E depois da Universidade??? Soluções Procuram-se….

Emprego para os Recém Licenciados....

Emprego para os Recém Licenciados....

Nunca é demais referir os problemas dos jovens, é uma batalha que quero dar o meu contributo, e nunca será demais chamar à atenção deste problema, na esperança que alguém ganhe noção, e tome algumas medidas para corrigir esta mesma situação, passo a transcrever a notícia, seguida de um comentário:

«Finalistas 2009: e depois da faculdade?

Em breve vão ser advogados, juízes ou consultores jurídicos, mas podiam ser futuros professores, sociólogos ou gestores. Tanto faz. É mais uma turma de finalistas como muitas outras. No final deste ano lectivo, deixam a Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa

Em breve vão ser advogados, juízes ou consultores jurídicos, mas podiam ser futuros professores, sociólogos ou gestores. Tanto faz. É mais uma turma de finalistas como muitas outras. No final deste ano lectivo, deixam a Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa e juntam-se aos outros 70 mil novos recém-licenciados que aguardam a primeira oportunidade no mercado de trabalho. Procurar um emprego faz parte da vida adulta – foi sempre assim. Só que, agora, o futuro é ainda mais sombrio. O desemprego entre a faixa etária dos 25 aos 34 anos cresce de ano para ano: subiu de 9,5% no terceiro trimestre de 2008 para 10,8% em Junho de 2009 (dados do Instituto Nacional de Estatística). A percentagem de desemprego entre os jovens é superior à taxa nacional (9,1%). Menos de um ano é o tempo que falta para saírem das universidades e tropeçarem nas estatísticas que podem comprometer o investimento feito ao longo de quatro anos. Há 48 850 licenciados sem trabalho (números do IEFP); o desemprego de longa duração afecta 51% dos desempregados portugueses com diploma e idades entre os 25 e os 34 anos – 42% é a média dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), segundo o relatório de 2009 “Education at a Glance”. É isto que os espera, mas boa parte dos finalistas da Faculdade de Direito da Universidade Clássica de Lisboa diz estar preparada para o embate. Garantem que fizeram tudo para serem os melhores. Que não tiveram alternativa senão serem os melhores. Porque é a única hipótese para agarrar o lugar que querem ocupar no futuro.

