Natalidade e Casamentos em Queda Acentuada em Portugal…Soluções Para Inverter Esta Tendência?

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Casamento

Hoje venho falar de problemas sociais, no caso de hoje, são os casamentos que estão a decrescer, e  a cota dos religiosos desde a um ritmo célere, e as consequências das mutações da sociedade, que levam ao decréscimo da natalidade, passo a transcrever a notícia e de seguida faço o meu comentário:

«Portugueses fogem cada vez mais ao casamento pela igreja

Números do INE mostram que, em 2008, só 44,4% dos casais optaram pelo casamento católico

Nunca se falou tanto de casamento em Portugal como nas últimas semanas. No entanto, os indicadores demográficos revelados ontem pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) mostram que o tema é, cada vez mais, alheio aos portugueses.

Seguindo a tendência verificada nos últimos anos, em 2008 realizaram-se menos casamentos. Ao todo, registaram-se 43 228 matrimónios, menos 3 100 que no ano anterior. Mas o dado mais relevante a reter é outro. Se em 2007 a diferença entre casamentos celebrados pelo rito católico e os civis era pouco significativa (os civis ganhavam aos católicos por 971 celebrações), em 2008 a diferença aumentou. E muito. Realizaram-se 23 865 matrimónios pelo civil contra 19 201 católicos (uma diferença de 4 664).

“Nos últimos anos houve um decréscimo fulminante no número de casamentos. Se há oito anos se falava em 80% de casamentos pela Igreja, agora já estamos pouco acima dos 40%. Na História não há memória disto, esta mudança aconteceu demasiado rápido”, adianta Mário Bandeira, demógrafo e professor no ISCTE.

Feitas as contas, só 44,4% dos portugueses optaram por casar pela Igreja. Cinco anos antes, a percentagem situava-se nos 59,6%.

É no norte do país que os portugueses continuam a preferir o ritual religioso. No ano passado, 54,7% ainda o fez (contra 57,9% em 2007). No centro, os noivos dividiram-se: 50% optou pelo rito católico. Os Açores e o Algarve são as regiões onde o casamento religioso tem menor peso (23,4% e 23%, respectivamente). “Terá certamente a ver com uma questão cultural”, justifica o demógrafo. “A sul as pessoas sempre foram mais laicas e menos tradicionalistas. Certamente existem muitos casais a viver em união, mas que não celebram a união de facto, não contribuindo para as estatísticas”, sugere.

No ano passado, do total das uniões celebradas, perto de um quarto dos portugueses celebrou segundos casamentos. E em 27,6% dos casos até já tinham filhos. Por outro lado, os casamentos com estrangeiros aumentaram para 13% (contra 12,3% em 2007).

O que também já não é novo é o aumento da idade média com que os portugueses se casam. E se, normalmente, os homens se comprometiam mais tarde do que as mulheres, a diferença de idades é hoje quase insignificante. Os homens casam-se, em média, aos 32,6 anos e as mulheres aos 30,1. “Há uns anos, a idade média de casamento das mulheres rondava os 22 ou 23 anos”, recorda Mário Bandeira. Só que “questões de precariedade, instabilidade no emprego e o maior medo de estabelecer compromissos” podem explicar o aumento.

Menos imigrantes, mais legais Os dados do INE revelam também outras alterações no tecido social do país. O número de pedidos de residência de estrangeiros em Portugal aumentou. Contabilizaram-se, em 2008, mais de 72 mil. Em 2007 tinham sido pouco mais de 60 mil. Ainda assim, o número de imigrantes em Portugal baixou, entre 2007 e 2008: há menos 3 231 estrangeiros. “Mas a percentagem de filhos de mulheres estrangeiras tem aumentado”, sublinha o demógrafo. Ou seja, os imigrantes são cada vez menos “mas mais necessários”.

Os números do INE reflectem ainda um novo abrandamento no crescimento da população residente – registou-se um avanço efectivo de 0,09%. Em simultâneo, houve 104 594 nascimentos contra 102 492 em 2007, enquanto morreram 104 280 pessoas. A diferença entre nascimentos e mortes traduz-se, assim, num saldo de 314 indivíduos, uma taxa de crescimento natural praticamente nula.

