Como Vão Passar o Natal os Desempregados De Portugal?? Alguém Tem Soluções Para Este Flagelo? Ajudas São Bem Vindas…

Novembro 30, 2009

Prendas de Natal Fonte:www.tugatronica.com

Hoje, e por ser quase dia 1 de Dezembro, trago algo, que penso que deve ser tomado como uma responsabilidade social de todos nós, ao ler uma notícia, referente às vendas desta época natalícia que se avizinha, lembrei-me de um flagelo da nossa sociedade, passo a transcrever a referida notícia, seguida de um comentário breve, mas que penso seja, o suficiente para todos nós reflectirmos socialmente.

«Natal não deverá compensar perdas dos comerciantes

É o tudo ou nada. A campanha de vendas mais decisiva do ano para o sector do comércio já começou em finais de Outubro e, dos brinquedos e chocolates ao vestuário e perfumaria, a expectativa é a de que este Natal seja melhor do que o do ano passado.

Quase ninguém duvida de que a facturação cresça neste período, mas uma incógnita permanece: será o impulso no consumo suficiente para amparar as quebras ao longo do ano? “É sempre um período de maiores vendas em muitos subsectores do comércio e este ano não será excepção. A questão que se coloca é saber se esse aumento de vendas é suficiente em termos económicos para compensar o resto do ano. Temos fundadas dúvidas de que isso acontecerá”, diz a Confederação do Comércio e Serviços de Portugal. O pessimismo dos comerciantes vai mais longe: é “convicção” do sector que muitas empresas não conseguirão manter as portas abertas até final do ano.

O estudo Xmas Survey 2009 da consultora Deloitte estima que os portugueses deverão gastar, em média, 390 euros em presentes – 30 euros por cada prenda, para uma média de 15 ofertas. Face a 2008, a quebra é de 3,7 por cento (405 euros). A recessão económica trouxe novos hábitos de consumo e fórmulas de venda mais agressivas. Mais do que o preço, a tendência de 83 por cento dos portugueses será dar prendas úteis. No contexto europeu, só os países da Europa de Leste (com excepção da República Checa) planeiam gastar mais dinheiro em prendas neste Natal.

Bens comprados em alta

No cabaz de compras, os livros estão no topo das preferências (63 por cento dos inquiridos) e estes dados trazem algum optimismo a Miguel Freitas da Costa, secretário-geral da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL).

“Em termos gerais temos esperança de que o Natal seja uma época que não seja má para os livros. É uma das alturas mais importantes para o sector, pesa bastante nas vendas”, afirma, sem especificar. As estimativas para 2009 são positivas. Miguel Freitas da Costa refere que não se registam quebras nas vendas de livros e o número de pedidos de ISBN (o sistema indentificador) tem vindo a crescer desde 2006 – até Outubro registaram-se 11.227 solicitações. Um indicador de vitalidade do mercado.

Também no negócio dos brinquedos, a recessão parece ter ficado de fora (ver texto ao lado) e as atenções voltam-se agora para o Natal. O ano foi dominado por brinquedos coleccionáveis, que deram impulso ao sector, mas falta agora saber se os pais vão preferir produtos de gama mais alta. “Não sabemos ainda se o consumidor vai fugir dos preços altos e continuar a comprar coisas mais baratas”, diz Sara Marçal, directora de marketing da Mattel. Uma incerteza que preocupa um sector onde 60 a 70 por cento das vendas anuais se fazem no Natal.

Já para o sector das bebidas, um dos produtos mais consumidos e oferecidos no Natal, esta época poderá trazer um novo fôlego. Com um 2009 em que “praticamente nada se vendeu a não ser vinhos abaixo de dois euros”, o presidente da Associação dos Comerciantes e Industriais de Bebidas Espirituosas e Vinhos (ACIBEV), António Soares Franco, acredita que o Natal trará alívio, fazendo as vendas subir cinco a dez por cento.

Também para o mercado do vestuário e calçado, a segunda prenda mais oferecida pelos europeus (segundo o estudo da Deloitte), as vendas irão aumentar durante a quadra natalícia. “Será um aumento ligeiro em si, mas significativo tendo em conta o actual contexto económico”, realça Catarina Lino, do departamento de vendas da Lanidor, onde o Natal contribui com 12 por cento das vendas totais.

Igual cautela estende-se aos perfumes e cosméticos. “O mercado em geral irá aumentar as vendas neste Natal, mas isso não será suficiente para o sector crescer este ano em termos globais”, evidencia António Ferreira de Almeida, director-geral da Sephora. Com as vendas natalícias a pesar 20 a 25 por cento na facturação anual, a empresa de perfumes e cosmética espera crescer seis por cento este ano. Uma meta positiva mas que, ainda assim, não compensa o afundamento das vendas em 2008, que chegou aos dez por cento.

Tão doce como 2008

“Optimismo prudente” é como Manuel Paula, director da Associação do Comércio Electrónico e da Publicidade Interactiva em Portugal, define o espírito das empresas que vendem na Internet. Também para o negócio dos chocolates, a perspectiva não é de aumento, e sim de estabilização. “No ano passado, a crise não fez descer as vendas, mas também não aumentou, e esperamos que este ano aconteça o mesmo, porque o chocolate substituiu outras alternativas mais caras e é encarado quase como uma forma de compensação de situações difíceis”, diz o presidente da Associação dos Industriais de Chocolates e Confeitaria (ACHOC), Manuel Barata Simões.

