trazem, pois por mais que vire a cor na assembleia da Republica, eles vão continuar a não ter empregos, a não satisfazer o primeiro nível da pirâmide de Maslow, vão continuar a conviver num mercado de trabalho, onde toda a gente sabe, toda a gente tolera as cunhas, e onde vale quem tem muito dinheiro, onde a desonestidade e a falta de transparência reinam, com a agravante de que estão a chegar aos 30 anos, sem experiencias profissionais, e depois, ainda mais ridículo, mas real, vão ser considerados velhos para o mercado de trabalho, e vão ter reformas ínfimas, ou nenhumas, pois se eles não procriaram, não ver a geração dos anos 90, que tem valores de «ficar», em vez de namorar, juntar ou casar, onde aí a procriação serão meros acidentes, que pessoas desejadas.

Quem no próximo Domingo ganhar, que tenha em atenção, que ainda pode recuperar esta geração denominada de «Geração Rasca», mas que na verdade e como também já o enumeraram é a «Geração à Rasca», mas será a ultima chance, pois muitos estão a chegar aos 30 e depois serão velhos e não necessários, podendo se reformar sem sequer trabalhar

Acordem!!!

Deixo a questão: Que pensa da Geração de 80 que estudou, se licenciou e não tem a possibilidade de ter trabalho, a não ser por métodos pouco ortodoxos como é a cunha?

Tenho Dito

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