Como Gerir Bem Um Orçamento Familiar…Quais As Despesas em Que Podemos Cortar….

Orçamentos Familiar

Como Distribuir Um Orçamento Familiar.... Fonte: http://www.coopercredi-sp.org.br

Hoje trago um artigo que achei pertinente, pela utilidade cada vez mais crescente na nossa sociedade, o artigo versa essencialmente de como distribuir o orçamento familiar, e os problemas inerentes a uma má gestão do mesmo, e da cada vez mais necessária educação financeira, passo a transcrever o mesmo, e de seguida faço um pequeno comentário.HojeHH

 

«Saiba como organizar o seu orçamento familiar

Verifique quanto é que cada despesa deve pesar nas contas da família

A família paga seis mil euros de prestações por mês. O casal só tem um filho e recebe todos os meses 2500 euros de ordenados. Naturalmente, acumulou uma dívida de 150 mil euros em cartões de crédito e crédito pessoal. Não é crédito à habitação, nem do carro. Apenas despesas pontuais, como o tal LCD que fazia mesmo falta. Este é o retrato de mais uma família que deixou de controlar as contas, e as despesas passaram a controlar a família.

Assim que a responsável pelo gabinete de apoio ao sobreendividado, da DECO, perguntou se faziam um orçamento, responderam imediatamente: “Claro que sim, mentalmente”. “E por escrito?”, insistiu a especialista. “Não, isso nunca fizemos.”

Segundo a responsável é aqui que começa o problema. “É o primeiro grande erro das famílias portuguesas na hora de gerir o seu orçamento: não organizar um”, explicou Natália Nunes, do gabinete da associação de defesa dos direitos do consumidor, ao i.

Na verdade, a única forma de controlar as despesas é saber exactamente para onde está a ir o seu dinheiro. Por vezes, pequenas despesas que parecem insignificantes no final do mês, ou mesmo no fim do ano, podem representar uma quantia considerável do orçamento. Se não, vejamos. Por exemplo, três euros num pequeno-almoço todos os dias fora de casa, ao final de um ano significa quase 1100 euros a menos.

Por essa razão, deve apontar diariamente todas as suas despesas. Este é, aliás, um dos princípios básicos da organização e gestão das finanças pessoais: anotar todas as despesas, desde a prestação da casa até ao café. No final do mês, mesmo que não tenha sobrado nada, pelo menos irá saber para onde foi o dinheiro e quais as despesas que mais peso têm no orçamento.

Natália Nunes explica que é primeira coisa que faz com as famílias. Num folha, fazem um traço a meio, de um lado anotam tudo o que recebem e do outro todas as despesas que têm. “As pessoas não têm ideia de quanto gastam”, diz. “Ficam surpreendidas quando percebem que gastam mais do que recebem”, explicou a especialista.

Reduzir e reajustar Para uma boa gestão das finanças da família também é essencial identificar as despesas desnecessárias e reduzi-las ou mesmo eliminá-las. “De que preciso realmente? Onde posso cortar?” são as perguntas que devem ser colocadas, adiantou Natália Nunes.

São várias as sugestões para reduzir alguns gastos nas diversas categorias do orçamento familiar. Mas nalgumas situações, apenas a mudança de atitude, como no caso da conta da água, luz ou gás, pode significar mais alguns euros poupados. É também importante manter as despesas dentro dos limites da respectiva categoria. Claro que não existe nenhum modelo ideal, apenas linhas orientadoras (ver gráfico). Cada família deve ajustar o orçamento às suas necessidades. Natália Nunes explica que os créditos, por exemplo, “não devem exceder os 40%”. Sendo que, no gráfico apresentado pelo i, o empréstimo da casa está inserido na categoria habitação, que deve pesar cerca de 35% do orçamento total. Com estes conhecimentos na carteira, é começar a cortar. E cortar outra vez, é a fase dolorosa.

