Terminei o 9º Ano…e Agora?? Que Devo Escolher…Veja Aqui Como Solucionar Esta Questão…

Escolhas Após o 9º Ano...E Agora? Fonte: http://www.portaldoestudante.uevora.pt

Hoje trago algo bastante interessante, pelo menos para os alunos que estão a finalizar o 9º ano de escolaridade, ou seja, a questão que muitos colocam é: «E Agora?», pois bem, que tal dar uma olhadela para ver se descobrem a resposta…

«O que sabe um miúdo sobre desemprego? Nada na maioria dos casos

No 9.º ano, a maioria dos alunos usa a fantasia para decidir a vocação profissional. O critério mantém-se até à faculdade

O desemprego está onde quer que se esteja – na televisão, nos jornais, à mesa do café ou na sala de jantar. Não há como fugir ao tema, mas será que o tema chegou aos adolescentes que a partir do 9.o ano são obrigados a escolher a sua área vocacional? A taxa de desemprego está nos 10%; os recém-licenciados são os mais atingidos com o desemprego de longa duração (51%); e o desemprego jovem ronda os 20%. São números que boa parte da população já conhece, mas terão força suficiente para condicionar as opções dos alunos do 3.o ciclo e do ensino secundário? A pergunta foi feita aos psicólogos de orientação vocacional. A resposta surgiu decomposta em duas categorias. Tomar uma decisão “realista” sobre o futuro profissional é um comportamento de uma minoria. Os restantes – a grande maioria – continuam sonhadores e a léguas de distância do que se passa no mercado de trabalho.
Quem são então estes dois grandes grupos? A resposta está na família. “Os filhos de pais com profissões liberais ou com estudos superiores são os que têm uma atitude mais consciente sobre as dificuldades do mercado de trabalho”, explica Paulo de Jesus, psicólogo de orientação vocacional e professor da Universidade Lusófona do Porto. Não são muitos os alunos preocupados com o desemprego, mas essa inquietação surge entre “alguns jovens”, sobretudo nos “dois ou três últimos anos”, esclarece Eduarda Ferreira, psicóloga da Escola Secundária Sebastião da Gama, em Setúbal. A classe social e o contexto familiar determinam portanto a atitude dos miúdos perante o futuro.
Quanto mais elevada é a condição social, mais “bem equipados e autónomos” são os adolescentes que no 9.o e no 12.o anos de escolaridade têm de decidir sobre a sua profissão. “São jovens que já conhecem o perfil de várias actividades, seja porque a mãe é médica, o pai é engenheiro ou o tio é advogado, aprenderam fora do meio escolar como é que se adquire algumas das competências profissionais”, explica Paulo de Jesus. É sobretudo entre os alunos de classe média alta que o psicólogo diz encontrar os adolescentes que procuram informação sobre as “boas escolas e as boas universidades” ou os cursos com mais saídas profissionais. Até porque, conta, Mónica de Sousa, psicóloga clínica que também presta orientação vocacional aos alunos do ensino básico e secundário no seu consultório de Lisboa, os pais que concluíram os estudos universitários tendem a ser mais rigorosos com os seus filhos e exigir que também eles prossigam os estudos no ensino superior.

Fantasia e realismo

A grande maioria chega ao fim do ensino básico sem saber o que quer da vida: “O que até é normal, uma vez que a adolescência é uma fase de grande inconstância e imaturidade”, esclarece Eduarda Ferreira. O modo como os adolescentes escolhem as áreas escolares ou até as profissões dependem de vários factores, alerta Vasco Catarino Soares, psicoterapeuta que também dá consultas de orientação vocacional em Lisboa: “Escolher o que os amigos escolheram, escolher para fugir à matemática, escolher porque um tio disse que se ganha muito dinheiro, escolher porque os pais querem são apenas algumas condicionantes que influenciam as decisões dos alunos.” Entre as “centenas de jovens” que passaram pelo seu consultório há uma tendência: “A fantasia de encontrar uma profissão livre de frustração, em que tudo é um desafio e onde não há tarefas rotineiras.”
É o “idealismo” que caracteriza os primeiros anos da adolescência mas que se torna “preocupante” quando se prolonga até aos 17 ou 18 anos, adverte Paulo de Jesus: “Regra geral as escolhas dos cursos universitários fazem-se sem o conhecimento da dinâmica do mercado de trabalho e as opções são tomadas sem se ajustar às probabilidades de emprego.” Em boa parte dos casos, defende o psicólogo de orientação vocacional, a recolha de informação sobre as saídas profissionais só acontece nos últimos anos da faculdade. E isso tem uma razão de ser: “O sistema de ensino encontra-se divorciado da realidade até ao momento do estágio profissional.”
E como uma “vasta percentagem” dos jovens que estudam nas universidades são os “pioneiros” nas suas famílias isso põe-nos em desvantagem por não poderem contar com a experiência dos pais ou de outros familiares: “E por isso tornam-se mais vulneráveis à propaganda das instituições de ensino superior que todos os anos procuram angariar o máximo de alunos.” Um fenómeno que pode explicar igualmente a profusão de cursos lançados “sem qualquer correspondência” com as ofertas disponíveis no mercado de trabalho, defende Paulo de Jesus.
A “passividade” perante as decisões a tomar face ao futuro começa no 9.o ano de escolaridade e estende-se até ao fim do percurso académico: “E isso tem implicações práticas muito sérias”, adverte o psicólogo de orientação vocacional. Metas mal definidas, poucas estratégias de procura de emprego e défice de empreendedorismo são os riscos para uma geração que ainda “não adquiriu instrumentos nem competências” para combater o desemprego ou sequer enfrentar a “competitividade” do mercado de trabalho: “A chave está na capacidade que as universidades têm de ter para criar interfaces com o mundo do trabalho.” »

