Mulheres e a Questão da Carreira….Quando é Que Vamos Crescer na Mentalidade Mesquinha…

Fazer Carreira é Dificil para as Mulheres...

Hoje trago algo, que pensei que deveria de estar a ser ultrapassado nas mentalidades dos portugueses, a igualdade entre homens e mulheres, passo a transcrever o artigo e de seguida dou o meu breve comentário sobre o mesmo.

«Quanto maior a licença de parto mais difícil é chegar ao topo da carreira

Estados que protegem a família prejudicam ascensão das mulheres

Ser mãe e ter sucesso na profissão não é para todas as mulheres e, quanto mais longa é a licença de maternidade, menos hipóteses têm de atingir o topo da carreira. A conclusão é do Instituto de Investigação em Economia Industrial da Suécia, que comparou os dados de países escandinavos, anglo-saxónicos e europeus para demonstrar que, quanto mais o Estado tenta proteger as famílias, menos hipóteses tem o sexo feminino de ter êxito no mercado de trabalho.

O estudo cruza as semanas de licença de maternidade pagas na totalidade pelo Estado com a percentagem de mulheres a desempenhar funções de direcção ou gestão e mostra que as mães que beneficiam de pelo menos um ano de licença são aquelas que, após regressarem ao trabalho, têm maiores obstáculos na progressão da sua carreira.

Mães inglesas, por exemplo, têm direito a 39 semanas de licença pós-parto e estão em vantagem face às suecas que gozam 60 semanas. Enquanto a percentagem de gestoras no Reino Unido é de 34,7%, na Suécia, este valor desce para 31,6%. Britânicas e suecas, porém, ficam muito atrás dos Estados Unidos e da Austrália, os dois únicos países que não oferecem regalias para as mães que decidem ficar em casa a cuidar dos filhos.

As americanas ocupam 40,7% dos cargos de topo e as australianas ficam cinco pontos percentuais abaixo (ver infografia). São os dois países que apresentam os números mais elevados de mulheres em cargos de chefia.

Portugal é um caso difícil de caracterizar. Chegou tarde ao Estado-providência e só há pouco tempo aprofundou políticas de apoio à família, maternidade e infância. Foi apenas no início deste ano que entrou em vigor a nova licença de parentalidade que oferece 150 dias de licença que só paga na totalidade se 30 dias forem gozados pelo pai. Talvez por isso, a percentagem de gestoras e directoras nas empresas nacionais esteja ao nível dos países escandinavos (31,7%), apesar de o nosso Estado permitir só 17 semanas de licença pagas na totalidade.

Intitulado “Porque Há Tão Poucas Mulheres em Funções de Topo nos Estados Providência?”, o relatório da Suécia tenta provar que os países com as políticas sociais mais generosas são igualmente os que têm de suportar os encargos para manter a mulher no mercado de trabalho. Isso, porém, não significa que tenham as mesmas hipóteses que as colegas que ainda não passaram pela maternidade.

O estudo revela que as mulheres dos países anglo-saxónicos (EUA, Reino Unido, Canadá e Austrália) são as que têm licenças de maternidade mais reduzidas, logo são também as que sobem mais alto nas suas carreiras. Em contrapartida, nos estados escandinavos (Suécia, Dinamarca, Noruega e Finlândia) a tradição do Estado-providência é maior, mas o êxito nas carreiras das mulheres é menos significativo. Comparando com o resto do mundo, estes dois grupos de países são igualmente os que apresentam maiores taxas mundiais de participação das mulheres no mercado de trabalho.

Manuela Tavares, especialista em estudos sobre as mulheres alerta para o perigo deste relatório não incluir outros factores para avaliar a progressão das carreiras femininas: “O acesso às funções de topo não depende exclusivamente das maiores ou menores licenças de parto.” São sobretudo as condições para o exercício da maternidade que determinam o sucesso profissional de uma mãe: “As infra-estruturas sociais como creches ou infantários e o apoio familiar jogam um papel decisivo”, explica a economista, esclarecendo que os lóbis económicos e políticos contribuem igualmente para travar o sucesso profissional das mulheres: “Em muitas empresas, como sabemos, os cargos são indigitados e o acesso à carreira não é livre.”

Anabela Pereira da Silva, presidente da Associação Portuguesa de Mulheres Empresárias, pelo contrário, diz não ficar surpreendida com as conclusões deste estudo: “Uma ausência prolongada tem sempre fortes influências na carreira.” E é por isso que defende licenças de maternidade mais curtas e medidas excepcionais para os casos que justifiquem o acompanhamento de crianças com necessidades especiais: “Há um peso excessivo na protecção das crianças, que não se justifica”, remata. Com Sílvia Caneco»

In: http://www.ionline.pt/conteudo/35392-quanto-maior-licenca-parto-mais-dificil-e-chegar-ao-topo-da-carreira, 30 de Novembro de 2009, no Jornal I

O  meu comentário:

A minha opinião sobre este assunto, é que penso seja injusto a falta de igualdade entre homens e mulheres no acesso aos cargos de topo.

Claro, que existe a realidade de por factores de natureza, as mulheres terem a capacidade de engravidar, faz com que as mesmas, tenham direito à denominada licença de maternidade, no entanto, penso que as coisas devem ser colocadas mais na questão da igualdade entre homens e mulheres, do que  a defesa somente na licença de maternidade.

Conheço patrões que não contratam mulheres, pela situação da licença de maternidade, pelo menos para cargos médios e altos, mas também porque não consideram as mulheres inteligentes ou mesmo capazes, como os homens.

As mulheres em muitos trabalhos, são usadas para ornamento, geralmente pessoas novas, e com a juventude à flor da pele, isto pode ser visto, essencialmente em shoopings em que existem lojas, que só contratam meninas de idades a maior parte antes de chegar aos 20, pois são bonitas, inocentes, e fáceis de manobrar, mas se as mesmas engravidam, o contracto não é renovado, não se consegue provar, mas não renovam por excesso de oferta, e por estarem grávidas.

Penso que no século, em que estamos, é bastante triste que coisas destas aconteçam, não sejam facultadas as mesmas oportunidades que os homens têm, eu apesar de ser homem, penso que existam liberdades, e os mesmos direitos entre ambos os sexos, indistintamente do seu sexo, idade, etc.

Enfim, existem patrões que têm consciência que estamos no séc XXI, e que as coisas mudaram, e consequentemente as mentalidades também, e os estilos de vida, etc, existe um princípio de igualdade entre todos, que tem que ser tido em conta, e que deve ser respeitado.

Congratulo empresas, que contratam mulheres e ainda incentivam as mesmas a terem filhos, pois têm a consciência que mulheres satisfeitas e completas a nível pessoal, vão ter melhores performances a nível profissional, e desta forma, quem sai a ganhar são as organizações e os clientes.

Deixo aqui o recado, igualdade entre as pessoas precisa-se urgentemente.

Deixo a Questão: Que Pensa da Discriminação das Mulheres no Mundo do Trabalho?

Tenho Dito

RT

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s