Abandono Escolar Está a Aumentar…Porque Será? Como Podemos Inverter Esta Tendência?

Abandono Escolar         Fonte: www.tralapraki.blogspot.com

Abandono Escolar Fonte: http://www.tralapraki.blogspot.com

Hoje saiu uma noticia, num Jornal Diário, onde tem como intuito de chamar à atenção, para o incremento do abandono escolar, especialmente em idades abaixo do 9º ano, passo a transcrever a notícia, seguida de um comentário da minha parte referente a este assunto:

«Um em cada três alunos em risco de abandonar a escola

Mais de 20 mil alunos de dez municípios foram inquiridos pela associação EPIS – 30% dos adolescentes revelaram risco de insucesso

Joana reprovou o 7º ano com cinco negativas. Filipa chumbou a três disciplinas do 8º ano e Ana Rita faltou tantas vezes que não conseguiu passar para o 8º ano. As três adolescentes puseram os livros e os professores de lado. Passaram o tempo a conversar durante as aulas, a marcar encontros com os amigos e a dedicar boa parte dos dias aos namorados. As alunas da Escola Básica 2+3 do Bocage, em Setúbal, representam uma parte muito pequena do insucesso escolar em Portugal.

Conhecer quantos adolescentes do 3º ciclo do ensino básico estão em perigo de chumbar foi a proposta lançada pela Associação Empresários pela Inclusão Social (EPIS) a todas as autarquias. Uma dezena de municípios aceitou o desafio e mais de 20 mil estudantes do 7º e 8º ano foram inquiridos, representando 10% do universo nacional (ver caixa de números). As conclusões dos inquéritos permitiram construir um diagnóstico sobre o insucesso escolar em concelhos do litoral, interior, norte e sul do país – um em cada três foi considerado aluno de risco.

Joana, Filipa e Ana Rita estão entre os seis mil alunos que desde o ano lectivo de 2007/08 passaram a ser acompanhados por 88 técnicos de educação formados pela EPIS. Ao fim de dois anos, os resultados são agora divulgados pela associação que juntou mais de 100 empresas para ajudar as crianças que ficam para trás nas escolas: “No ano lectivo 2008/09 houve um aumento de 14% dos alunos que transitaram de ano”, conta Ivone Lima Miranda, coordenadora do projecto Rede de Mediadores para o Sucesso Escolar.

As três raparigas de Setúbal fazem parte deste novo grupo de 1000 alunos que subiu o rendimento escolar. Começaram a estudar com Margarida Brandão, a técnica da EPIS que acompanha 44 crianças da Escola do Bocage. Cada uma delas tem um novo método de estudo. Estão atentas nas aulas, resumem as matérias de cada disciplina e cumprem à risca uma tabela com tempo para estar com os amigos, ver televisão, estudar e ainda com horas certas que devem dedicar ao amor. “Aprendemos até a fazer exercícios de relaxamento para não ficarmos nervosas antes dos testes”, conta Joana Carvalho, de 14 anos.

Os métodos da mediadora não são muito diferentes das súplicas que pais e professores fazem aos filhos e alunos. O certo é que os conselhos de Margarida Brandão resultaram e a resposta para isso é simples: “O mediador tem a vantagem de não ser nem professor nem pai.” E tudo o que os miúdos contam fica em segredo absoluto.

As confissões dos miúdos foram o elemento chave para descobrir as razões do insucesso escolar. “Os factores são semelhantes nas crianças das escolas do interior, litoral, norte ou sul do país”, explica Ivone Miranda. Há causas como desemprego, pobreza, famílias desestruturadas, maus tratos infantis ou violência conjugal que não surpreendem os técnicos habituados a lidar com o fenómeno. Mas há outros motivos que apanharam os mediadores desprevenidos. “Cerca de 80% dos alunos diz que o problema não está nos professores e as maiores dificuldades prendem-se com questões de auto-estima.”

