A Culpa do Alto Valor do Desemprego Será dos Empresários Portugueses? Veja Aqui as Respostas…

Desemprego será Culpa dos Empresários? Fonte:http://jornale.com.br

Muito se tem comentado, de imputar aos pequenos empresários, parte da culpa do incremento da taxa de desemprego em Portugal, bem eu trouxe a minha opinião quando ao assunto, mas antes passo a transcrever a respectiva notícia.

 

«Empresários. Serão eles os grandes culpados do desemprego?

 

Portugueses têm qualificações muito baixas e isso é um obstáculo sério à inovação e à antecipação das crises

 

“Se calhar era útil pensar numa iniciativa do tipo Novas Oportunidades para os nossos empresários”, ironizou Renato Carmo, investigador do ISCTE. A frase foi atirada depois de um diagnóstico arrasador ao mercado de trabalho nacional, “onde parte da culpa estará também na qualidade dos empresários”, argumentaram vários especialistas num debate sobre desemprego e desigualdade. Esta semana, o pior cenário confirmou-se: a taxa de desemprego subiu para 9,8% no terceiro trimestre, a maior de que há registo.

Mas então, qual é o problema? Em Portugal, mostram os dados do Ministério do Trabalho do final de 2007 (os últimos disponíveis), quase 23% dos empresários tem apenas a primeira classe. Mais de 20% dos empregadores tem, no máximo, o terceiro ciclo do ensino básico (o antigo 9º ano, actualmente a escolaridade obrigatória). Este perfil é mais ou menos semelhante quando se olha para o resto da população activa, para os trabalhadores. Destes, cerca de 22% tem a primeira classe e apenas 22% acabou a escolaridade obrigatória.

Se assim é, será que as baixas qualificações e habilitações dos empresários – supostamente, a elite empreendedora que puxa pela economia – são uma causa relevante para o insucesso dos seus negócios e consequente subida do desemprego, como hoje acontece? Dúvidas que assaltaram os participantes no colóquio sobre desigualdades e desemprego, que decorreu na semana passada na faculdade lisboeta.

O i foi ouvir os visados. Muitos empresários aceitam que sim, que há uma relação de causa-efeito. Outros acham a tese ridícula: “Então e os bancos que empurraram a economia para o precipício não eram geridos por doutores?”, questionam.

No dia do colóquio a questão incendiária foi levantada por Alfredo Bruto da Costa, presidente do Conselho Económico e Social, que acolhe as negociações laborais entre governo, sindicatos e patrões. “Como é que queremos mais produtividade e emprego com as qualificações que temos ao nível dos empresários?”, atirou.

Henrique Neto, que deixou a Iberomoldes há poucos meses, considera o diagnóstico de Bruto da Costa “ridículo e perverso”. “Será que as grandes empresas, que estão cheias de doutores e engenheiros, também não estão em crise e não despedem pessoas?”. “Despedem e não é pouco. Estamos a falar de bancos como o BPN e BPP, mas também de grandes empresas como a PT, EDP e Galp que continuam a ser monopolistas e a viver à custa dos negócios que o Estado vai cedendo. Mesmo assim despedem ou deixam de contratar”. Henrique Neto aceita que “há muita ignorância em Portugal e que os empresários não fogem à regra”. “Mas quando se faz esse discurso, os principais visados são os pequenos empresários, os que, no seu conjunto, criam mais emprego”, defende.

Paulo Nunes de Almeida é dono de uma PME do sector do têxtil e vestuário, a TRL. O empresário alerta que “é sempre perigoso fazer generalizações”, mas “obviamente que o nível de habilitações das pessoas é importante para a capacidade de inovação, sobretudo nas empresas mais pequenas”. “Acho que esse problema da falta de habilitações existe e que o país está a pagar o preço de ter sido muito pior no passado. Hoje, as coisas estão claramente a melhorar. Há mais jovens empreendedores, há mais apoios a projectos com capital de risco”, sublinha.

