Novas Regras Para o Desemprego…Conheça Algumas das Medidas Aqui…

12000 Vagas Sem Dono...

Hoje trago uma notícia que me chamou à atenção no decorrer do dia de ontem, e que tem sido por vezes focada no blog, tratando-se da questão do desemprego. Passo a transcrever a mesma, e de seguida faço um breve  comentário.

«Há 12 mil empregos que ninguém quer. Regras do subsídio vão apertar

Instituto do Emprego recebeu milhares de queixas. Novas regras já em 2010

A taxa de desemprego está em níveis recorde, mas ao Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) têm chegado milhares de queixas de empresas que não conseguem recrutar trabalhadores – segundo apurou o i foram estas denúncias, sobretudo de empresas com salários mais baixos (como o têxtil ou calçado), que despertaram a atenção do governo socialista para a necessidade de apertar as regras do subsídio de desemprego. As alterações, que implicam cortes na prestação e condições mais duras ao acesso, avançam já em 2010, confirmou ontem a ministra do Trabalho.

As queixas das empresas abarcam entre de dez a doze mil ofertas de trabalho por preencher. O problema identificado pelo IEFP vai no sentido das conclusões de estudos realizados por economistas do Banco de Portugal, que apontam para o efeito negativo que a generosidade do subsídio de desemprego tem na procura de trabalho, sobretudo para salários baixos. O valor médio do subsídio de desemprego – cerca de 520 euros – concorre directamente com os salários mais baixos, próximos do valor do salário mínimo, que tem vindo a subir (para 475 euros este ano). O i apurou que o governo não avançou mais cedo porque vários dos casos identificados envolvem beneficiários com filhos a cargo, com situações económicas muito precárias.

“Num momento em que os números do desemprego continuam a ser elevados e quando existem necessidades de mão-de-obra em vários sectores da nossa economia, não podemos continuar com este paradoxo de existirem muitas pessoas desempregadas e ao mesmo tempo postos de trabalho que não são preenchidos”, afirmou ontem a ministra do Trabalho. Helena André explicou que “todas as medidas que permitam apoiar os desempregados a voltar ao mercado de trabalho são, para o Governo, um objectivo prioritário”, sublinhando que os apoios intensificados durante a crise económica podem ter efeitos indesejados. “Depois da análise que fizemos entendemos que algumas destas medidas têm um efeito perverso, caso este efeito se confirme, teremos que fazer tudo para que ele deixe de existir”, assinalou.

As novas regras cumprem também o objectivo de cortar na despesa em prestações sociais – em 2010 o governo estima gastar 2,2 mil milhões de euros com apoios sociais aos desempregados.

A revisão das regras vai incidir em primeiro lugar na relação entre o subsídio de desemprego e o salário anterior – segundo apurou o i, o governo pretende usar o mesmo mecanismo empregue na bolsa de mobilidade na função pública, diminuindo o subsídio de desemprego (65% do salário anterior) ao longo do período em que é recebido. Por outro lado, o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, admitiu ontem em entrevista ao Jornal de Negócios que o valor mínimo do subsídio de desemprego pode ficar abaixo do salário mínimo nacional. Por outro lado, Teixeira dos Santos quer “incentivar” a aceitação de ofertas de trabalho. Hoje um beneficiário pode recusar uma oferta nos primeiros seis meses desde que o salário bruto seja inferior a 25% do valor do subsídio – o governo quer baixar o limiar para 10%.

Esta informação sobre as alterações chegou no mesmo dia em que o Eurostat, o braço estatístico da União Europeia, divulgou números relativamente positivos para Portugal – no último trimestre de 2009 a taxa de criação de emprego (em cadeia) foi nula, travando o ritmo de destruição de postos de trabalho no trimestre anterior, o dobro face à média Europeia. Comparando com os últimos três meses de 2008 a tendência continua, no entanto, negativa (-2,8%).

