Grandes Reis Que Ainda Hoje Vendem…E Possuem Clientela Fiel…Espreitem Como…

Reis do Comércio Tradicional...

Na ressaca do dia de Reis, trago um artigo que li na imprensa ontem, e que chamou à atenção para os verdadeiros reis, neste caso, os reis do negócio, passo a transcrever o mesmo, mas não comentar, pois trata-se mais de uma publi reportagem que somente passo a transcrever.

«Os Reis Magos do negócio

No Dia de Reis, fomos conhecer a realeza do país. Há soberanos para todos os gostos, do bacalhau às parabólicas

Enquanto os portugueses arrumam as árvores de Natal na despensa e enchem as filas das devoluções de presentes, os espanhóis esfregam as mãos de contentamento. Hoje é o dia em que finalmente abrem os presentes e devoram fatias de Bolo Rei.

A tradição (que inclui lojas abertas pela noite dentro e festas nas avenidas das principais cidades espanholas) remete à famosa noite repetida vezes sem conta em teatros de escola e presépios humanos ou de barro. Há 2010 anos, Baltasar, Gaspar e Belchior fizeram-se à estrada para conhecer o menino Jesus. Consigo levavam ouro, incenso e mirra, presentes preciosos, mas que qualquer miúdo desprezaria nos dias de hoje.

Em Portugal, o Dia de Reis não tem tanta importância, até porque de realeza está o país cheio. Há reis ao virar da esquina e rainhas onde menos se espera. O Rei dos Queijos tem um reinado de mais de 70 anos e já teve um queijo gigante a desfilar pelas ruas do Porto. Atrás do Rei das Tintas esconde-se a rainha do negócio, Paula Pascoal. José Santos é o único rei no mundo que se orgulha de calçar pés famosos como os de Manuela Ferreira Leite ou Maria Barroso.

1. Rei do bacalhau

Mercearia
Fernando Dias, de 46 anos, já não se impressiona com o cheiro intenso a bacalhau que o acompanha todos os dias. “Basta estar uma hora aqui na loja para se ficar com o cheiro na roupa”, explica o dono do Rei do Bacalhau na Rua do Arsenal, em Lisboa. “Aqui na rua não faz muita diferença porque tudo cheira a bacalhau.” Fernando conheceu a mulher numa das várias mercearias da rua no Cais do Sodré que todo o ano se enche de turistas à procura do peixe nórdico. “Ela era filha do dono da loja e, quando a conheci, despedi-me logo da Marinha, porque quis vir para aqui ajudar”, conta. O seu sogro escolheu este nome porque dizia que o seu bacalhau era o melhor da zona. Nessa altura, os toldos azuis diziam “Ramalho – O  Rei do Bacalhau”. “O peixe vem da Noruega e da Islândia e o mais caro que vendemos é o de cura amarela, a 19,95 euros o quilo.” O peixe é o rei do Natal e é nessa altura que há mais procura na loja. “Há pessoas que só vêm cá uma vez por ano, porque só comem bacalhau no Natal”, diz Fernando. Não é o seu caso. “Já comi quatro vezes desde o Natal e nunca enjoo.” Os espanhóis são os que mais procuram a o Rei do Bacalhau. “Pedem para embrulhar para poderem levar nos carros e aviões e oferecer à família.”
Rua do Arsenal, 56-58, Lisboa. De segunda a sexta das 8h às 19h; sábado das 8 às 13h


