200 Entrevistas de Emprego Com Recusa Culminam em Suicidio…

Jovem Suicida-se ao Fim de 200 Entrevistas de Emprego...

Hoje trago uma notícia muito triste, vou transcrever a referida notícia, e vou efectuar um pequeno comentário à mesma.

«Jovem suicida-se após 200 entrevistas de emprego mal sucedidas

Vicky Harrison suicidou-se aos 21 anos depois de ser recusada em mais de 200 entrevistas de trabalho. A jovem britânica morreu devido à toma de muitos comprimidos depois de procurar emprego ao longo de dois anos

A jovem deixou apenas uma nota dizendo que não queria continuar a viver sendo como era. Porém, segundo o namorado Nathan, que ainda não acredita que a jovem desapareceu, «Vicky era uma rapariga que sobressaía, divertida e bonita».

A mãe da jovem, Louise, de 43 anos, afirma que Vicky era «uma menina brilhante e inteligente, mas que se deixou deprimir ao não encontrar emprego. Estar parada tanto tempo era para ela humilhante e não aguentava mais».

Na carta que deixou, apenas lançou um apelo aos pais: «Por favor, não fiquem tristes. Não é vossa culpa. Quero que todo o mundo seja feliz».

SOL com agências »

In: http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Internacional/Interior.aspx?content_id=170470, a 25 de Abril de 2010, em Jornal Sol.

O meu comentário:

Este caso entristece-me, pois penso que ninguém merece ser tratado como um mero numero, ou mesmo objectivo, coisa que aliás muitas organizações dos nossos dias, tem por hábito de realizar, esquecem que as pessoas são humanas e não são máquinas.

Em Portugal, ou penso que registado, nunca aconteceu algo semelhante, mas pelo andamento das nossas condições de vida, qualquer dia, vamos ter casos deste, pois a juventude, está a ser marginalizada e relegada para segundo plano, em virtude de ter estudado, de se ter licenciado.

Acreditamos que durante alguns anos, a juventude foi relegada para segundo plano, em virtude das condições económicas se terem degradado, no entanto, o que assistimos actualmente, é sim, a um desprezo pelos estudos dos jovens, e não aposta nos mesmos, o que vão gerar problemas sociais mais caóticos que os até agora aconteceram, isto se, nada for feito para dar novo animo e novo pulso, a uma geração que se esforçou, e que só quer ter direito a poder viver, direito a poder ser feliz.

Servindo de exemplo, o caso desta jovem do Reino Unido, podemos analisar que a situação é um acto de desespero, e que devemos ter em conta que, com as recusas sucessivas, as pessoas vão se abatendo, e perdendo a vontade de continuar, e culminam com um desespero, que inicialmente se sentem inúteis e posteriormente «ficam» mesmo inúteis, e tem forte tendência para situações adversas, como foi o caso desta jovem, que se suicidou.

Eu apelo mais uma vez, a todos os responsáveis, entre eles os governos, empresários, organizações, etc, que podem influir de forma directa nesta mesma situação, de tornearem e contratarem pessoas jovens e com qualificação superior, de forma a poder dar oportunidade à juventude, que ao mandar as pessoas para a reforma, que as substituam por pessoas mais novas e licenciadas.

Penso que os licenciados, merecem uma oportunidade, especialmente os mais perto dos anos 80, pois são pessoas que muitas vezes, ainda não tiveram oportunidade de mostrar o que valem, e que estão ansiosos por o fazer, ressalvando, que muitos deles, querem começar a vida com o seu par, e anseiam por ter filhos, e dar netos aos país, no entanto, o emprego precário, as recusas de emprego, e o desprezo por todos valores, está a destruir a geração dos anos 80.

Deixo mais uma vez o apelo, APOSTEM NOS JOVENS LICENCIADOS…

Tenho Dito

RT

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2 respostas a 200 Entrevistas de Emprego Com Recusa Culminam em Suicidio…

  1. Andreia diz:

    De facto é incrivel como noticias destas ainda aparecem nos jornais.
    O desprezo e o desespero unem-se e levam as pessoas à loucura…
    Em Portugal ainda nada foi anunciado mas acredito que ja tenha acontecido…
    Numa altura de crise em que a oferta de mão de obra é superior á procura devemos ter atenção com as politicas sociais implementadas, mas tambem devemos apoiar as PME á contrataçao dessa mão de obra em excesso. Estas só tem a ganhar com isso, a longo prazo é claro, pois inicialmente será um custo.
    É estas questão que os gestores das nossas PME tem que perceber de uma vez por todas, a produtividade e consequentemente a riqueza (para si e para a sua empresa) só se alcançam se apostarem nas pessoas, não só nas novas tecnologias…
    Sem as pessoas a empresa nao é nada, e por isso devemos ter grande consideraçao e apreço por estas, mostrando-lhes que fazem parte de uma equipa vencedora…
    Quanto maior for o apreço pelo esforço e dedicaçao de um trabalhador a uma empresa mais ele se sente motivado e se dedica. Não se trata apenas de apreço “financeiro” (tb é importante, claro!!) mas por vezes basta um elogio ao bom trabalho, etc…
    Tenham em atenção estes pequenos detalhes que sem duvida fazem a diferença….

    • hangover diz:

      Olá Andreia

      Desde já agradeço a tua participação aqui no Blog.

      Concordo contigo e penso que o que faz diferença entre as organizações são as pessoas, pois a tecnologia, o know-how, as instalações, os valores, etc são possíveis de serem adoptados por qualquer organização, no entanto, as pessoas não, devido à especificidade inerentes a cada uma.

      Apostem nos Jovens….

      Tenho Dito

      RT

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