No caso da Nestlé, onde 50 a 60 por cento do negócio dos chocolates e bombons se faz no Natal, a crise também refreia as expectativas. “Esperamos um crescimento moderado este ano, de dois a três por cento, sendo que o Natal representa o grosso”, estima Orlando Carvalho, responsável pelo marketing de chocolates.

Para a Associação do Comércio e da Indústria de Panificação, Pastelaria e Similares (ACIP), as vendas também deverão aumentar. “Normalmente Dezembro faz disparar as receitas, que duplicam nos estabelecimentos mistos (panificadora e pastelaria)”, diz o presidente Alberto Santos. Isto apesar de a concorrência das grandes superfícies provocar “grandes estragos” ao sector, que assiste à “massificação do bolo-rei e à venda em dumping [abaixo do preço de custo]”.

Shoppings optimistas

Nos centros comerciais, o Natal é um período de glória. Os espaços são exaustivamente decorados, inventam-se promoções e concursos, tentando atrair mais pessoas e aumentar as vendas. Apesar do cenário de crise, 2009 não foge à regra e as donas dos maiores centros comercias portugueses investiram no marketing para garantir que este Natal será melhor do que o do ano passado.

A Chamartín, que detém os centros comerciais Dolce Vita, prevê que as vendas aumentem quatro a cinco por cento nesta quadra. O Natal tem um peso de 30 por cento nas vendas anuais, que deverão aumentar entre 1,5 e 2 por cento em 2009.

Segundo o administrador executivo Artur Soutinho, “a época natalícia tem um peso cada vez mais significativo na performance anual dos centros comerciais”, quer devido à antecipação das compras natalícias para Novembro, quer à antecipação dos saldos para final de Dezembro.

Embora não divulgue valores, também a Sonae Sierra, que gere centros comerciais como o Colombo ou o NorteShopping, prevê uma “performance positiva” nesta época natalícia. Já para os espaços Fórum da Multi Mall Management Portugal (MMM), a expectativa é de um crescimento de vendas de cinco por cento este Natal, em linha com o do ano inteiro.

De acordo com o gestor da MMM, Paulo Alves, “os centros comerciais são centros estáveis de venda, mas também se nota que as pessoas estão mais racionais, trocando a compra de impulso por uma compra mais justificada”. Uma tendência que pode não comprometer a subida das vendas, mas que refreia o optimismo de quem está atrás do balcão.»

In: http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1411887, a 29 de Novembro de 2009, em Jornal Público

O meu comentário:

Vou fazer um muito breve comentário, pois não quero tornar este post maçudo. Penso que a época de natal, está oficialmente aberta, a partir de agora andamos todos à caça do melhor presente, para oferecer a este ou a aquele.

É uma época no ano, onde se gasta mais, e onde, as famílias a seguir às férias, usam os plafond’s do cartão de crédito ao máximo, e onde fazem o impossível para esticar os cada vez mais reduzidos orçamentos familiares.

Na passada sexta feira, a SIBS, até ficou salvo seja, «entupida», com tanto subsidio de natal, e levantamentos e transacções, coisa que apenas poucos portugueses, terão direito, pois existe muitos, que não vão ter a felicidade de ter mais um dinheirinho extra na conta bancária, para as compras de natal, denomino os desempregados, que recebem sempre o mesmo.

Outros, é bem pior, estão desempregados, mas como não possuem direito a nenhum subsídio, vão contar com a boa generosidade dos familiares, penso essencialmente nos recém-licenciados, e que não têm trabalho.

O problema do Natal, para as pessoas que não possuem emprego, é algo bastante crítico, pois baixa imenso a auto-estima das pessoas, e faz as mesmas se sentirem inúteis e à margem da sociedade, as pessoas, ou auferem subsídios de desemprego, e não estão confortáveis com o se encontrar nesta situação, ou não auferem nada, e ainda é pior, pois se já é mau viver á conta dos outros, pior mesmo, é nesta época não ter com que agradecer, com uma simples e humilde prenda, sendo o ponto mais crítico para estas pessoas, a noite de consoada, onde existe uma troca de prendas, mas que estas pessoas, por serem inúteis à sociedade dá às mesmas uma vontade de fugirem e se isolarem, basicamente, irem para onde a sociedade os manda todos os dias, com os manter no desemprego.

Penso que a maior prenda de natal, que um jovem recém-licenciado ou um desempregado de longa duração podem ter, é mesmo um emprego, algo tangível, algo que os faça ganhar auto estima, algo que os faça sentir úteis e colaborantes, nesta cada vez mais exigente sociedade.

Peço a todos, que tenham um especial cuidado, e que as pessoas se lembrem nesta época, que estas pessoas necessitam serem auxiliadas, e de poderem ser integradas na sociedade.

Falo isto, porque me revoltam os números do desemprego,  e já estive desempregado, nesta época do ano, e não me senti confortável, nem mesmo hoje, me sinto confortável, pois trabalho em regime de prestação de serviços, o que faz com que às vezes não tenha ocupação, tal como enumero no meu perfil, encontro-me à procura de um novo desafio.

Deixo mais uma vez aqui o apelo, acreditem na potencialidade dos recém licenciados, acreditem nas pessoas, e lembrem-se, sem pessoas não existem clientes, se não se cooperar no emprego, e se todos não cooperarem no emprego, a potencialidade de termos crescimento de clientes, é bastante reduzida.

Deixo a Questão: Que pensa desta época natalícia e o crescimento do desemprego?