1. Diversificar para escapar ao desemprego
Ter um diploma é quase nada. “Significa apenas o grau mínimo e não determina o que vou fazer no futuro.” Pedro Azevedo é um jovem com visão estratégica. Está convencido de que diversificar as opções é o melhor trunfo para escapar ao desemprego. A licenciatura em Direito é por isso o que melhor serve os seus objectivos: “Posso ser consultor, juiz, notário, jornalista ou diplomata.” O leque é variado e as probabilidades de ajustar a sua futura profissão à oferta do mercado são muito maiores. Tão importante como o canudo é também tudo aquilo que conseguir acrescentar ao currículo – actividades extracurriculares, bolsas de investigação, colaborações com a associação académica e com o conselho pedagógico da faculdade – são parte do plano para aumentar a vantagem: “Participo em várias actividades ao mesmo tempo não só porque não consigo estar quieto, mas também por ter a noção de que o mercado de trabalho valoriza muito mais um candidato que já viveu algumas experiências.”
2. Teimar apesar de todos os avisos
Rita Rua fala com conhecimento de causa. É a vogal de saídas profissionais da associação académica. Está a par das oportunidades no mercado de trabalho e divulga as novidades entre os colegas. Sabe portanto como o futuro dos recém-licenciados em Direito ficou apertado: “Até há poucos anos, as empresas aceitavam 10 e 15 estagiários de uma só vez e agora só três ou quatro conseguem estagiar nas sociedades de advocacia.” Rita entrou em Direito apesar de todos os avisos e continuou no mesmo curso depois de descobrir que existem mais de 20 mil candidatos inscritos na Ordem dos Advogados: “É uma vocação que sinto desde miúda.” E não há nada a fazer a não ser procurar estar entre os melhores candidatos: “Os alunos que procuram a excelência conseguem uma colocação no mercado de trabalho.” É a certeza que tem, mas se a crença não corresponder às expectativas, a estudante universitária do 4.o ano tem um plano B: “Continuar a estudar lá fora é uma hipótese.”
3. Desemprego? Qual desemprego?
Estão enganados os que pensam que o desemprego ameaça o futuro dos recém-licenciados. Estão errados os números do INE, da OCDE ou do Eurostat. “O emprego não é assim tão escasso, as pessoas é que não sabem onde e como procurar.” Há centenas de concursos públicos que todos os dias são divulgados. Francisco Rocha aprendeu a descobrir as oportunidades. Procurou os regulamentos de acesso publicados na net e candidatou-se aos lugares mais apelativos: “Neste momento, tenho algumas propostas de trabalho.” Consultadoria jurídica em duas empresas – uma sediada na Guiné-Bissau e outra na Alemanha – e ainda um lugar de assistente na faculdade onde estuda são algumas das propostas de emprego que vai avaliar quando terminar o curso. Francisco esclarece, no entanto, que as oportunidades não caíram do céu: “Sei que há demasiada oferta e que o mercado está saturado, mas também sei que, se me esforçar para ser bom na minha área, tenho boas hipóteses.”
4. Chegou a hora do tudo ou nada
Há muitos caminhos por onde seguir: Ministério Público, banca, empresas ou até política. É essa a grande vantagem da licenciatura em Direito: “Não é um curso fácil e exige esforço.” Mas Armando Rosa diz que trabalhou o suficiente para ficar entre os bons e agora quer ser posto à prova, apesar de saber que a média final não deve ser sobrevalorizada. “Cada vez mais as empresas valorizam as actividades e as experiências extracurriculares.” E, por isso, apostou também no associativismo, no voluntariado ou no desporto para não ficar atrás dos outros concorrentes. O estágio, após terminar o curso, será a sua grande oportunidade: “Vai ser a hora do tudo ou nada.” O momento de mostrar o que vale: “Acredito que nenhum empregador deixa escapar um bom profissional.” Não se trata apenas de uma crença sem fundamento. Armando conhece a experiência dos colegas que já terminaram o curso: “Os que estavam melhor preparados não tiveram dificuldades em conseguir emprego.”
5. O medo cresce _quando o fim se aproxima
Na hora de escolher a profissão, Cátia Dias ficou dividida: ensino ou advocacia foram as duas opções que colocou em cima da mesa. Pensou que os professores tinham uma profissão de risco e decidiu seguir Direito: “Fui tendo uma maior consciência de que estava num curso com baixa empregabilidade à medida que os anos passaram.” E agora que está na recta final, o receio de ficar desempregada vai crescendo: “Às vezes digo a brincar que vou acabar os meus dias a trabalhar numa caixa de um hipermercado.” Mas ainda não chegou a hora de pensar sobre o futuro. Depois de concluir a licenciatura, resta ainda um ano para tirar um mestrado e logo se vê se vai estagiar: “Nunca fui uma aluna competitiva e a minha média não está entre as melhores.” Cátia Dias tem ainda um trunfo que pretende usar quando chegar o momento de entrar no mercado de trabalho: “A reputação da Universidade Clássica é uma mais–valia em relação a muitas das outras faculdades portuguesas.”»

In: http://www.ionline.pt/conteudo/28471-finalistas-2009-e-depois-da-faculdade, a 19 de Outubro de 2009, no Jornal I

O meu comentário:

Relativamente a este assunto, que é o desemprego dos recém licenciados, tenho vindo a realizar uma cruzada, e penso que nunca é demais, voltar a publicar sobre este assunto, e nunca me cansarei, pois se há coisa que aprendi, é que mais vale a mais, que a menos, desta forma, venho tecer um comentário, na esperança que quem anda adormecido, vá acordando, e aos poucos as coisas vão sendo alvo de mutações, para bem da população nacional e europeia.

É de lamentar, ver esta juventude que vai sair, mas que invariavelmente vai cair no desemprego, a não ser as cunhas que existem para os maus sortudos, os outros vão cair no desemprego, sendo que seguramente serão mais de 75% dos finalistas. Não vale a pena, tentar contornar, é mesmo assim, a verdade nua e crua, digo isto, com a frieza mas é a única forma de tentar colocar os responsáveis por esta mesma situação, em choque, pois só eles poderão fazer algo para mudar isto.

