Empresas de Trabalho Temporário Ganham Mais Pessoas Para Usarem e Destruirem Carreiras…Os Licenciados…Que Valores nos Conduzem neste País???

Trabalho Temporário de Luxo     Fonte:blogers.com.br

Trabalho Temporário de Luxo Fonte:blogers.com.br

Hoje trago, uma notícia que nem despropósito, aparece no seguimento do meu artigo de ontem, mais um recado para quem formar governo no próximo Domingo, passo a transcrever a mesma, seguida de um comentário:

« Desempregados de luxo procuram trabalho temporário

Licenciados em Informática e ex-chefes de vendas são o novo rosto da crise. Porque a recessão é para todos

Era responsável pela equipa de informática há cerca de um ano e estava em lua–de-mel quando lhe disseram que não voltasse. Miguel Silva (nome fictício) foi vítima do aperto orçamental de uma empresa portuguesa e viu-se desempregado em Outubro de 2008, no pico da crise financeira. “Tentei encontrar trabalho de todas as maneiras”, conta ao i, explicando que esteve sete meses desempregado e sem perspectivas animadoras. Até que conseguiu uma vaga de trabalho temporário de alta qualificação numa grande empresa de telecomunicações. Miguel sabe que o contrato é de renovação mensal, mas prefere estar ligado a uma empresa de trabalho temporário a trabalhar a recibos verdes em empresas que pagam abaixo do subsídio de desemprego.

O que aconteceu a este gestor de projectos de 31 anos está a suceder a um ritmo inédito em Portugal. Os desempregados de luxo que procuram empresas de trabalho temporário são o novo rosto da crise, num mercado que deixou de ser o reino dos funcionários de call centers. No total, estima-se que haja 100 mil trabalhadores temporários em Portugal, muitos deles licenciados. Alguns já chefiaram departamentos em multinacionais ou têm vários anos de experiência em áreas complexas, como a concepção de programas informáticos e contabilidade.

“Estas pessoas mais qualificadas descobriram que não são maltratadas no trabalho temporário e têm vantagens em relação aos recibos verdes”, explica ao i Marcelino Pena Costa, presidente da APESPE (Associação Portuguesa das Empresas do Sector Privado de Emprego). Este alargamento também se deve à aflição das empresas, que agora criam vagas para postos que seriam quase impensáveis há poucos anos – cargos de gestão, de design de software e concepção de sistemas, até de cobrança e conferência contabilística.

Mas parte desta mudança também se deve à aposta das empresas de trabalho temporário, que tiveram de investir em nichos diferentes – tal foi a queda do negócio tradicional. “Este ano foi muito difícil, principalmente nos primeiros seis meses”, indica Marcelino Pena Costa. As quedas atingiram os 40% nas empresas de construção e obras públicas, 25% na indústria automóvel e 15% nos serviços, com uma redução significativa do número de pessoas colocadas. Por isso, “as empresas de trabalho temporário tiveram de fazer pela vida e entrar em áreas onde não havia penetração”.

Ainda assim, das 300 empresas de trabalho temporário que operam em Portugal, cerca de 50 não conseguiram garantir a caução a que estão obrigadas para renovar a licença de operação, por recusa das entidades bancárias. Entre as que conseguiram, a diminuição do volume de negócios foi evidente. A Flexpeople, que actua no concelho de Sintra, garante que há mais pessoas a procurar os seus serviços mas são cada vez menos as vagas. “Devido ao período que estamos a atravessar, ocorreu um decréscimo ao nível de solicitações de trabalho temporário e aumentou o número de trabalhadores da Flexpeople a serem despedidos”, indica Cláudia Sobral, responsável da empresa.

O grosso do mercado, que este ano deverá ter crescimento nulo e voltar a facturar mil milhões de euros, está na mão de quatro ou cinco multinacionais – Select Vedior, Adecco, Kelly Services e Manpower. Mas nem o estatuto de líder nem a cobertura do mercado nacional garantiram imunidade à crise. Liesbeth Peters, da Kelly Services, refere que “os primeiros meses de 2009 ficaram aquém das expectativas”, embora se tenha começado a sentir uma “aceleração muito positiva” a partir do segundo trimestre. Liesbeth explica que a Kelly também diversificou o portefólio e confirma que já não é possível desenhar um perfil do trabalhador temporário, visto que “o mercado está a abrir-se cada vez mais a funções mais qualificadas ou a cargos mais altos”. É o fim da ideia de um emprego e uma carreira para a vida. “Um trabalho temporário é muita vezes transformado num emprego permanente, formando assim uma ponte rumo ao mercado de trabalho, sobretudo em períodos de retracção”, conclui Liesbeth.»