Tenho Dito

RT


Restaurante Com 2 Faces na Cidade do Porto…a Não Perder…Bastante Arrojado

Novembro 29, 2009

Hoje e por ser Domingo, trago mais uma sugestão para a cidade do Porto, passo a transcrever a mesma abdico do habitual comentário.

 

« E à meia noite o restaurante transforma-se…

Canções cruzadas dos anos 70/80 fazem-se ouvir num bar cor de cimento, com fotografias a preto-e-branco de prédios em construção. Além da música, também se come bem. Inaugurado em Setembro, o 3C está a dar cartas nos Clérigos

Há uns anos, no Porto, três amigos noctívagos (vertente veterana) juntaram-se e criaram o colectivo de DJs Geração Vinil. Jorge “Chibanga”, DJ profissional desde o final dos anos 70, 52 anos; Pedro Mexia Alves, gestor, 51 anos; e Zé Marques Pinto, empresário (fundador do bar NoSense e da discoteca Indústria, dois sítios míticos da movida portuense dos eighties, na Foz), 50 anos, começaram a trocar cromos em vinil, com temas de outrora, em festas que foram crescendo. E que agora até já se fazem em salão de casino, quando calha. Com o despertar da nova agitação nocturna da Baixa do Porto, para os lados dos Clérigos, o trio começou a prestar atenção ao fenómeno, e a ganhar-lhe o gosto. Procurou um sítio e acertou em cheio.

O 3C, inaugurado no passado dia 3 de Setembro, é deles e de mais três sócios. Apresenta-se como “café-clube”, mas na realidade é um restaurante que também é bar, e que de bar pode avançar para discoteca. E os seus criadores acertaram em cheio na localização porquê? Porque o 3C fica entalado entre o Plano B, o grande templo da zona dos Clérigos, alternativo q.b., e o Twin’s Baixa, uma espécie de zona VIP no vaivém pedestre que caracteriza aquela zona, da qual algum tipo de jet set pode observar a confusão sem se misturar muito… Então, o 3C é o link ideal para ligar os seus vizinhos, ligeiramente mais formal que o Plano B e vagamente mais descontraído que o Twin’s… Passado mês e meio, “o balanço não podia ser melhor”, confessa Pedro Mexia Alves.

Pedro é casado com Luísa, que também tem um papel importante no funcionamento do clube. E Luísa é filha de Luís Ferreira Alves, “o” fotógrafo de arquitectura do Porto, colaborador de Siza Vieira desde a primeira hora (só para dar um exemplo). Depois de adaptado o espaço, pela arquitecta Paula Tinoco, a decoração coube a Helena Cardoso, mulher de Ferreira Alves, utilizando fotografias ampliadas do mestre. O resultado é surpreendente, conferindo ao local um ar inacabado, de “work in progress”. Na cabine de DJ, improvisada em andaimes, “Chibanga” viaja entre o disco e o “Madchester”, esquivando-se habilmente aos êxitos mais óbvios. Em plena época de revivalismo anos 80, os cinquentões e quarentões coabitam bem com os mais novos, uns a recordar, outros a descobrir. E a cruzarem-se na pista de dança.

A parte de restauração está ao cuidado do chefe Paulo Marques. “O restaurante, que vira bar a partir da meia-noite, serve comida tradicional portuguesa e mediterrânica com um toque de cozinha de autor, sendo o almoço principalmente virado para o público que trabalha nesta zona da cidade, que quer almoçar rápido com preço acessível e com variedade, num ambiente calmo, cool e cosmopolita”, afirma Pedro Mexia Alves. “Ao jantar, o público-alvo é muito mais variado e já abrange um largo leque de pessoas, desde o artista, o alternativo, o yuppie, os jovens, os estudantes nacionais e Erasmus, e ainda uma camada de ‘jovens com mais alguma idade’ que também gosta de sair para jantar fora e ouvir uma boa música”, acrescenta, brincalhão. Tudo isto com preços acessíveis, boa relação espaço/música e óptimo ambiente.

Rua Cândido dos Reis, 18, Porto. 222 018 247 (reservas) http://www.facebook.com/clubetresc. De segunda a quarta-feira, das 12h00 às 15h00 e das 19h00 às 02h00; quinta-feira, sexta-feira e sábado, das 12h00 às 15h00 e das 19h00 às 04h00. Encerra ao domingo e feriados.»

 

In: http://www.ionline.pt/conteudo/29237-e–meia-noite-o-restaurante-transforma-se, a 23 de Outubro de 2009, no Jornal i

Bom Domingo

RT


Comer Sem Consultar a Ementa….Algo Só Possível Num Optimo Restaurante da Cidade do Porto

Novembro 28, 2009

Comer sem consultar a lista...num restaurante do Porto Fonte: http://www.veja.abril.com.br

Hoje e por ser sábado, trago uma sugestão muito boa para um jantar na cidade do Porto, desta vez vou somente transcrever o artigo e deixo os comentários para os caros leitores.

 

«O que vai ser o almoço? O chefe é que sabe

Se for ao Sessenta/Setenta, no Porto, não olhe para a carta: peça uma sugestão ao chefe e saboreie os melhores pratos de nouvelle cuisine da cidade

O Sessenta/Setenta fica numa transversal da Rua da Restauração, no Porto. Mas a transversal é tão discreta que há muitos taxistas que têm dificuldade em levar-nos lá. Depois de entrar na rua, antiga, estreita e sem lojas, também é difícil reparar na entrada do restaurante. Quando finalmente atravessamos o portão entramos num mundo à parte. Numa dependência do antigo Convento de Monchique, de soalho e parede de pedra, cheia de janelas a darem para o Douro, três amigos decidiram criar este restaurante sofisticado, aberto desde 2002.