Na notícia é enumerada, a questão que a procura de emprego, faz parte da vida adulta de cada um, é verdade, mas hoje em dia são exigidos aos jovens que adiem as suas vidas, pois não têm emprego, e isto, não é por o jovem só querer um emprego na sua área de estudo, mas sim também noutras áreas, senão repare-se, os jovens licenciados, ao procurarem empregos menos qualificados, não vão ser aceites, simplesmente, porque as pessoas querem pessoas com menos qualificações, pelas mais diversas razões, para ser mais fácil manipular, para poderem usar a pessoa, ou para terem a certeze, que não vão ficar de mãos a abanar, pois a pessoa, não os vai abandonar, e podem um dia a despedir e ficar por cima. É verdade, os patrões querem pessoas, de menos qualificação, para poderem digamos, dominar, os licenciados, estão lã simplesmente para não se sentirem inúteis à sociedade, e para ganhar uns Euros, mas em caso de conflito ou arranjarem algo, mandam o patrão dar uma grande volta.

Pois bem, não condeno os empregados, quer sejam ou não licenciados, são ambos tão validos, condeno, é os alguns patrões não estarem dotados de visões de negociação, e de ver os empregos como algo de médio longo prazo, se calhar não os vêm, pois também não conseguem ver as empresas nessa perspectiva, só pensam tirar o máximo lucro das mesmas, ao mínimo custo, esquecem-se que as pessoas não são máquinas, e a empregabilidade, deve ser vista como, uma aplicação financeira, é necessário investir para depois colher, reparem, sempre foi assim, mesmo com estas mudanças, só quem investe, é que consegue colher frutos mais tarde.

Os governos, têm bastante culpa neste campo, pois não incentivam a empregabilidade de longa duração, não apertam as multinacionais para terem mais noção que o maior estrago, que podem originar em Portugal, é o desemprego, não apoiam as PME, para que estas cresçam, e criem empregos com laços duradouros.

O governo, sabe que no longo prazo, tem em mãos um problema grave, que é a falência da segurança social, e que as pessoas não podem trabalhar até morrer, o lógico deveria os jovens descontarem dos seus ordenados, para sustentar a segurança social, no entanto, depara-se com graves lacunas, tais como não existe emprego para os jovens, e se existe empregos para os mesmos, o emprego é precário, logo tão depressa trabalham, como daqui a 6 meses estão no desemprego, o que não ajuda a segurança social, outra situação, é que cada vez, existem menos jovens, e se repararmos, quantos menos jovens, menos se reproduz a espécie, o analogamente podemos comparar com os animais, quando isto acontece, a espécie têm tendência para desaparecer…  Ouviram bem, desaparecer…  Não estamos, perto desta situação, mas temos que ter em conta que, se nada for feito, é o que pode acontecer nos daqui a alguns anos.

Muitas das pessoas, que hoje estão na faixa etária acima dos 40 anos, anseiam ter um netinho, pois mas cada vez, mais serão remotas essas mesma possibilidade, pois os jovens, especialmente os mais cultos e licenciados, vão negar o mesmo, não por vontade própria, mas essencialmente por questões de emprego, e acima de tudo, uma coisa denominada de carreira, lembrem-se que as mulheres, são as que mais dificuldades têm em aceder ao mercado de trabalho, infelizmente, por possuírem a capacidade de terem filhos, no entanto, é bastante justo que as mesmas tenham acesso a uma carreira condigna e de acordo com as suas qualificações, mas nesta selva que é o mundo do trabalho, esta situação é desprezada tanto por patrões como governos.

Apesar de o nosso governo, ter dado apoios à natalidade, considero que são muito insuficientes, não porque o problema não está no valor, ou mesmo nos valores que queiram dar, mas está sim na falta de estabilidade, e de empregabilidade, que se dá aos jovens em Portugal, mais concretamente aos jovens licenciados, que são os mais desprezados na nossa sociedade. Ainda nem que os jovens licenciados estão a aumentar em Portugal, pois com o impasse a crescer de dia para dia, e a natalidade a decrescer, devido a políticas que desprezam quem devem e a projectos de longo prazo, pode ser que o governo, pense que nem só de dinheiro vivem os jovens, ou melhor, que se compram os jovens, mas sim com estabilidade, honestidade, credibilidade, empregabilidade e projectos de longa duração mas acima de tudo realistas e sustentáveis.

Deixo a questão: Que Pensa do Incremento do Número de Licenciados Sem Soluções de Vida?

Tenho Dito

RT

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s