O FIM da FHM em Portugal…Onde Andam A Errar os Editores em Portugal…Saiba Onde…

O Fim da FHM em Portugal... Fonte: http://milfotos.org

Hoje trago uma notícia que saiu num diário da nossa praça, e que se trata da notícia que a ultima revista masculina «FHM», vai sair no mercado nacional, ou seja, não foi renovada a licença com a detentora da marca, vou transcrever a peça jornalística e de seguida vou tecer um breve comentário sobre o assunto.

«”FHM” já não é de homem. Autópsia às revistas masculinas

Este mês chegou às bancas a última “FHM”. Saiba porque as revistas masculinas estão a perder leitores

É uma casa de banho que Ana Maria Lucas não vai esquecer. Em letras garrafais na parede estava escrito que ela “organizava bacanais com putas”. A ex-Miss Portugal pagava assim a ousadia de produzir as sessões fotográficas da primeira revista masculina portuguesa, a “Élan”. Estávamos em 1987, computador e internet ainda era coisa de cientista e explorar o corpo feminino podia ser uma heresia – lembram-se da polémica que a exibição do filme “Império dos Sentidos”, em 1991 na RTP2, provocou?

A revista, dirigida por Alexandre Pais (actualmente no “Record”), não sobreviveu aos preconceitos da altura e morreu em 1990. Para memória futura, gravam–se números na lápide: vendia 12 mil exemplares por edição e custava 350 escudos. Vinte anos depois, outra revista masculina entra para o obituário. A “FHM” deste mês é a última a chegar às bancas – o grupo editorial Impresa Publishing decidiu não renovar o contrato de licenciamento com a marca inglesa. Vendia 36 mil exemplares e custava três euros. As causas do “encerramento precoce e abrupto”, como lhe chamou o director, João Godinho? A empresa, em comunicado, arriscou uma: “As revistas masculinas têm assistido, continuada e abusivamente, a uma apropriação dos seus conteúdos por vários sites.” Ao contrário de 1987, computador e internet já não são coisa só de cientista e ver corpos de mulheres semidespidas pode ser mais fácil do que acender um cigarro. Mesmo assim, o diagnóstico de João Godinho é reservado: “A internet terá obviamente a sua dose de culpa. Assim como a crise mundial, a chuva – que faz comprar menos revistas -, os quiosques que fecharam, o facto de haver mais títulos em banca… a internet é um óptimo bode expiatório para esta situação. Mas será a única culpada?” Domingos Amaral, director da concorrente “GQ” e fundador da “Maxmen”, afasta essa possibilidade: “Esses sites são fenómenos marginais. Não é a razão e não explica a perda de 25 mil leitores num ano.”

Depois do fecho da “Élan”, as revistas masculinas só voltaram às bancas portuguesas em 2001. Domingos Amaral apostou numa modelo ainda relativamente desconhecida para o lançamento da “Maxim” – uma batalha jurídica perdida com a “Máxima” obrigou a que mais tarde se mudasse o nome para “Maxmen”. A imagem daquela loira a saltar à corda ainda hoje deve pairar na cabeça de muitos homens. “Nunca mais me esqueço de quando entrei no estúdio e vi a Marisa [Cruz] a fazer a fotografia da capa. Uma visão inesquecível.” Nascia uma revista e uma nova estrela. Seguir-se-iam outras: Isabel Figueira, Diana Chaves ou Soraia Chaves aproveitaram a boleia para a fama. Ao fim de nove anos como director, o filho de Diogo Freitas do Amaral não tem um modelo de capa bestseller: “Só sei que resulta sempre bem alguém famoso que nunca tenha aparecido.” Catarina Jardim é até agora a recordista: mais de 80 mil exemplares vendidos. “Portuguesa, mediática, da televisão e, claro, gira”, eis o critério de escolha de Luís Merca, actual director da “Maxmen”. Na “FHM”, que apareceu em 2005, a receita é parecida e as quase 80 mil vendas da edição em que Luciana Abreu arrumou Floribella a um canto são inesquecíveis: “Do avô, ao pai, ao filho e ao neto, todos tinham curiosidade de a ver de lingerie”, diz João Godinho.

