Análise ao Desemprego de Longa Duração em Portugal…

Desemprego de Longa Duração em Portugal

Desemprego de Longa Duração em Portugal

Hoje trago mais uma notícia na minha trégua contra o desemprego, esta noticia é sobre o desemprego de longa duração, passo a transcrever a mesma, e de seguida dou o meu comentário:

« Desemprego de longa duração aumentou 14,5%

Mais de 50% dos desempregados acima dos 40 anos aguardam trabalho há mais de um ano.

Há 235 200 desempregados de longa duração, um aumento homólogo de 14,5% no 2.º trimestre. Mais de metade dos desempregados acima dos 40 anos de idade não conseguem arranjar trabalho há mais de um ano.

De acordo com os dados (não publicados) do Instituto Nacional de Estatística (INE), há mais desempregados em faixas etárias inferiores – 121 400 até 39 anos contra 113 800 com mais de 40 anos -, mas a proporção (relativamente ao universo de cada grupo de idades) dos desempregados de longa duração é, em média, superior a 50% nas camadas etárias acima dos 45 anos e tem rondado a mesma percentagem nos maiores de 40 anos.

Se os dados mais recentes (2.º trimestre deste ano) mostram, por exemplo, que há 33 100 sem trabalho há mais de um ano na faixa dos 25-29 anos, a verdade é que esse número representa apenas 39,8% do universo de desempregados nessa mesma faixa etária (83 100). Olhando para os números apurados pelo INE nos segundos trimestres de 2007, 2008 e 2009, salta à vista o facto de os maiores de 40 anos e ainda mais os grupos etários superiores a 45 anos demorarem mais tempo a sair da situação de desemprego. A proporção de desempregados de longa duração é normalmente superior a 50% nas últimas quatro camadas etárias e sobe sempre que observamos o grupo etário superior. Por exemplo, no 2.º trimestre deste ano, a camada dos 55 e mais anos registava 33 100 desempregados de longa duração, 63,4% do universo de portugueses sem trabalho nessa faixa etária (independentemente de estarem há menos ou há mais de um ano sem trabalho). No grupo dos 40-44 anos, os números da proporcionalidade rondam sempre os 50% e são normalmente mais baixos nas quatro camadas etárias mais jovens ao longo dos três anos expostos na infografia composta por números fornecidos pelo INE e trabalhados pelo JN.

Da análise dos números ressalta ainda o incontornável crescimento do número absoluto de desempregados de longa duração com mais de 40 anos – os últimos dados, como já referido, apontam para a existência de 113 800 (juntando os últimos quatro grupos etários), isto é, mais 10 100 pessoas do que há dois anos (crescimento de 9,74% entre o 2.º trimestre de 2007 e igual período deste ano).

De acordo com um artigo do economista Pedro Portugal, publicado no Boletim Económico do Banco de Portugal (Inverno de 2008), há dois factores que influenciam decisivamente a proporção de desempregados de longa duração: a idade e a recepção de subsídio de desemprego. Usando então dados do INE de 2003, Pedro Portugal concluiu que 72,3% dos desempregados a receber subsídio e que tinham idade igual ou superior a 50 anos ficavam sem colocação pelo menos 12 meses e 43,5% durante 36 meses ou mais.

Na entrevista concedida ao JN, Pedro Portugal recorda o efeito “túnel do desemprego”, isto é, a possibilidade oferecida pela Segurança Social aos desempregados de longa duração de anteciparem a sua reforma (DL n.º 220/2006). »

In: http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1393141, a 17 de Outubro de 2009, em Jornal de Notícias

O meu comentário:

O flagelo do desemprego, é algo que devemos ter sempre em consideração, pois é algo que tem atormentando os portugueses em todos os estratos populacionais.

Este flagelo que é o desemprego, denota fragilidades na nossa economia, pois a mesma denota, que não consegue criar laços comerciais, com vista a poder ter incremento de emprego e desta forma se tornar auto-suficiente.

O desemprego de longa duração, é algo que devemos ter em atenção, essencialmente acontece depois das pessoas terem 40 anos, e que para as empresas e para os patrões, são considerados velhos demais para o trabalho, e para os governos, são novos demais para se poderem reformar. Esta dualidade de critérios faz com que a sociedade tenha taxas altas de desempregados de longa duração.

