Seguros Reforma…Serão uma Boa Aposta??

Seguros Reforma, Serão boa opção???    Fonte: www.okedizemporai.blogs.iol.pt

Seguros Reforma, Serão boa opção??? Fonte: http://www.okedizemporai.blogs.iol.pt

Hoje trago mais um conselho económico, passo a transcrever o mesmo, seguido de um comentário:

« Reforme-se e esqueça o dinheiro

Se chegar à idade de reforma e tiver um bom pé-de-meia, pode comprar um complemento de pensão. Para garantir mil euros adicionais por mês, precisa de entregar uma poupança de 200 mil euros

Quando alguém se reforma já sabe que é provável que a sua pensão não lhe cubra os gastos mensais a que estava habituado. Se deixar de trabalhar na idade prevista de 65 anos, é natural que a sua pensão fique entre 66 e 73% do seu último vencimento, estima a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico. Nesse momento pode fazer uma de três coisas: aligeirar o seu estilo de vida, começar a utilizar as poupanças (se conseguiu amealhar ao longo da vida) ou, se prefere não pensar muito em dinheiro, pode entregar o seu pé-de-meia a uma seguradora em troca de um complemento de pensão para o resto da vida. A renda vitalícia funciona de uma forma muito simples: o rendista entrega o seu pé–de-meia em troca de um depósito mensal na conta bancária de um valor pré-acordado para o resto da vida.

Há muitos anos que as companhias de seguros gerem rendas vitalícias, mas a popularidade ainda é baixa: menos de 1% da produção seguradora nacional é nesta área, de acordo com os números da Associação Portuguesa de Seguradores. A razão é o reduzido interesse dos portugueses e das seguradoras, explica Pedro Seixas Vale, presidente da APS.

“O aumento da esperança de vida é um risco para as seguradores”, explica, alertando para o facto de as companhias terem muitas vezes contratos que duram mais de 30 anos.

Para os particulares, a vantagem das rendas vitalícias é clara: assim nunca se corre o risco de a poupança não chegar aos últimos anos de vida. Como as mulheres tendem a viver mais anos, algumas seguradoras oferecem melhores complementos de reforma aos homens. É o caso da Liberty Seguros: por 200 mil euros, um cavalheiro de 65 anos recebe 1093 euros por mês para sempre, enquanto uma senhora tem direito a apenas 881 euros. Todavia, se o objectivo é complementar a pensão de reforma de um casal, há outra opção: a reversibilidade. Nesta modalidade, um dos membros do casal pede a renda vitalícia e, caso morra antes do parceiro, uma percentagem da renda continua a ser paga vitaliciamente ao seu parceiro. No Banco Espírito Santo, por exemplo, os mesmos 200 mil euros permitem receber uma renda vitalícia de 792 euros, a partir dos 65 anos, reversível em 50% com um parceiro também de 65 anos. Logo, o rendista recebe esses 792 euros até falecer e, a partir daí, o seu parceiro sobrevivo passa a encaixar mensalmente metade, ou seja, 396 euros.

Cuidado que é para o resto da vida Antes de se lançar numa renda vitalícia, convém procurar junto de todas as seguradoras qual é a melhor proposta, já que é uma decisão para o resto da vida. Actualmente, para um cidadão de 65 anos, o Millennium bcp Fortis, o grupo segurador partilhado pelo Fortis e pelo Millennium bcp, tem uma das melhores propostas: 200 mil euros transformam-se numa renda mensal vitalícia de 1193 euros para quem tiver 65 anos. Regra geral, as rendas vitalícias podem ser pedidas com qualquer idade, embora algumas companhias não façam contratos a quem já tenha ultrapassado os 70 anos.

O principal risco das rendas vitalícias é a inflação. Daqui a 20 anos, mil euros compram tanto como 610 euros hoje, se os preços aumentarem 2,5% por ano. Contudo, as companhias de seguros também facilitam a ultrapassagem deste obstáculo ao disponibilizarem rendas crescentes. Porém, a renda inicial é inferior.

No Banco Popular é possível obter uma prestação de 1092 euros aos 65 anos com 200 mil euros, mas, se pedir para a renda aumentar 2,5% por ano, os mesmos 200 mil euros já só atribuem cerca de 837 euros por mês. Todavia, no ano seguinte, a prestação já ultrapassa os 858 euros e, no ano a seguir, aproxima-se dos 880 euros.

Consoante a companhia de seguros, há outras opções quando se contrata uma renda vitalícia. Uma das mais populares é receber 14 mensalidades por ano, porque todos gostam de ter um dinheiro extra no Verão para fazer uma férias topo de gama e mais capital em Dezembro para gastar nos presentes de Natal. Nesta modalidade, o rendista recebe a duplicar em dois meses do ano a combinar com a seguradora. No Montepio, a renda de 1100 euros obtida por um associado com 65 anos que entregue 200 mil euros desce para cerca de 943 euros caso peça 14 rendas anuais.

Qualquer que seja a opção da sua renda vitalícia, tem de declará-la ao fisco. Estas prestações são classificadas como se fossem pensões de aposentação ou de reforma, logo tem de registá-las no Anexo H da declaração de rendimentos.»

In: http://www.ionline.pt/conteudo/25006-reforme-se-e-esqueca-o-dinheiro, 28 de Setembro de 2009, no Jornal I

O meu comentário:

Pois bem, temos que estar sempre a calcular o nosso dia de amanhã, e isso é um ponto que temos que ter em conta, logo penso que esta opção é uma boa oportunidade para se reflectir sobre a nossa reforma.

Penso que estes seguros, são úteis para quem consegue amealhar alguns trocos e pode os colocar num seguro deste género, no entanto, isto pode também ser feito pela própria pessoa, faz a sua poupança, e pode tipo anualmente, ou com, outra periodicidade por si definida, pode agendar uma transferência automática dessa mesma conta, para a conta à ordem, no entanto, isto exige maior controlo, e não pode se não seguido bem à regra, ser usado para a vida toda, isto se, vivermos muitos anos, a vantagem e de poder poupar em comissões e colocar logo uma quantidade exorbitante de dinheiro para constituir o seguro.

No entanto, é pena que cada vez mais seja necessário as pessoas terem desde muito cedo se preocupar com a reforma, após ainda descontarmos para a segurança social, ainda temos que poupar, do nosso próprio bolso e sendo tributado ainda por esse poupança adicional que se faz, para a nossa reforma.

No entanto, penso que estes seguros, a par de um PPR, pode ser uma óptimo complemento à reforma, sendo que o PPR, está isento de tanta tributação, pelo menos comparando com o seguro ou mesmo um depósito a prazo.

Qualquer que seja, a sua escolha, deve sempre ter em conta que, deve ter em conta que algumas destas opções, podem ser irreversíveis, e que devem ser tomadas com consciência.

Tenho Dito

RT

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Um pensamento sobre “Seguros Reforma…Serão uma Boa Aposta??

  1. O que acabei de ler só está ao alcance de muito poucas pessoas. Não apresenta opções mais modestas que se adaptem aos rendimentos actuais que vão dos €400 a €800. As seguradoras não encaram os milhões de pessoas (classe média em decadência acentuada) que provavelmente irão perder as suas reformas dentro em breve (15 a 20 anos). Se as seguradoras apostassem neste sector (como são gananciosas e desumanas não o fazem) de certeza que lucravam com isso, e os segurados também porque teriam uma tábua de salvação. O turnover de capital disponível seria muito mais, dando maiores possibilidades de rentabilização acumulada.

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