Em Portugal, 9 em 10 Empregos São Precários…Conheça Aqui os Detalhes…

Empregos Precários São 9 em Cada 10 Fonte: http://sanantonio.com.br

Hoje trago uma notícia, que mesmo sendo da semana transacta, eu guardei a mesma, pois queria a comentar, quando tivesse mais disponibilidade para tal, e então, reservei a mesma para o dia de hoje, vou transcrever a mesma, e de seguida vou tecer um comentário sobre o assunto.

« Nove em cada dez empregos são a prazo e nunca melhoram

Educação continua a ser premiada com salários mais altos, mas políticas devem incentivá-la

Em cada dez novos empregos, nove são precários e raras vezes desembocam em contratos permanentes.

São sobretudo ocupados por jovens, por norma mais qualificados, o que distorce a regra segundo a qual mais instrução melhora a situação profissional.

O facto de a esmagadora maioria dos empregos criados serem precários e ocupados pelos mais habilitados foi realçado por Nuno Alves, Mário Centeno e Álvaro Novo para justificar o pedido de medidas que ajudem a valorizar a educação. Num estudo publicado pelo Banco de Portugal, defendem que a educação traz benefícios para quem a tem (salários mais altos) mas, sobretudo, para a sociedade. Por exemplo, referem, Portugal não poderá ser mais rico enquanto os trabalhadores e empresários tiverem um nível de qualificação global tão baixo quanto têm agora.

Por isso, entendem, as políticas públicas devem incentivar a educação e eliminar factores que distorçam esse objectivo. Entre eles está um mercado de trabalho “bastante segmentado”, ou seja, em que os empregos nos quadros das empresas, geralmente ocupados pelas gerações mais antigas e menos qualificadas, são mais estáveis do que os que vão sendo criados, na maioria precários e ocupados por jovens, por norma mais qualificados. Desta forma, os jovens não vêem recompensado o esforço feito na sua qualificação.

IRS deve incentivar estudos

Além disso, conclui o estudo, a política de impostos não incentiva as pessoas a prosseguir estudos. “O sistema fiscal deve discriminar positivamente aqueles que investem em níveis mais elevados de educação”.

Em Portugal, contudo, as deduções de despesas de educação no IRS são iguais, independentemente da formação. Para mais, o Programa para a Estabilidade e Crescimento apresentado pelo Governo em Março reduz, precisamente, o valor das deduções com despesas de educação. “É surpreendente a omissão deste argumento do debate” acerca da tributação da educação, concluem os autores. “Políticas que aumentem o custo da educação através dos impostos podem levar a maiores receitas fiscais no curto prazo, mas fá-lo-ão com o custo, a médio e longo prazo, de níveis mais baixos de educação e, consequentemente, de menor crescimento económico”, lê-se no estudo.

No curto prazo, os autores apelam, ainda, à criação de incentivos para captar “cérebros” imigrantes e evitar que os portugueses qualificados procurem outros países para trabalhar.

Ter “canudo” não é qualificação

Instrução não é sinónimo de qualificação, lembra o estudo, que apela à “universalização do ensino pré-escolar” e à “exigência permanente ao longo dos percursos escolares”. Luís Bento, professor da Católica, acrescenta: “O número de licenciados está dentro da média europeia, mas o tipo de licenciatura é diferente: temos demasiadas pessoas formadas em áreas que não são valorizadas pelo mercado de trabalho e poucas nas áreas científicas”.

Sobretudo, diz, o país conta com poucos quadros intermédios, que terminam o 12.º ano em áreas profissionais ou até fazem cursos pós-secundário.»

In: http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1552603, a 25 de Abril de 2010, em Jornal de Notícias.

O meu comentário:

Pois bem, perante esta peça jornalística, podemos concluir que andam a brincar, com os jovens, especialmente os que estudam, e que tiram um curso superior.

Vejamos o que se passa no mercado de trabalho nos dias de hoje, actualmente os jovens licenciados sem experiência e os recém-licenciados, estão em casa, em virtude de terem ambicionado mais, de terem sido coagidos a estudar, e se formarem, tanto pelos seus familiares, bem como pelos governos, no entanto, os empresários nacionais, especialmente os da PME’s, são pessoas que possuem formação fraca, ou seja, não possuem as devidas qualificações para terem a abertura necessária, e entenderem que a diferença entre contratar uma pessoa com o 12º e um licenciado, para determinadas áreas, pode ser enorme, no que concerne a médio longo prazo, mas também em diferenciação, qualidade, vanguardismo, pioneirismo, etc.

É obvio, que depois não conseguem entender, por que razão o seu negócio está a afundar, quando o do vizinho, que até vende mais caro, é mais rentável, e até está em franca expansão…incrível…não entendem, simplesmente, porque não possuem formação, mas também não recorrem a quem tenha, nem contratam quem tenha, simplesmente com o medo da pessoa com formação, lhe roube o poiso…coisa que só mesmo, pode acontecer na cabeça destes mesmos senhores.

Perante isto, no que concerne às juventude, criam empregos sustentados em organizações de trabalho temporário, muitas delas, oriundas de fora do país, por ser mais barato, no imediato, não extrapolando para futuro das consequências dessas mesmas contratações.

Estas empresas, exploram as pessoas, e quando tão muito queimadas no mercado, mudam a denominação social, e por vezes, o numero de pessoa colectiva, e ficam-se a rir das leis nacionais, é aqui que os governantes, têm culpa, é que deviam não licenciar muitas destas organizações, e deviam às que operam, estar sob forte rigidez, e ter que justificar todos os actos mais obscuros.

Resultado, empresas de trabalho temporário, patrões com qualificações medíocres, governantes sem visão, são uma mistura explosiva, que origina o titulo da peça acima transcrita, o que é verdade, e que essencialmente dá emprego a pessoas com baixas qualificações, de modo, a estas serem mais inocentes, no que concerne aos seus direitos e regalias no mundo do trabalho.

As causas a curto prazo estão expostas, são os licenciados em casa, sem ordenado, e que por tal razão, não podem consumir, e seriam os que mais ganhariam, e logo seriam mais propensos a consumir, no entanto, nada; os precários, consomem menos do que deveriam normalmente, em virtude da precariedade do vínculo laboral, resultado, ficamos todos a perder, pois o consumo privado, e pelo menos nesta faixa etária, que é a juventude é o mais prejudicado, tenha-se em nota, que a juventude são dos que mais consome, em virtude de o custo de começar uma vida a dois, ser algo alto, é o automóvel, é a habitação, são os bebes, etc.

Denote-se que ficamos todos a perder, para agradar a empresas oriundas de lá de fora, com políticas e métodos de trabalho, por vezes pouco ortodoxos, e que não são enquadráveis na sociedade nacional, muito menos agora, que estamos numa crise sem precedentes, e devemos apostar tudo, nos jovens, pois eles são os que nos guiarão no futuro.

Tenho pena de ter que chamar de novo à atenção, no entanto, e perante a peça, volto a invocar: APOSTEM NOS JOVENS LICENCIADOS, PFFFF.

Tenho Dito

RT

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