São eles Lourenço Rochi (arquitecto de origem italiana, responsável pela renovação do espaço), Carlos Costa (economista) e Francisco Meireles, um chefe autodidacta, que em boa hora decidiu trocar o negócio de automóveis pela cozinha e Vila Real pelo Porto. O nome não tem nada a ver com décadas; é, sim, um rebuscado, mas acertado, trocadilho abrasileirado: “Se senta, se tenta.”

Há dias fomos almoçar com Francisco Meireles e em cima da mesa foram aterrando diversas tentações, de surpresa. A abrir, lavagante flamejado em conhaque, com tamarilho. Depois um ceviche de rodovalho com uma cebolada de hortelã. A seguir um belo bolinho de bacalhau assente em cama de roupa-velha. Por fim, um magnífico gratinado de chila e ovos. “Eu faço muitos menus que os clientes não escolhem. Dizem-me: ‘Francisco, faz tu o que quiseres.’ Depois sentam-se à mesa e esperam que eu os sirva”, explica. “É uma relação de altíssima confiança, quando alguém se senta e não vê a carta do restaurante. Tenho clientes que me dizem: ‘Eu acho que nunca vi a tua carta.’ Como essa relação existe, também não sabem o que vão almoçar, e eu é que escolho. E isso responsabiliza-me imenso, não há margem para erros. A opção é minha, e o risco é muitíssimo grande. Se o cliente pedir um bife com pimentas que está na carta e não gostar do bife, vai ter no subconsciente que foi ele que escolheu. Agora se ele me disser ‘O jantar é contigo’, o risco é todo meu”, reconhece. “Mas, ao mesmo tempo, isso dá-nos uma capacidade fantástica, que é fazer coisas novas quase todas as semanas, porque o mesmo cliente pode vir cá duas vezes num mês, e não faz sentido dar-lhe a mesma refeição. Tenho de lhe dar coisas diferentes, senão perde o encanto, completamente.”

Os pratos mais populares do Sessenta/Setenta são entradas cruas (ceviche e tártaro), duas opções de bacalhau (o Bacalhau Dourado, uma posta com uma gema de ovo montada em quente, com uma cebolada ligeiramente avinagrada, e o Bacalhau à Freixieiro, com broa e presunto), duas opções de carne (a Sopa Seca e o Folhado de Foie Gras) e duas sobremesas (Pêra Gelada, a grande coqueluche da ementa, e uma Marquis de Chocolates).

Francisco Meireles acha que a sua linha gastronómica “não tem um padrão”. E explica: “Tem algumas regras de enorme simplicidade, uma muito grande preocupação com a cor dos pratos e com a forma como eles são arrumados, mas estou sempre aberto a fazer coisas diferentes… Não vou muito pela cozinha de fusão, não é muito bem por aí que me apetece. Eu acho que as raízes portuguesas estão cá, mas não vejo porque não utilizar coisas que não sejam produtos nossos.” De resto, um restaurante temático estaria fora de questão. “Nunca iria gostar de ter um restaurante de cozinha italiana, ou mais oriental…”, confessa Francisco. “Acho que este espaço de liberdade – de chegar à cozinha, ver um produto qualquer e fazer qualquer coisa com ele – é indispensável. É directo, sem receita. Há coisas que fiz, foram para a mesa e nunca cheguei a provar! Há uma grande dose de improvisação.”

Rua de Sobre-o-Douro, 1-A, Porto.

Telefone: 223 406 093. De segunda a sexta-feira, das 13h às 15h e das 20h às 24h. Sábado, aberto só ao jantar. Encerra ao domingo e feriados.»

 

In: http://www.ionline.pt/conteudo/34996-o-que-vai-ser-o-almoco-o–chefe-e-que-sabe, a 27 de Novembro de 2009, no Jornal I

Bom Fim Semana

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Governo Vai Abrir 5000 Estágios Para Jovens Licenciados…Mas Somente em 2010

Novembro 27, 2009

Estágios Na Função Pública...

Hoje trago algo, que surpreendeu-me por uma parte, mas desiludiu-me por outro, a questão é que o Estado dá oportunidade com uma mão, mas tira com a outra, bem mas passo a transcrever a notícia, seguida de um comentário:

«Função Pública: estágios vão custar 55 milhões ao Governo

Programa vai abranger cinco mil jovens licenciados

O programa de estágios profissionais na Administração Pública, lançado pelo Governo e que irá abranger cinco mil jovens licenciados, custará 55 milhões de euros por ano, anunciou esta quinta-feira o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, escreve a Lusa.

A estimativa do impacto deste programa nos cofres do Estado foi feita no final do Conselho de Ministros, que aprovou o regime do programa de estágios profissionais na Função Pública.

De acordo com Teixeira dos Santos, no final do primeiro semestre do próximo ano, os cinco mil jovens, com idades até aos 35 anos, já estarão «repartidos e colocados nos diferentes serviços da Administração Pública».