Na opinião de Carlos Pimenta, director-geral da SIIF Énergies, “o país é o que é e a maioria dos empresários reflecte isso”. “É crucial que as pessoas tenham uma formação de base cada vez melhor para se poderem reinventar neste mundo sempre em mudança e turbulento”, aconselha. “Isto não quer dizer que todos tenham de ser doutores”, apontando o exemplo de Rui Nabeiro, dono da Delta, que tem o ensino básico. “É uma pessoa que compreende que no mundo da informação os desafios são ultra complexos e que os inputs das pessoas motivadas são imprescindíveis”.»

 

In: http://www.ionline.pt/conteudo/33684-empresarios-serao-eles-os-grandes-culpados-do-desemprego, a 19 de Novembro de 2009, no Jornal I

O meu comentário:

Mediante o assunto da peça jornalística, penso que não é legitimo culpar os empresários portugueses, por o desemprego, pois penso que a maior parte dos empresários e dirigentes pode ter uma quota parte de culpa.

Comecemos pelos maiores, os dirigentes das grandes empresas, ou despedem, ou muitas delas até chegam a acordo com os trabalhadores para estes irem com a denominada pré-reforma, e em vez destes não colocam ninguém, sobrecarregam as pessoas que lá ficam com trabalho, e não abrem espaço à contratação de activos novos, e as organizações são geridas por pessoas com licenciaturas, MBA, etc.

No caso, dos mais pequenos, o problema não se pode colocar na mesma orientação que acima, os pequenos empresários até contratam quando necessitam, pelo menos os que podem, o problema é que os negócios que eles dirigem são tendencialmente débeis, e como tal uma contratação pode até fazer alguma diferença. O problema que a  baixa escolaridade traz para os pequenos empresários, é que os mesmos, estão mais fechados ao que se passa fora da sua esfera negocial, muitos deles, são adversos às mudanças, pois não estão preparados para uma economia mais competitiva, e que o ontem é diferente do hoje, e o hoje será diferente do amanha, digamos, que nada é considerado estanque.

Desta forma, os negócios pequenos, são mais vulneráveis, isto por consequência de os empresários, terem muito receio, em apostar em pessoas novas, em ideias novas e pessoas com curso, pessoas estas, que podem fazer andar o negócio, com uma abertura que o vizinho do lado, ainda não se apercebeu, e como tal, poderia posicionar o negócio à frente da concorrência directa, e desta forma, ganhar vantagem.

Penso que, é necessário inovação e aposta em pessoas com carisma, e com conhecimentos, de modo, a que possam ajudar os pequenos empresários, a poderem dar volta aos negócios, e a terminar com a vulnerabilidade dos mesmos, de forma a que possam abrir mais espaços, a novas contratações de pessoas.

No caso das grandes empresas, trata-se essencialmente de terminar com as denominadas cunhas, e de poder, escolher pessoas, pela sua performance, qualidade e mais valias que possam trazer à organização, e possam marcar, no cada vez mais arisco mundo dos negócios.

O Desemprego, é uma consequência global, de erros sucessivos que foram praticados por todos, tanto pelos empresários de  grandes empresas, como os de pequenos negócios, no entanto, o que está feito, feito está, os empresários de ambas as situações devem começar a trabalhar em prol do seu negócio e dos seus clientes, e começar por acreditar nesta nova geração de licenciados que está no desemprego e tem muito potencial para dar, mas que infelizmente, ainda não tiveram oportunidade para tal, e pelo andar da carruagem, qualquer dia já são considerados velhos para o emprego e trabalho, quanto mais para uma carreira.

Ajudariam em primeira estancia a economia, e posteriormente estes profissionais, iram resolver outros problemas sociais, como as compras de bens duradouros e de renovação das gerações seguintes.

Mãos à Obra Enquanto é Tempo!

Deixo a Questão: Que pensa de responsabilizar os pequenos empresários pelo desemprego em Portugal?

Tenho Dito

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