Que Futuro para Portugal?? Veja Aqui Algumas Soluções…

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Hoje venho dissertar um pouco sobre o programa que vi na passada segunda-feira, à noite, no canal 1, da televisão estatal. O programa, penso que seja de conhecimento público, é denominado pelo nome de Prós e Contras.

Para quem não, conhece, trata-se de um programa, que tem duas bancadas, e de um lado estão as pessoas que são a favor de um tema, e no outro, estão pessoas, que são a favor de outro tema, mediado pela Jornalista Fátima Campos Ferreira e tem público, que pode até colocar algumas questões aos intervenientes do programa.

Pois bem, o tema de apresentado, neste mesmo programa era «O Futuro de Portugal?», pois bem, este tema, vem no enquadramento, de entrada de uma nova legislatura, ainda que seja em minoria, e se era possível governar, e quais as directrizes que a mesma deveria ter.

Os intervenientes iam desde O presidente da AMI, O presidente da Ordem dos Advogados, O presidente executivo do BPI, um politólogo, o vice-presidente da CIP e um ex ministro da educação, neste caso, discutiam prioridades que o país deveria ter, para poder sair da crise em que está, infelizmente ainda hoje encalhado.

Foi discutido vários itens, os mais relevantes, penso que foram, tentar terminar com a pobreza que existe, quer através de políticas activas, quer através da criação de emprego; outra questão que levantou, bastante polémica, foi a questão do ordenado mínimo, não ser suficiente para viver, a questão foi unânime, pois todos concordaram, que não é possível se viver nos dias de hoje com 450€, no entanto, o vice-presidente da CIP, defendeu que existem países com salários, bem menores que o praticado em Portugal; outra situação que levanta polémica, é a criação de riqueza, pois existem várias formas de a criar, uns defendem através de trabalho, outros através de obras; término da corrupção em Portugal, mas como não é possível erradicar a mesma de vez, deveria-se tendencialmente a reduzir para níveis mínimos.

Na minha opinião, e pelo que foi dito no debate, eu espelho-me, com assuntos e prioridades, dadas pelo presidente da AMI, pois penso que é necessário reduzir e se possível, terminar com a pobreza em Portugal, quer através de apoios estatais, quer por criação de empregos, para que as pessoas, se possam sustentar, e possam restaurar muitos dos fundos que o Estado Português gastar em prestações sociais, é inevitável, por muito que seja especulado, é necessário que deixemos de ser conotados como sendo um pais da América do Sul, e passemos a parecer um pais Europeu e que estejamos à altura de competir com grandes potências Europeias.

Outro aspecto que me chamou à atenção, foi a questão do valor do ordenado mínimo, os empresários não o querem aumentar, o governo tem uma meta, e necessita de o incrementar de forma a cumprir o prometido, e penso que, apesar de ser um custo para as entidades empregadoras, deve ser visto como um incentivo, algo que o trabalhador ao receber mais, vai ficar tendencialmente mais motivado, e vai consequentemente produzir mais, e melhor, logo, fica a ganhar em primeira instancia o empregador, mas no global e no médio longo prazo, a economia nacional. Mas desafio os empregadores, a viverem basta um mês com o valor de 450€, e já não falo sem as regalias, e vão ver que é muito pouco, mas que principalmente, se vai inflectir na sua prestação no trabalho, originando, desleixo e desmotivação, é inevitável que se olhe para as pessoas, como pessoas e não máquinas. Agora para resolver os incrementos de custos que origina o aumento do ordenado mínimo, que tal congelar, os aumentos dos ordenados, dos altos cargos, de modo, a diminuir a discrepância presente entre os ordenados mais baixos e os mais altos, e lembrem-se sempre 1% sobre 500€, é bastante diferente de 1% sobre 5000€. Denote-se que o ordenado, é a primeira grande fonte de motivação de um trabalhador.

Falou-se vagamente no debate de emigração de pessoas qualificadas, sendo que esta taxa, infelizmente, está a aumentar, eu digo infelizmente pela razão, que anualmente o Estado, gasta muitos euros a formar pessoas, a sustentar as escolas e universidades, e para onde vai esse investimento? Pelos vistos foge do País, pois o Estado, não consegue os segurar, pelas mais diversas razões, mas a mais notória é mesmo, a questão do emprego, e da estabilidade profissional, e consequentemente a estabilidade da vida pessoal. Penso que, é urgente, repensar o destino que estão a dar aos jovens, especialmente aos qualificados, estão a ser desprezados e estão a fugir, estes jovens em vez de «saldarem» com trabalho, o que foi investido neles fogem, embora saiam conscientes que o País não quis «receber» o pagamento.