In: http://www.ionline.pt/conteudo/24102-desempregados-luxo-procuram-trabalho-temporario, em 22 de Setembro de 2009, no Jornal I

O meu comentário:

Mediante a análise do artigo, penso que infelizmente é o futuro das pessoas, e se perder valores como a estabilidade a nível profissional, que no seguimento, dá uma instabilidade a nível da vida privada, e coloca em risco o seguimento da vida, privada, como até aqui a conhecemos, com filhos, com a liberdade de se poder assumir compromissos, como a compra de automóvel, de casas, etc.

Ainda no artigo de ontem, aqui publicado, chamava a atenção para a perca de valores e liberdades da geração de 80, especialmente a reflectida no artigo de hoje, onde as pessoas, com estudos superiores, pessoas que lutaram, e investiram em estudos superiores, mas que s empresas por questões de contenção, mandam embora pessoas com competências acima da média, e outras, perante uma necessidades, não contratam a tempo inteiro, mas preferem contratar em períodos de tempo, como é o caso do contracto mensal, contratam pessoas competentes e que para poderem se envolver em projectos, têm que beber, a cultura organizacional da organização, de forma a conseguir envolver todos os colaboradores.

Penso que é o trabalho temporário, serve mesmo para o que foi idealizado, para cobrir situações de cariz temporário, e não para ser usado e abusado por todas as instituições, ao contratar, de forma a poderem sugar as pessoas e retirar todas as ideias e explorar o trabalho das pessoas e depois as mandar embora, será o mesmo, que indicar, explorar as pessoas, com um ordenado mísero.

Penso, que no seguimento do artigo, por mim publicado no dia de ontem, e com este, mais uma vez fique aqui o aviso para quem for convidado a formar governo, no dia 27 de Setembro de 2009, que faça uma legislação, onde as empresas tenham regras mais rígidas de forma a contratar falsas pessoas temporárias. Eu até acredito que as empresas de trabalho temporários, sejam muito boas, em Recrutamento e Selecção, inclusive as de maior cariz e de topo, fazem somente essa parte do trabalho, as mais baixas, ficam com o trabalhador, e cedem a uma empresa, e usam o trabalhador, conforme pretendem, de acordo com o seu cliente, penso que tem mais efeitos nefastos, que vantagens para a economia.

Perante isto, fica aqui um apelo, ao boicote do falso trabalho temporário, tal como para os falsos recibos verdes, e que se crie trabalhos transparentes, com contractos transparentes, de forma a que a sociedade acredite, e siga valores que tem que ser base, não podemos por em causa uma geração, pessoas das gerações seguintes, e mesmo os netos dos nossos netos, tendo por base, valores de lucro e humanamente desastrosos.

Deixo duas questões: Que pensa do trabalho temporário? Que soluções tem para estas Pessoas enganadas?

Tenho Dito

RT

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Um pensamento sobre “Empresas de Trabalho Temporário Ganham Mais Pessoas Para Usarem e Destruirem Carreiras…Os Licenciados…Que Valores nos Conduzem neste País???

  1. Trabalho temporário, pagar para trabalhar (nova moda do franchising aplicado a pessoas); gestor comercial, mas so ganha se vender, saindo, do seu bolso, encargos com gasolina, seguros se quiser, almoços, etc. Na incerteza do sucesso para ele, está a promover a imagem da empresa ou produtop em nome da qual se apresenta. Gratuitamente faz publicidade.
    Uma fiscalização a sério a empresas de call-center, de trabalho temporário, exigindo o controle contratos da prestação de serviços inter-empresas (algumas sao governamentais), análise de resultados e das folhas de pagamentos.
    Há uns anos no Algarve eu pedi informação ao centro de emprego da viabilidade de criar uma empresa de fornecimento de pessoas especializadas nas diversas tarefas hoteleiras.
    “Sim, pode criar, as pessoas que admitir ganham o salario 14 meses por ano, haja ou nao haja trabalho). E agora, com,o é? Em nome da crise foram criadas novas formas de exploração nunca antes vistas. Impunemente.

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