É essa tendência – reflectida nos números do desemprego, 10,1% – que torna aos olhos dos sindicatos o endurecimento das regras do subsídio como “mais uma declaração de guerra”. “É inadmissível que num altura em que o desemprego sobe o governo esteja a eleger as pessoas desempregadas como não tendo escrúpulos”, afirmou ao i Arménio Carlos, dirigente da GCTP que esteve na reunião de concertação. O governo não apresentou números nem detalhes, tendo discutido a hipótese de um documento comum sobre o PEC. “Para nós este PEC não é inevitável como o vendem”, contrapõe Arménio Carlos.

Bruxelas gosta José Manuel Durão Barroso foi ontem à Faculdade de Direito falar sobre o Tratado de Lisboa, mas acabou por dar também a sua opinião sobre o PEC do governo de José Sócrates. À saída da Universidade de Lisboa, o presidente da Comissão disse já conhecer as bases do PEC português, “um documento credível”, que considerou “ambicioso, mas exequível”. »

In: http://www.ionline.pt/conteudo/51271-ha-12-mil-empregos-que-ninguem-quer-regras-do-subsidio-vao-apertar, a 16 de Março de 2010, em Jornal I

O Meu Comentário:

Perante esta notícia, penso que o governo anda a dar uma no cravo, e outra na ferradura, senão vejamos, ainda à pouco tempo, enumerou, que seria obrigado a incrementar um aumento na duração das prestações sociais, nomeadamente no desemprego, devido a factores inerentes com a crise económica que, infelizmente nos assola; e agora quer fazer com que os trabalhadores tenham um trabalho denominado de «conveniente».

Pois bem, por vezes, costumo ir ao portal do centro de emprego, verificar, na minha qualidade de dever de desempregado, e tenho denotado que é muito raro, existir ofertas para pessoas licenciadas, os pedidos são essencialmente para pessoas que possuem enumera experiência, e com estudos baixos ou médios, pois bem, eu até respondo a algumas de 12º ano, no entanto, ou recebo cartas a indicar que não tenho o perfil desejado para a função, ou vou a entrevista, mas verificam que tenho estudos superiores, e mandam-me embora, ou as que possuem estudos superiores, querem anos de experiência.

As ofertas lá esplanadas, nunca excedem os 5000 vagas, perante esta situação, leva-me a questionar, a que se referem as 12000 vagas? Não entendo, será que são empregos que não são colocados online? Por que razão não colocam empregos para licenciados? Por que razão não conseguem arranjar colocações, nem que sejam em trabalhos temporários ou mesmo em regime sazonal para licenciados? Penso que desta forma, os mesmos, poderiam ganhar a tão necessária experiência…

Os pedidos que se falam, não estarão a pedir gente muito nova e com experiência? Sei que se trata de um paradoxo, e como tal, não leva a lado nenhum, mas devemos ter em conta que se ninguém der oportunidade, as pessoas não conseguem ganhar experiência, e como tal, passado um tempo, o mercado de trabalho, vai necessitar de pessoas, que ensinem e transmitam conhecimento às gerações vindouras, e não vai ser possível, pois a geração actual, vulgarmente denominada de «geração rasca», e que está mas é à rasca não vai ter o conhecimento.

Penso que em alguns casos, o conteúdo da notícia pode ser verdade, mas em mais de 50% dos desempregados, penso que não se aplica, especialmente no caso, que mais contacto tenho, que deve-se aos desempregados licenciados, que são muito usados e explorados, e não existe emprego para os mesmos, pois as pessoas, preferem não apostar nessas pessoas, investindo a curto prazo, em pessoas com escolaridades médias, e que possuem experiência, que está muito na moda, em detrimento de uma política continuada que pode ser realizada por um licenciados, que sai mais cara agora, mas que a médio e longo prazo, vai compensar e vai traz resultados bem mais agradáveis, face aos apresentados pela aposta no de ensino médio, que até pode afundar o projecto, e sairão mais pessoas lesadas, como é o expoente máximo, encerramento de organizações que temos vindo a assistir.

Deixo a Questão: Que Pensa Das Medidas Idealizadas Pelos Governantes Para Controlar o Desemprego?

Tenho Dito

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