Depois, até pode ser divertido, sobretudo se tem jeito para o negócio. “A maioria dos portugueses não sabe que pode negociar as condições dos seus contratos. Mas podem, e devem”, conta a responsável da DECO. “Deve renegociar-se o spread com o banco. Depois, fazer simulações noutros bancos. Se oferecerem melhores condições, voltar ao nosso banco, explicar as condições oferecidas e negociar novamente. Se as condições continuarem a ser melhores noutro sítio, não se deve hesitar na hora de mudar.” Alargar o prazo do empréstimo é outra opção, mas é preciso atenção. Embora a prestação mensal fique mais baixa, no final do contrato terá pago mais pelo empréstimo.

No dia-a-dia, há muito para fazer. Em casa, uma simulação no site da EDP pode ajudar a perceber qual o melhor tarifário disponível. Apesar da redução no preço dos combustíveis, os transportes públicos continuam a ser mais económicos. Se tiver mesmo de ir de automóvel, pode optar por partilhar a viagem com outras pessoas. O carsharing é uma óptima maneira de cortar nas despesas e está na moda. Esqueça o cartão de crédito e, nas transferências bancárias, dê sempre preferência à internet e ao multibanco para evitar as comissões. Quanto à alimentação, opte pelos produtos de marca branca. O ideal é que consiga também destinar uma fatia do seu orçamento à poupança, como uma qualquer outra categoria.

Quem segue estes conselhos, é pouco provável que acabe sentado em frente a Natália Nunes no gabinete da DECO. E terá, certamente, maior controlo das contas do orçamento familiar.»

In: http://www.ionline.pt/conteudo/33142-saiba-como-organizar-o-seu-orcamento-familiar, a 16 de Novembro de 2009, no Jornal I

O meu comentário:

Aqui está algo que deveriam dar até ao 9º ano, ou seja, a denominada educação financeira, que deveria estar prevista no âmbito da escolaridade mínima obrigatória.

Depois temos outra situação, presente na peça jornalística apresentada, é que notoriamente as pessoas que ficam em apertos financeiros, são as pessoas, que auferem rendimentos altos, ou seja, os considerados das classes média alta, pessoas que nunca se habituaram a fazer grandes contas às despesas, mas habituaram se a passar o cartão MB e especialmente o cartão de crédito e já está, a trocar de automóvel de 2 em 2 anos, etc, ou seja, são pessoas, que iam gastando, e a conta sempre foi cedendo dinheiro.

Muitas destas pessoas, esqueceram-se de inflações, incrementos de custo de vida, de crise, e muitas delas, por vezes auferem rendimentos variáveis, que possivelmente com a crise, apresentam um decréscimo, e logo, ficaram com menor rendimentos disponível.

Penso que a educação financeira, deveria ser algo, a ser ministrado, nos ciclos escolares de cariz obrigatório, pois é algo que os pais possivelmente podem ter dificuldades de apresentar aos filhos, pois estamos inseridos numa sociedade consumista, tal como, a educação sexual, por estarmos englobados numa sociedade de imagem e exploração do corpo.

Coisas elementares como saber gerir a nossa conta bancária, de forma que dê para vivermos, mas também se consiga poupar, não é algo difícil, tudo depende de custos de oportunidade e de saber gerir de forma correcta os nossos orçamentos. Se as classes mais baixas, que possuem pouca informação nestes casos, e que muitas delas conseguiram ter alguma coisa, foi através da gestão bancária correcta, mas nesse tempo, os bancos eram bem menos comerciais.

Ajudar as pessoas, dando formação, a explicar que os bancos estão mais comerciais, e que deve gerir bem os ordenados e as contas bancárias, de forma a conseguirem ter uma vida sem sobressaltos, é algo que tem que ser ministrado, tendo especial cuidado com as classes que nunca sentiram privações e hoje muitas delas estão em encruzilhadas.

Parabéns ao autor do artigo, penso que está bem enquadrado, com soluções  para os mais diversos acontecimentos.

Deixo um apelo, abram alas para cadeiras de educação financeira, existem muitos profissionais no desemprego para ajudar estas pessoas.

Deixo a Questão: Tem por hábito realizar um orçamento familiar?

Tenho Dito!

RT

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