“No crescimento natural, a diferença será muito pequena e no crescimento efectivo a diferença tem a ver com o abrandamento da imigração”, explica Mário Bandeira. “O nosso crescimento está muito dependente da imigração.” O demógrafo antevê um cenário pouco favorável: “Em 2009, é possível que pela primeira vez o número de nascimentos esteja abaixo dos 100 mil. Estamos numa curva descendente agravada pela crise, em que os casais não arriscam ter filhos.”

A opinião é partilhada por outra especialista, Maria Filomena Mendes, professora da Universidade de Évora. “É essa a tendência futura, se os nascimentos não acompanharem o número cada vez maior de óbitos.”

Outro indicador que não parece inverter-se é o envelhecimento da população. A 31 de Dezembro do ano passado, a população portuguesa era composta só por 15,3% de jovens com menos de 15 anos de idade.»

In: http://www.ionline.pt/conteudo/32315-portugueses-fogem-cada-vez-mais-ao-casamento-pela-igreja, a 11 de Novembro de 2009, no Jornal I

O meu comentário:

Pela analise demográfica presente nesta notícia podemos tirar as mais diversas conclusões, nomeadamente que, a população está a contrair matrimónio cada vez mais tarde, este dado, deve ter especial relevância, mais que se p casamento é pela igreja ou civil, e ainda mais notório, é a idade média de casamento, ter galopado 10 anos, em poucos anos, o que demonstra que crise, a sociedade não ter respeito pelos jovens, especialmente os licenciados, que têm uma cota cada vez maior, devido à progressão de estudos ser cada vez maior.

A questão do casamento ter galopado 10 anos, a questão das questões sócio económicas que se agravam, tem como outra consequência ainda maior, que é aquilo que já tenho referenciado aqui, que é, o decréscimo abrupto da natalidade, muito simplesmente a dificuldades originadas pela crise, por condições profissionais precárias, e justamente, as pessoas estão com medo de ter filhos e perderam o seu emprego, ou a oportunidade de singrarem ou mesmo  construírem carreira. Logo, o problema do desrespeito pela juventude aqui agrava-se com cima de «perseguição», protagonizado por muitos empregadores, que em virtude de excesso de oferta de pessoas, acabam por desprezar muitas, perante isto, indico só, a vida dá muitas voltas.

O que se denota, é que a juventude está em apuros, não consegue trabalho, não consegue construir carreira, por consequência não podemos pedir, que perante semelhantes adversidades estas pessoas façam o milagre, de cumprirem com deveres sociais, tais como, casamentos nos anos 20, e filhos para resolver, a renovação das gerações… Eu apoio a atitude destes jovens, essencialmente os licenciados, que são os mais rejeitados, ultimamente têm sido colocados mesmo à margem, pois pelos vistos possuem habilitações a mais, para os cargos, ou então não possuem experiência (lembrem-se, se ninguém apostar nestes, estes nunca vão ter experiência).

A questão dos casamentos, serem mais pelo civil, deve-se a factores como custo e celeridade, os do civil são mais céleres e são bem mais baratos que os da igreja, em tempo de crise, é obvio que um casamento pela igreja, origina muitas despesas, e muitos os jovens, já ficam logo com a corda na garganta com o crédito para habitação, que não conseguem aceder a mais nenhum crédito, e os pais dos mesmos, não têm a vida com algumas economias, que tinham os avós.

Parte da solução para esses problemas passam no caso da igreja, ser mais transparente, ser mais barata na hora de celebração de um casamento e essencialmente não colocar muitos entraves à realização do mesmo, e ser mais célere.

Quanto aos problemas demográficos, já tenho vindo a chamar à atenção aqui, trata-se essencialmente de realizar as apostas certas, neste caso, deve-se apostar na juventude, especialmente a licenciada, e começando pela, que está perto dos 30 anos, e apresenta problemas bastante de graves de acesso a empregos, e à construção de carreiras, e depois irmos descendo, deste modo, e se cada um conseguir a sua carreira, naturalmente com o atenuar da crise, as pessoas vão fazer o que socialmente é bem aceite, que é contrair matrimónio e assegurar a renovação das gerações, através do incremento da natalidade, que é o que mais preocupa os nossos governantes e alguns empresários, mas que infelizmente, ninguém tem coragem para tomar estas medidas.

Deixo a questão: Que Pensa do decréscimo dos matrimónios e o problema demográfico que se vive actualmente em Portugal?

Tenho Dito

RT

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