O Que Oferecer a Uma Mulher Neste Natal…Este Elas Vão Querer…

Hoje trago uma transcrição de uma denominada publi-reportagem, de um presente óptimo para oferecer às nossas mulheres, passo a transcrever a dita reportagem, e não vou tecer nenhum comentário, mas desejo de boas compras e bons presentes.

«Lingerie: chega o Natal e acabam os preconceitos

Para quem são as campanhas publicitárias de lingerie, para eles ou para elas? O i falou com responsáveis pelos anúncios e representantes das marcas e descobriu as respostas

Já lá vai o tempo em que o Natal era a época de paz, amor e união entre os povos. Hoje, Natal é sinónimo de lingerie. Leu bem, não precisa de voltar atrás. Nesta altura do ano os homens portugueses perdem a vergonha e entram nas lojas de roupa interior para comprar peças atrevidas, com rendas, cintos de ligas e tudo a que têm direito. Para oferecer às mulheres e namoradas, claro.

O processo é o seguinte: o homem português vai de carro e passa pelo outdoor da Helena Coelho, Rainha do Natal, em lingerie vermelha, cinto de ligas e estrelas douradas. O homem português trava, arregala os olhos, decora a marca publicitada pela rapariga seminua e imagina a sua mulher/namorada/amante/companheira na mesma pose.

Ou: o homem português está na paragem à espera do autocarro e de olhos postos no mupi estrategicamente colocado do seu lado direito. O homem português perde três autocarros porque não desvia os olhos da menina da Intimissimi, numa lingerie romântica e ar provocador. Chega atrasado ao trabalho mas com uma decisão tomada: comprar uma daquelas (lingerie, não uma menina da Intimissimi) e dar de presente à mulher/namorada/amante/companheira.

Nuno Martins, guionista de 33 anos, confere: “A ideia de oferecer lingerie não é a de oferecer roupa interior para usar no dia-a-dia, isso não tem piada. Nenhum homem no seu perfeito juízo vai a uma loja de lingerie e pede um pack de três cuecas brancas, daquelas basicazinhas. Deve oferecer-se lingerie que a mulher não está habituada a usar, ou por ser demasiado ousada, ou demasiado cara, ou de muito boa qualidade, mas ao mesmo tempo sexy.”

Clara Tehrani, uma publicitária de 28 anos, concorda: “Podre de sexy, daquelas que eu nunca compraria, porque tenho uma maneira de gastar dinheiro demasiado prática, mas que adoro e fico sempre triste por não ter mais.”

Para ela, lingerie “é um presente que não mente”. “Se o meu namorado me der lingerie sexy, a relação está bem e recomenda-se. Se der uns boxers de algodão é melhor ligar o alarme porque não deve faltar muito para ser ele a fingir dores de cabeça.”

A verdade é que a publicidade da Triumph, principalmente na época natalícia, é concebida a pensar no sexo masculino. Madalena Moniz Pereira, responsável pelo marketing e publicidade da marca, explica: “Nesta altura fazemos sempre a colecção de Natal com uma vertente mais sensual, que resulta numa maior procura por parte do sexo masculino.” O número de vendas no mês de Dezembro, pasme-se, sobe 135% comparado com Novembro.

Sofia, funcionária de uma das lojas da marca, confirma a afluência de homens nesta altura do ano e denuncia as preferências masculinas: “Normalmente pedem corpetes, fio dental, cintos de ligas e sempre em vermelho ou preto. Na maioria das vezes pedem os conjuntos que estão na montra, todos completos.”

Na Intimissimi, uma marca italiana de roupa interior, lançada pela Calzedonia, os outdoors com belas mulheres em roupa interior também têm sucesso, segundo as empregadas de uma das lojas: “As peças que aparecem nas publicidades de rua esgotam logo. São procuradas maioritariamente por homens ou por casais.”

Na La Perla, uma marca de lingerie mais sofisticada, são “as montras que falam primeiro”, já que atraem o sexo masculino para o interior das lojas. Também aqui a afluência do sexo masculino aumenta nesta altura: “normalmente vêm mesmo na véspera do Natal, à procura de lingerie mais sexy e arrojada”, conta Carla, funcionária da loja La Perla da Rua Castilho, em Lisboa. Segundo Manuela Saldanha, responsável pelo marketing da marca, “em relação ao resto do ano, em Dezembro as vendas sobem 50%.”

Quando chega à altura de perguntar o tamanho é que a coisa descamba. Há de tudo um pouco, desde etiquetas furtivamente cortadas de outras lingeries lá de casa a tamanhos apontados à pressa em papéis guardados nos bolsos, até à clássica observação do peito da empregada como termo de comparação. Apesar destes métodos infalíveis, as trocas são incontornáveis: “No dia a seguir ao Natal as nossas lojas recebem imensas mulheres a trocar peças com os tamanhos errados”, conta Madalena Moniz Pereira.

Na La Perla, o problema não são tanto os tamanhos mas as escolhas demasiado arrojadas de alguns maridos: “No dia a seguir ao Natal recebemos muitas clientes a trocar peças ousadas por outras mais simples.”

Mas os tamanhos podem mesmo ser uma valente dor de cabeça e até Nuno Martins, habitué deste tipo de presentes, se vê aflito: “Confesso que ainda não percebi muito bem aquela coisa da copa B e copa C. Era bem mais simples se fosse apenas 32, 34, 36, 38, 40. Bom, se fosse sempre 38, 40 era ainda melhor.”

A mulher Triumph
A ideia de eleger uma mulher representante da marca começou no final de 2002, com o objectivo de repromover a marca instalada há mais de 45 anos em Portugal. Marisa Cruz foi a primeira. Mas não aparecia quilómetro sim, quilómetro não nas cidades. Dava o corpo ao manifesto em catálogos e desfiles.

A senhora que se seguiu foi Isabel Figueira, cara e corpo da Triumph durante um ano. Mas a grande explosão da publicidade à lingerie deu-se com Cláudia Vieira, ex-“Morangos com Açúcar” e actual apresentadora do “Ídolos”. Ela foi Rainha de Copas, Rainha da Festa, Rainha do Pólo Norte, Mulher Triumph eleita em 2007, destronada dois anos depois por Helena Coelho, que já vai a caminho do segundo ano de reinado.

Não basta ser mulher para poder ser fotografada dentro de uma lingerie Triumph e exposta por esse país fora. Uma mulher Triumph “tem de ser activa, com um papel na sociedade, uma mulher trabalhadora, com missões e maturidade e com quem as portuguesas se identifiquem.” “Podem ser simpáticas e acessíveis, como era o caso de Cláudia Vieira, ou mulheres simples, com filhos e preocupações práticas, como levar a criança à escola, como a Helena Coelho.”

E, claro, ser dona e senhora de uma copa C, a atirar para o D, também ajuda. »

In: http://www.ionline.pt/conteudo/38542-lingerie-chega-o-natal-e-acabam-os-preconceitos, a 21 de Dezembro de 2009, no Jornal I

Boas Compras!

RT

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