Poupanças Estão Cada Vez Menos Atractivas…Que Fazer? Sugestões?

Poupanças Cada Vez Cativam Menos     Fonte: http://jornale.com.br

Hoje trago um tema, que está sempre actual, poupanças dos portugueses e as suas remunerações, passo a transcrever o artigo e de seguida faço o meu habitual comentário:

 

«Certificados de aforro são o produto com pior rendimento»

 

Depósitos a prazo conseguem melhor taxa

 

Os certificados de aforro são, dos vários produtos de poupança disponíveis para os pequenos investidores, o que apresenta pior rendimento. Em alguns casos, um depósito a prazo rende mais, apesar de também aqui as taxas de juro estarem muito baixas.

De acordo com o especialista da DECO, António Ribeiro, a tendência é para que a rentabilidade dos certificados de aforro continue a cair. Em Novembro, ela deverá atingir o valor mais baixo de sempre, já que está indexada à Euribor a três meses e esta está também em mínimos.

«Mesmo com a taxa de Outubro, que é de 0,7% para os certificados da nova série e de 0,4% para as séries antigas, pode compensar mais um depósito a prazo», afirma, em declarações à Agência Financeira.

Para quem tem certificados das séries antigas, mesmo que os tenha há muitos anos e receba já o prémio máximo de permanência (1,6%), a rentabilidade máxima é de 2%. Um valor que é ultrapassado por alguns depósitos a prazo, onde num investimento a um ano é possível atingir uma taxa líquida de 2,2%.

«A única vantagem que os certificados têm em relação aos depósitos é a garantia total do Estado, que nos depósitos está coberta por um fundo, mas apenas para montantes até 100 mil euros», sublinha António Ribeiro.

Nos últimos tempos os bancos têm lançado produtos que competem com estas duas alternativas: os produtos estruturados e os depósitos a taxas crescentes. Estes últimos «podem apresentar taxas de juro atractivas» mas a DECO deixa outro alerta: «quando nos comprometemos com um produto destes, por exemplo a cinco anos, depois não podemos mudar o dinheiro a meio para outro produto e entretanto, nesse prazo, a taxa de juro pode subir mais». A perspectiva é mesmo para que, nos próximos anos, a taxa do Banco Central Europeu (BCE) volte a subir e, por arrasto, as Euribor também.

Quanto aos produtos estruturados, ao contrário dos anteriores, apresentam sempre um risco, muitas vezes difícil de calcular, até porque têm fórmulas de cálculo complexas, que deixam o rendimento dependente de um cabaz de acções ou índices bolsistas.»

In: http://www.agenciafinanceira.iol.pt/noticia.php?id=1098781&div_id=1729, a 28 de Outubro de 2009, em Agência Financeira

O meu comentário:

Pois bem, muito se tem falado de necessidade das pessoas pouparem, no entanto, temos poucas hipóteses, pelo menos na qualidade de particular de poder poupar em curto prazo.

Recentemente, tentei saber numa entidade bancária, como andavam as taxas de juro, pois tinha uma pequena verba e pretendia a colocar de lado, para qualquer inesperado que pudesse surgir, e as taxas eram quase na ordem de 1%, isto para, prazos de 6 meses, logo era regulado, de acordo com a indexante Euribor 6M, ou seja, e se a taxa estiver estipulada a 1%, e se colocarmos um valor de 500€, o valor de juro líquido, ou seja, o que realmente recebemos, é de apenas 2€, é muito pouco.

Repare-se, uma pessoa, coloca numa entidade bancária 500€, e recebe ao fim dos 6 meses, pela permanência nesse dinheiro no banco 2€, sendo que a entidade bancária, por este valor não estar na conta à ordem, pode o usar para se financiar e emprestar a outros clientes.

É óbvio, que com estes valores de remuneração das poupanças, mais concretamente este caso, deve-se a Depósitos a Prazo, as pessoas, perante isto, preferem gastar, ou então, deixar ficar na conta à ordem, onde desta forma, se o dinheiro estiver à ordem os bancos não poderiam usar, para se financiar, ou mesmo para emprestar a outros clientes.

O caso dos certificados de aforro, é muito equiparado, aos depósitos a prazo, pois está, indexado à Euribor, uma taxa que tem descido nos últimos tempos, e que se encontra indexada à maior parte das poupança em Portugal, quer sejam em bancos ou mesmo nos CTT.

A taxa Euribor, está a descer, mas está perto de parar e retomar o sentido inverso, pois a referida taxa, só está tão baixa, devido a terem esticado a corda no ano de 2008, altura em que as pessoas, andavam preocupadas com as subidas da Euribor, e consequentemente, os créditos habitação, também subiram desmesuradamente, isto, relativamente aos míseros ordenados que recebemos em Portugal.

Perante o pressuposto da Euribor, a mesma estar a descer, é bom para as pessoas que se financiaram na banca, com vista à aquisição de imóveis, em que as prestações estão baixas, no entanto, ao mesmo tempo, quem pretende poupar, é prejudicado, por as taxas estarem em baixa, o que gera uma remuneração muito baixa, o que não fomenta a poupança, e desincentiva as pessoas a o fazerem, o que faz com que a banca tenha custos superiores a encontrar, outras formas, para se financiaram, é obvio que estes custos mais cedo ou mais tarde, vão ser repercutidos pelos clientes.

 

Vou deixar, aqui um exemplo prático, há algum tempo, um colega meu em conversa e por ele não estar envolvido com as actividades económicas e taxas bancárias, perguntou me, se ele aplicasse numa conta poupança 1000€, quanto seria mais ou menos a remuneração, eu disse, mediante a taxa a descer e a tender para 1%, e naquela altura, receberia cerca de 4€ a 5€, a resposta dele, foi, «mais vale não colocar nada em poupança» , no entanto, ele no entanto, acabou por realizar uma conta poupança, pois pretendia colocar mesmo algum dinheiro de lado, e para ele não andar «misturado» com o dinheiro à ordem, e desta forma, ir para uma conta diferente, sendo que o aspecto psicológico, é algo que os bancos também devem trabalhar, para nestes tempos de fraca remuneração, poder angariar clientela para os seus produtos poupança.

Para concluir, penso que poupar, é sempre um bom recurso, agora tenho a noção que as taxas estão baixas, e os bancos não podem remunerar à medida que os clientes pretendem, mas também vejo, do lado do cliente é complicado, dispor de valor de poupanças e receber tão pouco, só mesmo pelo psicológico.

Deixo a Questão: Que pensa das baixas remunerações oferecidas pelas poupanças em Portugal?

Tenho Dito

RT

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