Destruição de Empregos Anda ao Dobro da UE…Somos Muito Bons…Vale a Pena Espreitar…

Velocidade de Destruição de Empregos em Portugal... Fonte: http://www.samuelcelestino.com.br

Trago hoje mais um artigo, que fala do flagelo do desemprego, penso que seja, algo que é sempre salutar não deixar cair no esquecimento, passo a transcrever o mesmo, e de seguida  faço um pequeno comentário ao mesmo.

«Portugal destruiu empregos ao dobro da velocidade da UE

Serviços e imobiliário explicam porque Portugal eliminou emprego no terceiro trimestre ao dobro do ritmo da zona euro

A economia portuguesa está a destruir empregos a uma velocidade cada vez maior face à média dos 16 membros da zona euro, mostram dados ontem publicados pelo Eurostat. No terceiro trimestre Portugal perdeu empregos em praticamente todas as áreas – com excepção do sector público -, mas é no comércio, na restauração, no turismo e no imobiliário que a sangria se está a agravar a um ritmo maior face à média do euro, apurou o i a partir de dados fornecidos pelo instituto estatístico europeu. A tendência de degradação cada vez mais profunda do mercado de trabalho português, ampliada pela recessão internacional, continua a ser a principal preocupação dos portugueses (ver texto ao lado).

No terceiro trimestre foram destruídos 161 mil empregos face ao mesmo período do ano anterior, um ritmo de variação quase 50% acima da média da zona euro. Esta divergência tem vindo a acelerar ao longo de 2009: entre o segundo e o terceiro trimestres deste ano a taxa de destruição de emprego foi de 1,1% (menos 58 mil postos de trabalho), mais do dobro dos 0,5% registados pelo clube do euro.

“O número [para a zona euro] mascara divergências consideráveis entre estados membros”, destaca Martin Van Vliet, economista do banco holandês ING. “Quedas abruptas no emprego em Portugal e em Espanha contrastam com quebras menores em países como a Alemanha e a Áustria”, acrescenta à Reuters.

Dados mais detalhados do Eurostat permitem perceber que em Portugal as áreas do comércio/restauração/hotéis, assim como o conjunto imobiliário/sector financeiro/transportes são aquelas em que o ritmo de destruição de postos de trabalho tem sido superior à média europeia (ver caixas ao lado). No conjunto, estes negócios empregam cerca de 40% do total da população activa em Portugal.

A degradação nestes sectores explica-se não só pela recessão, mas também pela preponderância de trabalhadores com contrato a termo – estes sofrem uma taxa de destruição de emprego três vezes maior do que as pessoas com vínculo permanente, nota o Livro Branco das Relações Laborais, um estudo feito para a reforma do código laboral. Os trabalhadores afectados são também, em regra, os que têm qualificações e salários mais baixos, mais facilmente substituídos pelas empresas.

“A segmentação [contratual entre precários e contratados permanentes] no mercado de trabalho português é maior face à da zona euro”, aponta ao i o sociólogo Pedro Adão e Silva. “A flexibilidade no mercado de trabalho em Portugal é feita por este lado”, acrescenta.

Outros sectores de peso no emprego, como a indústria transformadora e a construção – que juntas valem 27% do empregos em Portugal – contribuem também para a destruição de empregos: a construção registou a segunda taxa mais negativa entre o segundo e terceiro trimestres. Contudo, nestes sectores a quebra, ainda que pronunciada, é inferior à da média europeia, onde países como Espanha, Malta e Irlanda sofreram enormes perdas.
Portugal, terceiro pior na OCDE A destruição líquida de empregos – que equivale a dizer que os postos de trabalho eliminados foram superiores aos criados – está directamente ligada à subida da taxa de desemprego em Portugal. Em Outubro cifrou-se num máximo de 10,2%, o terceiro valor mais alto no conjunto dos 30 países desenvolvidos, apontou ontem a OCDE.

Ontem, a ministra do Trabalho garantiu que segue com “muita atenção” a destruição de emprego em Portugal, tendo garantido a continuação de medidas de apoio às empresas e aos trabalhadores activos. A oposição criticou o atraso da execução do plano anti-crise do governo (PSD) e sugeriu apoios às pequenas e médias empresas (CDS). Um relatório anual da Comissão Europeia sobre emprego em 2009, a ser divulgado hoje em Bruxelas, sublinha que estas medidas de apoio, adoptadas por todos os países, têm contribuído para a estabilização das economias – o desafio, aponta a Comissão, é equilibrar estas panaceias com reformas de longo prazo.»

In: http://www.ionline.pt/conteudo/37566-portugal-destruiu-empregos-ao-dobro-da-velocidade-da-ue, a 15 de Dezembro de 2009, no Jornal I

O Meu Comentário:

Relativamente à peça jornalística por mim transcrita acima, penso que é uma triste realidade poder confirmar esta mesma situação, ou seja, que a velocidade de destruição do emprego é maior que nos nossos congéneres Europeus.

