Fernando Alvim Cria o Inferno….Conheça Este Novo Espaço…

O Inferno Concebido por Fernando Alvim Fonte: http://www.ionline.pt

Hoje trago uma sugestão de uma criação de um nortenho, e que é muito conhecido, nada mais, nada menos, que Fernando Alvim, passo a transcrever a reportagem que saiu num diário da nossa praça no final da semana passada.

« Vá para o Inferno. E diga olá a Fernando Alvim

Nas galerias Lumière, no Porto, agora abertas à noite, acaba de abrir um minibar desenfreado, concebido por Fernando Alvim. Chama-se Inferno e propõe flutes a um euro

Enquadramento: as esquecidas galerias comerciais Lumière (um minishopping do Porto do final dos anos 70 que gravitava em torno do memorável e histórico cinema homónimo de duas salas que aí funcionou anos a fio), unindo as ruas das Oliveiras e de José Falcão (na latitude Teatro Carlos Alberto-Armazém do Chá), são, de há uns tempos para cá, também local de início de noite. Uma série de pequenas lojas devolutas têm sido ocupadas por bares, em amena coexistência com os vizinhos diurnos: uma loja de objectos retro e outra de postais e numismática, uma livraria, uma loja de discos e o espaço tripeiro dos Storytailors.

À noite, a “nave” tem DJ e um insólito piano de cauda. Há enchentes e até se dança. O responsável por esta nova proposta democrática e fluida é José Albuquerque, que com o seu espaço Galeria de Paris catapultou a artéria do mesmo nome para o fenómeno “multidão na rua” que se conhece. A ideia nasceu precisamente como uma alternativa de Inverno, coberta, à rua dos Clérigos, com a vantagem de ter música a animar as centenas de pessoas que ali cabem. Atrasou um bocadinho, mas já enche.

Antes de abrir o Galeria de Paris, Albuquerque já tinha convidado o seu amigo Fernando Alvim para sócio. Dessa vez não calhou, mas agora chegaram a acordo. Inferno, num canto do piso superior do Lumière, abriu no princípio do mês e é “a cara” de Alvim. É um bar muito pequenino, forrado naquele papel vermelho adamascado típico de cabaré dos anos 50/60, que também marcava presença no décor de “Boa Noite Alvim”. Além disso, inclui uma explosiva intervenção da artista plástica Ana Sofia Gonçalves, que também foi responsável pelo design do espaço. Um ameaçador dragão de duas cabeças irrompe de uma pequena gaiola de pássaros e dispara, tecto fora. A cabeça dianteira, munida de óculos, lança chamas sobre a parede do bar propriamente dito. A cratera causada revela garrafas de vinho e relógios, em cenário surreal.

“Acho que a noite está muito associada ao inferno e não ao céu. Só os anjinhos não saem de casa”, explica Fernando Alvim. “O nome vem de uma ideia antiga que tinha, em que basicamente era minha intenção ter um hotel onde – e reparem agora -, da recepcionista à mulher da limpeza, passando pela secretária, era tudo… como direi… era tudo com senhoras usualmente isentas de impostos. Ao fim-de-semana haveria rodízio para os clientes e coisas assim. Bom, mas isto era só uma ideia, um protótipo que serve para os desfiles. O Inferno é a realidade que se nos apresenta e não tenho dúvidas de que vai incendiar uma boa parte da cidade.”

Como continua a deslocar-se frequentemente ao Porto, Alvim garante alguma presença no espaço e refuta a ideia de um franchising com o seu nome. “Acho que o mundo ainda não está preparado para tamanha enfermidade!”, assegura. E revela: “Tive uma ideia boa, há dias, para franchising: fazer uma cadeia de bares que incitassem ao ódio, que explorassem este sentimento entre as cidades. E é meu objectivo abrir o Odeio-te, Braga! em Guimarães e o Odeio-te, Guimarães! em Braga, isto numa primeira fase. Depois, o Odeio-te, Lisboa! no Porto, e o Odeio-te, Pinto da Costa! em Lisboa. Acho que pode ser uma ideia genial. O ódio é muito mais forte que o amor.”

Além do habitual num bar, o Inferno oferece promoções vinícolas: flutes de vinho, espumante ou vinho do Porto, a um euro. E, como sabe que isso precisa de acompanhamento, propõe também tábuas de queijos e enchidos, e outras tapas. “Afinal é Baco ou Satanás?”, perguntámos a Alvim. “É Satanás, que gostava obviamente de beber – coisa que muito boa gente desconhece, por não lhe atrair a aquisição de conhecimento”, responde. “Trata-se, pois, de um bar que foi buscar inspiração a essas duas coisas, ao vinho e ao espumante (e já tínhamos bebido bastante). Agora se isso é inspiração mediterrânica ou outra coisa qualquer, isso já não faço ideia. Pode ser o que quiserem.”

Galerias Lumière: Rua das Oliveiras/Rua José Falcão, Porto. 936 214 763 http://infernoinfernoinferno.blogspot.com De domingo a quinta-feira, das 21h00 às 02h00; sexta-feira e sábado, das 21h00 às 04:00.»

In: http://www.ionline.pt/conteudo/55530-va-o-inferno-e-diga-ola-fernando-alvim, a 16 de Abril de 2010, em Jornal I

Boa Alvim!

RT

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