O ministro explicou que as condições de remuneração deste jovens são equivalentes às dos estágios profissionais promovidos pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), que correspondem a duas vezes o Indexante de Apoios Sociais (IAS) mais subsídio de alimentação, o que corresponde a «um pouco mais de 900 euros mensais». »

In: http://www.agenciafinanceira.iol.pt/economia/portugal-estagios-governo-funcao-publica/1106031-1730.html, a 26 de Novembro de 2009, em Agência Financeira

O meu comentário:

Penso que esta medida de apoiar os licenciados, neste caso, os mais novos, é de salutar, pois pelo menos demonstra da parte do governo uma abertura para poder apostar nestas pessoas, que têm sido nos últimos tempos, colocadas à margem da sociedade.

Esta medida, serve de exemplo, para as organizações seguirem os mesmos passo que o Estado, e possam ser mais permeáveis à entrada de gente nova para as organizações, no entanto, podem fazer melhor, pois podem em vez de ser um estágio somente, e que muito dificilmente servirá de rampa de entrada para uma integração destes mesmos jovens nos quadros de pessoal, as empresas, podem ser responsáveis e além do estagio, poderem ficar com alguns destes jovens, demonstrando ao Estado que é possível, ter pessoas licenciadas nos quadros e que as mesmas são tão competentes como as mais antigas, somente, estão à espera de uma oportunidade de mostrar o seu valor e de incrementar o valor da organização.

No que concerne à medida estatal, o que apontei acima, de ser apenas um estágio e de não ser assegurada a integração, é algo de lamentar, pois o Estado deveria ser o primeiro a dar o exemplo, e a substituir de forma gradual os mais velhos pelos mais novas nas suas fileiras, dando desta forma, a possibilidade de uma geração mais nova, com novas ideias, novos conhecimentos e consequentemente mais existentes de poder mudar alguns dos procedimentos da função publica, que muitas vezes, parecem em certos casos, que estamos num país de 3º Mundo.

No entanto, penso que é algo que devemos ter em conta, que a juventude actual, é uma juventude bastante informada e com muitas ideias e sonhos, ambiciosa e pretende ter um trabalho, pretende colocar em prática medidas vanguardistas, e que se prendem essencialmente com o agilizar de procedimentos, qualidade dos serviços prestados e de dá valor a marcas, e imagem das mesmas. Esta juventude tem muito a fazer, por este país, pois no que concerne ao Estado, penso que uma lufada de ar fresco será algo que pode ajudar, o serviços do Estado serem mais credíveis e mais confiáveis e merecer a confiança dos clientes, que neste caso, são contribuintes. No caso das empresas, com os primeiros sinais de passagem da crise, devemos assistir a uma competição cada vez mais arisca no mercado empresarial, essencialmente nas empresas que competem entre si, sobrevivendo as que estiverem mais na vanguarda, competentes e qualidade acima da média, coisas que só se podem atingir, se tivermos uma equipa coesa, trabalhadora e dedicada, coisas que só a juventude, essencialmente a licenciada consegue contribuir.

Apostem nesta juventude e não se vão arrepender.

Deixo a Questão: Que pensa da criação de 5 mil estágios por parte do Estado?

Tenho Dito

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Fumadores Vão Passar a Ter Mais Dificuldade em Reparar os Seus Computadores…Já é Uma Realidade nos Estados Unidos…

Novembro 26, 2009

Hoje trago, algo bastante insólito que a ser verdade é muito grave já, que pensei que as pessoas teriam a regra do bom senso, e não atingiriam este limite, passo a transcrever a notícia e de seguida faço um comentário à mesma.

«Fumar não faz bem à saúde nem aos computadores da Apple

Lojas da Apple nos Estados Unidos recusaram-se a accionar garantias a aparelhos comprados por fumadores e negaram o arranjo das máquinas para não exporem os seus técnicos à “contaminação”.

A situação foi denunciada num site americano dedicado à defesa do consumidor chamado The Consumerist que diz que já houve dois casos de pessoas que se foram queixar aos serviços centrais da Apple, que acabaram por assumir a mesma postura das lojas.

De acordo com o The Consumerist, a Apple recusou accionar a garantia ao dono de um Macbook porque estava “contaminado” por fumo de cigarro.

Este caso seguiu-se a um outro caso reportado de recusa da Apple em arranjar um iMac devido a “riscos para a saúde devido a fumo”.

De acordo com as lojas procuradas pelos clientes, a contaminação por nicotina está numa lista de substâncias consideradas perigosas e isso impede a manipulação de aparelhos danificados pelos técnicos, por razões sanitárias.

No primeiro caso, registado com um iMac, a proprietária aclarou que a sua garantia não se pronuncia sobre casos em que o dono é fumador. Efectivamente, este elemento não consta como excepção nos termos da garantia. A empresa cita, porém, a cláusula que fala em “danos causados pelo ambiente externo” para justificar a recusa em dar apoio técnico.

A Apple ainda não se pronunciou oficialmente acerca deste caso.»

In: http://www.publico.pt/Tecnologia/fumar-nao-faz-bem-a-saude-nem-aos-computadores-da-apple_1411193, a 25 de Novembro de 2009, no Jornal Publico

O meu comentário:

Penso que esta medida é no mínimo ridícula e pode ser mesmo considerada um verdadeiro tiro no pé.

Eu não sou fumador, no entanto, penso que existe uma igualdade de direitos na sociedade, e como tal, existem pessoas que têm direito a serem fumadoras, como me assiste o direito de não ser fumador.

O que se assiste por este fabricante de computadores, é algo que não está consagrado nas garantias, nem no que concerne, à lei da garantia em vigor em toda a união Europeia, pois não podemos distinguir pessoas pelas suas culturas, raças, idades, etnias, etc, logo, também não podemos distinguir pessoas pelos seus hábitos.