Não seria de esperar outra coisa, penso que Portugal, não é agradável aos pequenos e médios empresários, devido a poucas ajudas por parte do governo, pois, se for uma empresa de grande escala, ou mesmo, uma multinacional, os apoio são maiores, penso que de teoricamente empregarem mais pessoas. Outro, dos motivos de que leva a existir muito desemprego, deve-se à dicotomia entre empregados a termo, e os empregados sem termo, é muito comum hoje, se usar do contracto a termo, e ao final dos 3 anos, mandar a pessoa embora, alegando por exemplo, extinção do posto de trabalho, esta dicotomia, faz com que as pessoas tenham estilos de vida precários, e como tal, invistam pouco na economia, não consigam consumir o que necessitam ou desejam, o crédito pelas instituições financeiras é mais facilmente barrado, etc; devemos ter em conta, que a maior partes dos jovens licenciados, começam com contracto precários deste tipo, e depois «despacham-nos» ao fim de 3 anos, um exemplo, que vai já acontecer no ano de 2010, é o programa de estágios que o nosso governo vai lançar, onde não garante a empregabilidade dos referidos jovens, apesar de todos termos conhecimento , que muitos funcionários públicos, solicitaram pedidos de reforma, mas os mesmo não são consentidos, julgo por, ser mais fácil usar um jovem, que pagar uma reforma a um funcionário publico, pelo menos o ordenado do jovem, é mais barato.

A economia de Portugal, tem que levar um grande abanão, tem que se renovar, levar pessoas mais novas nos empregos, de modo, a que novas ideias, novos estilos, novo sangue, essencialmente trazido pelos recém licenciados, possa singrar. Todos sabemos que tendencialmente a economia tem que ser o mais heterogénea possível, isto a todos os níveis, logo penso que a existência de empresas pequenas, médias e grandes, o mais diversificado possível, só vai credibilizar a nossa economia, no entanto, é preciso ajudar os mais velhos, ou lhes concedendo as pré reformas, ou requalificando os mesmos, no entanto, caso se opte por os colocar de novo no mercado de trabalho, devemos ter em conta, que estas pessoas, auferiam à data do despedimento ordenados, que são difíceis de se poder pagar, pois nem a muitos licenciados, se pagam ordenados desse tipo, ou seja, teoricamente, temos mais a ganhar ao colocar um jovem qualificado, num emprego, no entanto, o governo deve ter em conta que as pessoas mais velhas, não estão prontas para contractos com termo e ordenados dispares doa que eles ganhavam, além do não reconhecimento das suas qualificações, mas em qualificações é normal ninguém ligar, senão não existiriam tantos licenciados no desemprego, nem os licenciados demorariam a conseguir uma simples colocação, mesmo para trabalhar de graça, como é o caso do estágios.

Deixo a Questão: Que Opinião tem da velocidade de destruição de empregos que Portugal possui actualmente?

Tenho Dito

RT

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3 pensamentos sobre “Destruição de Empregos Anda ao Dobro da UE…Somos Muito Bons…Vale a Pena Espreitar…

  1. Caro RT,

    Muita coisa anda mal no nosso pais e gostei bastante das tuas observações, subscrevendo-as.
    Quase a desistir de assistir ao telejornal – um drama! vou estando atenta ao programa Pros e Contras e uma coisa que me escandalizou, e que eu suspeitava apenas, é que há pessoas com quarentas e poucos que trabalharam durante dois anos em institutos publicos e que ficaram com reformas entre 5 000€ e 10 000 para o resto da vida!
    Eu considero isto uma grande falta de respeito e, entendo que primeiro tem que se arrumar a casa. Portugal precisa de arrumar a casa e serem os de cima a dar o exemplo,sempre.

    • Olá Mafalda

      Desde já agradeço as tuas participações no blog.

      É verdade, foram as pessoas da idade dos nossos pais que nos levaram a este estado, com trabalhos precários, e favorecimento de escolaridades abaixo do grau de licenciatura.

      Dificilmente vamos conseguir sair desta, denominada pescadinha de rabo na boca, penso mesmo, que hoje só sai quem tem uma «cunha», caso contrário, será um desgraçado para sempre.

      Eu ainda não desisti, mas começo a preparar me psicologicamente para viver de esmolas na rua, pois sei que não tenho direito a ser feliz, a poder casar, ou me juntar, e sequer poder ter um filho, repara que namoro a 8 anos, tenho 30, o namoro corre com alguns sobressaltos por vezes, originados pela mentalidade de pessoas «casadas», mas que são forçadas a namorar, são forçadas por vezes a esconder-se para poder ter a privacidade necessária aos casais, é triste, mas é os nosso país fizeram… Não encontro mais soluções, se alguém as possuir, me indique.

      Desculpa a resposta, e me ter alongado, mas não resisti.

      Sem mais agradeço

      RT

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