Quanto à questão da riqueza, penso que existem muitas formas de a criar, no programa foi defendido, que é necessário que a riqueza seja criada, e que a mesma, deveria ser ter origem, num grande envolvimento social, pois se for uma grande causa, as pessoas aderem, pois bem, em certa parte eu concordo, que a mesma deve, ser parte integrante dos mais diversos sectores económicos, no entanto, no referido programa também foi enumerado, algo que penso que também é verdade e que também sou obrigado a concordar, é a questão das pessoas hoje, em dia serem mais individualistas e esta mesma situação estar a suscitar conflitos, que mais tarde, ou mais cedo, vão rebentar, e causar dados irreversíveis na nossa sociedade. Perante esta situação, penso que para existir uma coesão, é necessário criar objectivos pequenos, de fácil alcance, de forma a fazer com que as pessoas, se juntem e tentem atingir, e que se sintam gratificadas por o atingir.

Um exemplo, de grande coesão, em Portugal, foi o Europeu de 2004, em que as pessoas, se juntaram, e fizeram um excelente trabalho, pois sentiram-se gratificadas com o excelente espectáculo que proporcionaram ao mundo.

Portanto e para concluir, penso que devemos produzir riqueza, no entanto, deve-se saber receber e retribuir, ou seja, não podemos pedir aos trabalhadores para produzirem, e não sabermos dar em troca, não falo somente em bens monetários, mas sim em motivação, em envolver os mesmos, na estratégia do País e na organização em que estão integrados.

Devemos evitar a saída dos cérebros de Portugal, estas pessoas, têm muito para dar ao País e vão ter que ir dar lá fora, o que faz com que os nossos «concorrentes, fiquem de certa forma, mais coesos, e neste mundo global, tenhamos mais adversidades, deixar estas pessoas saíram, é o mesmo, que estar a oferecer de mão beijada o ouro ao bandido.

A pobreza, é algo que penso que também tem que se encontrar solução, pois é uma forma de diminuir muitos dos nossos problemas sociais actuais, emprego, e mesmo porque não formação profissional, de modo, a dotar e a despertar, nestas pessoas novas valências e aptidões que os permitam encontrar um rumo, se possível para as suas vidas. Muitos das pessoas que vivem em exclusão social, e que estão aptas a trabalhar, só estão inseridas neste problema, essencialmente às adversidades sociais e aos conflitos que existem, entre ricos e pobres, se assim se pode, de uma forma vulgar denominar.

Os conflitos socais, tendem a se agravar, caso as pessoas sejam cada vez mais pobre, se sintam cada vez mais excluídas, eu pessoalmente, conheço pessoas com curso superior, que estão a sentir-se bastante excluídas da sociedade, e que não tendo ocupação, e ficando com mais idade, e sem emprego, vão ficando mais empobrecidas, e tenho mesmo receio, que muitas delas, não voltem as costas à sociedade, e surja aqui um novo factor de exclusão, denote-se que muitas delas estão mais secas, e estão a borrifar para tudo e todos, de onde pensam, que penso, por o andar da carruagem, esteja assim tão distante, que é a exclusão das pessoas licenciadas, e nascidas na década de 80, mas que são velhas para trabalhar, tem qualificações a mais e como tal têm que ser excluídas da sociedade, é verídico, deixo um apelo, para que se aproveite estas pessoas, o quanto antes, e mesmo se dê prioridade às mesmas

No global, penso que o debate falou de coisas concretas, no entanto, deixou no ar algumas directrizes para a resolução de problemas, não abriu lugar a estratégias em concreto, no entanto, penso que as soluções apontadas, foram bastante boas, só tenho a indicar que é pena que, nenhum dos intervenientes tenha a noção da realidade, da juventude actual, enumerando, muitas vezes, a «geração deles», e não mostrando, apetência para a contratação de jovens, mostrando valor para os que estão a entrar na faixa etária dos 30 anos, e que não conseguem, ter um estabilidade profissional, para posteriormente, estabilizarem pessoalmente, e originem descendência ( que iria agradar a muitos que estão destinados, pelo andar das coisas, a não serem avós), que irá provocar emprego, directamente a educadores de infância, professores, educadores, pediatras, enfermeiros, etc; e vão ajudar a segurança social a diminuir o seu défice; penso que seria uma maneira de diminuir os conflitos entre jovens novos e velhos, os de pré-Bolonha e os de Bolonha, os com Curso Superior e os sem Curso, etc.

Para terminar, de todas as estratégias, a melhor é a que envolve todos em busca de algo comum, o ideal, é a salutar convivência, e não o desprezar da juventude.

Deixo a Questão: Que Futuro para Portugal?

Tenho Dito

RT

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