O problema do desemprego, e que já vim aqui blogar anteriormente, é algo que afecta a nossa sociedade e impede o seu desenvolvimento e crescimento.

A medida colocada pelo DL acima mencionado, de alguns desempregados poderem antecipar a sua reforma é benéfica, no entanto, penso que devem ser penalizados se forem por esse caminho, o que desta forma tem contras, que podem no seu conjunto não superar os pontos a favor.

O grande problema do desemprego de longa duração, está na população mais jovem, a dos 20 até aos 40, que muitos deles têm dívidas de casas, outros pretendem começar a vida e poder ter, quem sabe mesmo filhos (úteis para assegurar a segurança social, nos próximos anos), e não conseguem ter um emprego estável e que seja, condigno com as suas qualificações, pois muitos deles, especialmente os mais novos, endividaram-se para poderem tirar um curso superior, que nada serviu, e que na sociedade actual parece perder cada vez mais peso, aquando da procura de trabalho.

O governo, que irá entrar em funções brevemente, deve ter como bandeira principal, a diminuição da taxa de desemprego, especialmente das franjas mais jovens, para que estas, possam seguir as suas vidas, poderem casar e mesmo até combater o fosso que está cada vez a ficar maior, que é o fosso entre nascimentos e mortalidade.

O desemprego de longa duração, é nefasto para as pessoas, podendo mesmo ser causador de doenças, muito graves como depressões, e levar as pessoas a não acreditar em nada, nem em ninguém, originando desta forma, as pessoas não deixarem de procurar emprego, especialmente as mais velhas, o que justifica que geralmente as pessoas mais idosas gozem os anos de desemprego até ao fim.

Vou deixar um apelo ao novo governo, peço que solucionem o problema do desemprego de longa duração, no que concerne aos mais jovens, pois estes precisam de acreditar que é possível viver, e que vale a pena viver, e ter a noção que apesar de não terem pedido para nascer, devem ser integrados na sociedade como indivíduos válidos.

Deixo a Questão: Qual a sua opinião relativamente ao Desemprego de Longa Duração?

Tenho Dito

RT

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2 pensamentos sobre “Análise ao Desemprego de Longa Duração em Portugal…

  1. Estou na situação de desempregado de longa duração, contudo não deixo de enviar propostas de pedidos de emprego ;agora quanto à evolução do problema do desemprego para mim está claro que deve haver uma maior responsabilidade dos empregadores de aceitar uma proposta de trabalho a pedido de um desempregado e não terem a facilidade de fazer o que bem lhes apetecer , é por isto que muito do que se fala a respeito do direito ao trabalho , que depois passa ao poder de quem pode despedir, são variadas as circunstâncias e situações que leva ao estado de desemprego que não é nada de social ou democrático mas sim de descriminação social .Dantes ou algum tempo atrás afirmava-se que havia pouca oferta para demasiada procura e isso era o bastante para justificar o nível de desemprego , nos dias de hoje não se consegue perceber o que é oferta e a procura , e tudo porque a partir de agora será preciso formação profissional ou seja “forma-te e ocupas o lugar de outro” ora isto para mim tem outro significado o emprego para o qual tantos ambicionam já não é como dantes a globalização entrou no nosso país e a concorrência do exterior invadiu o nosso mercado ; ora a e está um grade desafio fazer frente a tanta concorrência , quem não está preparado para tal , então não vamos ser nós próprios a resolver a nossa situação ou será que temos de acabar com a nossa própria vontade , não nunca jamais somos seres humanos e temos a capacidade de saber realizar coisas nesta vida, queria deixar uma breve mensagem aos nossos políticos , não dramatizem demasiado a situação do pais utilizado uma pequena parte que são os desempregados a ter que assumir um papel de a quase culpa do pais se encontrar-se com a dificuldade económica como se encontra , se todos tiver-mos que contribuir para uma melhor estabilidade do pais , o ideal seria fazer-mos uma revolução laboral ou seja arranjar de imediato trabalho para todos os desempregados .

    • Olá AF

      Desde já agradeço a sua participação neste blog.

      Penso que tem um ponto de vista interessante, e uma abordagem muito concreta, um bom tema para se deixar aberta a discussão.

      Penso que é correcta a abordagem e que poderia reduzir muito o desemprego.

      No entanto, deixo a questão aberta à discussão, a todos.

      Tenho Dito

      RT

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