2. Rei dos queijos

Queijaria/pastelaria
Fernando Veiga herdou o trono do pai, Amândio Veiga. A queijaria O Rei dos Queijos abriu em 1933 e foi convertida em pastelaria em 1948. “Quando o meu pai inaugurou a loja, de chapéu na cabeça, mandou fazer um queijo enorme, tipo flamengo e andou a fazer reclame a passeá-lo pelas ruas do Porto”, conta Fernando. O queijo que publicitava a pequena loja era tão grande que teve de ser puxado por cordas e por um carro, “semelhante aos dos caminhos de ferro, daqueles que já não existem”, explica Fernando. Tinha 6 anos, mas lembra-se bem da ocasião: “No dia em que abrimos as portas, o meu pai cortou o gigantesco queijo redondo às fatias e foi logo todo vendido.” Na altura “ainda não havia concorrência nem existiam centros comerciais”, conta. Quase vinte anos mais tarde, a queijaria foi remodelada e passou a vender bolos e doces. Mesmo assim, os queijos são os reis do negócio desde há 76 anos. “Vendemos todo o tipo de queijos nacionais, desde flamengo, aos de dieta, ou ao castelões”, diz Fernando. “O mais caro é o queijo da serra, a 18 euros o quilo.” Quem lá trabalha já nem sente o cheiro. “Estou demasiado habituado.” Rua Bonjardim, 152/154, Porto. De segunda a sexta, das 8h às 20h; sábado das 9h às 20h


3. Rei das meias

Loja
O Rei das Meias orgulha-se de ter clientes tão famosos como Manuela Ferreira Leite, Maria Barroso ou Rogério Samora. “Os reis de Espanha também chegaram a vir aqui comprar meias quando estavam exilados”, diz José Santos, de 53 anos, dono da loja que fez 80 anos em Outubro. “A loja não é de familiares, o fundador não teve filhos e eu já pertenço à terceira dinastia de reis”, conta. O Rei das Meias tem mais de 80 pernas expostas e meias para todos os gostos. “Há muitos sítios a vender meias, até os chineses as vendem, mas há poucas casas tão especializadas como esta. Se quiser um número 48 ou algum modelo em amarelo, encontra aqui tudo.” A lista de clientes inclui teatros e programas de televisão: “‘Big Show Sic’, ‘Dança Comigo no Gelo’, Teatro São Carlos ou da Trindade…” Largo Rafael Bordalo Pinheiro, 32, Lisboa. De segunda a sexta das 9h 19h

4.Rei das parabólicas

Empresa
“’Rei das Parabólicas’ é um nome horrível, mas quando há 10 anos quisemos mudar, já não fazia sentido porque éramos conhecidos.” Luís Geraldes, de 48 anos, criou a empresa em 1998, “na altura em que arrancou a TV Cabo”. Nesse ano, foram contratados para dar formação a mil técnicos da TV Cabo e montar parabólicas por todo o país, até no Hospital de Santa Maria. “A instalação em todos os quartos do hospital durou cinco meses. Além do conjunto de parabólicas, instalámos um sistema satélite”, conta. Hoje já vende poucas parabólicas na loja em Benfica. “Fazemos mais a gestão das assinaturas da TV Cabo, que agora é Zon. É muito diferente de quando houve um boom de parabólicas. Agora já é tudo por cabo e o mercado está estagnado.” Rua D. António Caetano de Sousa, 17, Lisboa. De segunda a sexta, das 9h às 18h


5. Rei das tintas

Empresa
“Foram os clientes que nos deram este nome”, explica Paula Pascoal, de 48 anos, dona da loja Rei das Tintas. Paula e o pai trabalhavam numa loja de tintas na Amadora. “Lá éramos empregados, mas quando a loja fechou os nossos clientes insistiram para que abríssemos um negócio por conta própria. Diziam que éramos os reis das tintas.” Há 14 anos, inauguraram uma empresa de tintas para automóveis e construção civil com mais de 20 mil cores. “As minhas preferidas são as camaleão, aquelas tintas que emitem oito tonalidades e que são usadas nos carros tunning.” A cor mais vendida é o cinzento prata. “Mas chegamos a vender purpurinas para pintar o interior de igrejas. Temos um cliente nos Açores que se dá muito com o padre da zona.” Rua D. Pedro V, 44-A, Tires, S. Domingos de Rana. De segunda a sexta das 9h às 19h»

In: http://www.ionline.pt/conteudo/40492-os-reis-magos-do-negocio, a 06 de Janeiro de 2010, no Jornal I

RT

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