Dificuldades tão simples como dentes estragados ou obesidade são suficientes para comprometer o rendimento escolar de uma criança. A vergonha é o início de tudo: “A fraca auto-estima fez com que os alunos se isolassem dos colegas e se afastassem da escola.” Um problema de visão é outro factor de risco, que as escolas não conseguem detectar no meio de turmas com quase 30 crianças: “Muitas vezes a solução passou por marcar uma consulta de oftalmologia e arranjar um par de óculos para o aluno conseguir ver o que o professor escreve no quadro.”

E é por isso que a iniciativa da EPIS tem em conta três vertentes do insucesso escolar – desenvolver a auto-estima e os métodos de estudo do aluno; trabalhar com as famílias sempre que estas representem parte do problema; e ainda encontrar apoio de instituições como centros de saúde, segurança social ou comissão de protecção de jovens em risco de cada município. “Procuramos obter respostas em todas as esferas para que não restem motivos que justifiquem o abandono ou insucesso.”

Há dois anos, quando o programa da EPIS entrou na Escola do Bocage, a directora soltou um suspiro: “É mais um recurso com que podemos contar”, desabafa Lígia Castelões Figueiredo. Muito mais aliviados ficaram os directores de turma, que têm a seu cargo entre 25 e 28 crianças por ano: “É muito trabalho para um só professor que tem de perceber sozinho o que se passa com cada miúdo.” Os casos mais graves são os que têm prioridade e os restantes vão ficando para trás. O projecto da EPIS permitiu libertar o director de turma dos alunos mais problemáticos: “Cada um deles passou a ter um acompanhamento personalizado.”

Para Filipa e Ana Rita, o projecto termina no Verão quando concluírem o 9º ano. “Nem quero pensar nesse dia”, confidencia Ana Rita. O desabafo está longe de ser um drama: “Antes pensava que sozinha não ia conseguir, mas agora já sei que sou capaz.” Melhor do que isso, é saber que a professora Margarida estará por perto. “Todos eles têm o contacto do meu telemóvel, sabem onde está o meu gabinete e podem vir ter comigo sempre que precisarem”, conta a mediadora.»

In: http://www.ionline.pt/conteudo/27952-um-em-cada-tres-alunos-em-risco-abandonar-escola, a 15 de Outubro de 2009, no Jornal I

O meu comentário:

O sistema educativo está um caos e desde há vários anos, anos na década de 90, onde se aplicavam reformas, atrás de reformas educativas, que até nessa mesma altura colocaram as denominadas Provas Globais, e as mesmas hoje, já nem existem, no 12º Ano existiam às denominadas cadeiras técnicas, as provas Globais, hoje não existem, o que vai influir de uma forma não muito justa com quem tira o secundário nos dias de hoje, face aos que tiraram na década de 90.

O abandono escolar, sempre existiu, mas penso que não tão expressivo como nos dias de hoje, pois antigamente, os costumes eram outros, quanto mais se estudava, maior seria o desafogo económico que as pessoas iram ter nas suas vidas futuras.

Hoje, em dia o que acontece, é que o o estudar não abre as portas do mundo profissional e não é sinónimo de uma vida futura estável, aliás o que se passa neste Portugal, é que quando menos estudos tivermos, mais possibilidades temos de ter uma boa vida futura e de não termos que nos preocupar com a denominada carreira.

Por exemplo, uma pessoa que possui baixas qualificações, tem mais possibilidade de arranjar emprego, embora seja, na maior parte a contractos, muitos conseguem efectivar, os de contracto, arranjam mais rapidamente, se saírem de quem não tem a denominada «experiência», estas pessoas, são actualmente pela taxa residual de natalidade existente, mas só têm que ir trabalhar, e  não têm que se preocupar com problemas da empresa, ou mesmo, trazer trabalho para casa.