Saudosos números, pensarão hoje os directores: agora chegar aos 30 mil exemplares é uma vitória. “Olhando também para o panorama internacional, parece que as revistas masculinas não fazem grande falta aos homens. Até ao dia em que alguém criar uma fórmula diferente”, analisa Pedro Boucherie Mendes, ex–director da “FHM”. Apesar de evitar dramas prematuros, Domingos Amaral concorda que a fórmula editorial pode estar gasta: “É preciso reinventar. As revistas inglesas estão a dar mais importância a assuntos que interessem a homens com filhos. Já não é só miúdas, carros e futebol. Os leitores crescem, não têm eternamente as hormonas aos saltos.” E dá o exemplo das publicações femininas: “Há 20 anos não abordavam a problemática sexual, mas depois apanharam esse lado comportamental que é hoje uma das razões do seu sucesso.” O outro são os brindes que oferecem, acrescenta antes do golpe de misericórdia. O grande problema da “FHM” foi a falta de publicidade e a sua “dependência das vendas em banca”: “Era ousada de mais para cativar anunciantes e isso foi fatal.”»

In: http://www.ionline.pt/conteudo/49529-fhm-ja-nao-e-homem-autopsia-s-revistas-masculinas, a 04 de Março de 2010, em Jornal I

O Meu Comentário:

Perante esta peça, leva-me a crer que parte do problema aplicado aos jornais, está a contagiar as revistas, ou seja, o problema inerente ao papel, e à necessidade de transporte dos jornais ou revistas, estão a condenar os mesmos fisicamente, levando a existir problemas na venda dos mesmos.

Um dos problemas, é que as notícias nos dias de hoje, andam mais rápido que a velocidade da luz, e que por vezes os jornais que se compram nas bancas de manhã, já possuem noticias muito «atrasadas», perante a que encontramos na Internet, e muitas vezes nos sites dos próprios jornais, o que origina que exista um decréscimo na venda de jornais.

O mesmo problema, é referido às revistas, nomeadamente as revistas segmentadas para homens, devem sustentar-se em beldades conhecidas que se despem, mas hoje em dia, com a banalidade da internet, podemos ver esses beldades, semi-despidas, muito facilmente, sendo que, existe entre o publico masculino, algo, que é comum, que é o espírito de compartilha, e muitas vezes, compram a revista, vêem o conteúdo das mesmas, e depois partilham com os seus colegas e amigos, emprestando a revista, ou melhor, e mais fiável de sempre, é digitalizar as imagens presentes na revista, e partilham as mesmas, de maneira mais informal, com recurso ao e-mail.

Temos que ter consciência, as mulheres tendencialmente compram revistas por trazerem uma compilação de informação diversificada, e útil as senhoras, por exemplo, é normal uma revista feminina ter receitas, consultório médico, fofocas, etc…, e isso, faz com que se a revista estiver bem posicionada, tenha grandes índices de vendas, apesar de concorrer com muito mais títulos que as revistas masculinas.

As revistas masculinas, podem ter informação diversa, mas desta forma, não conseguem posicionar para um só público, pois os homens, são mais especialistas em determinada área, não gostando, muito da leitura polivalente, e o que mais gostam nas revistas masculinas, são mesmo as mulheres semi-despidas, que aparecem lá publicadas, mas sabem que se não comprarem um determinado número, pois sabem, que as vão encontrar na internet com facilidade, pois os homens são solidários e partilham com outros.

Outra adversidade, é o aspecto físico, partilhado por jornais, revistas e mesmo livros, se temos em Portugal uma revista, mas estamos por exemplo, de férias na Alemanha, a internet, faz com que vejamos a publicação que está aqui, coisa que à uns anos, era completamente impossível, e como tal, a internet, veio quebrar barreiras de espaço. É necessário que os editores tenham consciência que um bom gestor e marketeer, pode ser uma mais-valia, pois pode passar a ter uma visão de distribuição mais favorável a cada título e tipo de leitor, de forma a conseguir crescer e ir de encontro, com o publico alvo, coisa que muitos, os jornais, revistas e mesmo livros, no seu aspecto físico, têm se esquecido, e depois estão simplesmente a caminhar em direcção ao fecho, por vezes, mais vale ir buscar juventude de áreas de gestão e marketing, perder uns cobres no ordenados dos mesmos, e desta forma, não ser um prejuízo, mas uma mais-valia, pois vão manter os jornais, e vão satisfazer os seus seguidores, que são os leitores.

Acordem, ninguém dá resultados de borla, e sem investimento, é obvio que vão cair no esquecimento.

Tenho Dito

RT

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