A justificação dada pelo fabricante, é que os computadores de fumadores, dão cabo da saúde de quem os repara, pois bem, vou apontar algumas situações que podem prevenir esta situação.

  • O operador pode estar munido de luvas e mesmo de máscara, de modo a que não fique afectado com determinada situação;
  • O fumador, pode até ser fumador, e não fumar quando está ao computador, ou mesmo dentro de casa, nesse caso, o computador é afectado por o dono fumar ou não?
  • Os médicos e enfermeiros, vão deixar de atender pessoas fumadoras, pois podem também adoecer, em virtude dessa mesma prestação de cuidados de saúde;
  • Não está provado, que o computador de um fumador se estrague mais rapidamente, face ao de um não fumador;

 

Estas são algumas das questões que aqui rapidamente levantei, no entanto, muitas mais vão com certeza existir, pois penso que o fabricante, se o fizer em Portugal, está a violar a constituição da republica portuguesa, entre outras situações, sendo que a referida situação, no caso, portugueses não vem contemplada nas garantias dos equipamentos.

Esta medida, serve sim, caso o fabricante de computadores, pretenda só ter clientes saudáveis, ou seja, que não fumem, mas isso, é tentar direccionar-se para um nicho de mercado, de todos aqueles que não fumam, nesse caso, pode sempre optar por vender computadores somente a pessoas que não fumem, mas nada vai impedir, de as pessoas que não fumem os vendam mais tarde ou posteriormente a fumadores, gerando-se aqui um mercado de segunda mão e mesmo paralelo.

Na minha opinião, a questão não tem pés nem cabeça, penso que seja, uma medida mais comunicacional de partilhar com o público, que é uma marca que não está interessada em pessoas que fumem, além de ser uma boa maneira de fazer publicidade à marca de forma barata.

Deixo a Questão: Que pensa de um fabricante de computadores se recusar a reparar um computador só porque o dono é fumador?

Tenho Dito

RT


Semana de Descontos Antes do Natal em Lojas OnLine em Portugal…

Novembro 25, 2009

Semana de Descontos em Lojas OnLine em Portugal. Fonte: http://www.publicidadinternet.files.wordpress.com

Hoje trago algo que penso que vai fascinar os cibernautas, e o publico português, uma semana de descontos nas compras das lojas Online, passo a transcrever a referida notícia e de seguida faço um comentário à mesma.

«Lojas online fazem uma semana de descontos loucos

Conceito é importado dos EUA, com uma diferença: promoções que lá duram apenas uma segunda-feira, aqui são válidas toda a semana

Na próxima segunda-feira, mais de cem lojas online em Portugal vão importar pela primeira vez o fenómeno norte-americano conhecido por “Cyber Monday“. É um dia de descontos significativos para os produtos comprados online, que marca o arranque da época natalícia para os retalhistas da internet.

Mas na versão portuguesa não será apenas um dia, será uma semana. As marcas associadas à primeira Cyber Monday são de vários sectores, incluíndo a LG, Apple, Staples Office Center, La Redoute ou PIXmania, e os descontos poderão ultrapassar os 40%, sendo que ainda não estão fechados todos os acordos. A iniciativa é trazida para Portugal pelo portal KuantoKusta, que vai seleccionar as melhores promoções das lojas aderentes e disponibilizá-las em exclusivo no endereço www.cybermonday.pt até 6 de Dezembro. A lista definitiva das lojas será divulgada na sexta-feira.

“É um incentivo ao comércio electrónico, queremos que as pessoas associem os sites online às compras de Natal”, explica ao i Pedro Pimenta, consultor de marketing do KuantoKusta. O responsável adianta que o momento de crise é propício ao sector, já que os consumidores estão dispostos a procurar alternativas mais baratas. E com a melhoria da logística no sector, o receio de que os presentes não cheguem a tempo da noite de Natal estão postos de lado.

Na PIXmania.com, uma das participantes na Cyber Monday portuguesa, serão oferecidos dez euros por cada 150 euros de compras – uma das promoções mais agressivas que a marca alguma vez realizou em Portugal. Esta é a época mais forte para a empresa, que na quadra natalícia regista um incremento de 60% no tráfego. Segundo Rui David Alves, responsável pelo desenvolvimento dos negócios da PIXmania no sul da Europa, os produtos mais procurados são televisões, vídeo, informática e fotografia. A expectativa é de que as vendas disparem algo como 40%, ajudadas pelas promoções da Cyber Monday, que incluirão uma lista de produtos com o preço mais baixo da concorrência.

O motivo pelo qual a iniciativa dura uma semana, ao contrário da segunda–feira original, é o facto de os portugueses ainda não estarem muito confortáveis com as compras online. Pedro Pimenta refere que a iniciativa foi testada noutros mercados semelhantes e percebeu-se que um dia não era suficiente. Por isso, decidiram prolongar as promoções até 6 de Dezembro. No final desta semana arranca a campanha de marketing da iniciativa que por enquanto foi divulgada apenas nalguns meios especializados.

A Cyber Monday deverá dar um impulso precioso ao comércio electrónico português, que registou alguma estagnação no primeiro semestre. De acordo com os dados do estudo ACEPI/Netsonda, no segundo trimestre de 2009 um terço das lojas online inquiridas sofreu um decréscimo das vendas, enquanto 36% registaram um aumento residual. Ou seja, os últimos dois meses do ano serão fundamentais para as contas de muitos retalhistas online.