Uma pessoa, nos dias de hoje, que possui um cursos superior, e que seja, recém licenciada, não tem emprego, isso é um ponto assente, não consegue aceder a empregos de grau inferior, pois as pessoas julgam por ter qualificações a mais, não conseguem desta forma ter a «experiência» para nada, e não conseguem começar a fazer a tão indispensável carreira para esta franja da população, o que adia a vida a todos os níveis, inclusivé impedindo a natalidade, ou a levando para idades que  não são as mais adequadas, tudo pela carreira, e pelo atraso que levou.

No artigo acima, falava-se que o abandono escolar, era muito influído por, baixa auto estima, e que os jovens abandonavam cada vez mais, a escola devido a este factor, pois bem, acredito e concordo que o mesmo seja verdadeiro, e que no futuro, as pessoas vão chegar aos 20 anos, completamente deprimidas, e depois vão se sentir como os que hoje estão a chegar aos 30 anos, frustradas e deprimidas mais ainda, por a sociedade ser mais injusta, e cada um de nós, viver com o mal do vizinho, do colega, e pior do amigo.

Quando à escola, devo indicar que podem dar a volta ao texto, para isso, é mostrar que quem mais estuda tem a possibilidade de entrar numa parte da população, que irá ter emprego e ordenados estáveis e ao nível do que foi estudado, ou seja, o prémio pelo estudo será e deveria ser esse, pois contam-se pelas mãos os que estudam por prazer, e não vale a pena atirar areia para os olhos.

Outra solução, é mudar os conteúdos programáticos, são muito arcaicos e em certas situações, os considero obsoletos, e que hoje em dia, os jovens tem contacto com realidades através da televisão e da internet, que não vêm espelhados na escola, sendo esta ultima para eles um lugar enfadonho e triste, onde só vão, para estar com os amigos.

Como em tudo na vida, a escola tem que sofrer mutações mais céleres, e mais ajustadas, aos povos de hoje em dia, às suas vivências, desejos e motivações, não vale a pena ensinar como se faz a roda, se hoje queremos saber como fazer a fibra óptica…

Persuadir os jovens, que a escola lhes incrementa valor, e que mais tarde esse valor vai ser reconhecido, mesmo pelo seu grupo de amigos, é algo que tem que ser conquistado e feito por pessoas externas à escola, não são professores, mas sim pessoas com atitude e lideradas por gestores e directores competentes que saibam delegar, e colocar-se na pele dos alunos.

Nunca, mas nunca de deve impor, impor é algo conotado com o antigo regime, e ainda hoje, nas escolas, se impõe, é verdade que devem existir limites e regras, mas sempre negociadas e não impostas.

Nunca devemos deixar um aluno sem aprender aquela parte da matéria, pois mais tarde não vai entender o que se dá, por faltar aquela parte, e vai desmotivar e abandonar a cadeira, nunca saberá o que perdeu, mas a sociedade em longo prazo será sacrificada, muita atenção, professores são professores, e não engenheiros nem outras coisas, cada macaco no seu ganho, um bom professor não abandona o aluno, tem que o motivar a saber e a aprender, ou acham que as mães abandonam os filhos, enquanto estes não sabem andar…

Moral da Historia, para impedir o abandono escolar, temos que crescer, incrementar o valor perdido no emprego qualificado, temos que ter melhores professores, e dotar a escola de mais profissionais para libertar os professores para o ensino, tem que se colocar programas mais atraentes para os alunos e depois dotar a sociedade de reconhecimento das pessoas qualificadas.

Deixo a questão: Que pensa do Sistema educativo e do aumento do abandono escolar?

Tenho Dito

RT

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Um pensamento sobre “Abandono Escolar Está a Aumentar…Porque Será? Como Podemos Inverter Esta Tendência?

  1. ESTE ARTIGO N PASSA DE UMA OPINIÃO PESSOAL SUA , APESAR DE CONCORDAR DE UM MODO COMUM COM ALGUMAS IDEIAS SUAS.MAS NÃO PASSAM DE OPINIÕES PESSOAIS SEM RIGOR OU ESTUDO CIENTIFICO QUE AS PROVE.

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