Desemprego Jovem Em Portugal Pode Causar Danos Irreversíveis… Veja Aqui As Causas Alarmantes Desta Situação…

Desemprego Juvenil e os Seus Danos... Fonte: http://www.dialogosuniversitarios.com.br

Hoje trago  um assunto, a qual tenho tentado de todas as formas ao meu alcance combater, pelo menos chamando à atenção, registando e fornecendo soluções para o mesmo, no entanto, parece que não revela frutos, embora eu não dê por terminada a minha cruzada, e sempre que se justifique, ou penso que seja necessário, voltarei a publicar e a comentar sobre o desemprego, nomeadamente, e neste caso, o desemprego dos jovens.

Vou transcrever um artigo sobre esta mesma situação, e posteriormente, vou tecer um comentário ao mesmo.

« Desemprego jovem: Portugal fica acima dos 20% até 2012

A geração dos 15 aos 24 anos é penalizada pela falta de criação de emprego

Um em cada cinco portugueses entre os 15 e os 24 anos está desempregado. A crise actual, que passou de financeira a económica, é também social. Segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), Portugal tem uma taxa de desemprego jovem de 21,1%, um número que não deve descer significativamente nos próximos anos. O desemprego jovem em Portugal vai manter-se acima dos 20% até 2012.

Nos últimos dois anos, assistiu-se em Portugal a uma escalada da taxa de desemprego. Fábricas a fechar, trabalhadores despedidos e empresas impedidas de contratar. No entanto, apesar de os trabalhadores com mais de 25 anos constituírem a fatia principal da mão-de-obra, se há segmento que tem sentido a curva ascendente no desemprego é o dos jovens. Em 2007, a taxa de desemprego entre os 15 e os 24 anos era 16,1%. Hoje é cinco pontos percentuais superior e a OCDE estima que no final de 2011 continuará elevada, nos 20,9%, mais do dobro da taxa de desemprego entre os adultos (ver gráfico). Uma perspectiva que pode ter como consequência o adiamento do tão falado processo de qualificação da mão-de-obra disponível em Portugal.

“Até 2009 assistiu-se a uma criação líquida de emprego qualificado significativo, apesar de nessa altura já se registar um ligeiro aumento do desemprego”, afirma Pedro Adão e Silva, investigador do Instituto Universitário Europeu. “O problema é que o mercado vai estar congelado. A destruição de emprego pode até nem continuar, mas também não haverá uma dinâmica de criação”, conclui.

A crise económica impôs uma travagem a fundo na criação de emprego, com limitações que dificultam a obtenção de emprego pelos mais novos. A OCDE também não tem dúvidas: “As perspectivas a curto prazo para o desemprego jovem nos países da OCDE continuam sombrias”, pode ler-se no relatório. A organização que junta os países mais desenvolvidos do mundo estima que, apesar de a retoma já ter começado em alguns países, o nível de desemprego continuará a ser preocupante. “A criação de emprego deverá ficar significativamente para trás em relação à recuperação económica. Neste contexto, estima-se que o desemprego jovem permaneça a um nível elevado nos próximos dois anos e muitos jovens desempregados deverão passar por períodos prolongados de desemprego.”

O perfil adiado A elevada taxa de desemprego jovem é ainda mais preocupante para Portugal, tendo em conta os esforços para mudar o perfil de mão-de-obra do país. A crise veio atrasar o processo de qualificação da população activa, que tinha como objectivo deixar de apresentar a mão-de-obra barata como o principal cartão de visita do país.

“Esta crise é mais dramática, porque além das dificuldades económicas que acarreta, acentua as nossas debilidades estruturais e torna mais difícil ultrapassá-las”, explica Adão e Silva. “O processo de mudança de perfil da mão-de-obra, que, por si só, já é uma transição demorada e que não seria feita nesta ou na próxima legislatura, é adiado”, garante.

No entanto, Portugal está longe de ser o único nesta posição. A subida do desemprego é um fenómeno comum a todos os países da OCDE, onde nos últimos dois anos o desemprego jovem subiu seis pontos percentuais. Actualmente, existem 15 milhões de jovens desempregados nos países da OCDE, mais quatro milhões do que no final de 2007. Em Espanha, por exemplo, a taxa de desemprego jovem é de quase 40% e na Irlanda registou-se uma subida de mais 18 pontos percentuais nos últimos dois anos.

Porquê os jovens? Toda a gente conhece pelo menos uma história de um recém-licenciado que não consegue arranjar emprego. Mas por que são os jovens sempre muito penalizados quando o desemprego sobe? Segundo Pedro Adão e Silva, existem algumas dificuldades que vêm sempre à tona em contextos de crise. “As crises tendem a aprofundar a segmentação do mercado e a diferença entre emprego mais protegido e menos protegido. No último segmento estão obviamente incluídos os jovens, uma faixa etária onde os vínculos precários são mais comuns”, sublinha. “Além disso, é muito mais difícil entrar num mercado do que já lá estar presente”

O relatório da OCDE refere ainda que falhar na procura do primeiro emprego ou ter dificuldades em conservá-lo poderão deixar cicatrizes para o futuro. “Além dos efeitos negativos no salário e empregabilidade futura, períodos longos de desemprego enquanto jovem criam muitas vezes cicatrizes permanentes através de efeitos nocivos, incluindo felicidade, satisfação no trabalho e saúde”, revela o relatório.»