In: http://www.ionline.pt/conteudo/52119-o-que-sabe-um-miudo-desemprego-nada-na-maioria-dos-casos, a 22 de Março de 2010, em Jornal I

O meu comentário:

Pois bem, perante a reportagem, deu me um saudosismo de quando terminei o meu 9º ano, e fiquei indeciso com o que realmente escolher, e mais uma vez tinha um problema, dizia que não gostava de matemática, mas também não queria ir para humanísticas, pois tinha línguas estrangeiras, as quais, não tinha na minha óptica queda nenhuma…

Pois escolhi, na altura o agrupamento de ciências, mais para seguir engenharia, pois bem, as minha fugas às línguas, não ficaram estancadas, pois tive inglês até ao 11º anos, e um ano mais tarde, já na universidade tive mais 2 anos de inglês, o que ficou provado, que não vale a pena, andar a fugir, pois temos que enfrentar as cadeiras, digamos, são cadeiras que têm que ser realizadas, e ou as fazemos agora, ou mais tarde, podemos ter que necessitar de elementos das mesmas, e temos que aí fazer um auto estudo, o que por vezes, é mais difícil, devido e no caso das línguas, a serem abstractas em certo modo.

Acabei por, ao terminar o 12º ano, não seguir as ciência, não por gosto, mas porque a minha veia me inclinava para as ciências económicas, sempre foi assim, não consegui foi ter essa percepção no 9º ano, caso contrário tinha seguido o então, agrupamento económico-social, onde tinha as línguas e a matemática que andei a fugir…sem sucesso.

Hoje, formei-me como devem saber em gestão, e nutro especial carinho por Marketing, no entanto, tenho consciência que tenho um percurso rico, pois tenho conhecimentos muito bons de ciências, o que me pode abrir portas em áreas mais técnicas que não são abertas aos gestores comuns, mas somente a engenheiros em cargos de chefias, mas que por vezes, são executadas de forma errada, pois não são só tecnicistas, mas sim meio-termo, sendo que por vezes, em alguns cargos de chefias de organizações, aconselho a nunca colocarem engenheiros, não por serem maus, mas por não conseguirem por vezes abstrair-se do tecnicismo, e por relegarem para segundo plano coisas tão básicas como orientação para o cliente, os colaboradores, e o marketing estratégico, pois os engenheiros fazem e muito bem realizar cálculos, tal como os financeiros, mas esquecem-se que as organizações são as pessoas que integram e que interagem com as mesmas, e não somente, materiais.

Deixei aqui o meu exemplo pessoal, para que todos fiquem a saber um pouco mais de mim, e que, para os jovens que terminam o 9º ano, tenham a consciência que a escola não é fácil, e nunca, mas nunca deve ser tomada de animo leve, até porque agora os agrupamentos tão mais generalistas que nunca, os de letras já possuem matemáticas, e as matemáticas mais línguas, ou seja, teve que se aproximar os mesmos, para que os jovens, possam escolher de forma mais pensada e organizada, o meu conselho aos jovens, e tendo por base, a minha escola, é que escolham na base da vocação, no entanto, caso se «enganem», têm que trabalhar mais para recuperar o que perderam, e ter muito auto estudo, mas ganham uma formação mais heterogénea, o que nem sempre é mau, na maior parte dos casos serve sempre para algo.

O meu conselho final é, pensem muito bem, releguem os prós e os contras, lembrem-se que uma profissão que dá muito dinheiro agora, pode não ser uma profissão que no futuro seja tão bem renumerada, e pode não vos realizar pessoalmente, o que penso, que seja bem mais importante que dinheiro, pois o dinheiro ajuda-nos, dá-nos conforto, mas não compra o bem-estar pessoal e a felicidade.

Deixo a Questão: Como pensa que os jovens que terminam o 9º ano, devem escolher o seu futuro?

Tenho Dito

RT

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