Como surgiu O fenómeno da Cyber Monday foi nomeado pela primeira vez há quatro anos nos Estados Unidos, pelo site Shop.org, quando se percebeu que os consumidores usavam a banda larga dos locais de emprego para aproveitar os saldos a seguir à “Black Friday” – a sexta-feira depois do Dia de Acção de Graças em que as lojas tradicionais fazem grandes descontos durante 24 horas. A Black Friday é conhecida pelas longas filas e lojas entupidas por clientes ansiosos para aproveitar as pechinchas nas compras de Natal. Quando se identificou o acréscimo substancial de consumidores nas lojas online na segunda-feira seguinte, os retalhistas virtuais perceberam que tinham arranjado uma versão digital da Black Friday.

O fenómeno é muito popular nos Estados Unidos e Reino Unido, embora alguns analistas questionem se faz sentido ou se está a ser fabricado. É que os consumidores têm cada vez mais acesso à internet de banda larga em casa e no portátil, não sendo já necessário que esperem até segunda-feira para fazerem compras com a internet do escritório.»

In: http://www.ionline.pt/conteudo/34416-lojas-online-fazem-uma-semana-descontos-loucos, a 24 de Novembro de 2009, no Jornal I

O meu comentário:

Penso que com estas iniciativas podemos dar finalmente o enraizamento da cultura do comércio electrónico na vida dos portugueses.

Muito se tem feito nos últimos anos, para tentar mudar os hábitos dos portugueses no que concerne à utilização da internet e mais concretamente o comércio electrónico, no entanto, os portugueses, são muito receosos, no que respeita a transacções monetárias na internet.

Penso que os portugueses são por etapas, o multibanco foi entrando nas vidas das pessoas, penso que foi mais fácil, muito também pelos horários dos bancos ser reduzido, e por as transacções serem mais baratas pelo MB, e ser um pouco tangível a operação com o MB, pois damos o cartão para levantar, ou efectuar a compra; no caso da internet, as pessoas têm receio, pois colocam o número de cartão crédito e depois vão la retirar o valor da compra, o que causa a ideia aos portugueses que o seu dinheiro anda a circular na internet.

No que concerne à ideia dos descontos nas lojas online, vem no seguimento das mesmas políticas seguidas pelas lojas físicas, onde por vezes, para se promoverem, para poderem escoar produtos especiais ou que estão a atingir a data de validade, é comum se praticarem descontos.

No entanto, a adesão a esta semana de descontos, para as lojas, também é uma maneira de ficarem com mais notoriedade, e de serem futuramente catalogadas como sendo lojas, de confiança e onde é seguro efectuar compras, além de que muitos, portugueses que recorrem à internet para conhecer produtos, possam «espreitar» o preço nestas lojas, no seguimento de promoções que fizeram anteriormente, e desta forma possam engrossar o número de clientes de comércio electrónico, e destas lojas.

Penso que, a iniciativa praticada nos EUA, num dia, e que não me recordo que tenha sido aplicada, às lojas físicas aqui em Portugal, passou para o comércio online nacional, e ainda por cima com marcas enraizadas neste tipo de comércio, estão de parabéns, pela antecipação de tendências, penso mesmo que a «semana dos descontos», vai ser um sucesso, pois vai ajudar a antever algumas prendas de natal, e desta forma, e aos poucos, mudar os hábitos dos portugueses.

Neste caso, ficam a ganhar os portugueses que podem comprar a qualquer hora, e ainda por cima mais barato, e as lojas dão preços mais baixos, pois apesar de ser um desconto para ser conhecido, o custo de manter uma loja Online é bem mais baixo que uma loja fixa.

Desejo Boas Vendas aos Comerciantes, e Boas Compras aos Clientes.

Deixo a Questão: Que pensa da semana dos descontos praticadas pelas lojas Online?

Tenho Dito

RT


Portagens na A28…Câmaras Municipais e Comunidades Unidas na Manutenção da A28 Como SCUT

Novembro 24, 2009

Zona da Póvoa de Varzim - A28 Fonte: http://www.povoa2010.blogspot.com

Hoje trago um assunto polémico e que tem causado algum desconforto no seio da comunidade nortenha, especialmente a do litoral norte, trata-se das portagens nas SCUT, passo a transcrever a notícia e faço um breve comentário sobre o assunto.

« Câmaras do Litoral Norte unidas para impedir portagens na A28

Os municípios de Viana do Castelo, Esposende, Póvoa de Varzim, Vila do Conde e Matosinhos solicitaram uma reunião ao ministro das Obras Públicas para tentarem travar a introdução de portagens na SCUT Norte Litoral.

O anúncio, hoje feito, em conferência de imprensa, pelo presidente da Câmara de Viana do Castelo, José Maria Costa, refere ainda que aqueles cinco municípios decidiram constituir a chamada “Plataforma do Entendimento”, expressamente para “encetar o diálogo” com o Governo sobre as portagens.

Em causa está a A-28, entre Viana do Castelo e o Porto, que funciona em regime SCUT (sem custos para o utilizador) mas que o Governo já anunciou que pretende portajar, tendo já instalado, naquela via rápida, pórticos para o pagamento.

A plataforma pretende apresentar ao ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações as razões defendidas pelas cinco autarquias para a não introdução de portagens, uma medida que – sustenta – “afectaria gravemente a economia dos concelhos envolvidos, sobretudo num momento de elevada dificuldade que os cidadãos e empresas atravessam”.