In: http://www.ionline.pt/conteudo/55830-desemprego-jovem-portugal-fica-acima-dos-20-ate-2012, a 19 de Abril de 2010, em Jornal I

O meu Comentário:

Perante esta peça jornalística, sou forçado a indicar, que as pessoas continuam a menosprezar as capacidades e potencialidades dos mais jovens, no entanto, querem estar mais a frente que o concorrente, querem ter um negócio mais rentável, e mais bonito aos olhos dos clientes, mas esquecem-se que para que existam essas nuances, devem investir, e apostar essencialmente, em pessoas mais novas, sem vícios de experiencias e criativas, para poder fazer a diferença, penso mesmo, que a maior parte delas, e que podem fazer o desequilíbrio são os jovens recém-licenciados.

Eu como jovem, tento dar o meu melhor a quem me contracta, penso que a contratação, é uma aposta, uma aposta que deve ser ganha, e como tal, esforço-me ao máximo para poder dar a ganhar a quem em mim apostou, no entanto, quem contracta, penso só em experiência, e mais experiência, pois bem, penso que muita experiência, pode ser bom ou mau, na minha óptica e de observação dos anos, digo, em 75% dos casos é péssimo, pois traz com a pessoa vícios e postura, que podem não ser benéficas à organização.

Um aparte, outro dia, vi um anúncio que pedia 15 anos de experiência… pensei, porque não tentam contratar um reformado…às tantas é o que procuram…a empresa deve ser do século passado…enfim, sem comentários…

Eu como licenciado, sinto que ainda não tive a oportunidade de poder vingar, de poder digamos por uma organização a ganhar, pois penso que as apostas são muito tremidas, as pessoas apostam por períodos reduzidos e não dão oportunidades sequer de se cumprir o acordado, sendo que em todas, esta calendarizado, no entanto, se está calendarizado para 6 meses, querem em 2 ou 3 meses, o de 6, entendo que sejam exigentes, mas devem pensar que o patrão das empresas, é o cliente, e este, é que vai definir as «condições».

De lamentar, é que o que acontece com os jovens nascidos nos anos entre 78 até 90, são desprezados, e não são colocados no mercado de trabalho, especialmente os licenciados, a não ser em mais de 95% dos casos com recursos a cunhas, os factores para a não aposta nestas pessoas, é dada por valores como falta de experiência, o prestígio da universidade, crise, etc.

A do prestigio da universidade, é relativo, podemos ter alunos brilhantes em universidades privadas sem grande nome no mercado, como podemos ter alunos fracos em universidades de prestígio, penso que a escolha de universidade, quando ingressamos nela, tem mais a haver com factores económicos que outra coisa, especialmente quando são instituições privadas..

Psicologicamente os jovens destas gerações, andam desorientados, e não crêem em nada, resultado disso, pode ser visto por taxas de abstenção nas eleições, os jovens não se reconhecem como fazendo parte de uma sociedade, pois não têm direito a emprego, e como tal, estão privados de poderem constituir família, e contribuir para o incremento da taxa de natalidade que o nosso governo tanto necessita, para a sustentabilidade da segurança social..

Conheço casos de pessoas que namoram há mais de 10 anos, que tiraram cursos superiores, querem se casar mas não podem, pois não possuem empregos, muito menos empregos que permitam casar e ter mesmo filhos, é obvio que situações destas existem bastante, e como tal, vão deixar sequelas nas pessoas, e na sociedade, pois essas mesmas pessoas não podem seguir as suas vidas, e quando o puder, nunca será como deveria ter sido.

Conheço também pessoas, que não querem saber de nada, que entraram para empregos com recurso às famosas e tão badaladas cunhas, e que até compraram já casa, pois têm o emprego assegurado, no entanto, não querem dar nenhum contributo à sociedade, ou a gratidão à mesma sociedade pela estabilidade profissional, não querem ter só uma mulher, nem querem filhos sequer… aqui penso que , deve existir a liberdade de escolhas, não condeno nem um, nem outro, mas penso, que está em jogo a justiça, de quem quer e não pode, e de quem pode, e não quer.

Para concluir, apelo a todos os que podem mudar esta mesma situação, de ponderarem, de apostarem nos jovens, especialmente os que não tiveram as cunhas, e de darem oportunidade, para que estes possam mostrar o que valem, de poderem se casar de constituir família, de dar netos aos avós, que anseiam por uma reforma sossegada e com netos.

Mandem para casa os mais velhos, que se querem reformar, apostem nos jovens e assentem em internacionalizações, caso o mercado nacional, não satisfaça as necessidades de cada organização.

Termino indicando, que a aposta nos jovens licenciados das gerações de 80, são aposta ainda pautadas por ensino sustentado e de qualidade, e que irá traduzir no médio e longo prazo, numa aposta certeira e com grandes ganhos humanos e monetários.

Tenho Dito

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