Segundo José Maria Costa, uma das razões é a “manifesta falta de alternativa” à A-28, já que a EN-13 está cheia de constrangimentos, desde rotundas a semáforos, além de que há certos troços que não permitem a circulação de pesados, como a ponte de Fão, em Esposende.

“No Algarve, na Via do Infante, não há portagens, tendo a alternativa, a EN-125, melhores condições que a EN-13”, salientou o autarca de Viana do Castelo, exigindo a aplicação “do princípio da coesão nacional do território”.

Além disso, os cinco municípios querem “lembrar” que a região apresenta índices de desenvolvimento inferiores à média nacional.

“O distrito de Viana do Castelo, apesar de ser do litoral, apresenta índices de desenvolvimento idênticos aos do interior”, sublinhou José Maria Costa.

Para a reunião com o ministro, os autarcas dos cinco municípios prometem levar o excerto do programa do actual Governo que refere que “quanto às SCUT, deverão permanecer como vias sem portagem, enquanto se mantiverem as duas condições que justificaram, em nome da coesão nacional do território, a sua implementação: localizarem-se em regiões cujos indicadores sejam inferiores à média nacional e não existirem alternativas de oferta do sistema rodoviário”.

De acordo com o presidente da Câmara de Viana do Castelo, os autarcas querem confirmar, junto do Governo, se este princípio “vai ser aplicado aos municípios que são servidos pela A-28”.

“O nosso primeiro passo será o contacto directo com quem vai ter nas mãos a decisão. Sem este encontro, estão de fora outras abordagens”, sustentou José Maria Costa, sem, no entanto, fechar a porta a outras medidas na luta contra as portagens.»

In: http://www.ionline.pt/conteudo/34326-camaras-do-litoral-norte-unidas-impedir-portagens-na-a28, a 23 de Novembro de 2009, no Jornal I

O meu comentário:

Sobre este assunto, já muita tinta correu, e pelos vistos muita mais vai correr, isto porque a opinião não é consensual.

As populações que estão afectadas pela A28, estão contra a implementação das portagens, mais pelo transtorno e pela falta de soluções para a circulação, que propriamente pelo custo inerente à circulação das pessoas.

Os governantes, são saberem o tráfego que circula na referida artéria, já vêm a possibilidade de colocar portagens para assim equiparar com Lisboa, onde paga-se para entrar na cidade, e da mesma forma, poderem sustentar  grandes obras nacionais, não quero dizer que são só os do norte que vão pagar, mas se avançarem com as portagens nas SCUT, nomeadamente na A28, os do norte vão pagar mais que os restantes.

O problema cifra-se mais uma vez, na destruição da EN13, em alguns trajectos que deram lugar à actual A28, e fazendo com que a EN13 passa-se para os municípios em muitos casos, desfigurando essa mesma EN para artéria municipal.

Não existem soluções para a circulação na beira litoral, o governo se optar por portajar a A28, tem que dar alternativas viáveis de circulação, de modo, a que quem viaja de Viana do Castelo para o Porto, não demore o mesmo que Porto a Lisboa, 3 horas.. Caso aconteça, penso que quem perde é o país, pois sabemos que o porto de Leixões é usado para interface de entrada de mercadorias e saída das mesmas, oriundas de todo o norte, sabemos que cadeias turísticas e hoteleiras cifradas em Vigo, vêm várias vezes por semana ao aeroporto de Francisco Sá Carneiro buscar pessoas, de voos provenientes de locais longínquos, etc.

Basicamente, penso que a perda para a economia será maior, que o ganho para a mesma, de tal forma que, se colocar portagens, as pessoas tendencialmente vão circular pelas estradas municipais, o que vai causar índices elevados de poluição, devido ao trânsito, podendo mesmo, causar acidentes de cariz urbano, o que obviamente reduz a qualidade de vida das pessoas.

Outro problema, que se levanta, é a questão dos pórticos colocados, não preverem questões como por exemplo, os automóveis estrangeiros pagam, ou como se fará, o controlo de automóveis alugados ou mesmo emprestados.

A ideia de cercar o Porto com Portagens, isto existe em outras SCUT, deve ter como ideia focada reduzir a competitividade da região a todos os níveis, pois para se chegar a uma infra estrutura, como um Porto, um Aeroporto, brevemente as pessoas vão ter que pagar portagem, o mesmo sucede com um turista que saia do aeroporto, alugue um automóvel, ao entrar na cidade (para consumir, para conhecer a cidade no âmbito do turismo) já estará a pagar, o que penso que é no mínimo ridículo, e como tal deixa de ser uma região atractiva a todos os níveis.

Um exemplo, tenho reparado que numa grande superfície comercial de artigos de mobiliário e de coração, existente em Matosinhos, a que visito algumas vezes, apresenta um índice elevado de pessoas oriundas de Espanha para realizar compras, pois bem, 100% delas, deve usar para chegar ao referido local a A28, essas pessoas, vem muitas vezes por lazer, penso que com a implementação das referidas portagens se vá perder estes turistas que até à poucos anos não vinham cá, por não terem pólos de interesse, agora criamos pólos de interesse, mas cobramos nas entradas..Depois queremos dizer que somos competitivos, e que estamos inseridos na globalidade europeia.

Deixo a Questão: Que Pensa de se colocar Portagens na A28?

Tenho Dito

RT